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sábado, 3 de março de 2018
Coimbra BD 2018 - O programa Completo
Está finalmente disponível o programa completo da terceira edição do Coimbra BD. Uma iniciativa da Câmara Municipal de Coimbra, com produção e programação minha e do Bruno Caetano (Comic Heart). Um trabalho que foi um prazer e uma honra, até porque, desta vez, foram-nos dadas um pouco mais de condições para programar uma Mostra mais ambiciosa. Lá vos espero pela Casa Municipal da Cultura a partir de quinta-feira.
PROGRAMA OFICIAL - COIMBRA BD 2018
8 de março (5ª)
11h00 - Abertura
14h30 - Apresentação do projeto SAPATA PRESS – Casa da Esquina (Sala Francisco Sá de Miranda)
15h30 - Oficina criativa Mulher de Borracha – Casa da Esquina (Sala Francisco Sá de Miranda)
21h00 - Jogos tabuleiro (Sala Francisco Sá de Miranda)
9 de março (6ª)
19h00 - Visita guiada à exposição 70 anos de Tex, com José Carlos Francisco e Walter Venturi
21h00 - Curtas-metragens de terror premiadas no Festival de Cinema MoteLx apresentadas por Pedro Souto e João Monteiro, da direcção do Festival (Sala Silva Dias) – duração 67 min:
- “A tua Plateia”, de Óscar Faria, (9 min).
- "Palhaços" de Pedro Crispim (15 min) - Menção especial Prémio MOTELX - Melhor Curta de Terror Portuguesa 2016
- “Depois do Silêncio" de Guilherme Daniel (15 min) - Menção especial Prémio MOTELX - Melhor Curta de Terror Portuguesa 2017
- “Andlit” de João Figueira (5 min)
- “Sangue Frio”, de Patrick Mendes (15 min)
- Papá Wrestling, de Fernando Alle (9 min) – Prémio especial MoteLX 2009.
10 de março (sábado)
11h00 – “Filminhos Infantis à solta pelo país”, Sessão de curtas-metragens de animação para a família: Programação Zero em Comportamento (Sala Silva Dias):
- “Maestro”, de Geza M. Toth (Hungria),
- “O Coelho e o Veado”, Péter Vácz ( Hungria),
- “Foxy e Meggy” - André Letria (Portugal)
- “As Aventuras de Miriam: As Cores”, Girlin-Bassovskaja (Estónia)
- “Mancha e Manchinhas: Perdidos”, Uzi Geffenblad e Lotta Geffenblad (Suécia)
- “Big Buck Bunny”, Sacha Goedegebure ( Holanda)
- “Rumores”, Frits Standaert (Bélgica/ França)
11h00/13h00 – Workshop: “Uma sequência de imagens”, com Carlos Correia (duas sessões de duas horas sobre imagem sequencial através do uso de brinquedos ópticos –– mediante inscrição presencial) (Sala Francisco Sá de Miranda)
14h00/15h00 – Emissão em directo do programa “Conta-me!”, da Rádio Universidade de Coimbra, com Sandra Tavares e Cátia Soares (Biblioteca Municipal)
15h00/15h30m – Tertúlia: Coleccionar originais de BD: Negócio, ou Paixão?, com João Antunes, Margarida Mesquita, Bruno Caetano (Biblioteca Municipal)
15h30/16h00 – Painel: Apresentação dos livros Dragomante, com Manuel Morgado e Filipe Faria e Man Plus, com André Lima Araújo (Biblioteca Municipal)
16h00/18h00 - Sessões de autógrafos dos artistas convidados r.m. Guéra, Walter Venturi, André Lima Araújo, Manuel Morgado, Filipe Faria, André Diniz e Ricardo Venâncio (átrio da Casa Municipal da Cultura)
17h00 - Desfile e concurso de Cosplay (Sala Silva Dias)
17h00 /18h00 - Tertúlia sobre edição: presença dos editores Nuno Catarino (Goody), Mário Freitas (Kingpin), Rui Brito (Polvo) e José de Freitas (G Floy) (Biblioteca Municipal)
18h30 – Sessão de desenho com modelo ao vivo: Salão 40 (Sala Francisco Sá de Miranda)
18h00/18h30 - Tertúlia de homenagem a Fernando Relvas: Com Nina Govedarica, Margarida Mesquita e João Queirós (Biblioteca Municipal)
18h30/19h00 – Painel: 70 Anos de Tex, com José Carlos Francisco e Mário João Marques (Biblioteca Municipal)
21h00 – Curtas-metragens de terror premiadas no MoteLx (Sala Silva Dias) – duração 65 min.
- “Nico – A Revolta”, de Paulo Araújo (8 min) - Selecção oficial Prémio MOTELX - Melhor Curta de Terror Portuguesa 2013
- "Mãe Querida" de João Silva Santos (14 min) - Selecção oficial Prémio MOTELX - Melhor Curta de Terror Portuguesa 2017
- "Post-Mortem" de Belmiro Ribeiro (14 min) - Vencedor Prémio MOTELX - Melhor Curta de Terror Portuguesa 2016
- “Miss Mishima” de Pedro Rocha (14 min) - Selecção oficial Prémio MOTELX - Melhor Curta de Terror Portuguesa 2011
- “Maria”, de Joana Viegas (15 min) - - Selecção oficial Prémio MOTELX - Melhor Curta de Terror Portuguesa 2014
21h00 - Jogos tabuleiro (Sala Francisco Sá de Miranda)
11 de março (domingo)
11h00 - Filminhos Infantis à solta pelo país, Sessão de curtas-metragens de animação para a família – Programação Zero em Comportamento (Sala Silva Dias)
- “A Janela”, Camille Müller (França)
- “Os Tumblies”, Patrick Raats, (Holanda)
- “Jonas e o Mar”, Marlies Van der Wel, (Holanda)
- “O Rapaz Bolota”, Dace Riduze, (Letónia)
- “Os porcos-Espinhos e a Cidade” Evalds Lacis, (Letónia)
- “Mancha e Manchinhas: Sapatos Mágicos”, Uzi Geffenblad e Lotta Geffenblad (Suécia)
- “Fábulas Delirantes 2”, Fabrice Luang Vija, (França/ Bélgica)
11h00/13h00 - Workshop Uma sequência de imagens, por Carlos Correia (duas sessões de duas horas sobre imagem sequencial através do uso de brinquedos ópticos –– mediante inscrição presencial) (Sala Francisco Sá de Miranda)
15h00/15h30 - Podcast Geek do Olimpo. Programa para o canal YouTube sobre BD e cultura geek, com Miguel Jorge e convidados (Biblioteca Municipal)
15h30/16h00 – Visita guiada à exposição de r.m. Guéra feita pelo autor.
16h00/18h00 - Sessões de autógrafos dos artistas convidados Walter Venturi, R. M. Guéra, Ricardo Venâncio, Manuel Morgado e Filipe Faria (entrada da Casa Municipal da Cultura?)
Atividades permanentes
Venda BD, ilustração e merchandising
Com as editoras e lojas Apocryphus, Arena Porto, Arte de Autor, BD Mania, Bicho Carpinteiro, Bruaá Editora, CLC Portugal, Comic Heart, Devir, G Floy, Goody, Ink Tshirt Store, JAN KEN PON, Kingpin Books, Levoir, Livraria Dr. Kartoon, Mini-Orfeu, Polvo
Exposições:
- Walter Venturi: um mestre dos fumetti - Desenhador italiano que tem trabalhado nas séries Tex e Zagor, da editora Bonelli, e é autor da novela gráfica Il Grande Belzoni (dedicada à vida do grande egiptólogo Giovanni Battista Belzoni, que foi um dos responsáveis pela descoberta de Abu Simbel e o primeiro homem a entrar na segunda pirâmide de Gizé) Walter Venturi vai estar pela primeira vez em Portugal com exposição própria, para além de ter trabalhos seus integrados na exposição dedicada aos 70 Anos de Tex.
- r.m. Guéra. Um autor sérvio no mercado internacional – Com trabalhos publicados nos principais mercados internacionais, desde os Estados Unidos, onde publicou nas editoras DC, Vertigo, Marvel e Image, até França (Glenat e Delcourt), passando por Itália, para onde está a desenhar um álbum especial do cowboy Tex, o sérvio Rajko Miloševic-Gera é um dos nomes maiores da BD realista internacional, que permanecia inédito em Portugal. Lacuna que será colmatada pela edição do livro The Goddamned (Os Malditos) que será lançado no Coimbra BD, com a presença do autor e o apoio da editora, G Floy.
– 70 Anos de Tex: A colecção de José Carlos Francisco – Um português, residente perto de Coimbra (Anadia) é proprietário da mais importante colecção de desenhos originais ligados à personagem Tex, o mais célebre cowboy da BD italiana, que comemora 70 anos em 2018. Uma fantástica colecção com trabalhos de diversos autores estrangeiros, que será exposta em público pela primeira vez no Coimbra BD.
– Manuel Morgado – desenhador português que fez a sua formação académica em Coimbra, na ARCA, Manuel Morgado vai expor originais do álbum Les Arcanes de la Lune Noire: Greldinard, que realizou para a editora francesa Dargaud, bem como de Dragomante, livro com argumento do escritor de fantasia, Filipe Faria, que será lançado durante o evento.
– Homenagem a Fernando Relvas – Falecido em 2017, Fernando Relvas foi um dos mais importantes autores portugueses de BD do século XX e, por ocasião da próxima publicação em livro do Espião Acácio, o seu primeiro grande sucesso na revista Tintin, alguns dos seus trabalhos originais serão expostos pela primeira vez na nossa cidade (com a presença da viúva do autor).
– André Lima Araújo: Man Plus – Exposição dedicada ao livro que assinala a estreia em Portugal de André Lima Araújo, desenhador português que tem publicado regularmente nas principais editoras americanas, como a Marvel e a Image.
- Arcindo Madeira, ilustração - referente à obra de Arcindo Madeira, ilustrador natural de Coimbra.
Autores Presentes:
Convidados internacionais
- Walter Venturi
- r.m. Guéra
Convidados Nacionais
- Manuel Morgado – Autor presente com exposição
- Filipe Faria – Escritor de fantasia, argumentista do livro Dragomante
- André Lima Araújo - Autor presente com exposição
- Ricardo Venâncio – Autor presente com o livro Hanuran, Prémio Melhor Desenho na Comic Con Portugal 2017, que esteve em exposição pela primeira vez na edição de 2017.
- Nina Govedarica – Viúva do autor Fernando Relvas
Programação paralela:
Exposição de ilustração Histórias por contar, de João Vaz de Carvalho, Galeria Pedro Olayo (filho) do Convento São Francisco, 3 de março a 8 de abril de 2018, de segunda-feira a domingo, 15h00 - 20h00.
segunda-feira, 12 de junho de 2017
Inaugura quarta-feira exposição de antevisão da História de Loulé em BD
Vai ser inaugurada na próxima quarta-feira, dia 14 de Junho, no pátio da Alcaidaria do Castelo de Loulé (onde está instalado o Museu Municipal) uma exposição de antevisão do livro Os Segredos de Al-'Ulyà: Uma História de Loulé em BD, que tenho estado a fazer com o João Ramalho Santos no argumento e o André Caetano nos desenhos.
O livro ainda não tem data de lançamento marcada (depende de quando o André o acabar de desenhar e da agenda da própria Câmara Municipal de Loulé) mas para começar a dar a conhecer o projecto, temos a exposição Aventuras em Al'Ulyà que inaugura já no dia 14 e será visitável até ao dia 18 de Novembro, com excepção dos dias 29 de Junho a 2 de Julho e 4 a 6 de Agosto, em que a exposição será retirada para dar lugar a um dos palcos do Festival Med e do Festival de Jazz de Loulé.
O projecto inicial para a exposição era mais ambicioso, pois pretendíamos colocar os originais do livro em diálogo com os objectos do Museu Municipal que contam a história de Loulé, mas como algumas zonas do museu estão a ser intervencionadas, tivemos que optar por uma solução mais simples, à base de painéis com reproduções colocados ao ar livre, que desvendam um pouco do que vai ser o livro, ao mesmo tempo que dão a descobrir aos visitantes algumas curiosidades sobre a história da cidade algarvia.
Mais tarde, conto aqui deixar algumas fotografias da exposição e da sua inauguração, mas até lá, em jeito de teaser, deixo-vos com uma página desenhada pelo André já passada a tinta, mas ainda sem a aplicação da cor.
O livro ainda não tem data de lançamento marcada (depende de quando o André o acabar de desenhar e da agenda da própria Câmara Municipal de Loulé) mas para começar a dar a conhecer o projecto, temos a exposição Aventuras em Al'Ulyà que inaugura já no dia 14 e será visitável até ao dia 18 de Novembro, com excepção dos dias 29 de Junho a 2 de Julho e 4 a 6 de Agosto, em que a exposição será retirada para dar lugar a um dos palcos do Festival Med e do Festival de Jazz de Loulé.
O projecto inicial para a exposição era mais ambicioso, pois pretendíamos colocar os originais do livro em diálogo com os objectos do Museu Municipal que contam a história de Loulé, mas como algumas zonas do museu estão a ser intervencionadas, tivemos que optar por uma solução mais simples, à base de painéis com reproduções colocados ao ar livre, que desvendam um pouco do que vai ser o livro, ao mesmo tempo que dão a descobrir aos visitantes algumas curiosidades sobre a história da cidade algarvia.
Mais tarde, conto aqui deixar algumas fotografias da exposição e da sua inauguração, mas até lá, em jeito de teaser, deixo-vos com uma página desenhada pelo André já passada a tinta, mas ainda sem a aplicação da cor.
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quinta-feira, 2 de março de 2017
Coimbra BD 2017 - O Programa Completo
Finalmente, exactamente a uma semana do evento, aqui fica o programa completo. Lá vos esperamos!
Dia 9 de março (5ª)
11h00 – Sessão com trabalhos em Stop Motion por alunos da Escola Secundária Avelar Brotero (Sala Silva Dias)
11h00 – Workshop de banda desenhada, por André Caetano (Sala Francisco Sá de Miranda)
21h00 – Tertúlia GeekFreak: Never Ending Story – conversa sobre adaptações da BD para o Cinema (Biblioteca Municipal)
Dia 10 de março (6ª)
11h00 – Sessão com trabalhos em Stop Motion por alunos da Escola Secundária Avelar Brotero (Sala Silva Dias)
11h00 – Workshop de banda desenhada, por André Caetano (Sala Francisco Sá de Miranda)
19h00 – Levoir - Apresentação de programa editorial 2017 (Biblioteca Municipal)
21h00 – “Animação por Autores Portugueses da Banda Desenhada e Ilustração” (Sala Silva Dias)
• Fado de um Homem Crescido, de Pedro Brito, 2012
• A Fantasista, de André Ruivo, 2003
• Pássaros, de Filipe Abranches, 2009
• Stuart, de Zepe (José Pedro Cavalheiro), 2016
• Jantar em Lisboa, de André Carrilho, 2007
• Fado na Noite, de Fernando Relvas, 2012
• Algo Importante, de João Fazenda e João Paulo Cotrim, 2009
Dia 11 de março (sábado)
11h00 – “Cinema de animação para miúdos e graúdos” (Sala Silva Dias)
• Lost and Found, de Philip Hunt, 2008 (Reino Unido)
• Macropolis, de Joel Simon, 2012 (Reino Unido)
• Morning Stroll, de Grant Orchard, 2011 (Inglaterra)
• Vento, de Robert Loebel, 2013 (Alemanha)
• A Dama da Lapa, de Joana Toste, 2004 (Portugal)
• Dodu, o Rapaz de Cartão, de José Miguel Ribeiro, 2010 (Portugal)
11h00 - Workshop de livros pop-up, por Ana Oliveira (Sala Francisco Sá de Miranda)
15.00 – Desfile de Cosplay (Sala Silva Dias)
15h00 – Kingpin Books - Apresentação de programa editorial 2017 (Biblioteca Municipal)
15h30 – G Floy - Apresentação de programa editorial 2017 (Biblioteca Municipal)
16h00 – Tertúlia “Autores Portugueses no mercado Americano de Banda Desenhada”, por Jorge Coelho e Miguel Mendonça (Sala Silva Dias)
16h00/18h00 - Sessões de autógrafos de artistas convidados: Diniz Conefrey, Jorge Coelho, Miguel Mendonça, Carlos Correia, André Caetano e André Diniz (Átrio)
17h00 - Tertúlia “Os Fanzines”, por Geraldes Lino (Biblioteca Municipal)
18h00 - Apresentação do livro Judea, de Diniz Conefrey (Biblioteca Municipal)
18h30 - Apresentação da antologia Apocryphus (Biblioteca Municipal)
19h00 - Sessão de curtas metragens “Retrospectiva cinematográfica Filipe Melo” (Sala Silva Dias)
• I’ll See you in my Dreams, de Filipe Melo e Miguel Angel Vivas
• O Homem que Gostava de Zombies, de Filipe Melo
• I’ll See You in My Dreams, de Filipe Melo (videoclip para a banda Moonspell)
• Lychantrope, de Filipe Melo (videoclip para a banda Moonspell)
21h30 – Performance inspirada na BD, por Andrea Inocêncio (Átrio)
21h45 - Videolab BD - mostra de Vídeo Arte (Sala Silva Dias)
Dia 12 de março (domingo)
11h00 – “Cinema de animação para miúdos e graúdos” (Sala Silva Dias)
• Lost and Found, de Philip Hunt, 2008 (Reino Unido)
• Macropolis, de Joel Simon, 2012 (Reino Unido)
• Morning Stroll, de Grant Orchard, 2011 (Inglaterra)
• Vento, de Robert Loebel, 2013 (Alemanha)
• A Dama da Lapa, de Joana Toste, 2004 (Portugal)
• Dodu, o Rapaz de Cartão, de José Miguel Ribeiro, 2010 (Portugal)
11h00 - Workshop de livros pop-up, por Ana Oliveira (Sala Francisco Sá de Miranda)
15h00 - Sessão de desenho de modelo, por Salão 40 (Sala Francisco Sá de Miranda)
15h00 - Tertúlia - Filipe Melo “Os Vampiros” e outra colaborações com Juan Cavia (Biblioteca Municipal)
15h30 - Tertúlia “Ilustração e Banda Desenhada”, por Nuno Saraiva (Biblioteca Municipal)
16h00 - Tertúlia “Conversa com Bruno Aleixo” (Biblioteca Municipal)
16h00/18h00 - Sessões de autógrafos de artistas convidados: Nuno Saraiva, Carlos Correia, Filipe Melo e André Caetano (Átrio)
17h00 - Emissão do programa GeekFreak, da Rádio Universidade de Coimbra, da autoria de Breno Ferreira (Biblioteca Municipal)
Actividades permanentes
Venda BD, ilustração e merchandising
Apocryphus, Arte de Autor, Bruaá Editora, CLC Portugal, Comic Heart, El Pep Publisher, G Floy, Ink Tshirt Store, JAN KEN PON, Kingpin, Levoir, Livraria Dr. Kartoon, Mini-Orfeu, Planeta Tangerina, Polvo, Kurtebués
Exposições
• Colectiva - Artistas Portugueses no Mercado Americano, de vários autores (Galeria Ferrer Correia)
• Banda Desenhada e Ilustração Editorial, de Nuno Saraiva (Átrio)
• Os Vampiros- álbum ilustrado por Juan Cavia, de Filipe Melo (Galeria Ferrer Correia)
• Entre a Reportagem e a Literatura Desenhada, de André Diniz (Espaço Ferrer Correia)
• A Torre, Joe (antevisão) e Domus, de Carlos Correia (Átrio) • Heróis do Séc. XXI, de alunos de Multimédia da Escola Secundária Avelar Brotero (Espaço Ferrer Correia)
• Instalação VideolaBD (Espaço Ferrer Correia)
• O Fotógrafo não estava lá – exposição de ilustrações do Diário Popular (Biblioteca Municipal)
Mesas de artistas - desenhos ao vivo, mostra e venda de trabalhos, na sua maioria originais) (Átrio)
Jogos de tabuleiro (Restaurante BD/Cantina Sereia)
Programação paralela
• 9 de março, 5ª feira, 15h00, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (Sala do Instituto de Estudos Brasileiros): Conferência André Diniz. A BD e o Brasil, hoje. Uma conversa com João Miguel Lameiras
• 11 de março, sábado, 11h00,: Urban sketchers (Partida da Casa Municipal da Cultura. Evento livre para todas as idades)
Restaurante BD/Cantina Sereia – aberto ao público
Horário
• 9 de março, 5ª feira: das 11h00 às 22h00
• 10 de março, 6ª feira: das 11h00 às 22h00
• 11 de março, sábado: das 11h00 às 22h00
• 12 de março, domingo: das 11h00 às 18h00
Colaboração
• Livraria Dr. Kartoon
• Projecto Videolab
Apoio
• Serviços de Ação Social da Universidade de Coimbra
• Rádio Universidade de Coimbra
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quarta-feira, 1 de março de 2017
Coimbra BD regressa para segunda edição já no dia 9 de Março
Agora que finalmente tenho autorização para o fazer, posso confirmar que o Coimbra BD vai mesmo regressar para uma segunda edição entre os próximos dias 9 e 12 de Março, na Casa de Cultura de Coimbra.
Para começar, aqui fica a lista das exposições permanentes:
• Colectiva - Artistas Portugueses no Mercado Americano, com Filipe Andrade, Jorge Coelho, Miguel Mendonça, André Lima Araújo, Carlos Pedro e Daniel Henriques
• Banda Desenhada e Ilustração Editorial, de Nuno Saraiva
• Os Vampiros- de Juan Cavia e Filipe Melo
• Entre a Reportagem e a Literatura Desenhada, de André Diniz
• A Torre, Joe (antevisão) e Domus, de Carlos Correia (
• Heróis do Séc. XXI, de alunos de Multimédia da Escola Secundária Avelar Brotero
• Instalação multimédia (Videolab)
Mas além disso, haverá autores convidado,s apresentações de livros e de planos editoriais (G Floy, Levoir, Kingpin e Diniz Conefrey), sessões de cinema de animação (tanto infantil, como de autores portugueses), sessões de autógrafos, Workshops, desfile de Cosplay e outras coisas mais que aqui divulgarei em breve, para além de uma programação paralela que inclui uma conferência com o André Diniz na Faculdade de Letras, organizada pelo Departamento de Estudos Brasileiros da FLUC. Stay tunned!
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
Um punhado de Imagens de Angoulême 2017 - Parte 2 - Schuiten e Peeters entre Angoulême e Paris
Embora não tivessem nenhuma exposição na edição deste ano do festival, François Schuiten e Benoit Peeters estiveram ainda assim em destaque em Angoulême. Não só o edifício dos arquivos da região da Charente (a que pertence a cidade de Angoulême) foi revestido com uma estrutura metálica que reproduz em grandes dimensões um desenho de Schuiten tirado do livro L'Archiviste, como a dupla deu mais uma das suas conferências-ficção, neste caso com o título Rêves d'Archives, em que, acompanhados pela música de Bruno Letort, colaborador habitual da dupla nos projectos multimédia, dissertaram com humor sobre o papel dos arquivos nas Cidades Obscuras.
Foi com alguma emoção que, entre as imagens projectadas vi a ilustração que Schuiten criou para o cartaz da exposição Coimbra na Banda Desenhada, por ocasião da Capital da Cultura, Coimbra 2003.
Depois da conferência, tive oportunidade de falar com os dois autores e pude ficar a saber que está para breve o regresso da dupla ao universo das Cidades Obscuras, tendo já começado a trabalhar numa nova história, que schuiten começará a desenhar mal termine o álbum da série Blake e Mortimer em que está a trabalhar e que tem saída prevista para Outubro de 2017.
Mas o acontecimento a não perder para os fãs de Schuiten e Peeters é a exposição Machines a Dessiner, que está até meados de Março no Musée D'Arts et Métiers, em Paris. Uma excelente exposição, num museu que vale a pena explorar (o célebre Pêndulo de Foucault está lá) e cuja história está intimamente ligada à dos criadores das Cidades Obscuras. Tendo apresentado uma proposta no concurso para a remodelação do dito Museu que ficou em segundo, Schuiten e Peeters tiveram o "prémio de consolação" de decorarem a estação de Metro que serve o Museu e que Schuiten transformou no interior do submarino Nautilus.
Dexo-vos com um punhado de imagens dessa exposição, deixando para um próximo post outra exposição a não perder em Paris: a que o Centro Georges Pompidou dedicou a Franquin e ao seu Gaston Lagaffe.
Schuiten, Peeters e Letort durante a conferência Rêves D'Archives
Foi com alguma emoção que, entre as imagens projectadas vi a ilustração que Schuiten criou para o cartaz da exposição Coimbra na Banda Desenhada, por ocasião da Capital da Cultura, Coimbra 2003.
Depois da conferência, tive oportunidade de falar com os dois autores e pude ficar a saber que está para breve o regresso da dupla ao universo das Cidades Obscuras, tendo já começado a trabalhar numa nova história, que schuiten começará a desenhar mal termine o álbum da série Blake e Mortimer em que está a trabalhar e que tem saída prevista para Outubro de 2017.
Mas o acontecimento a não perder para os fãs de Schuiten e Peeters é a exposição Machines a Dessiner, que está até meados de Março no Musée D'Arts et Métiers, em Paris. Uma excelente exposição, num museu que vale a pena explorar (o célebre Pêndulo de Foucault está lá) e cuja história está intimamente ligada à dos criadores das Cidades Obscuras. Tendo apresentado uma proposta no concurso para a remodelação do dito Museu que ficou em segundo, Schuiten e Peeters tiveram o "prémio de consolação" de decorarem a estação de Metro que serve o Museu e que Schuiten transformou no interior do submarino Nautilus.
Dexo-vos com um punhado de imagens dessa exposição, deixando para um próximo post outra exposição a não perder em Paris: a que o Centro Georges Pompidou dedicou a Franquin e ao seu Gaston Lagaffe.
Schuiten, Peeters e Letort durante a conferência Rêves D'Archives
A estação de Metro que serve o Museu decorada por Schuiten
Algumas maquetes que costumam estar no atelier de Schuiten
A estação de metro no livro Revoir Paris e nos estudos de Schuiten
Ilustração não utilizada para o cartaz de Coimbra na Banda Desenhada
A antiga igreja incorporada no espaço do Musée d'Arts et Metiers
CONTINUA...
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terça-feira, 21 de junho de 2016
O Segredo de Coimbra em livro e exposição a partir de amanhã
Uma das Bandas Desenhadas que me é mais cara, por várias razões, volta a estar disponível em Portugal, numa reedição da G Floy para a Universidade de Coimbra. Falo do Segredo de Coimbra, de Etienne Schréder, que será lançado amanhã, no Museu da Ciência, em Coimbra, onde está também uma exposição com os originais do livro, que se manterá até 12 de Outubro.
Deixo-vos com as informações sobre a exposição e com o texto que escrevi com o João Ramalho para a nova edição do Segredo... que inclui Metamorfoses, uma história curta que escrevemos para os desenhos de Schréder e que nunca tinha sido previamente publicada em álbum.
Sessão de apresentação do livro no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra
22 de Junho, às 15h00, por João Ramalho Santos João Miguel Lameiras e José de Freitas (editor) com a presença do autor Étienne Schréder.
Inauguração da exposição O Segredo de Coimbra, às 16h00
Museu da Ciência
Largo Marquês de Pombal
3000-272 Coimbra
DAS ANAMORFOSES ÀS METAMORFOSES
Era uma vez uma coleção rara, preciosa e fascinante de belíssimos objetos científicos, tesouro inestimável escondido nos labirintos de uma das mais antigas universidades europeias...
Era uma vez um Gabinete de instrumentos do século XVIII, cheio de anamorfoses... Era uma vez um belga, Étienne Schréder, que juntou todos estes ingredientes em O Segredo de Coimbra, uma história de banda desenhada que, para além de uma bela homenagem ao espólio do Gabinete de Física (hoje integrado no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra), é o mais verdadeiro retrato, não só de Coimbra, como da Universidade em geral, e da própria condição portuguesa; feita de grandiosidade, potencial e ilusões.
Mas, de início, nada indicava que iria ser assim, e esta é (também) uma história de acasos e coincidências. Que começa com Laurent Busine, comissário da exposição Os Mecanismos do Génio realizada em Charleroi (Bélgica) no âmbito da Europália, dedicada a Portugal em 1991; uma mostra que colocaria em primeiro plano a coleção de instrumentos do Gabinete de Física da Universidade
de Coimbra. Preocupado com a necessidade de as legendas que acompanhariam cada instrumento terem de vir em três línguas (francês, flamengo e inglês), Busine decidiu eliminar de todo o uso de textos explicativos, propondo, ao invés, pequenas bandas desenhadas que “explicariam” o funcionamento de cada instrumento, recorrendo a imagens. Assim, a exposição apenas utilizou a linguagem universal da BD, com os textos a surgirem só no catálogo.
Para realizar os desenhos, por indicação do consagrado autor belga François Schuiten, foi escolhido Étienne Schréder, que, sem nada conhecer de Coimbra (ou de Portugal), se deslocou ao Museu para recolher documentação. E a riqueza do espólio rapidamente se impôs. Dezenas de instrumentos, centenas de esboços que inspiraram Schréder a realizar aquela que seria a sua primeira obra de grande fôlego em banda desenhada. Editado na Bélgica para acompanhar a exposição - e considerado por muitos visitantes como um relato histórico, e não ficção...
O Segredo de Coimbra conheceu finalmente edição portuguesa em 1997, por iniciativa da Fundação Calouste Gulbenkian. A história, à superfície simples, tem, no entanto, conotações muito profundas sobre o modo como a ilusão de progresso nos pode aprisionar, e como a ciência tem um potencial simultaneamente libertador e ilusionista, neste caso na vida do jovem Príncipe Dom Rafael, e do domínio que tem (ou pensa ter) sobre o seu reino. De resto, o fulcro da história surge, simbolicamente, nas anamorfoses que encantaram Schréder na sua primeira visita a Coimbra, e que se tornaram num elemento fundamental no livro, mostrando como a perceção que temos de uma realidade se pode modificar, neste caso quando um desenho aparentemente desconexo se revela após reflexão numa superfície espelhada curva.
Anos mais tarde, a exposição Coimbra na Banda Desenhada, organizada pela Associação Projetos Sequenciais, e comissariada por João Paiva Boléo e pelos signatários, no âmbito de Coimbra 2003, Capital Nacional da Cultura, trouxe Étienne Schréder de volta a Coimbra, e aos instrumentos que tinha incluído na sua história. Tratando-se da mais importante obra de BD tendo como cenário e personagem a cidade de Coimbra, o livro de Étienne Schréder (entretanto reeditado) teve natural e merecido destaque, com os seus desenhos e pranchas originais colocados em diálogo com os locais e os objetos que motivaram a fábula que o Segredo de Coimbra conta. Mas o retorno de Schréder a Coimbra em 2003 para a inauguração da exposição e para a reedição do livro não significou o fim da história. Conforme o autor refere, na entrevista que lhe fizemos para o catálogo da Exposição de Coimbra 2003: “Se há algo que lamento, é que O segredo de Coimbra tenha sido o meu primeiro álbum. Gostaria de poder voltar a fazê-lo hoje, e, na verdade, penso muitas vezes num álbum que se poderia intitular Regresso a Coimbra...”
Embora esse álbum nunca se tenha concretizado enquanto tal, Schréder voltaria ainda assim a desenhar a nossa cidade e a sua Universidade, com base numa ideia e texto nossos.
Metamorfoses, a história que encerra este livro, consolida esse regresso a Coimbra, aos seus segredos e anamorfoses. Uma história pensada para fazer parte de um projeto mais ambicioso, uma História de Coimbra em Banda Desenhada, que revisitaria diferentes momentos-chave na vida da cidade, projeto que acabou por não se concretizar. Mas Metamorfoses já tinha sido iniciada, e, devido a mais uma série de estranhas coincidências, acabaria por ser publicada em Abril de 2004, no nº 4 da revista Rua Larga, editada pela Universidade de Coimbra, e de cujo conselho editorial um de nós fazia parte na altura.
Inicialmente, a história foi pensada enquanto reflexão sobre a Universidade em fluxo e sobre os permanentes diálogos passado-presente e tradição-modernidade, essenciais para entender Coimbra. O pretexto seria a destruição da Alta, com a substituição de antigos colégios universitários por estruturas modernas, mas assépticas, levada a cabo pelo regime de Salazar ao longo das décadas de 1940-1960.
No entanto, Metamorfoses acabou por se transformar no efetivo (e afetivo) regresso de Schréder a Coimbra, enquanto cidade de papel e personagem de ficção. Um porto de abrigo para onde convergem personagens de outras histórias, como o Príncipe Dom Rafael, que (re)encontramos no interior da Biblioteca Joanina. Um marco da cidade que, por falta de tempo, Schréder não tinha podido visitar da primeira vez (substituíra-a, iconograficamente, pela biblioteca do castelo de Kromeriz, na República Checa). Igualmente presente está a Ponte Rainha Santa Isabel (na altura designada Ponte Europa, e cuja construção se encontrava parada), que, com os seus tabuleiros desalinhados, era então a verdadeira materialização da ponte-enquanto-ilusão imaginada por Schréder mais de uma década antes, nas páginas do Segredo de Coimbra.
Fazia, pois, todo o sentido que as duas histórias que Étienne Schréder desenhou sobre a nossa cidade se encontrassem finalmente nas páginas desta nova edição do Segredo de Coimbra. Um livro que vai possibilitar às centenas de milhares de visitantes que todos os anos descobrem o Património Mundial desta cidade e da sua Universidade, vislumbrar o segredo desta outra Coimbra. Uma cidade (também) de papel, a que o desenho de Étienne Schréder deu, e continua a dar, vida.
João Miguel Lameiras e João Ramalho Santos
Deixo-vos com as informações sobre a exposição e com o texto que escrevi com o João Ramalho para a nova edição do Segredo... que inclui Metamorfoses, uma história curta que escrevemos para os desenhos de Schréder e que nunca tinha sido previamente publicada em álbum.
Sessão de apresentação do livro no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra
22 de Junho, às 15h00, por João Ramalho Santos João Miguel Lameiras e José de Freitas (editor) com a presença do autor Étienne Schréder.
Inauguração da exposição O Segredo de Coimbra, às 16h00
Museu da Ciência
Largo Marquês de Pombal
3000-272 Coimbra
DAS ANAMORFOSES ÀS METAMORFOSES
Era uma vez uma coleção rara, preciosa e fascinante de belíssimos objetos científicos, tesouro inestimável escondido nos labirintos de uma das mais antigas universidades europeias...
Era uma vez um Gabinete de instrumentos do século XVIII, cheio de anamorfoses... Era uma vez um belga, Étienne Schréder, que juntou todos estes ingredientes em O Segredo de Coimbra, uma história de banda desenhada que, para além de uma bela homenagem ao espólio do Gabinete de Física (hoje integrado no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra), é o mais verdadeiro retrato, não só de Coimbra, como da Universidade em geral, e da própria condição portuguesa; feita de grandiosidade, potencial e ilusões.
Mas, de início, nada indicava que iria ser assim, e esta é (também) uma história de acasos e coincidências. Que começa com Laurent Busine, comissário da exposição Os Mecanismos do Génio realizada em Charleroi (Bélgica) no âmbito da Europália, dedicada a Portugal em 1991; uma mostra que colocaria em primeiro plano a coleção de instrumentos do Gabinete de Física da Universidade
de Coimbra. Preocupado com a necessidade de as legendas que acompanhariam cada instrumento terem de vir em três línguas (francês, flamengo e inglês), Busine decidiu eliminar de todo o uso de textos explicativos, propondo, ao invés, pequenas bandas desenhadas que “explicariam” o funcionamento de cada instrumento, recorrendo a imagens. Assim, a exposição apenas utilizou a linguagem universal da BD, com os textos a surgirem só no catálogo.
Para realizar os desenhos, por indicação do consagrado autor belga François Schuiten, foi escolhido Étienne Schréder, que, sem nada conhecer de Coimbra (ou de Portugal), se deslocou ao Museu para recolher documentação. E a riqueza do espólio rapidamente se impôs. Dezenas de instrumentos, centenas de esboços que inspiraram Schréder a realizar aquela que seria a sua primeira obra de grande fôlego em banda desenhada. Editado na Bélgica para acompanhar a exposição - e considerado por muitos visitantes como um relato histórico, e não ficção...
O Segredo de Coimbra conheceu finalmente edição portuguesa em 1997, por iniciativa da Fundação Calouste Gulbenkian. A história, à superfície simples, tem, no entanto, conotações muito profundas sobre o modo como a ilusão de progresso nos pode aprisionar, e como a ciência tem um potencial simultaneamente libertador e ilusionista, neste caso na vida do jovem Príncipe Dom Rafael, e do domínio que tem (ou pensa ter) sobre o seu reino. De resto, o fulcro da história surge, simbolicamente, nas anamorfoses que encantaram Schréder na sua primeira visita a Coimbra, e que se tornaram num elemento fundamental no livro, mostrando como a perceção que temos de uma realidade se pode modificar, neste caso quando um desenho aparentemente desconexo se revela após reflexão numa superfície espelhada curva.
Anos mais tarde, a exposição Coimbra na Banda Desenhada, organizada pela Associação Projetos Sequenciais, e comissariada por João Paiva Boléo e pelos signatários, no âmbito de Coimbra 2003, Capital Nacional da Cultura, trouxe Étienne Schréder de volta a Coimbra, e aos instrumentos que tinha incluído na sua história. Tratando-se da mais importante obra de BD tendo como cenário e personagem a cidade de Coimbra, o livro de Étienne Schréder (entretanto reeditado) teve natural e merecido destaque, com os seus desenhos e pranchas originais colocados em diálogo com os locais e os objetos que motivaram a fábula que o Segredo de Coimbra conta. Mas o retorno de Schréder a Coimbra em 2003 para a inauguração da exposição e para a reedição do livro não significou o fim da história. Conforme o autor refere, na entrevista que lhe fizemos para o catálogo da Exposição de Coimbra 2003: “Se há algo que lamento, é que O segredo de Coimbra tenha sido o meu primeiro álbum. Gostaria de poder voltar a fazê-lo hoje, e, na verdade, penso muitas vezes num álbum que se poderia intitular Regresso a Coimbra...”
Embora esse álbum nunca se tenha concretizado enquanto tal, Schréder voltaria ainda assim a desenhar a nossa cidade e a sua Universidade, com base numa ideia e texto nossos.
Metamorfoses, a história que encerra este livro, consolida esse regresso a Coimbra, aos seus segredos e anamorfoses. Uma história pensada para fazer parte de um projeto mais ambicioso, uma História de Coimbra em Banda Desenhada, que revisitaria diferentes momentos-chave na vida da cidade, projeto que acabou por não se concretizar. Mas Metamorfoses já tinha sido iniciada, e, devido a mais uma série de estranhas coincidências, acabaria por ser publicada em Abril de 2004, no nº 4 da revista Rua Larga, editada pela Universidade de Coimbra, e de cujo conselho editorial um de nós fazia parte na altura.
No entanto, Metamorfoses acabou por se transformar no efetivo (e afetivo) regresso de Schréder a Coimbra, enquanto cidade de papel e personagem de ficção. Um porto de abrigo para onde convergem personagens de outras histórias, como o Príncipe Dom Rafael, que (re)encontramos no interior da Biblioteca Joanina. Um marco da cidade que, por falta de tempo, Schréder não tinha podido visitar da primeira vez (substituíra-a, iconograficamente, pela biblioteca do castelo de Kromeriz, na República Checa). Igualmente presente está a Ponte Rainha Santa Isabel (na altura designada Ponte Europa, e cuja construção se encontrava parada), que, com os seus tabuleiros desalinhados, era então a verdadeira materialização da ponte-enquanto-ilusão imaginada por Schréder mais de uma década antes, nas páginas do Segredo de Coimbra.
Fazia, pois, todo o sentido que as duas histórias que Étienne Schréder desenhou sobre a nossa cidade se encontrassem finalmente nas páginas desta nova edição do Segredo de Coimbra. Um livro que vai possibilitar às centenas de milhares de visitantes que todos os anos descobrem o Património Mundial desta cidade e da sua Universidade, vislumbrar o segredo desta outra Coimbra. Uma cidade (também) de papel, a que o desenho de Étienne Schréder deu, e continua a dar, vida.
João Miguel Lameiras e João Ramalho Santos
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domingo, 1 de março de 2015
Revoir Paris 2 - No Atelier de Baudoin e Herman em Versailles
No que à Banda Desenhada diz respeito, esta estadia em Paris a seguir ao Festival de Angoulême, não se ficou pelas exposições de Schuiten e Peeters e Miyazaki, ou pela visita às Livrarias. do Quartier Latin. Um dos momentos mais importantes, de que não pude falar na altura em que fiz o primeiro post, por ainda não ser pública a colecção Novela Gráfica, que a Levoir está a editar com o jornal Público, foi a vista ao apartamento/atelier de Baudoin em Paris. Baudoin, um dos autores presentes na colecção Novela Gráfica, com o livro A Viagem, que traduzi durante a viagem e de que assinei o prefácio que poderão ler dentro de duas semanas, é um velho conhecido e uma pessoa extremamente simpática.
Conhecemo-nos em 2000 em Angoulême e, depois disso, cruzámo-nos algumas vezes tanto em Angoulême, como em Portugal, nos Festivais de Lisboa e da Amadora, onde ele esteve ainda em 2014, quando falámos pela primeira vez da edição de A Viagem em Portugal.
Daí que tenha aproveitado a oportunidade para lhe fazer uma visita em Paris e conversar sobre A Viagem e sobre os seus projectos actuais. Para além de me ter oferecido uma prancha original de Le Voyage, que podemos ver a assinar na foto aqui ao lado, Baudoin mostrou-me também algumas páginas do seu próximo trabalho, um livro desenhado a duas mãos com Craig Thompson, o autor de Blankets e de Habibi. Um projecto que não deverá sair antes de 2016 e que reúne dois mestres do desenho e que é ainda mais curioso, pois nem Baudoin fala inglês, nem Thompson fala francês, pelo que a comunicação entre eles foi feita através do desenho.
No final deste post podem ver duas pranchas deste magnífico projecto, que promete! Peço desculpa pela qualidade das imagens, fotografadas com o meu telemóvel, mas achei que mesmo assim, era importante mostrá-las!
Na viagem de regresso de Paris, ficámos um dia em Versailles, destino turístico por excelência, graças ao seu magnífico Palácio e Jardins, mas que neste caso tinha para nós um motivo de interesse acrescido, graças à exposição que a Câmara de Versailles dedicou ao desenhador belga Herman Huppen, nome bem conhecido dos leitores portugueses, graças a séries como Bernard Prince, Comanche, ou As Torres de Bois-Maury. Um mostra bastante sóbria, mas com muitos originais e algumas coisas menos conhecidas, como as ilustrações que Hermann fez para o filme Piratas de Roman Polansky, que mais tarde serviram de inspiração ao seu filho e argumentista, Yves H. para o argumento de O Diabo dos Sete Mares. Uma bela iniciativa da Câmara de Versailles que, descobri na altura, tem como tradição anual promover uma exposição dedicada a um autor de Banda Desenhada, logo a seguir ao Festival de Angoulême, em inícios de Fevereiro. Assim, antes de Hermann passaram pela Câmara de Versailles, autores como William Vance, André Juillard, Patrice Pellerin, Philippe Francq e Rosinsky. Ou seja, há que estar atento à programação da Câmara de Versailles, pois pode valer a pena fazer um desvio até Versailles, para quem se deslocar a França para o Festival de Angoulême, até porque não faltam pontos de interesse turístico pelo caminho.
Storyboard de Herman para o filme de Polansky
Cartaz da exposição de Hermann nas escadarias da Câmara de VersaillesPormenor da exposição
Baudoin no seu apartamento/atellier
Prancha desenhada por Craig Thompson para o livro conjunto com Baudoin
Página feita a duas mãos por Craig Thompson e Baudoin
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Revoir Paris 1: Schuiten e Peeters e Miyazaki
Este ano, as coisas proporcionaram-se para poder passar uns dia em Paris, logo a seguir ao Festival de Angoulême e se a cidade em si, mesmo em estado de sítio, com militares armados nas ruas e nas principais atracções turísticas, tem sempre muitíssimo que ver e que fazer, também no campo da BD, não faltam motivos de interesse.
Uns desses motivos de interesse era a exposição Revoir Paris, comissariada por Schuiten e Peeters, em exibição na Cité de l'Architecture et du Patrimoine, na zona do Trocadero, pertissimo da Torre Eiffel, em que a dupla de criadores misturava os seus trabalhos inspirados pela Cidade Luz, que é protagonista do seu mais recente álbum, Revoir Paris, mais uma reflexão sobre arquitectura e utopia, desta vez exterior ao universo das Cidades Obscuras, onde Phary, o equivalente obscuro de Paris, tem tido dificuldade em adquirir um protagonismo semelhante a Xystos, ou Urbicande.
Bastante sóbria em termos cenográficos, a mostra valia pelos originais de Schuiten, mas este era claramente um daqueles casos em que a leitura do excelente catálogo, substituía com vantagem a visita à exposição. Bem mais interessante era a outra exposição temporária em cartaz na Cité, centrada na vida e obra do arquitecto Viollet Le Duc, responsável pelo restauro da catedral de Notre Dame e de dúzias de castelo, cuja abordagem criativa, mais interessada em criar cenários românticos do que em respeitar o rigor histórico, do restauro serviu de base à maioria das intervenções realizadas em Portugal nos anos 40, de que o castelo de São Jorge, em Lisboa, é um bom exemplo.
Tendo formação em História da Arte, conhecia já o trabalho de Viollet Le-Duc. O que não conhecia era o seu grande talento de ilustrador e aguarelista, que esta completa exposição dava a conhecer. E a própria colecção permanente do Museu vale muito a pena, pelo que, mesmo sem o pretexto de Schuiten e Peeters, é um sítio a visitar em Paris.
Outro sítio que não conhecia é o novo Museu da Arte Lúdica, perto da Estação de Austerlitz, instalado num moderno edifício à beira Sena, que acolhia uma mostra organizada pelo Museu Ghibli e dedicada ao Mestre Miyazaki e aos principais animadores dos Estúdios Ghibli, que reunia milhares de originais dos storyboards dos filmes de animação do Estúdio, que em plena era digital continua a nao dispensar o toque humano. Uma mostra extremamente exaustiva, acompanhado de um interessante comentário audio e que apenas pecava por um percurso algo confuso e por alguns problemas de sinalização, mas que me deixou cheio de vontade de rever os filmes Miyazaki. À saída da exposição, o visitante tinha oportunidade de tirar uma fotografia contra um fundo verde, que pemitia inseri-lo dentro de um desenho de storyboard e aparecer sentado ao lado da pequena Chihiro. uma oportunidade que eu não desperdicei e cujo resultado final pode ser apreciado no fim deste primeiro post, dedicado à minha estadia em Paris.
Os originais de Schuiten na exposição Revoir Paris
Pormenor da exposição Revoir Paris
A exposição permanente da Cité de L'Architecture
Entrada da exposição dedicada aos desenhos dos Estúdios Ghibli
Cenários para o filme Ponyo by the Sea
Storyboard de Howl's Moving Castle
Em viagem com Chihiro
Uns desses motivos de interesse era a exposição Revoir Paris, comissariada por Schuiten e Peeters, em exibição na Cité de l'Architecture et du Patrimoine, na zona do Trocadero, pertissimo da Torre Eiffel, em que a dupla de criadores misturava os seus trabalhos inspirados pela Cidade Luz, que é protagonista do seu mais recente álbum, Revoir Paris, mais uma reflexão sobre arquitectura e utopia, desta vez exterior ao universo das Cidades Obscuras, onde Phary, o equivalente obscuro de Paris, tem tido dificuldade em adquirir um protagonismo semelhante a Xystos, ou Urbicande.
Bastante sóbria em termos cenográficos, a mostra valia pelos originais de Schuiten, mas este era claramente um daqueles casos em que a leitura do excelente catálogo, substituía com vantagem a visita à exposição. Bem mais interessante era a outra exposição temporária em cartaz na Cité, centrada na vida e obra do arquitecto Viollet Le Duc, responsável pelo restauro da catedral de Notre Dame e de dúzias de castelo, cuja abordagem criativa, mais interessada em criar cenários românticos do que em respeitar o rigor histórico, do restauro serviu de base à maioria das intervenções realizadas em Portugal nos anos 40, de que o castelo de São Jorge, em Lisboa, é um bom exemplo.
Tendo formação em História da Arte, conhecia já o trabalho de Viollet Le-Duc. O que não conhecia era o seu grande talento de ilustrador e aguarelista, que esta completa exposição dava a conhecer. E a própria colecção permanente do Museu vale muito a pena, pelo que, mesmo sem o pretexto de Schuiten e Peeters, é um sítio a visitar em Paris.
Outro sítio que não conhecia é o novo Museu da Arte Lúdica, perto da Estação de Austerlitz, instalado num moderno edifício à beira Sena, que acolhia uma mostra organizada pelo Museu Ghibli e dedicada ao Mestre Miyazaki e aos principais animadores dos Estúdios Ghibli, que reunia milhares de originais dos storyboards dos filmes de animação do Estúdio, que em plena era digital continua a nao dispensar o toque humano. Uma mostra extremamente exaustiva, acompanhado de um interessante comentário audio e que apenas pecava por um percurso algo confuso e por alguns problemas de sinalização, mas que me deixou cheio de vontade de rever os filmes Miyazaki. À saída da exposição, o visitante tinha oportunidade de tirar uma fotografia contra um fundo verde, que pemitia inseri-lo dentro de um desenho de storyboard e aparecer sentado ao lado da pequena Chihiro. uma oportunidade que eu não desperdicei e cujo resultado final pode ser apreciado no fim deste primeiro post, dedicado à minha estadia em Paris.
Os originais de Schuiten na exposição Revoir Paris
Pormenor da exposição Revoir Paris
A exposição permanente da Cité de L'Architecture
Entrada da exposição dedicada aos desenhos dos Estúdios Ghibli
Cenários para o filme Ponyo by the Sea
Storyboard de Howl's Moving Castle
Em viagem com Chihiro
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