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sábado, 3 de março de 2018
Coimbra BD 2018 - O programa Completo
Está finalmente disponível o programa completo da terceira edição do Coimbra BD. Uma iniciativa da Câmara Municipal de Coimbra, com produção e programação minha e do Bruno Caetano (Comic Heart). Um trabalho que foi um prazer e uma honra, até porque, desta vez, foram-nos dadas um pouco mais de condições para programar uma Mostra mais ambiciosa. Lá vos espero pela Casa Municipal da Cultura a partir de quinta-feira.
PROGRAMA OFICIAL - COIMBRA BD 2018
8 de março (5ª)
11h00 - Abertura
14h30 - Apresentação do projeto SAPATA PRESS – Casa da Esquina (Sala Francisco Sá de Miranda)
15h30 - Oficina criativa Mulher de Borracha – Casa da Esquina (Sala Francisco Sá de Miranda)
21h00 - Jogos tabuleiro (Sala Francisco Sá de Miranda)
9 de março (6ª)
19h00 - Visita guiada à exposição 70 anos de Tex, com José Carlos Francisco e Walter Venturi
21h00 - Curtas-metragens de terror premiadas no Festival de Cinema MoteLx apresentadas por Pedro Souto e João Monteiro, da direcção do Festival (Sala Silva Dias) – duração 67 min:
- “A tua Plateia”, de Óscar Faria, (9 min).
- "Palhaços" de Pedro Crispim (15 min) - Menção especial Prémio MOTELX - Melhor Curta de Terror Portuguesa 2016
- “Depois do Silêncio" de Guilherme Daniel (15 min) - Menção especial Prémio MOTELX - Melhor Curta de Terror Portuguesa 2017
- “Andlit” de João Figueira (5 min)
- “Sangue Frio”, de Patrick Mendes (15 min)
- Papá Wrestling, de Fernando Alle (9 min) – Prémio especial MoteLX 2009.
10 de março (sábado)
11h00 – “Filminhos Infantis à solta pelo país”, Sessão de curtas-metragens de animação para a família: Programação Zero em Comportamento (Sala Silva Dias):
- “Maestro”, de Geza M. Toth (Hungria),
- “O Coelho e o Veado”, Péter Vácz ( Hungria),
- “Foxy e Meggy” - André Letria (Portugal)
- “As Aventuras de Miriam: As Cores”, Girlin-Bassovskaja (Estónia)
- “Mancha e Manchinhas: Perdidos”, Uzi Geffenblad e Lotta Geffenblad (Suécia)
- “Big Buck Bunny”, Sacha Goedegebure ( Holanda)
- “Rumores”, Frits Standaert (Bélgica/ França)
11h00/13h00 – Workshop: “Uma sequência de imagens”, com Carlos Correia (duas sessões de duas horas sobre imagem sequencial através do uso de brinquedos ópticos –– mediante inscrição presencial) (Sala Francisco Sá de Miranda)
14h00/15h00 – Emissão em directo do programa “Conta-me!”, da Rádio Universidade de Coimbra, com Sandra Tavares e Cátia Soares (Biblioteca Municipal)
15h00/15h30m – Tertúlia: Coleccionar originais de BD: Negócio, ou Paixão?, com João Antunes, Margarida Mesquita, Bruno Caetano (Biblioteca Municipal)
15h30/16h00 – Painel: Apresentação dos livros Dragomante, com Manuel Morgado e Filipe Faria e Man Plus, com André Lima Araújo (Biblioteca Municipal)
16h00/18h00 - Sessões de autógrafos dos artistas convidados r.m. Guéra, Walter Venturi, André Lima Araújo, Manuel Morgado, Filipe Faria, André Diniz e Ricardo Venâncio (átrio da Casa Municipal da Cultura)
17h00 - Desfile e concurso de Cosplay (Sala Silva Dias)
17h00 /18h00 - Tertúlia sobre edição: presença dos editores Nuno Catarino (Goody), Mário Freitas (Kingpin), Rui Brito (Polvo) e José de Freitas (G Floy) (Biblioteca Municipal)
18h30 – Sessão de desenho com modelo ao vivo: Salão 40 (Sala Francisco Sá de Miranda)
18h00/18h30 - Tertúlia de homenagem a Fernando Relvas: Com Nina Govedarica, Margarida Mesquita e João Queirós (Biblioteca Municipal)
18h30/19h00 – Painel: 70 Anos de Tex, com José Carlos Francisco e Mário João Marques (Biblioteca Municipal)
21h00 – Curtas-metragens de terror premiadas no MoteLx (Sala Silva Dias) – duração 65 min.
- “Nico – A Revolta”, de Paulo Araújo (8 min) - Selecção oficial Prémio MOTELX - Melhor Curta de Terror Portuguesa 2013
- "Mãe Querida" de João Silva Santos (14 min) - Selecção oficial Prémio MOTELX - Melhor Curta de Terror Portuguesa 2017
- "Post-Mortem" de Belmiro Ribeiro (14 min) - Vencedor Prémio MOTELX - Melhor Curta de Terror Portuguesa 2016
- “Miss Mishima” de Pedro Rocha (14 min) - Selecção oficial Prémio MOTELX - Melhor Curta de Terror Portuguesa 2011
- “Maria”, de Joana Viegas (15 min) - - Selecção oficial Prémio MOTELX - Melhor Curta de Terror Portuguesa 2014
21h00 - Jogos tabuleiro (Sala Francisco Sá de Miranda)
11 de março (domingo)
11h00 - Filminhos Infantis à solta pelo país, Sessão de curtas-metragens de animação para a família – Programação Zero em Comportamento (Sala Silva Dias)
- “A Janela”, Camille Müller (França)
- “Os Tumblies”, Patrick Raats, (Holanda)
- “Jonas e o Mar”, Marlies Van der Wel, (Holanda)
- “O Rapaz Bolota”, Dace Riduze, (Letónia)
- “Os porcos-Espinhos e a Cidade” Evalds Lacis, (Letónia)
- “Mancha e Manchinhas: Sapatos Mágicos”, Uzi Geffenblad e Lotta Geffenblad (Suécia)
- “Fábulas Delirantes 2”, Fabrice Luang Vija, (França/ Bélgica)
11h00/13h00 - Workshop Uma sequência de imagens, por Carlos Correia (duas sessões de duas horas sobre imagem sequencial através do uso de brinquedos ópticos –– mediante inscrição presencial) (Sala Francisco Sá de Miranda)
15h00/15h30 - Podcast Geek do Olimpo. Programa para o canal YouTube sobre BD e cultura geek, com Miguel Jorge e convidados (Biblioteca Municipal)
15h30/16h00 – Visita guiada à exposição de r.m. Guéra feita pelo autor.
16h00/18h00 - Sessões de autógrafos dos artistas convidados Walter Venturi, R. M. Guéra, Ricardo Venâncio, Manuel Morgado e Filipe Faria (entrada da Casa Municipal da Cultura?)
Atividades permanentes
Venda BD, ilustração e merchandising
Com as editoras e lojas Apocryphus, Arena Porto, Arte de Autor, BD Mania, Bicho Carpinteiro, Bruaá Editora, CLC Portugal, Comic Heart, Devir, G Floy, Goody, Ink Tshirt Store, JAN KEN PON, Kingpin Books, Levoir, Livraria Dr. Kartoon, Mini-Orfeu, Polvo
Exposições:
- Walter Venturi: um mestre dos fumetti - Desenhador italiano que tem trabalhado nas séries Tex e Zagor, da editora Bonelli, e é autor da novela gráfica Il Grande Belzoni (dedicada à vida do grande egiptólogo Giovanni Battista Belzoni, que foi um dos responsáveis pela descoberta de Abu Simbel e o primeiro homem a entrar na segunda pirâmide de Gizé) Walter Venturi vai estar pela primeira vez em Portugal com exposição própria, para além de ter trabalhos seus integrados na exposição dedicada aos 70 Anos de Tex.
- r.m. Guéra. Um autor sérvio no mercado internacional – Com trabalhos publicados nos principais mercados internacionais, desde os Estados Unidos, onde publicou nas editoras DC, Vertigo, Marvel e Image, até França (Glenat e Delcourt), passando por Itália, para onde está a desenhar um álbum especial do cowboy Tex, o sérvio Rajko Miloševic-Gera é um dos nomes maiores da BD realista internacional, que permanecia inédito em Portugal. Lacuna que será colmatada pela edição do livro The Goddamned (Os Malditos) que será lançado no Coimbra BD, com a presença do autor e o apoio da editora, G Floy.
– 70 Anos de Tex: A colecção de José Carlos Francisco – Um português, residente perto de Coimbra (Anadia) é proprietário da mais importante colecção de desenhos originais ligados à personagem Tex, o mais célebre cowboy da BD italiana, que comemora 70 anos em 2018. Uma fantástica colecção com trabalhos de diversos autores estrangeiros, que será exposta em público pela primeira vez no Coimbra BD.
– Manuel Morgado – desenhador português que fez a sua formação académica em Coimbra, na ARCA, Manuel Morgado vai expor originais do álbum Les Arcanes de la Lune Noire: Greldinard, que realizou para a editora francesa Dargaud, bem como de Dragomante, livro com argumento do escritor de fantasia, Filipe Faria, que será lançado durante o evento.
– Homenagem a Fernando Relvas – Falecido em 2017, Fernando Relvas foi um dos mais importantes autores portugueses de BD do século XX e, por ocasião da próxima publicação em livro do Espião Acácio, o seu primeiro grande sucesso na revista Tintin, alguns dos seus trabalhos originais serão expostos pela primeira vez na nossa cidade (com a presença da viúva do autor).
– André Lima Araújo: Man Plus – Exposição dedicada ao livro que assinala a estreia em Portugal de André Lima Araújo, desenhador português que tem publicado regularmente nas principais editoras americanas, como a Marvel e a Image.
- Arcindo Madeira, ilustração - referente à obra de Arcindo Madeira, ilustrador natural de Coimbra.
Autores Presentes:
Convidados internacionais
- Walter Venturi
- r.m. Guéra
Convidados Nacionais
- Manuel Morgado – Autor presente com exposição
- Filipe Faria – Escritor de fantasia, argumentista do livro Dragomante
- André Lima Araújo - Autor presente com exposição
- Ricardo Venâncio – Autor presente com o livro Hanuran, Prémio Melhor Desenho na Comic Con Portugal 2017, que esteve em exposição pela primeira vez na edição de 2017.
- Nina Govedarica – Viúva do autor Fernando Relvas
Programação paralela:
Exposição de ilustração Histórias por contar, de João Vaz de Carvalho, Galeria Pedro Olayo (filho) do Convento São Francisco, 3 de março a 8 de abril de 2018, de segunda-feira a domingo, 15h00 - 20h00.
quinta-feira, 17 de agosto de 2017
Um punhado de imagens do Viñetas desde o Atlântico 2017
Treze anos depois, regressei finalmente ao Viñetas desde o Atlântico, o Festival de BD da Corunha organizado por Miguelanxo Prado, com uma equipa que inclui Carlos Portela e Melo Melowsky (que é também o responsável pela área de BD da Comic Con portuguesa) e que é, a par com o Festival de Beja, o mais simpático Festival de BD em que estive. Ao contrário da edição de 2004, onde estive como convidado, acompanhando uma exposição dedicada ao 25 de Abril na BD Portuguesa, que comissariei, desta vez regressei como simples turista, apanhando apenas os últimos dias do Festival, com a programação oficial praticamente terminada, o que me impediu de reencontrar alguns amigos e conhecidos e de apanhar a última sessão de autógrafos com os autores presentes, que estava a terminar no momento em que eu estava a chegar à Coruña, por volta das 14h de sábado.
E aqui fica um aviso para os visitantes que forem de Portugal: no Viñetas respeitam mesmo a hora da siesta tão tipicamente espanhola. Entre as 14h e as 18h todos os espaços de exposição estavam fechados, tal como as lojas da Rua da BD, o espaço junto ao Kiosco Alfonso, onde estão instalados os stands das editoras e das livrarias galegas.
O lado bom de ter chegado no "fim da festa", é que, com excepção da Biblioteca Salvador de Madariaga, que estava fechada ao domingo. acabei por guardar a minha visita às exposições e à área comercial, para a manhã de domingo, onde havia muito menos gente no que no sábado à tarde, o que permitiu visitar as exposições com outra calma.
Contando com o Kiosco Alfonso como núcleo principal, as exposições estavam espalhadas também por outros lugares próximos, como a Fundacion Barrié, ou novo edifício Palexco, situado junto ao mar e também para outros lugares mais distantes, como a Torre de Hércules, símbolo icónico da Coruña, onde estava uma exposição dedicada aos 20 anos de cartazes do festival, que incluía o magnífico cartaz de Das Pastoras para a edição deste ano, que não tive oportunidade de visitar.
Mas as melhores exposições estavam no Kiosco Alfonso, o coração do Festival, que albergava pranchas originais (e impressões digitais) de Dave Mckean, Ralph Meyer, Eduardo Risso, Julie Rocheleau e o galego Kiko da Silva.
Mckean apresentou os quatros projectos de BD em que está a trabalhar neste momento e que, com excepção de Black Dog, ainda não foram publicados e que além de Caligaro, um projecto em que o desenhador trabalha desde a sua passagem pelo Festival de BD de Beja, inclui também um projecto feito em parceria com Roger Dean, o conhecido ilustrador das capas dos discos de bandas de rock sinfónico como os Yes.
Ralph Meyer concentrou a sua exposição na série Undertaker, o popular Western criou com Dorrison e que é um dos melhores exemplares actuais da BD de aventura clássica franco-belga e os seus originais a preto e branco são magníficos, tal como as suas pinturas a cores. Eduardo Risso apresentou uma exposição antológica, que incluía trabalhos mais antigos como Parque Chas, ou Fulú, até títulos mais recentes como Moon Shine, ou Torpedo 1972, em que retoma o famoso (anti)herói de Abuli e Bernet. Mas, para mim, a grande surpresa da exposição de Risso, foram os magníficos originais a cores de 1950, uma história de 2010 que, presumo, terá sido a sua última colaboração com Carlos Trillo.
Se Meyer, McKean e Risso são autores cujo trabalho conheço bem, já Kiko da Silva, de quem conhecia apenas o divertido O Inferno do Desenhador, foi uma muito agradável surpresa, pela qualidade e versatilidade do seu trabalho, que não se limita ás duas dimensões da BD. Outra belíssima surpresa foi o trabalho (inteiramente digital) da canadiana Julie Rocheleau, que tem feito carreira na BD franco-belga e que revela um traço de grande elegância, excelente sentido de composição e um trabalho de cor tão inesperado como espectacular.
A nível das exposições que visitei, destaque ainda para a mostra dedicada os 10 Anos do Prémio Nacional del Comic, que incluía várias obras já publicadas em Portugal, como A Arte de Voar, de Altarriba e Kim, Ardalém, de Miguelanxo Prado, Rugas, de Paco Roca, e Blacksad: Amarillo, de Guarnido e Diaz Canales.
A parte comercial, para além de dar para perceber que, entre franceses, japoneses e americanos, praticamente tudo o que de importante se publica no mundo está disponível em espanhol, mas as minhas compras centraram-se na BD espanhola em geral e na BD galega em particular. E aqui, merece destaque a revista La Resistência, publicada pela editora Dibbuks, que neste sexto número tem 128 páginas de BD e recolhe histórias de mais de uma vintena de autores.
Mas para além dos espaços do Festival, a BD está bem presente na Coruña, seja através das estátuas de personagens de BD (algumas bastante mais conseguidas do que outras), seja nos grafittis, ou num espaço como a Pulperia de Melide, um restaurante onde servem exclusivamente polvo à galega, cujas paredes estão decoradas com desenhos dos autores que passaram pelas Viñetas do Atlântico.
Uma escultura de Blacksad, junto a um dos núcleos do Viñetas
O fantástico trabalho de Julie Rocheleau
1950. A última (?) colaboração de Trillo e Risso
Black Dog, de Dave McKean
Original de Bardin, de Max, um dos vencedores do Prémio Nacional de Comic
Uma parede da Pulperia de Melide cheia de desenhos
Algumas das BDs que trouxe da Coruña
E aqui fica um aviso para os visitantes que forem de Portugal: no Viñetas respeitam mesmo a hora da siesta tão tipicamente espanhola. Entre as 14h e as 18h todos os espaços de exposição estavam fechados, tal como as lojas da Rua da BD, o espaço junto ao Kiosco Alfonso, onde estão instalados os stands das editoras e das livrarias galegas.
Contando com o Kiosco Alfonso como núcleo principal, as exposições estavam espalhadas também por outros lugares próximos, como a Fundacion Barrié, ou novo edifício Palexco, situado junto ao mar e também para outros lugares mais distantes, como a Torre de Hércules, símbolo icónico da Coruña, onde estava uma exposição dedicada aos 20 anos de cartazes do festival, que incluía o magnífico cartaz de Das Pastoras para a edição deste ano, que não tive oportunidade de visitar.
Mas as melhores exposições estavam no Kiosco Alfonso, o coração do Festival, que albergava pranchas originais (e impressões digitais) de Dave Mckean, Ralph Meyer, Eduardo Risso, Julie Rocheleau e o galego Kiko da Silva.
Mckean apresentou os quatros projectos de BD em que está a trabalhar neste momento e que, com excepção de Black Dog, ainda não foram publicados e que além de Caligaro, um projecto em que o desenhador trabalha desde a sua passagem pelo Festival de BD de Beja, inclui também um projecto feito em parceria com Roger Dean, o conhecido ilustrador das capas dos discos de bandas de rock sinfónico como os Yes.
Ralph Meyer concentrou a sua exposição na série Undertaker, o popular Western criou com Dorrison e que é um dos melhores exemplares actuais da BD de aventura clássica franco-belga e os seus originais a preto e branco são magníficos, tal como as suas pinturas a cores. Eduardo Risso apresentou uma exposição antológica, que incluía trabalhos mais antigos como Parque Chas, ou Fulú, até títulos mais recentes como Moon Shine, ou Torpedo 1972, em que retoma o famoso (anti)herói de Abuli e Bernet. Mas, para mim, a grande surpresa da exposição de Risso, foram os magníficos originais a cores de 1950, uma história de 2010 que, presumo, terá sido a sua última colaboração com Carlos Trillo.
Se Meyer, McKean e Risso são autores cujo trabalho conheço bem, já Kiko da Silva, de quem conhecia apenas o divertido O Inferno do Desenhador, foi uma muito agradável surpresa, pela qualidade e versatilidade do seu trabalho, que não se limita ás duas dimensões da BD. Outra belíssima surpresa foi o trabalho (inteiramente digital) da canadiana Julie Rocheleau, que tem feito carreira na BD franco-belga e que revela um traço de grande elegância, excelente sentido de composição e um trabalho de cor tão inesperado como espectacular.
A nível das exposições que visitei, destaque ainda para a mostra dedicada os 10 Anos do Prémio Nacional del Comic, que incluía várias obras já publicadas em Portugal, como A Arte de Voar, de Altarriba e Kim, Ardalém, de Miguelanxo Prado, Rugas, de Paco Roca, e Blacksad: Amarillo, de Guarnido e Diaz Canales.
A parte comercial, para além de dar para perceber que, entre franceses, japoneses e americanos, praticamente tudo o que de importante se publica no mundo está disponível em espanhol, mas as minhas compras centraram-se na BD espanhola em geral e na BD galega em particular. E aqui, merece destaque a revista La Resistência, publicada pela editora Dibbuks, que neste sexto número tem 128 páginas de BD e recolhe histórias de mais de uma vintena de autores.
Mas para além dos espaços do Festival, a BD está bem presente na Coruña, seja através das estátuas de personagens de BD (algumas bastante mais conseguidas do que outras), seja nos grafittis, ou num espaço como a Pulperia de Melide, um restaurante onde servem exclusivamente polvo à galega, cujas paredes estão decoradas com desenhos dos autores que passaram pelas Viñetas do Atlântico.
Uma escultura de Blacksad, junto a um dos núcleos do Viñetas
O fantástico trabalho de Julie Rocheleau
1950. A última (?) colaboração de Trillo e Risso
Black Dog, de Dave McKean
Original de Bardin, de Max, um dos vencedores do Prémio Nacional de Comic
Uma parede da Pulperia de Melide cheia de desenhos
Algumas das BDs que trouxe da Coruña
quinta-feira, 2 de março de 2017
Coimbra BD 2017 - O Programa Completo
Finalmente, exactamente a uma semana do evento, aqui fica o programa completo. Lá vos esperamos!
Dia 9 de março (5ª)
11h00 – Sessão com trabalhos em Stop Motion por alunos da Escola Secundária Avelar Brotero (Sala Silva Dias)
11h00 – Workshop de banda desenhada, por André Caetano (Sala Francisco Sá de Miranda)
21h00 – Tertúlia GeekFreak: Never Ending Story – conversa sobre adaptações da BD para o Cinema (Biblioteca Municipal)
Dia 10 de março (6ª)
11h00 – Sessão com trabalhos em Stop Motion por alunos da Escola Secundária Avelar Brotero (Sala Silva Dias)
11h00 – Workshop de banda desenhada, por André Caetano (Sala Francisco Sá de Miranda)
19h00 – Levoir - Apresentação de programa editorial 2017 (Biblioteca Municipal)
21h00 – “Animação por Autores Portugueses da Banda Desenhada e Ilustração” (Sala Silva Dias)
• Fado de um Homem Crescido, de Pedro Brito, 2012
• A Fantasista, de André Ruivo, 2003
• Pássaros, de Filipe Abranches, 2009
• Stuart, de Zepe (José Pedro Cavalheiro), 2016
• Jantar em Lisboa, de André Carrilho, 2007
• Fado na Noite, de Fernando Relvas, 2012
• Algo Importante, de João Fazenda e João Paulo Cotrim, 2009
Dia 11 de março (sábado)
11h00 – “Cinema de animação para miúdos e graúdos” (Sala Silva Dias)
• Lost and Found, de Philip Hunt, 2008 (Reino Unido)
• Macropolis, de Joel Simon, 2012 (Reino Unido)
• Morning Stroll, de Grant Orchard, 2011 (Inglaterra)
• Vento, de Robert Loebel, 2013 (Alemanha)
• A Dama da Lapa, de Joana Toste, 2004 (Portugal)
• Dodu, o Rapaz de Cartão, de José Miguel Ribeiro, 2010 (Portugal)
11h00 - Workshop de livros pop-up, por Ana Oliveira (Sala Francisco Sá de Miranda)
15.00 – Desfile de Cosplay (Sala Silva Dias)
15h00 – Kingpin Books - Apresentação de programa editorial 2017 (Biblioteca Municipal)
15h30 – G Floy - Apresentação de programa editorial 2017 (Biblioteca Municipal)
16h00 – Tertúlia “Autores Portugueses no mercado Americano de Banda Desenhada”, por Jorge Coelho e Miguel Mendonça (Sala Silva Dias)
16h00/18h00 - Sessões de autógrafos de artistas convidados: Diniz Conefrey, Jorge Coelho, Miguel Mendonça, Carlos Correia, André Caetano e André Diniz (Átrio)
17h00 - Tertúlia “Os Fanzines”, por Geraldes Lino (Biblioteca Municipal)
18h00 - Apresentação do livro Judea, de Diniz Conefrey (Biblioteca Municipal)
18h30 - Apresentação da antologia Apocryphus (Biblioteca Municipal)
19h00 - Sessão de curtas metragens “Retrospectiva cinematográfica Filipe Melo” (Sala Silva Dias)
• I’ll See you in my Dreams, de Filipe Melo e Miguel Angel Vivas
• O Homem que Gostava de Zombies, de Filipe Melo
• I’ll See You in My Dreams, de Filipe Melo (videoclip para a banda Moonspell)
• Lychantrope, de Filipe Melo (videoclip para a banda Moonspell)
21h30 – Performance inspirada na BD, por Andrea Inocêncio (Átrio)
21h45 - Videolab BD - mostra de Vídeo Arte (Sala Silva Dias)
Dia 12 de março (domingo)
11h00 – “Cinema de animação para miúdos e graúdos” (Sala Silva Dias)
• Lost and Found, de Philip Hunt, 2008 (Reino Unido)
• Macropolis, de Joel Simon, 2012 (Reino Unido)
• Morning Stroll, de Grant Orchard, 2011 (Inglaterra)
• Vento, de Robert Loebel, 2013 (Alemanha)
• A Dama da Lapa, de Joana Toste, 2004 (Portugal)
• Dodu, o Rapaz de Cartão, de José Miguel Ribeiro, 2010 (Portugal)
11h00 - Workshop de livros pop-up, por Ana Oliveira (Sala Francisco Sá de Miranda)
15h00 - Sessão de desenho de modelo, por Salão 40 (Sala Francisco Sá de Miranda)
15h00 - Tertúlia - Filipe Melo “Os Vampiros” e outra colaborações com Juan Cavia (Biblioteca Municipal)
15h30 - Tertúlia “Ilustração e Banda Desenhada”, por Nuno Saraiva (Biblioteca Municipal)
16h00 - Tertúlia “Conversa com Bruno Aleixo” (Biblioteca Municipal)
16h00/18h00 - Sessões de autógrafos de artistas convidados: Nuno Saraiva, Carlos Correia, Filipe Melo e André Caetano (Átrio)
17h00 - Emissão do programa GeekFreak, da Rádio Universidade de Coimbra, da autoria de Breno Ferreira (Biblioteca Municipal)
Actividades permanentes
Venda BD, ilustração e merchandising
Apocryphus, Arte de Autor, Bruaá Editora, CLC Portugal, Comic Heart, El Pep Publisher, G Floy, Ink Tshirt Store, JAN KEN PON, Kingpin, Levoir, Livraria Dr. Kartoon, Mini-Orfeu, Planeta Tangerina, Polvo, Kurtebués
Exposições
• Colectiva - Artistas Portugueses no Mercado Americano, de vários autores (Galeria Ferrer Correia)
• Banda Desenhada e Ilustração Editorial, de Nuno Saraiva (Átrio)
• Os Vampiros- álbum ilustrado por Juan Cavia, de Filipe Melo (Galeria Ferrer Correia)
• Entre a Reportagem e a Literatura Desenhada, de André Diniz (Espaço Ferrer Correia)
• A Torre, Joe (antevisão) e Domus, de Carlos Correia (Átrio) • Heróis do Séc. XXI, de alunos de Multimédia da Escola Secundária Avelar Brotero (Espaço Ferrer Correia)
• Instalação VideolaBD (Espaço Ferrer Correia)
• O Fotógrafo não estava lá – exposição de ilustrações do Diário Popular (Biblioteca Municipal)
Mesas de artistas - desenhos ao vivo, mostra e venda de trabalhos, na sua maioria originais) (Átrio)
Jogos de tabuleiro (Restaurante BD/Cantina Sereia)
Programação paralela
• 9 de março, 5ª feira, 15h00, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (Sala do Instituto de Estudos Brasileiros): Conferência André Diniz. A BD e o Brasil, hoje. Uma conversa com João Miguel Lameiras
• 11 de março, sábado, 11h00,: Urban sketchers (Partida da Casa Municipal da Cultura. Evento livre para todas as idades)
Restaurante BD/Cantina Sereia – aberto ao público
Horário
• 9 de março, 5ª feira: das 11h00 às 22h00
• 10 de março, 6ª feira: das 11h00 às 22h00
• 11 de março, sábado: das 11h00 às 22h00
• 12 de março, domingo: das 11h00 às 18h00
Colaboração
• Livraria Dr. Kartoon
• Projecto Videolab
Apoio
• Serviços de Ação Social da Universidade de Coimbra
• Rádio Universidade de Coimbra
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quarta-feira, 1 de março de 2017
Coimbra BD regressa para segunda edição já no dia 9 de Março
Agora que finalmente tenho autorização para o fazer, posso confirmar que o Coimbra BD vai mesmo regressar para uma segunda edição entre os próximos dias 9 e 12 de Março, na Casa de Cultura de Coimbra.
Para começar, aqui fica a lista das exposições permanentes:
• Colectiva - Artistas Portugueses no Mercado Americano, com Filipe Andrade, Jorge Coelho, Miguel Mendonça, André Lima Araújo, Carlos Pedro e Daniel Henriques
• Banda Desenhada e Ilustração Editorial, de Nuno Saraiva
• Os Vampiros- de Juan Cavia e Filipe Melo
• Entre a Reportagem e a Literatura Desenhada, de André Diniz
• A Torre, Joe (antevisão) e Domus, de Carlos Correia (
• Heróis do Séc. XXI, de alunos de Multimédia da Escola Secundária Avelar Brotero
• Instalação multimédia (Videolab)
Mas além disso, haverá autores convidado,s apresentações de livros e de planos editoriais (G Floy, Levoir, Kingpin e Diniz Conefrey), sessões de cinema de animação (tanto infantil, como de autores portugueses), sessões de autógrafos, Workshops, desfile de Cosplay e outras coisas mais que aqui divulgarei em breve, para além de uma programação paralela que inclui uma conferência com o André Diniz na Faculdade de Letras, organizada pelo Departamento de Estudos Brasileiros da FLUC. Stay tunned!
quinta-feira, 3 de março de 2016
Um Punhado de Imagens do Coimbra BD
Começou hoje o 1º Coimbra BD, uma mostra de Banda Desenhada que, se correr bem, poderá um dia dar origem a um Festival de Banda Desenhada com outra ambição. Para já, a adesão do público foi bastante interessante para uma tarde de semana e as coisas prometem animar ainda mais durante o fim-de-semana.
Eu estarei por lá até domingo, nas mesas da Dr. Kartoon e, durante o fim-de-semana terei a companhia de autores como o André Caetano, João Mascarenhas, Pedro Morais, Marco Mendes, Osvaldo Medina, Ricardo Venâncio, Diogo Carvalho, Paulo Monteiro e o brasileiro André Diniz, que dará um toque internacional a uma iniciativa centrada nos autores portugueses.
No final, aqui farei o balanço da iniciativa, mas para já, deixo-vos com um punhado de imagens do primeiro dia do Coimbra BD, começando pela área comercial e continuando pelas exposições.
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terça-feira, 26 de janeiro de 2016
A Caminho de Angoulême
Mantendo a tradição que, neste caso, felizmente que ainda é o que era, lá vou mais mais uma vez ao Festival de Angoulême. Num ano marcado pela polémica em torno da ausência de mulheres nos candidatos ao Grande prémio, que a organização resolveu de forma canhestra, juntando Claire Wendling, uma excelente ilustradora, mas que já não faz BD há mais de 20 anos, à lista final de candidatos, não faltam motivos de interesse para o visitante.
Desde logo a presença, rara, de Katshuiro Otomo, o criador de Akira e autor do magnífico cartaz, cheio de pormenores deliciosos, Mas também não faltam grandes exposições, como a dedicada a Morris, o criador de Lucky Luke, a Hugo Pratt e ao seu Corto Maltese, para além evidentemente, da mostra dedicada a Otomo.
No início de Fevereiro, podem contar com a habitual reportagem fotográfica aqui no blog, mas como este ano, por razões de trabalho, vou ter de ir com o computador atrás, contém também com algumas notícias em directo, durante o Festival.
Vemo-nos por aqui.
Desde logo a presença, rara, de Katshuiro Otomo, o criador de Akira e autor do magnífico cartaz, cheio de pormenores deliciosos, Mas também não faltam grandes exposições, como a dedicada a Morris, o criador de Lucky Luke, a Hugo Pratt e ao seu Corto Maltese, para além evidentemente, da mostra dedicada a Otomo.
No início de Fevereiro, podem contar com a habitual reportagem fotográfica aqui no blog, mas como este ano, por razões de trabalho, vou ter de ir com o computador atrás, contém também com algumas notícias em directo, durante o Festival.
Vemo-nos por aqui.
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Otomo
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
Um punhado de imagens de Angoulême 2015
Como não podia deixar de ser, o Festival de Angoulême deste ano, ficou marcado pelo massacre do Charlie Hebdo, com cartazes com as capas de números emblemáticos do jornal, espalhadas pelas paredes da cidade e com o Museu de Banda Desenhada a substituir a sua exposição permanente por uma mostra temporária dedicada ao famoso jornal, e às publicações que o antecederam, como a Hara Kiri e o Charlie Mensuel. Naturalmente, as distribuidoras aproveitaram para redistribuir o famoso número pós-massacre, que chegou aos sete milhões de exemplares de tiragem, e esse último número encontrava-se facilmente em qualquer quiosque de Angoulême.
Os tempos agitados que se vivem em França na sequência do atentado que decapitou a redacção do Charlie Hebdo, faziam-se notar também nos controles de segurança à entrada dos stands e das exposições e no facto de haver mais polícias na cidade do que autores de BD. Só nas traseiras do edifício da Mairie (a Câmara Municipal, onde funciona o secretariado do Festival) contei 15 carrinhas da policia estacionadas...Mas o Festival não foi só Charie Hebdo e Bill Waterson, o presidente desta edição, que como se esperava, não pôs os pés em Angoulême durante o Festival, teve direito a uma bela exposição retrospectiva no Espaço Franquin, concebida pelo Billy Ireland Cartoon Library and Museum, da Universidade de Columbus, no Ohio, a quem Waterson doou o seu espólio de originais. Uma bela exposição, acompanhada de um belíssimo catálogo, com uma grande entrevista que o criador de Calvin e Hobbes concedeu a Jenny E. Rob, a conservadora do Museu e comissária desta exposição.
Também Lewis Trondheim disfarçou o seu Fauve, o gato que funciona como mascote do Festival, de Hobbes, numa imagem que podemos ver aqui ao lado e que surgiu também nos pins produzidos pela organização.
Outro nome em grande destaque, foi o japonês Jiro Taniguchi, que antecedeu o seu compatriota Katshuiro Otomo, o criador de Akira, vencedor do Grande Prémio deste ano, como o autor que teve direito a ver o seu trabalho exposto no Festival de Angoulême, uma honra que para o ano, por inerência do Grande Prémio, caberá a Otomo. Autor cujas ligações a França são bem conhecidas, Taniguchi foi o autor em destaque no Vaiseau Moebius, o antigo Museu da BD de Angoulême, com uma retrospectiva bastante exaustiva da sua carreira, onde brilhavam as aguarelas que fez para o luxuoso caderno de viagens de Veneza editado pela Louis Vuitton.
Outro nome em destaque no Festival, com direito também a uma bela exposição foi Jack Kirby, o King dos comics, cuja obra tem vindo a ser editada em França pela Urban, a linha da Dargaud para o material americano, que prima pelas edições geralmente superiores às originais.
No caso da muito instrutiva e bem documentada exposição de Kirby, o maior senão era a total ausência de originais, substituídos por reproduções facsimiladas das pranchas, digitalizadas pela Jack & Roz Kirby Fondation,
Também o argumentista Fabien Nury teve direito a uma exposição no espaço Franquin, que deu para perceber a quantidade de séries que este argumentista já escreveu e apreciar os magníficos originais de Christian Rossi para a série W.E.S.T.
E para quem gosta de ver pranchas originais (comprar já é mais complicado...) havia muita oferta no stand Para BD, na praça junto ao bar Le Chat Noir, que é o ponto de encontro obrigatório para beber um copo mal o Festival fecha as portas, e na Galeria da Glenat, que todos os anos se muda para Angoulême durante o Festival e onde era possível apreciar originais de Franquin, Boucq, Bilal, Alberto Breccia, George Bess e Druillet, entre outros, geralmente a preços proibitivos.
Quanto a exposições, para além do prazer de rever a mostra dedicada ao Jim Curioso, de Mathias Picard, que já tinha estado na Amadora, o meu último destaque vai para a exposição que estava no Teatro de Angoulême, Le Demon du Blues que, a propósito do lançamento do álbum Love in Vain, de Mezzo e Dupont, sobre o Músico de blues Robert Johnson, reúne exemplos de várias BDs que abordam o tema, com destaque para o trabalho de Robert Crumb.
Mas Angoulême não é só as exposições e há muito boa gente que passa 2 ou 3 dias no Festival sem ver uma única exposição, ocupados que estão com as sessões de autógrafos, ou tentar descobrir as inúmeras novidades lançadas por ocasião do Festival, ou vasculhando os stands dos alfarrabistas em busca de alguma novidade.
De acordo com a imprensa especializada, este ano o Festival teve menos visitantes do que nos anos anteriores, talvez porque algumas pessoas, com medo dos atentados, tenham preferido ficar em casa. Mas para quem tentasse entrar nos stands, visitar exposições, ou simplesmente andar nas ruas, durante o dia de sábado, a diminuição do número de visitantes não era nada perceptível.
A verdade é que continua a haver muita gente que não quer perder uma edição do maior Festival europeu de BD. Eu cá, se tudo correr bem, conto voltar em 2016, para ver a exposição dedicada a Katshuiro Otomo e os mais que o Festival tiver para mostrar.
O Museu de Banda Desenhada onde estava a Homenagem ao Charlie Hebdo
Geluck e os perigos do humor na homenagem ao Charlie Hebdo
Calvin e Hobbes ao lado dos originais de Bill Waterson
Auto-retrato de Bill Waterson nos seus tempos de cartoonista político
A entrada da exposição dedicada a Fabien Nury
Trabalhos da fase inicial de Taniguchi
O título diz tudo...
A força do traço de Jack Kirby
A exposição dedicada aos Blues no Teatro de Angoulême
Pormenor da exposição, com os originais de Mezzo em destaque
Sábado à tarde nas ruas de Angoulême
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