Mostrar mensagens com a etiqueta Marco Mendes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Marco Mendes. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 3 de março de 2016

Um Punhado de Imagens do Coimbra BD


Começou hoje o 1º Coimbra BD, uma mostra de Banda Desenhada que, se correr bem, poderá um dia dar origem a um Festival de Banda Desenhada com outra ambição. Para já, a adesão do público foi bastante interessante para uma tarde de semana e as coisas prometem animar ainda mais durante o fim-de-semana.
Eu estarei por lá até domingo, nas mesas da Dr. Kartoon e, durante o fim-de-semana terei a companhia de autores como o André Caetano,  João Mascarenhas, Pedro Morais, Marco Mendes, Osvaldo Medina, Ricardo Venâncio, Diogo Carvalho, Paulo Monteiro e o brasileiro André Diniz, que dará um toque internacional a uma iniciativa centrada nos autores portugueses.
No final, aqui farei o balanço da iniciativa, mas para já, deixo-vos com um punhado de imagens do primeiro dia do Coimbra BD, começando pela área comercial e continuando pelas exposições.









domingo, 29 de março de 2015

As 10 Melhores BDs que li em 2014 - Parte 2


E aqui fica a segunda, e ultima, parte da lista das 10 Melhores BDs que li em 2014, onde aparecem alguns nomes que,de ano para ano, vão sendo recorrentes, como Naoki Urasawa, ou Marco Mendes. Quanto a editoras, a Image volta a aparecer, confirmando-se como a mais interessante editora americana da actualidade. Mas aqui fica o resto da lista, esperando que no próximo ano, consiga publicar este Best Of bem mais cedo...


6 - Los Zurcos del Azar, Paco Roca, Astiberri
Conhecido em Portugal pelo premiado Rugas, Paco Roca tem aqui o seu trabalho mais ambicioso nesta biografia ficcionada de Miguel Ruiz, que lhe permite contar a história de La Nueve, uma companhia do exército da França Livre, composta maioritariamente por espanhóis que tinham lutado do lado da República durante a Guerra Civil espanhola e que vão participar na libertação de Paris. Com uma estrutura narrativa que o aproxima do Maus de Art Spiegelman, Los Zurcos del Azar confirma o virtuosismo narrativo de Roca e o seu indiscutível talento.



7 - Manifest Destiny, Chris Dingess e MaThew Roberts, Image
Mais uma excelente nova série da Image, que pega na famosa expedição de Lewis e Clark, que no início do século XIX encetou a exploração costa a costa do continente norte-americano, introduzindo-lhe um toque fantástico que faz toda a diferença. É uma daquelas ideias tão simples quanto geniais, muito bem explorada por Dingess, e que tem no trabalho gráfico de Roberts e nas cores de Owen Gieni, uma mais-valia. Outro grande título da Image, a seguir com atenção.



8 - Master Keaton, Naoki Urasawa, Hokusei Katsushika e Takashi Nagasaki, Kana 
Mais uma vez, um título de Urasawa entra numa minha lista de Melhores Leituras do ano. Neste caso, um trabalho mais antigo, em que Urasawa assina inicialmente apenas o desenho, pertencendo a história numa primeira fase a Katsushika e Nagasaki. Ao contrário dos outros títulos de Urasawa, que eram histórias de grande fôlego, Master Keaton é composto por episódios de 20 a 40 páginas que podem ser lidos de forma isolada, sendo por isso, um óptimo ponto de entrada na obra do meu autor japonês favorito.



9 - Sugar Skull, de Charles Burns, Pantheon
Capítulo final da trilogia hergeana de Charles Burns, Sugar Skull é o final inesperado de uma história estranha e perturbadora que articula a linha clara e o universo de Hergé, com o universo sombrio habitual de Burns, numa história com várias camadas e diferentes níveis de leitura. Embora não seja de apreensão tão imediata, esta trilogia está perfeitamente ao nível de Black Hole, o seu trabalho anterior.


10 - Zombie, de Marco Mendes, Mundo Fantasma/Turbina
Primeiro trabalho de grande fôlego de Marco Mendes, Zombie é um claro passo em frente na carreira do autor, que se sai muito da passagem das histórias curtas de uma página, para uma narrativa mais extensa e consistente. Misturando a ficção e a autobiografia, Mendes continua construir uma obra sólida, afirmando-se como uma voz singular e incontornável na BD nacional.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

As 10 Melhores BDs que li em 2012 - Parte 1


Mantendo a tradição, aqui vai, desta vez um pouco mais cedo do que no ano passado, a lista das 10 melhores Bandas Desenhadas que li durante o ano de 2012. Convém referir que a lista se refere, não às BDs publicadas em 2012, e muito menos, às BDs publicadas em Portugal em 2012, mas sim às que EU li, PELA PRIMEIRA VEZ, em 2012. Assim, ficam de fora títulos como Demolidor, Renascido de Frank Miller e David Mazzucchelli, ou Pílulas Azuis, de Frederik Peeters, dois títulos publicados em Portugal em 2012, que se os tivesse descoberto no ano que terminou, estariam certamente nesta lista.
Como habitualmente, a lista é apresentada por ordem alfabética, não estabelecendo uma hierarquia entre os 10 títulos que a integram. Aqui ficam os cinco primeiros títulos, curiosamente, quase todos de carácter autobiografico, enquanto os restantes serão postados durante a próxima semana.

1 - A Chinese Life, de Li Kunwu e P. Otié, Self Made Hero
Narrativa autobiografica sobre a vida durante a (tristemente) famosa "Revolução Cultural de Mao Zedong, A Chinese Life é uma viagem fascinante a um período negro da história da China, contada com recurso à BD, cuiriosamente uma linguagem muito usada pela propaganda maoista. Embora a edição original seja francesa e em três volumes, eu preferi a edição integral em inglês, cuja relação qualidade/preço é absolutamente imbatível.


2 - Building Stories, de Chris Ware, Phanteon
De Chris Ware devemos sempre esperar o inesperado e Building Stories, o seu mais recente projecto só vem confirmar essa ideia. Building Stories não é exactamente um livro, mas uma caixa com diversos livros (e desdobráveis e posters) que contam várias histórias dos habitantes de diferentes apartamentos de um prédio e que podem ser lidas de forma independente. Tudo com o requinte gráfico e o pormenor maníaco a que Ware nos habituou. Mas, melhor do que eu, este vídeo do excelente site brasileiro Omelete, mostra-nos exactamente o que é Building Stories, o último delírio de Ware.



3 - Daytripper, de Fabio Mooon e Gabriel Bá, Vertigo
Se a série 10 Pãezinhos já deixava perceber o imenso talento dos gémeos brasileiros, Fabio Moon e Gabriel Bá, Daytripper, o seu primeiro trabalho autoral para o mercado americano, é a exuberante confirmação desse talento. Centrado na vida (e na morte) de Brás de Oliva Domingos, um escritor de obituários, Daytripper é um trabalho de grande beleza e sensibilidade, muito inovador em termos narrativos, que mostra que "por vezes,temos que morrer para provar que vivemos".


4 - Diário Rasgado, de Marco Mendes, Turbina
Se há autor a cujo trabalho a expressão "slice of life" 8que podemos traduzir de formamais ou menos livre, como "pedaços de vida")se aplique, Marco Mendes é esse autor. Recolha de narrativas curtas, limitadas na sua maioria a uma página de 4 quadrados, Diário Rasgado, o seu álbum de estreia, mostra um grande desenhador (mesmo que em alguns episódios propositadamente deixados em esboço, a qualidade do seu traço não seja tão evidente como nas imagens mais trabalhadas) com um olhar simultaneamente divertido e poético sobre a vida que o rodeia.


5 - El Arte de Volar, de António Altarriba e Kim, De Ponent
Muito premiado em Espanha, este El Arte de Volar, conta-nos a história de António Altarriba, pai do argumentista, cuja vida foi marcada pela Guerra Civil espanhola e que o seu filho nos relata num longo flash back, que começa no momento do seu suicídio. Trabalho claramente de argumentista, com os textos de Altarriba a guiarem a história, os desenhos minuciosos, entre o realismo e a caricatura, de Kim, parecem cumprir apenas a função de ilustrar as palavras do argumentista. Mas a verdade é que, apesar do seu estilo não ser particularmente chamativo, Kim é um excelente desenhador, que utiliza soluções narrativas bastante interessantes.

domingo, 3 de junho de 2012

O Diário de Marco Mendes

Apesar da crise, o mercado editorial da BD mantém-se activo e têm chegado ás livrarias nacionais algumas belas surpresas. A mais recente foi o “Diário Rasgado”, de Marco Mendes, numa coedição da Livraria/Galeria Mundo Fantasma, da distribuidora Turbina e do projecto A Mula, que fixa numa bela edição em capa dura, o principal da actividade de Marco Mendes no campo da BD. Nascido em Coimbra, em 1978, mas residindo actualmente no Porto, Marco Mendes trabalha como professor na área do desenho e da Banda Desenhada, no Porto e em Guimarães. Enquanto autor de BD e ilustrador, Marco Mendes tem uma vasta produção, dispersa por fanzines e revistas - muitos deles coeditados com Miguel Carneiro, no âmbito do projecto A Mula - e principalmente pelo seu blog, Diário Rasgado, que como o próprio nome indica, funciona como um registo, entre o real e o ficcionado, do dia-a-dia do seu autor.
São precisamente esses trabalhos, publicados no seu blog, entre 2007 e 2012, e em diversos fanzines, que este livro recolhe, num todo coerente, que permite acompanhar a evolução do trabalho de Mendes. E, apesar das diferentes técnicas usadas e da notória evolução do traço, a grande coerência deste livro é a primeira surpresa, pois o embora registo inicial humorístico vá progressivamente dando lugar a um tratamento mais intimista e de grande qualidade plástica, essa evolução surge de forma natural e sem grandes descontinuidades, consequência de um trabalho de edição, que limpa algumas imagens com mais ruído, ajusta as cores para criar uma harmonia com a página do lado e reduz algumas histórias ao esquema dos quatro quadrados por página (um bom exemplo é a história “Superbacana”, inspirada numa canção de Caetano Veloso e que foi originalmente publicado no fanzine “Efeméride”, de Geraldes Lino, numa versão a preto e vermelho e com um vinheta panorâmica inicial, que é suprimida neste livro.
Mas, para mim, o melhor de Marco Mendes está nas belíssimas histórias sem palavras. Momentos contemplativos, ou de reflexão social, que revelam um perfeito domínio da narrativa e uma técnica, pictórica e de desenho, notáveis. Falo de páginas como “Alentejo”, “Saudade”, “Barcelona- Passeig de Gracia”, “Flirt”, Águas Passadas”, ou “Domingo à Noite” (esta última publicada por 3 vezes, no fanzine “Efeméride”, no catálogo da Exposição “Cartografias da Memória e do Quotidiano”, de Guimarães 2012 e neste livro, sem que, em nenhum dos casos a reprodução faça justiça ao desenho original…) Para além da forma tocante como se expõe, em histórias em que a fronteira entre a ficção e a autobiografia é difusa, o trabalho de Marco Mendes tem o mérito suplementar de contribuir para o desfazer do mito de que os autores de BD autobiográfica não sabem desenhar. Goste-se mais do registo mais espontâneo, a marcador, ou das histórias pintadas, é inegável a qualidade do traço de um autor que (aqui fica o aviso para os leitores de Coimbra) estará na Feira do Livro de Coimbra, este domingo, 3 de Junho, pelas 17h, no stand da Livraria Dr Kartoon, a autografar este belíssimo “Diário Rasgado”. (“Diário Rasgado”, de Marco Mendes, Mundo Fantasma/Associação Turbina/A Mula, 84 pags,15,90 €) Versão integral do texto publicado no Diário As Beiras de 02/06/2012

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Sessão de autógrafos com Marco Mendes na Feira do Livro de Coimbra

Da excelente estreia em álbum de Marco Mendes, com "Diário Rasgado", falarei mais em pormenor este fim-de-semana, mas antes disso, aqui fica a informação de que Marco Mendes vai estar no stand da Dr Kartoon, na Feira do Livro de Coimbra, este domingo, 3 de Junho, pelas 17h, para autografar o livro. Se estiverem pelas redondezas do Parque Verde do Mondego, apareçam!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Da Vida das Imagens I - Nighthawks, de Edward Hopper

Pintado em 1942, Nighthawks é um dos mais célebres quadros de Edward Hopper. Retrato perfeito da solidão da grande cidade, esta pintura tem sido alvo das mais diversas homenagens e citações. Desde uma música de Tom Waits que deu nome ao disco Nighthawks at the Dinner, a uma versão em Lego, passando por um episódio dos Simpsons e o cartaz do filme End of Violence, de Win Wenders, a diversas outras paródias mais ou menos inspiradas, não falta quem tente recriar a icónica imagem de Hopper. Naturalmente, os autores de Banda Desenhada não são excepção e por isso, aqui vos deixo um punhado de homenagens feitas por autores de Banda Desenhada ao emblemático quadro de Hopper.
A mais fiel é a de Hermann no álbum Laços de Sangue, em que as homenagens não se ficam por aqui, pois Hermann utiliza as feições de vários actores célebres, de Marlon Brando a Bogart. Mas desde David Mazuchelli em Batman: Ano Um, em que o nome do dinner não deixa dúvidas, até às homenagens de Gabrion, em Primal Zone e de Colman e Desberg no 5º álbum da série Billy the Cat, até à capa de Rodolfo Migliari para o nº 4 da revista Common Grounds, da Top Cow, não faltam exemplos. O mais recente é a imagem final do painel Domingo à Noite, que Marco Mendes fez para a exposição Cartografias da Memória e do Quotidiano, da Capital da Cultura Guimarães 2012, em que, se a imagem não tívesse saído tão escura no catálogo, era possível ver o Corto Maltese de costas ao balcão do dinner. Nota - As imagens de Gabrion e de Colman foram respeitosamente pilhadas do excelente blog KiCswiLA?, cuja visita recomendo.
Hermann
David Mazuchelli
Colman
Gabrion
Marco Mendes

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Um punhado de imagens da exposição Cartografias da Memória e do Quotidiano

É já no próximo domingo, 4 de Março, que termina a Exposição Cartografias do Quotidiano e da Memória, mostra que marca a presença da Banda Desenhada e da Ilustração na programação da Capital Europeia da Cultura, Guimarães 2012.
Embora os outdoors com as imagens criadas pelos seis ilustradores convidados vão continuar nas ruas de Guimarães até meados de Abril, a exposição essa, termina a 4 de Março. Mas este último fim-de-semana vai ser em grande, com a presença dos autores no dia 3, na Sociedade Martins Sarmento, para uma mesa-redonda e para o lançamento do catálogo. catálogo esse coeditado pela Imprensa nacional r. KarCasa da Moeda e que terá distribuição comercial nas Livrarias, como a Dr Kartoon. Aqui fica a sugestão para aproveitarem esta última oportunidade de visitar a exposição e algumas imagens da mesma para vos abrir o apetite...



Ulli Lust




João Fazenda


Denis Deprez



Anke Feuchtenberger



Marco Mendes


Nuno Sousa

sábado, 21 de janeiro de 2012

Cartografias da Memória e do Quotidiano inaugura hoje em Guimarães

Na programação da Capital Europeia da Cultura, Guimarães 2012, também há espaço para a BD e a ilustração, através da exposição Cartografias da Memória e do Quotidiano, que hoje inaugura. Esta exposição, coordenada pela ESAP-Guimarães para a Capital da Cultura conta com trabalhos de 6 ilustradores, 3 portugueses (João Fazenda, Marco Mendes e Nuno Sousa) e 3 estrangeiros, que regressarão a Portugal para o Festival MAB Invicta (Denis Deprez, Anke Feuchtenberger e Ulli Lust) realizados no âmbito de uma residência artística na cidade de Guimarães. As imagens (da terra, das gentes, da memória de Guimarães) resultantes destas residências foram ampliadas e espalhadas por vários espaços da cidade, em outdoors e na fachada dos prédios, mas os originais e os estudos preparatórios dos seis autores estão desde hoje expostos na Sociedade Martins Sarmento, até dia 4 de Março.
No dia 3 de Março, haverá uma mesa redonda com os autores presentes e será lançado o catálogo bilingue, que conta com um texto deste vosso escriba sobre a exposição. Mas até lá, aqui fica a sugestão para passarem por Guimarães, uma bela terra, onde nunca faltam motivos de interesse, especialmente nesta altura, como podem ver aqui