quinta-feira, 27 de abril de 2017

No Coração das Trevas DC 8 - O Asilo do Joker

OS MAIORES INIMIGOS DO BATMAN ESTÃO NO ASILO DO JOKER

No Coração das Trevas DC Vol 8
Joker: O Asilo do Joker
Argumento – Arvid Nelson, Jason Aaron, JT Krul e James Patrick
Desenho – Alex Sanchez, Jason Pearson, Guillem March e Joe Quinones
Quinta, 27 de Abril
Por + 9,90 €
Um dos locais mais emblemáticos do Universo DC, o Asilo Arkham está em destaque no 8º volume da colecção No Coração das Trevas, em que o seu mais famoso paciente, o Joker dá a descobrir aos leitores um pouco do passado e das motivações dos principais vilões de Gotham City. Vilões como o Pinguim, Hera Venenosa, Duas Caras, Harley Quinn e, claro… o próprio Joker.
O Asilo do Joker é um volume antológico que recupera a melhor tradição das revistas de terror da editora EC, como a Tales from the Crypt ou a The Vault of Horror, em que as histórias eram apresentadas por um anfitrião de aspecto tenebroso (o Crypt Keeper na Tales from the Crypt, e o Vault Keeper no caso da revista The Vault of Horror), com o Joker a assumir com entusiasmo esse mesmo papel.
Para além de apresentar cada história deste volume, o Joker começa por ser apresentador de um peculiar concurso televisivo, que mostra como as televisões estão dispostas a tudo na guerra das audiências. Uma história cruelmente realista, escrita por Arvid Nelson para o traço perturbador de Alex Sanchez. A seguir, em O Último a Rir, Jason Aaron (o argumentista de Scalped e Southern Bastards, numa rara colaboração com a DC) analisa os problemas sentimentais do Pinguim, numa história a que o traço caricatural de Jason Pearson assenta como uma luva. Segue-se a origem da Hera Venenosa, numa história escrita por JT Krull, a que o traço sensual do espanhol Guillem March dá vida, enquanto David Hine e Andy Clarke jogam com a dualidade do Duas Caras num conto moral com final em aberto. Para terminar, nada melhor do que festejar o Dia dos Namorados com a Harley Quinn, numa história de James Patrick, magnificamente ilustrada por Joe Quinones.
Publicado originalmente no jornal Público de 21/04/2017

quinta-feira, 20 de abril de 2017

No Coração das Trevas DC 7 - Super-Homem e Apocalipse: Caçador e Presa

O REGRESSO DE APOCALIPSE

No Coração das Trevas DC Vol 7
Super-Homem & Apocalipse: Caçador e Presa
Argumento – Dan Jurgens
Desenho – Dan Jurgens e Brett Brending
Quinta, 20 de Abril
Por + 9,90 €
Numa colecção dedicada aos maiores vilões do Universo DC, não poderia faltar o mais poderoso de todos. Uma verdadeira máquina de matar, geneticamente alterada para ser invencível e indestrutível: Apocalipse. Único vilão a conseguir matar o Homem de Aço, Apocalipse foi criado por Dan Jurgens, Roger Stern, Louise Simonson, Jerry Ordway e Karl Kesel, sob orientação do editor Mike Carlin, em 1992 para protagonista da saga épica publicada nas diferentes revistas protagonizadas pelo Homem de Aço, que culminou com a morte do Super-Homem no ano seguinte, no nº 75 da segunda série da revista Superman.
Curiosamente, essa história que catapultou o Super-Homem para o primeiro lugar dos tops de vendas e foi notícia na imprensa a nível mundial, nasceu por mero acaso. Inicialmente, o que estava previsto acontecer durante esse ano nas revistas do Super-Homem, era o casamento de Clark Kent com Lois Lane. Uma história que, para não interferir com a série televisiva Lois & Clark: The New Adventures of Superman que estava a explorar o mesmo enredo, teve de ser adiada para depois do casamento de Lois e Clark na televisão, deixando os editores da revista do Homem de Aço com a necessidade de encontrar uma intriga alternativa para ocupar mais de um ano de histórias.
Essa intriga foi a morte de Super-Homem às mãos de Apocalipse e o seu posterior regresso. Uma história que, para além do sucesso de vendas, deu origem a um filme de animação, Superman: Dooomsday, produzido e dirigido por Bruce Timm (o desenhador de Amor Louco, a origem da Harley Quinn que puderam ler no volume anterior) e à recriação do combate brutal (e mortal) entre Super-Homem e o Apocalipse no filme Batman V Superman, que utiliza elementos da morte do Super-Homem no seu guião.
Face ao sucesso da história, que marcou a História dos comics americanos, e ao carisma do vilão, era inevitável que Apocalipse e o Super-Homem se voltassem a defrontar, o que acontece precisamente em Caçador e Presa, a história que chega aos quiosques nacionais na próxima quinta-feira. Publicada originalmente em 1994, como uma mini-série em três edições, esta história escrita por Dan Jungers, que também que assegura o desenho a lápis, desvenda a origem de Apocalipse e explica os motivos do seu ódio a Krypton, o planeta de que o Super-Homem é o último sobrevivente, para além de trazer de volta o Super-Homem Ciborgue, que os leitores portugueses já conhecem da Guerra do Corpo Sinestro, a saga do Lanterna Verde que ocupou os dois primeiros volumes desta colecção.
Mas outro motivo de interesse deste clássico dos comics de super-heróis, é o confronto no planeta Apokolips, entre Apocalipse e Darkseid, o vilão supremo criado por Jack Kirby, que encontra em Apocalipse alguém capaz não só de resistir ao seu imenso poder, mas até de o derrotar em combate.
Publicado originalmente no jornal Público de 14/04/2017

quinta-feira, 13 de abril de 2017

No Coração das Trevas DC 6 - Joker e Harley Quinn: Amor Louco


HARLEY QUINN, DA ANIMAÇÃO PARA A BD

No Coração das Trevas DC Vol 6
Joker & Harley Quinn: Amor Louco
Argumento –  Paul Dini e Bruce Timm
Desenho – Bruce Timm, Glen Murakami e Ronnie Del Carmen
Quinta, 13 de Abril
Por + 9,90 €
Depois de dividir o protagonismo com os restantes membros do Esquadrão Suicida no volume que chegou às bancas na semana anterior, chegou a vez de Harley Quinn roubar o protagonismo ao Joker e ocupar o palco em Amor Louco, a premiada história de Paul Dini e Bruce Timm, que assinalou a sua estreia na BD.
Criada por Dini e Timm em 1992, na série de desenhos animados Batman Adventures, no que estava inicialmente previsto como uma aparição esporádica, Harley Quinn revelou-se extremamente popular desde o início, transformando-se numa presença regular da série. Como refere Bruce Timm: “Quando o Paul (Dini) me falou em criar uma namorada para o Joker, eu achei que era boa ideia, por isso metemo-la no episódio Joker’s Favor. Mas foi só quando a vimos, já animada, no ecrã, que toda a gente se apaixonou instantaneamente por ela. Era uma combinação da personalidade, da voz – a voz da actriz Arleen Sorkin – e do visual. É uma personagem fantástica. Apercebemo-nos logo que tínhamos acertado em cheio. Por mais que eu não quisesse usá-la muito, pois o seu lado mais divertido interferia com o nosso objectivo de tornar o Joker mais sinistro, a verdade é que todos adorávamos a personagem e por isso o Paul enfiou-a em todos os episódios do Joker.”
A passagem da animação para a BD dá-se em 1994 neste Batman: Amor, Louco, história que abre o sexto volume desta colecção, que estará à venda em todo o país a partir do próximo dia 13 de Abril. Tudo começou com um convite de Denny O’Neil, um dos melhores escritores do Batman de sempre e então editor das revistas do Cavaleiro das Trevas, feito durante um almoço no San Diego Comic Con, para que Timm e Dini apresentassem uma proposta à DC para uma BD. Foi então que Paul Dini se lembrou de explorar a origem da Harley Quinn, que nunca tinha sido abordada na série de animação, revelando que Harley era inicialmente a Dra. Harleen Quinzel, uma Psiquiatra do Asilo Arkham, que acaba por se apaixonar pelo Joker, sendo arrastada por ele para o mundo da loucura, acabando por se transformar em Harley Quinn, a Arlequina, a sua namorada e cúmplice.
O resultado é esta história que Frank Miller considera das melhores histórias do Batman que já leu e que ganhou os Prémios Harvey e Eisner para a Melhor História Completa.
Para além de Amor Louco, este volume contempla mais duas histórias. Demónios, uma belíssima homenagem a Jack Kirby que, por questões de tempo, foi realizada usando o velho método Marvel, com Timm e Murakami a desenharem a história a partir de uma sinopse bastante curta e vaga e Dini a escrever posteriormente os textos e diálogos nas páginas já desenhadas. A outra história é A Harley e a Hera, publicada no premiado Batman Adventures Annual # 1, em que o realizador filipino Ronnie Del Carmen, que era um dos responsáveis pelos storyboards da série de animação, mostra toda a elegância do seu traço, numa divertida história em que a Harley e a Hera Venenosa vão fazer compras de Natal com… Bruce Wayne.
Publicado originalmente no jornal Público de 07/04/2017

quinta-feira, 6 de abril de 2017

No Coração das Trevas 5 - Esquadrão Suicida: Disciplina e Castigo


O REGRESSO DO ESQUADRÃO SUICIDA

No Coração das Trevas DC Vol 5
Esquadrão Suicida: Disciplina e Castigo
Argumento – Ales Kot, Matt Kindt
Desenhos – Patrick Zircher, Rick Leonardi, Neil Goose, Sam Barsi e Keith Champagne
Quinta, 06 de Abril
Por + 9,90 €
Depois de ter sido apresentado aos leitores portugueses na segunda colecção que o Público e a Levoir dedicaram ao Universo DC, através de um punhado de histórias da autoria de John Ostrander e Luke McDonnell, a dupla que na década de 80 levou o conceito de um grupo de criminosos que aceitam missões impossíveis a troco da redução das suas penas, para as histórias de super-heróis, o Esquadrão Suicida regressa numa versão mais contemporânea e com uma formação bem mais próxima da que vimos no cinema.
Na verdade, da formação habitual da fase de Ostrander, apenas resta Deadshot, o Pistoleiro e, naturalmente Amanda Waller, a mulher implacável sempre disposta a sacrificar os seus homens pelo cumprimento da missão que lhe foi destinada. Assim, neste volume temos novos membros da equipa, como a Harley Quinn, Voltaico, Tubarão-Rei, Chita, o Soldado Desconhecido e James Gordon Júnior, o filho psicopata do Comissário Gordon, que vai ser o novo líder do Esquadrão, capaz de tornar esta equipa no mais eficiente grupo de assassinos e ladrões de sempre.
Se a Harley Quinn estará em grande destaque no volume da próxima semana, convém falar um pouco mais de dois dos novos membros. O Soldado Desconhecido, personagem ambíguo criado originalmente por Joe Kubert e Robert Kanigher, que aqui assume o papel de homem de mão de Amanda Waller e, principalmente James Gordon Jr. Personagem perturbador que, depois do notável trabalho de Scott Snyder em Black Mirror, encontra em Ales Kot outro argumentista capaz de explorar devidamente todo o potencial da personagem.
Para além de Disciplinar e Punir, a história de Ales Kot, Patrick Zircher e Rick Leonardi, publicada originalmente em 2013, nos nºs 20 a 23 da 4ª série da revista mensal do Esquadrão Suicida, este volume inclui também duas histórias soltas que exploram o passado e as motivações de Deadshot e Harley Quinn, os dois mais populares membros do Esquadrão.
Publicado originalmente no jornal Público de 31/03/2017

quinta-feira, 30 de março de 2017

No Coração das Trevas DC 4 - Catwoman: O Grande Golpe de Selina


No caso deste volume 4, tive de fazer alguns cortes ligeiros, para que o meu texto de apresentação não ultrapassasse (muito) o espaço que me tinha sido destinado. Como neste Blog não há problemas de espaço,  aqui vos deixo o texto sem cortes, que podem comparar com a versão que saiu no Público, bastando para isso clicar duas vezes na imagem em baixo.

DARWYN COOKE REIVENTA A CATWOMAN

No Coração das Trevas DC - Vol 4 
Catwoman: O Grande Golpe de Selina
Argumento e Desenhos –Darwyn Cooke
Quinta, 30 de Março
Por + 9,90 €
Depois do Joker e Sinestro, o vilão em destaque no quarto volume da colecção No Coração das Trevas DC é uma mulher a quem a aplicação do termo vilã se revela demasiado redutora, até pela relação ambígua que tem com a lei e com o próprio Batman.
Criada por Bill Finger e Bob Kane, no número 1 da revista Batman, em 1940, onde é identificada apenas como "A Gata", Selina Kyle, a Catwoman é uma das mais importantes personagens do universo do Cavaleiro das Trevas, e também das mais ricas, pois embora seja tradicionalmente retratada como uma vilã, a relação da Catwoman com a lei é fluida e tem diversas nuances, que tornam difícil perceber se estamos perante uma vilã, ou uma heroína.
Uma ambiguidade muito bem explorada por Darwyn Cooke neste O Grande Golpe de Selina, história publicada originalmente como novela gráfica em 2002, que funcionou como prequela à fase em que Cooke colaborou com Ed Brubaker na revista mensal da felina mais sensual do universo DC.
Recentemente falecido, Darwyn Cooke foi um grande desenhador, belíssimo designer e um extraordinário narrador, características bem visíveis nesta história policial na melhor tradição dos heist movies e dos romances de Richard Stark (pseudónimo com que o escritor Donald Westlake assinava as suas histórias policiais) da série Parker, que Cooke adaptaria à BD anos depois. Considerado pelo próprio autor como a sua história favorita, entre as que escreveu e desenhou, O Grande Golpe de Selina serve para preencher algumas lacunas na vida de Selina Kyle e explicar a motivação por trás do seu comportamento na série mensal que Brubaker e Coooke estavam a produzir.
Dejá Vu, a história do Batman que fecha este volume, para além de um verdadeiro tratado de narração em Banda Desenhada é a adaptação de The Night of the Stalker, uma história clássica do Batman que Cooke considerava a sua história preferida do cavaleiro das trevas e que  serviu também  para o autor prestar a sua homenagem aos filmes de gangsters, pois Jeff e Stark, os dois bandidos que acompanham Selina nesta aventura e que estão também presentes em Dejá Vu, são homenagens a actores icónicos da sétima arte. Jeff é inspirado em Chow Yun Fat, o actor-fetiche de John Woo, presente em todos os filmes de gangsters que Woo realizou em Hong Kong , enquanto Stark (cujo nome remete para o escritor Richard Stark) é uma homenagem ao actor Lee Marvin, que fez de Parker no filme Point Blank, de John Boorman, que adapta o primeiro romance de Stark protagonizado por Parker.
A presença de Slam Bradley, um detective criado por Jerry Siegel e Joe Schuster (os criadores de Super-Homem) nesta novela gráfica, ajuda também a fazer a ligação com a série mensal escrita por Brubaker, pois Bradley desempenha um papel importante na série que relançou a popularidade da Catwoman.
Versão integral do texto publicado no jornal Público de 24/03/2017

quinta-feira, 23 de março de 2017

No Coração das Trevas DC 3 - Sinestro: A Guerra do Corpo Sinestro 2


A TERRA ENFRENTA O CORPO SINESTRO

No Coração das Trevas DC - Vol 3
Sinestro: A Guerra do Corpo Sinestro Vol 2
Argumento – Geoff Johns e Dave Gibbons
Desenhos – Patrick Gleason e Ivan Reis
Quinta, 23 de Março
Por + 9,90 €
Na primeira parte desta saga épica, considerada por muitos com uma das melhores histórias de sempre do Lanterna Verde, vimos como Sinestro conseguiu reunir um poderoso exército, o Corpo Sinestro. Escolhidos tendo em conta a sua capacidade de instilar o mais profundo terror nos seus adversários, os membros do Corpo Sinestro têm um anel de poder como o dos Lanternas Verdes, só que de cor amarela, precisamente a única cor capaz de tornar ineficaz o poder dos Lanternas Verdes. Contando com aliados poderosos como Parallax e o Anti Monitor, o Corpo Sinestro lançou uma ofensiva em larga escala contra o Corpo dos Lanternas Verdes, que teve o planeta Oa, sede do Corpo dos Lanternas Verdes e lar dos Guardiões do Universo como objectivo principal.
Nesse ataque, para além de infringir pesadas baixas nos seus inimigos, as tropas de Sinestro vão conseguir dois aliados de peso: Superboy Primal e o Super-Homem Ciborgue, que estavam prisioneiros dos Guardiões.
Para agravar a situação Kyle Rayner é capturado pelos homens de Sinestro e enviado para Qward, o mundo de antimatéria, onde se refugia Sinestro, que consegue separar Rayner de Ion (o simbiota que habitava no seu corpo) o que permite que Parallax possua esse corpo e controle a mente de Rayner. Quando a tentativa dos restantes Lanternas Verdes da Terra, Hal Jordan, John Stewart e Guy Gardner de resgatar Rayner, falha, Jordan tem de enfrentar Sinestro sozinho no seu próprio território, em Qward.
Apesar de Hal Jordan conseguir sobreviver ao confronto com Sinestro e de os Lanternas Verdes da Terra conseguirem escapar de Qward e regressar à nossa dimensão a tempo de alertar a Liga da Justiça da ameaça que se dirige para o Planeta Terra, no início deste segundo volume, a parada continua muito alta, com os pratos da balança a penderem claramente para o lado de Sinestro e dos seus aliados, o que poderá obrigar os Guardiões do Universo (que sabiam que todos estes acontecimentos estavam previstos nas profecias contidas no mítico Livro de Oa) a violar as suas próprias leis e romper a sua tradicional neutralidade.
Assim, a batalha contra o Corpo Sinestro atinge o seu clímax na Terra, com o destino do próprio Multiverso em jogo. E a parada está mais alta que nunca, pois Sinestro luta numa frente unida ao lado das maiores ameaças que o Universo DC alguma vez conheceu: Superboy Primal, Parallax, o Super-Homem Ciborgue e o temível Anti Monitor. E se o Anti Monitor e o Superboy Primal já são conhecidos dos leitores desde a Crise nas Terras Infinitas (história publicada em dois volumes na primeira colecção que o Público e a Levoir dedicaram à DC) o mesmo não se pode dizer do Super-Homem Ciborgue.
Antes de se tornar um dos maiores inimigos do Homem de Aço, o Super-Homem Ciborgue era Hank Henshaw, um astronauta da NASA, atingido por uma explosão solar causada por um combate entre o Super-Homem e o Eradicador, durante uma missão no Espaço e que vai culpar o Super-Homem pelo acidente que vai provocar a morte de toda a sua equipa e o deixa às portas da morte, envenenado pela radiação solar. Ao conseguir passar a sua mente para um corpo com partes mecânicas criado pela mesma tecnologia kryptoniana que permitiu a Kal El chegar à Terra e tornar-se o Super-Homem, Henshaw torna-se um oponente à altura do Homem de Aço e dos restantes Heróis da Terra, como veremos no desfecho desta história que vai abrir as portas para que Geoff Johns possa explorar mais em profundidade o coração das Trevas do Universo DC nas revistas do Lanterna Verde. Um processo que irá culminar com a saga Noite Sombria que, quem sabe, poderemos um dia ler em português numa próxima colecção que o Público e a Levoir dediquem à editora de Batman e Super-Homem, de que Johns é uma das principais forças criativas.
Texto publicado originalmente no jornal Público de 17/03/2017

sexta-feira, 17 de março de 2017

No Coração das Trevas DC 2 - Sinestro: A Guerra do Corpo Sinestro 1

A VINGANÇA DE SINESTRO

No Coração das Trevas DC Vol 2
Sinestro: A Guerra do Corpo Sinestro Vol 1
Argumento – Geoff Johns e Dave Gibbons
Desenhos – Ethan Van Sciver e Patrick Gleason
Quinta, 16 de Março
Por + 9,90 €
Depois do Joker no primeiro volume, chega a vez de Sinestro assumir o protagonismo neste segundo volume da nova colecção No Coração das Trevas DC, que o Público e a Levoir dedicam aos principais vilões da editora de Batman e Super-Homem. Primeiro capítulo de uma saga épica em duas partes, escrita a meias com Dave Gibbons - o desenhador de Watchmen, que aqui veste a pele, não muito habitual nele, de argumentista - que reúne a totalidade dos membros do Corpo dos Lanternas Verdes, A Guerra do Corpo Sinestro foi publicada originalmente em 2007 nas revistas Green Lantern e Green Lantern Corps, tendo como ponto de partida uma série de conceitos esboçados por Alan Moore e Kevin O'Neill no conto Tygers, publicado em 1986 no nº 2 da revista Tales of the Green Lantern Corps, que Johns e Gibbons vão desenvolver.
Embora possa perfeitamente ser lida de forma autónoma, A Guerra do Corpo Sinestro, é o segundo e o mais importante capítulo do percurso de nove anos de Geoff Johns como escritor do Lanterna Verde. Um percurso iniciado em 2005 com a mini-série Green Lantern: Rebirth, que reintroduz Hal Jordan, o mais popular dos Lanternas Verdes, no Universo DC e, que culminará na série Blackest Night, de 2009, em que as consequências dos eventos vividos nas revistas do Lanterna Verde atingem de forma inexorável a totalidade do Universo DC.
Bem conhecido dos leitores, pelas diversas histórias que escreveu para as anteriores colecções dedicadas aos heróis DC, Geoff Johns é Director Criativo da DC, responsável pela coordenação do universo cinematográfico da editora, escritor para televisão e proprietário de uma loja de comics. Este escritor nascido em Detroit em 1973, iniciou a sua carreira como assistente de Richard Donner, o realizador do primeiro filme do Super-Homem, acabando por se tornar um dos mais poderosos nomes da indústria dos comics, mas é o seu trabalho incontornável com o Lanterna Verde, personagem pela qual foi responsável durante nove anos, que aqui está naturalmente em destaque.
Embora centrada no Corpo dos Lanternas Verdes - uma espécie de polícia intergaláctica que zela pela paz no espaço sideral, tendo como única arma um anel que permite materializar através de energia tudo o que o seu portador imaginar – no seu todo, esta história épica de proporções cósmicas, tem como protagonista incontornável o vilão Sinestro, mentor e depois rival de Hal Jordan, que não sendo o primeiro, foi (e continua a ser) o mais importante dos Lanternas Verdes da BD. Criado por John Broom e Gil Kane, Sinestro fez a sua primeira aparição na série no nº 7 da segunda série da revista Green Lantern, em 1961, como instrutor de Hal Jordan, mas depois de ser destituído do seu cargo por abuso de poder, vai jurar vingança contra a patrulha intergaláctica que tinha jurado defender e que passa a combater ferozmente. De feições aristocráticas, inspiradas no visual do actor britânico David Niven, Sinestro começou por ser um vilão uni dimensional, de comportamento fascista, que alguns desenhadores vão aproximar de forma muito pouco subtil a Adolf Hitler, até Geoff Johns explorar mais a fundo os diferentes aspectos da sua personalidade, transformando numa incontornável referência da série e até ocasional anti-herói, com uma motivação subjacente às suas acções que não passava apenas pela vingança contra os seus antigos companheiros.
Mas Sinestro e Hal Jordan não são os únicos contendores em destaque nesta aventura cósmica que reúne Lanternas Verdes provenientes dos quatro cantos do universo, incluindo a totalidade dos membros do Corpo dos Lanternas Verdes com origem terreste, como Guy Gardner, John Stewart e Kyle Rayner. E é precisamente a possessão de Kyle Rayner por Parallax que vai alterar o equilíbrio de forças a favor de Sinestro, com consequências que o leitor poderá descobrir na próxima semana.
Publicado originalmente no jornal Público de 10/03/2017

quarta-feira, 15 de março de 2017

No Coração das Trevas DC 1 - Joker: O Príncipe Palhaço do Crime


O JOKER ABRE DESCIDA AO CORAÇÃO DAS TREVAS DA DC

No Coração das Trevas DC Vol 1
Joker: O Príncipe Palhaço do Crime
Argumento – Bill Finger, Denny O’Neil, Ed Brubaker e Andy Kubert
Desenhos – Bob Kane, Neal Adams, Dough Mahnke e Andy Clark
Quinta, 09 de Março, Por + 9,90 €
Depois de duas colecções dedicadas aos principais heróis da editora de Batman e Super-Homem, o Universo DC regressa a Portugal já na próxima quinta-feira com uma colecção de 10 volumes dedicados ao lado sombrio desse universo, com os vilões a ganharem o protagonismo que raramente lhes está reservado. Vilões como Sinestro, o Lanterna Verde renegado que se revolta contra aqueles que jurou servir, numa saga épica que é um momento fulcral da memorável ligação de Geoff Johns às séries protagonizadas pelo Gladiador Esmeralda; o Esquadrão Suicida, que regressa com uma formação mais próxima daquela que conhecemos no cinema; Apocalipse, a única criatura capaz de matar o Super-Homem e que volta a defrontá-lo para tentar repetir o feito; culminando com a tão épica como inesperada união de todos os vilões em torno de Lex Luthor, para impedir a destruição da nossa Terra pelos heróis de outra dimensão, em Mal Eterno, a história em duas partes, magnificamente ilustrada por David Finch, que fecha esta colecção.
Mas no centro desta colecção estão os vilões de Gotham. Vilãs como a Harley Quinn, a Hera Venenosa, ou a Catwoman e vilões como o Pinguim e Duas-Caras, para além naturalmente do Joker, que está presente em três dos volumes desta colecção, que começa precisamente com uma antologia dedicada ao Jogral do Genocídio, que acompanha a sua carreira de décadas, reflectindo as alterações que acompanharam a própria evolução do género.
No início, o Joker não passava de um assassino, que os próprios criminosos de Gotham temiam e queriam eliminar. Foi sob essa forma que surgiu em 1940, nas páginas do nº 1 da revista Batman como arqui-inimigo do Cavaleiro das Trevas. Surge na primeira história da revista, e reaparece logo na última, mostrando bem a sua resiliência e o seu futuro como vilão. Ao longo dos anos 50 e 60, o seu carácter mudou, talvez influenciado pelo Comics Code Authority, que pretendia suavizar a violência nos comics, ou talvez sob influência da série de TV com o seu toque algo burlesco. Caído algo em desgraça, ressurgiria finalmente em 1973, nas páginas da revista Batman nº 251, o segundo capítulo deste volume, pelas mãos de Denny O'Neil e de Neal Adams, em As Cinco Vinganças do Joker, sob a forma do homicida louco e psicopático que nos habituámos a adorar.
Em O Homem que Ri, a principal história desta antologia, é o Joker e (o então Tenente) Gordon quem vão estar no centro da acção, numa história que faz a ponte com dois títulos clássicos da bibliografia do Cavaleiro das Trevas: Batman Ano Um de Frank Miller e David Mazzucchelli e Piada Mortal, de Alan Moore e Brian Bolland, com Ed Brubaker a mostrar-se um digno sucessor do trabalho desenvolvido por Miller e Moore.
Começando imediatamente após Batman Ano Um, O Homem que Ri reinventa o primeiro confronto entre Batman e o Joker, desenvolvendo a personalidade dos diversos intervenientes, através do mesmo recurso usado em Ano Um de pôr o Batman e Gordon a narrarem a história alternadamente, um mecanismo característico da literatura policial, género que Brubaker domina perfeitamente.
Finalmente, e a encerrar, uma pequena história mais moderna, assinada por Andy Kubert, aqui surpreendentemente como argumentista, com desenho de Andy Clarke, em que vemos um relance do passado e infância do Joker.
Uma excelente antologia dedicada ao mais popular e carismático vilão da DC, assinada por grandes autores, que serve de ponto de partida ideal para esta viagem de dez semanas ao coração das trevas do Universo DC.
Publicado originalmente no jornal Público de 03/03/2017

segunda-feira, 6 de março de 2017

Apresentação da Colecção No coração das Trevas DC


É já na próxima quinta-feira, 9 de Março, que começa a 3º colecção do Público e da Levoir dedicada à DC Comics e a primeira completamente dedicada aos vilões da Editora de Batman e Super-Homem. Como de costume, aqui vos deixarei, no dia da saída de cada livro, o texto que escrevi sobre ele para o jornal Público. Mas antes disso, aqui fica o destacável de 4 páginas de apresentação da colecção, que foi distribuído ontem com o  jornal de sábado e será redistribuído na próxima terça-feira.

NO CORAÇÃO DAS TREVAS

Já dizia Alfred Hitchock que quanto mais conseguido fosse o “mau da fita”, maiores eram as probabilidades de um filme ter sucesso. Uma afirmação que se aplica com toda a propriedade às histórias da DC Comics, cuja galeria de vilões é incomparável, conforme o leitor poderá comprovar durante as próximas dez semanas. É certo e sabido que todos os heróis precisam de um inimigo, alguém que os defina pelo seu oposto. Desde os heróis da mitologia até aos ícones da cultura popular, seja na BD ou no cinema, todos tiveram um inimigo à sua altura. E, se os heróis míticos do passado tiveram esses inimigos, também os mitos modernos que são os super-heróis da DC os têm. Todos os conhecemos, Lex Luthor tem o Super-Homem, Joker, o Batman, Sinestro, o Lanterna Verde, só para falar nos que estão presentes nesta colecção. É esse o desafio que esta nova colecção DC, a primeira dedicada ao lado sombrio da editora de Batam e Super-Homem coloca aos leitores do Público: assistir aos maiores confrontos entre heróis e vilões, voltar a encontrar - ou conhecer pela primeira vez - os mais terríveis dos supervilões, e mergulhar no coração das trevas do universo DC!

Naturalmente, o vilão perfeito para começar uma colecção como esta, é o Joker. O Príncipe Palhaço do Crime, encarnação perfeita do Mal e do Caos no universo DC, que já tinha tido direito a um volume próprio numa anterior colecção e que aqui está mais uma vez em destaque, quer em nome próprio, quer partilhando o palco com outros vilões do universo de Batman, universo esse que, como o demonstra a série televisiva Gotham, é suficientemente rico para justificar uma colecção própria.
Mas a colecção não se constrói apenas com o Joker, embora ele seja possivelmente o mais carismático dos vilões que aqui encontramos. Há também um espaço reservado para a sua namorada, e uma das mais populares personagens da DC, a Dra. Harleen Quinzel, transformada em Harley Quinn, a Arlequina. Psiquiatra no Asilo Arkham, que se apaixona pelo Joker e acaba por trocar uma carreira de sucesso por uma vida de crime e um amor nem sempre correspondido, a carreira de Harley foi marcada pelo cinema e animação: surgiu nos desenhos animados de Batman em 1992, e acaba de se tornar numa das mais conhecidas personagens do Universo DC graças à excepcional interpretação da actriz Margot Robbie no filme do Esquadrão Suicida. Apresentamos no quinto volume desta colecção, Louco Amor, um dos grandes clássicos da DC escrito por Paul Dini (que também a tinha criado para os desenhos animados) e desenhada por Bruce Timm, no seu inconfundível visual inspirado na animação. Uma história premiada que é complementada por mais duas histórias dos mesmos autores com o mesmo estilo, uma delas, Demónios, uma maravilhosa homenagem a Jack Kirby e ao seu Etrigan, que os leitores mais atentos puderam descobrir no primeiro volume da série Sandman.
E Harley Quinn brilha pela sua presença noutros volumes da colecção, começando pelo do Esquadrão Suicida. Com argumento de Ales Kot, esta selecção de histórias apresenta uma fase bastante próxima do visual e ambiente do filme, e inclui dois capítulos independentes, que focam respectivamente a própria Harley Quinn, e Deadshot, o Pistoleiro. E também no volume 8, O Asilo do Joker, ela tem a sua própria história, num volume em que encontramos histórias auto conclusivas, inspiradas nos grandes clássicos da EC Comics, que nos mostram alguns dos mais conhecidos vilões de Gotham: Pinguim, Hera Venenosa, Duas-Caras, Harley Quinn, e o próprio Joker, que serve de verdadeiro “apresentador” de histórias loucas saídas das sombras das celas do mais terrível asilo do Universo DC, na melhor tradição da revista Tales From The Crypt. Juntando estes dois volumes, os fãs têm uma verdadeira legião de vilões: os anti-heróis do Esquadrão e alguns dos maiores inimigos do Batman. E, por falar de inimigos do Batman, temos também um belíssimo volume da Catwoman, que tem oscilado entre inimiga e amiga (e amante) do Cavaleiro das Trevas. O Grande Golpe de Selina, uma saga assinada pelo recentemente falecido Darwyn Cooke, e que nos apresenta a nossa anti-heroína numa aventura com ambiente de suspense noir, que assinalou o seu regresso às páginas das revistas da DC, numa premiada colaboração entre Brubaker e Cooke.
Mas nenhuma colecção ficaria completa sem o Super-Homem, o mais antigo e mais poderoso dos heróis da DC. E que melhor inimigo apresentar do que o próprio... Apocalipse! Caçador/Presa é uma emblemática história do Super-Homem, que veio na sequência da saga da sua morte, e que coloca em cena o mais épico confronto entre o herói e Apocalipse, numa história em que nos é também contada a origem deste supervilão, proveniente de Krypton, como o próprio Homem de Aço.
Pra além da saga da Guerra do Corpo Sinestro, temos também uma das sagas mais recentes da DC, Mal Eterno, em que a realidade é subvertida, e são os heróis que se transformam em vilões. Na verdade, os vilões da Terra 3, que são a contra-parte dos heróis da Terra normal, vão tomar conta do planeta. Depois da Liga da Justiça ter aparentemente desaparecido, será Lex Luthor, a juntar um conjunto de vilões e formar uma “Liga da Injustiça” para salvar o mundo. Escrita por Geoff Johns, e com a arte magnífica de David Finch, Mal Eterno foi uma das últimas grandes sagas globais da fase dos Novos 52, e um dos grandes sucessos da recentes da DC, que fecha com chave de ouro uma colecção que seria um crime perder!

Os volumes da colecção

1 – Joker: O Príncipe Palhaço do Crime
09 de Março
Argumento – Bill Finger, Denny O’Neil, Ed Brubaker e Andy Kubert
Desenhos – Bob Kane, Neal Adams, Dough Mahnke e Andy Clark
O Príncipe Palhaço do Crime, o Jogral do Genocídio, o Arlequim da Anarquia, a encarnação perfeita do Caos no universo DC: o Joker! Toda a genial loucura do Joker está aqui posta a nu, numa selecção de cinco histórias assinadas pelos maiores nomes dos comics americanos, que nos revelam a evolução da sua carreira maníaca e excêntrica, incluindo a sua primeira aparição no mítico Batman # 1.
Alguns dos maiores autores de comics de sempre estão representados nesta antologia, incluindo Bob Kane e Bill Finger, Neal Adams, Ed Brubaker, Doug Mahnke e muitos outros. Um volume ideal para mergulhar no coração das trevas do Universo DC!
2  – Sinestro: A Guerra do Corpo Sinestro 1
16 de Março
Argumento – Geoff Johns e Dave Gibbons
Desenhos – Ethan Van Sciver e Patrick Gleason 
Em A Guerra do Corpo Sinestro, o maior inimigo do Lanterna Verde recebe por fim o seu há muito merecido destaque. Outrora o maior do Corpo dos Lanternas Verdes, Sinestro tornou-se no seu mais implacável inimigo, movido apenas pelo rancor e desejo de vingança. Mas, agora, revelará o seu novo e terrível propósito, numa saga épica que fez de Green Lantern o título de referência da DC Comics no final dos anos 2000.
Geoff Johns e Ivan Reis são os dois nomes maiores que agraciam este volume, que conta com um verdadeiro quem-é-quem de talento da DC, como Ethan van Sciver, Dave Gibbons (o desenhador de Watchmen, que aqui surge como argumentista) e Patrick Gleason.
3  –Sinestro: A Guerra do Corpo Sinestro 2
23  de Março
Argumento – Geoff Jhons e Dave Gibbons
Desenhos – Patrick Gleason e Ivan Reis
A batalha contra o Corpo Sinestro atinge o seu clímax na Terra, com o destino do próprio Multiverso em jogo. E a parada está mais alta que nunca, pois Sinestro luta numa frente unida ao lado das maiores ameaças que o Universo DC alguma vez conheceu: Superboy Primal, Parallax, o Super-Homem Ciborgue e o temível Antimonitor, visto pela última vez em Crise nas Terras Infinitas.
A Guerra do Corpo Sinestro deu início a um sucesso crítico e comercial sustentado sem precedentes para o Lanterna Verde, e consolidou a reputação de Geoff Johns como o homem com o toque de Midas na DC e o mais importante escritor de sempre das aventuras do gladiador esmeralda.
4  – Mulher-Gato: O Grande Golpe de Selina
30 de Março
Argumento e Desenhos –  Darwin Cooke
Quando decide abandonar a vida do crime, Selina Kyle, a Mulher-Gato apercebe-se que vai precisar de dinheiro para sobreviver honestamente. A solução é efectuar um último grande golpe, tendo por um alvo um comboio carregado de dinheiro da Máfia. Mas quando descobre que um grupo de criminosos profissionais tem o mesmo objectivo, Selina apercebe-se que o golpe perfeito pode afinal terminar com a sua morte.
Darwyn Cooke, o premiado ilustrador, escritor e animador canadiano, recentemente falecido, que já tinha sido responsável por uma das melhores fases da Mulher-Gato, ao lado do escritor Ed Brubaker, assina aqui um excelente policial negro, na linha das premiadas adaptações que fez dos romances de Richard Stark.
5  –Esquadrão Suicida: Disciplina e Castigo
06 de Abril
Argumento – Ales Kot, Matt Kindt
Desenhos – Patrick Zircher, Rick Leonardi, Neil Goose, Sam Barsi e Keith Champagne
O Esquadrão Suicida é uma das mais famosas equipas de vilões da DC, um grupo de criminosos que aceitam missões impossíveis a troco da redução das suas penas. E neste volume temos novos membros da equipa e um novo líder que vai tornar esta equipa no mais eficiente grupo de assassinos e ladrões de sempre! Este volume conta também com duas histórias completas que exploram o passado e as motivações de Deadshot e Harley Quinn. 
Ales Kot é um dos mais originais e inovadores argumentistas da actualidade, cujas histórias granjearam grande sucesso crítico, com o seu misto de irreverência e crítica social. É acompanhado neste volume pelo escritor Matt Kindt e pelo artista Patrick Zircher.
6  – Joker & Harley Quinn: Amor Louco
13 de Abril
Argumento –  Paul Dinie Bruce Timm
Desenho – Bruce Timm, Glen Murakami
O Joker conta um novo aliado na luta sem fim que o opõe ao Batman. Harley Quinn, a psiquiatra que se vai tornar sua amante e cúmplice, numa relação perturbada, em que o amo, a violência e a loucura se misturam. 
Nascida na série televisiva Batman Adventures, Harley Quinn, a vistosa companheira do Joker, rapidamente se tornou uma das mais populares personagens da série, acabando por passar para os quadradinhos em Amor Louco, história premiada com um prémio Eisner e que Frank Miller considera como uma das melhores histórias do Batman que já leu.  
Essa e outras duas histórias assinadas pelo argumentista e produtor televisivo Paul Dini e o ilustrador e animador Bruce Timm, criadores da premiada série televisiva Batman Adventures estão reunidas neste volume que traz o Batman da animação para a BD, com resultados notáveis.
7  –Super-Homem  & Apocalipse: Caçador e Presa
20 de Abril
Argumento – Dan Jurgens
Desenho – Brett Brending
O Super-Homem tem de percorrer a galáxia para o conseguir caçar Apocalipse, um dos mais temíveis vilões cósmicos do Universo DC, o responsável pela sua morte, Mas à medida que o Super-Homem se aproxima do seu objectivo, vai descobrir que será o caçador a transformar-se na presa! A história que revela a origem surpreendente de Apocalipse e a sua ligação ao planeta-natal do Homem de Aço.
Dan Jurgens é um dos grandes veteranos dos comics, e um dos poucos a escrever e desenhar simultaneamente as suas histórias. Foi o criador da saga da Morte de Super-Homem, uma das mais mediáticas histórias de sempre da DC, e voltou a colocar o Super-Homem e Apocalipse em confronto neste volume.
8  – Joker: O Asilo do Joker
27 de Abril
Argumento – Arvid Nelson, Jason Aaron e Andy Kubert
Desenho – Alex Sanchez, Andy Clarke, Juan Doe, Jason Pearson
O Joker será o nosso anfitrião nesta antologia na melhor tradição das revistas de terror da editora EC, em que o protagonismo está entregue aos principais vilões de Gotham City: Hera Venenosa, Pinguim, Duas Caras, Harley Quinn... e o próprio Joker, o Príncipe Palhaço do Crime! Cinco histórias completas que nos mergulham na mente louca dos maiores adversários do Batman.
Uma antologia que conta com os talentos de alguns dos maiores nomes dos comics, entre os quais destacamos Jason Aaron, Jason Pearson, Juan Doe ou Andy Clarke.
9  – Universo DC: Mal Eterno 1
04 de Maio
Argumento – Geoff Johns
Desenhos – David Finch e Richard Friend
Lex Luthor é dos mais complexos vilões da DC, o mais humano e talvez mais contemporâneo inimigo dos super-heróis, e, em Mal Eterno, terá ocasião de mostrar ao mundo uma faceta sua que raramente demonstra: a de anti-herói. Quando a Liga da Justiça é tida como morta e o poderoso Sindicato do Crime decide conquistar o mundo, Luthor terá de reunir um grupo de supervilões para salvar a Terra de uma ameaça maior que todos eles.
Geoff Johns e David Finch são os nomes que deram protagonismo ao lado negro da DC, nesta mini-série de grande sucesso que marcou o universo dos Novos 52, trazendo os vilões das sombras em que estavam escondidos, para as luzes da ribalta.
10  – Universo DC: Mal Eterno 2
11 de Maio
Argumento – Geoff Johns
Desenhos – David Finch Doug Mahnke e Ivan Reis
Herói, vilão, ou algo de inteiramente diferente? Lex Luthor, a mente mais brilhante da Terra, tem ele próprio dificuldade em dar resposta a essa questão, agora que se vê com o destino do mundo nas mãos, num momento em que os seus maiores heróis não lhe podem valer. Numa hora em que mesmo os mais terríveis vilões se mostram capazes de heroísmo e sacrifício, o lugar de Lex Luthor no panteão dos grandes ícones da DC poderá mudar para sempre.
Geoff Johns, David Finch, Doug Mahnke e Ivan Reis trazem-nos esta surpreendente história de redenção, que representa uma etapa inédita na história do mais famoso arqui-inimigo do Super-Homem
Textos publicados originalmente no jornal Público de 03/03/2017

quinta-feira, 2 de março de 2017

Coimbra BD 2017 - O Programa Completo


Finalmente, exactamente a uma semana do evento, aqui fica o programa completo. Lá vos esperamos!

Dia 9 de março (5ª)
11h00 – Sessão com trabalhos em Stop Motion por alunos da Escola Secundária Avelar Brotero (Sala Silva Dias)
11h00 – Workshop de banda desenhada, por André Caetano (Sala Francisco Sá de Miranda)
21h00 – Tertúlia GeekFreak: Never Ending Story – conversa sobre adaptações da BD para o Cinema (Biblioteca Municipal)

Dia 10 de março (6ª)
11h00 – Sessão com trabalhos em Stop Motion por alunos da Escola Secundária Avelar Brotero (Sala Silva Dias)
11h00 – Workshop de banda desenhada, por André Caetano (Sala Francisco Sá de Miranda)
19h00 – Levoir - Apresentação de programa editorial 2017 (Biblioteca Municipal)
21h00 – “Animação por Autores Portugueses da Banda Desenhada e Ilustração” (Sala Silva Dias)
• Fado de um Homem Crescido, de Pedro Brito, 2012
• A Fantasista, de André Ruivo, 2003
• Pássaros, de Filipe Abranches, 2009
• Stuart, de Zepe (José Pedro Cavalheiro), 2016
• Jantar em Lisboa, de André Carrilho, 2007
• Fado na Noite, de Fernando Relvas, 2012
• Algo Importante, de João Fazenda e João Paulo Cotrim, 2009

Dia 11 de março (sábado)
11h00 – “Cinema de animação para miúdos e graúdos” (Sala Silva Dias)
• Lost and Found, de Philip Hunt, 2008 (Reino Unido)
• Macropolis, de Joel Simon, 2012 (Reino Unido)
• Morning Stroll, de Grant Orchard, 2011 (Inglaterra)
• Vento, de Robert Loebel, 2013 (Alemanha)
• A Dama da Lapa, de Joana Toste, 2004 (Portugal)
• Dodu, o Rapaz de Cartão, de José Miguel Ribeiro, 2010 (Portugal)
11h00 - Workshop de livros pop-up, por Ana Oliveira (Sala Francisco Sá de Miranda)
15.00 – Desfile de Cosplay (Sala Silva Dias)
15h00 – Kingpin Books - Apresentação de programa editorial 2017 (Biblioteca Municipal)
15h30 – G Floy - Apresentação de programa editorial 2017 (Biblioteca Municipal)
16h00 – Tertúlia “Autores Portugueses no mercado Americano de Banda Desenhada”, por Jorge Coelho e Miguel Mendonça (Sala Silva Dias)
16h00/18h00 - Sessões de autógrafos de artistas convidados: Diniz Conefrey, Jorge Coelho, Miguel Mendonça, Carlos Correia, André Caetano e André Diniz (Átrio)
17h00 - Tertúlia “Os Fanzines”, por Geraldes Lino (Biblioteca Municipal)
18h00 - Apresentação do livro Judea, de Diniz Conefrey (Biblioteca Municipal)
18h30 - Apresentação da antologia Apocryphus (Biblioteca Municipal)
19h00 - Sessão de curtas metragens “Retrospectiva cinematográfica Filipe Melo” (Sala Silva Dias)
• I’ll See you in my Dreams, de Filipe Melo e Miguel Angel Vivas
• O Homem que Gostava de Zombies, de Filipe Melo
• I’ll See You in My Dreams, de Filipe Melo (videoclip para a banda Moonspell)
• Lychantrope, de Filipe Melo (videoclip para a banda Moonspell)
21h30 – Performance inspirada na BD, por Andrea Inocêncio (Átrio)
21h45 - Videolab BD - mostra de Vídeo Arte (Sala Silva Dias)

Dia 12 de março (domingo)
11h00 – “Cinema de animação para miúdos e graúdos” (Sala Silva Dias)
• Lost and Found, de Philip Hunt, 2008 (Reino Unido)
• Macropolis, de Joel Simon, 2012 (Reino Unido)
• Morning Stroll, de Grant Orchard, 2011 (Inglaterra)
• Vento, de Robert Loebel, 2013 (Alemanha)
• A Dama da Lapa, de Joana Toste, 2004 (Portugal)
• Dodu, o Rapaz de Cartão, de José Miguel Ribeiro, 2010 (Portugal)
11h00 - Workshop de livros pop-up, por Ana Oliveira (Sala Francisco Sá de Miranda)
15h00 - Sessão de desenho de modelo, por Salão 40 (Sala Francisco Sá de Miranda)
15h00 - Tertúlia - Filipe Melo “Os Vampiros” e outra colaborações com Juan Cavia (Biblioteca Municipal)
15h30 - Tertúlia “Ilustração e Banda Desenhada”, por Nuno Saraiva (Biblioteca Municipal)
16h00 - Tertúlia “Conversa com Bruno Aleixo” (Biblioteca Municipal)
16h00/18h00 - Sessões de autógrafos de artistas convidados: Nuno Saraiva, Carlos Correia, Filipe Melo e André Caetano (Átrio)
17h00 - Emissão do programa GeekFreak, da Rádio Universidade de Coimbra, da autoria de Breno Ferreira (Biblioteca Municipal)

Actividades permanentes
Venda BD, ilustração e merchandising
Apocryphus, Arte de Autor, Bruaá Editora, CLC Portugal, Comic Heart, El Pep Publisher, G Floy, Ink Tshirt Store, JAN KEN PON, Kingpin, Levoir, Livraria Dr. Kartoon, Mini-Orfeu, Planeta Tangerina, Polvo, Kurtebués

Exposições
• Colectiva - Artistas Portugueses no Mercado Americano, de vários autores (Galeria Ferrer Correia)
• Banda Desenhada e Ilustração Editorial, de Nuno Saraiva (Átrio)
• Os Vampiros- álbum ilustrado por Juan Cavia, de Filipe Melo (Galeria Ferrer Correia)
• Entre a Reportagem e a Literatura Desenhada, de André Diniz (Espaço Ferrer Correia)
• A Torre, Joe (antevisão) e Domus, de Carlos Correia (Átrio) • Heróis do Séc. XXI, de alunos de Multimédia da Escola Secundária Avelar Brotero (Espaço Ferrer Correia)
• Instalação VideolaBD (Espaço Ferrer Correia)
• O Fotógrafo não estava lá – exposição de ilustrações do Diário Popular (Biblioteca Municipal)
Mesas de artistas - desenhos ao vivo, mostra e venda de trabalhos, na sua maioria originais) (Átrio)
Jogos de tabuleiro (Restaurante BD/Cantina Sereia)

Programação paralela
• 9 de março, 5ª feira, 15h00, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (Sala do Instituto de Estudos Brasileiros): Conferência André Diniz. A BD e o Brasil, hoje. Uma conversa com João Miguel Lameiras
• 11 de março, sábado, 11h00,: Urban sketchers (Partida da Casa Municipal da Cultura. Evento livre para todas as idades)
Restaurante BD/Cantina Sereia – aberto ao público

Horário
• 9 de março, 5ª feira: das 11h00 às 22h00
• 10 de março, 6ª feira: das 11h00 às 22h00
• 11 de março, sábado: das 11h00 às 22h00
• 12 de março, domingo: das 11h00 às 18h00 

Colaboração
• Livraria Dr. Kartoon
• Projecto Videolab

Apoio
• Serviços de Ação Social da Universidade de Coimbra
• Rádio Universidade de Coimbra

quarta-feira, 1 de março de 2017

Coimbra BD regressa para segunda edição já no dia 9 de Março


Agora que finalmente tenho autorização para o fazer, posso confirmar que o Coimbra BD vai mesmo regressar para uma segunda edição entre os próximos dias 9 e 12 de Março, na Casa de Cultura de Coimbra.

Para começar, aqui fica a lista das exposições permanentes:

Colectiva - Artistas Portugueses no Mercado Americano, com Filipe Andrade, Jorge Coelho, Miguel Mendonça, André Lima Araújo, Carlos Pedro e Daniel Henriques
Banda Desenhada e Ilustração Editorial, de Nuno Saraiva
Os Vampiros- de Juan Cavia e Filipe Melo
Entre a Reportagem e a Literatura Desenhada, de André Diniz 
A Torre, Joe (antevisão) e Domus, de Carlos Correia (
Heróis do Séc. XXI, de alunos de Multimédia da Escola Secundária Avelar Brotero
Instalação multimédia (Videolab)

Mas além disso, haverá autores convidado,s apresentações de livros e de planos editoriais (G Floy, Levoir, Kingpin e Diniz Conefrey), sessões de cinema de animação  (tanto infantil, como de autores portugueses), sessões de autógrafos, Workshops, desfile de Cosplay e outras coisas mais que aqui divulgarei em breve, para além de uma programação paralela que inclui uma conferência com o André Diniz na Faculdade de Letras, organizada pelo Departamento de Estudos Brasileiros da FLUC. Stay tunned!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Um punhado de Imagens de Angoulême 2017 - Parte 2 - Schuiten e Peeters entre Angoulême e Paris

Embora não tivessem nenhuma exposição na edição deste ano do festival, François Schuiten e Benoit Peeters estiveram ainda assim em destaque em Angoulême. Não só o edifício dos arquivos da região da Charente (a que pertence a cidade de Angoulême) foi revestido com uma estrutura metálica que reproduz em grandes dimensões um desenho de Schuiten tirado do livro L'Archiviste, como a dupla deu mais uma das suas conferências-ficção, neste caso com o título Rêves d'Archives, em que, acompanhados pela música de Bruno Letort, colaborador habitual da dupla nos projectos multimédia, dissertaram com humor sobre o papel dos arquivos nas Cidades Obscuras.
Foi com alguma emoção que, entre as imagens projectadas vi a ilustração que Schuiten criou para o cartaz da exposição Coimbra na Banda Desenhada, por ocasião da Capital da Cultura, Coimbra 2003.

Depois da conferência, tive oportunidade de falar com os dois autores e pude ficar a saber que está para breve o regresso da dupla ao universo das Cidades Obscuras, tendo já começado a trabalhar numa nova história, que schuiten começará a desenhar mal termine o álbum da série Blake e Mortimer em que está a trabalhar e que tem saída prevista para Outubro de 2017.

Mas o acontecimento a não perder para os fãs de Schuiten e Peeters é  a exposição Machines a Dessiner, que está até meados de Março no Musée D'Arts et Métiers, em Paris. Uma excelente exposição, num museu que vale a pena explorar (o célebre Pêndulo de Foucault está lá) e cuja história está intimamente ligada à dos criadores das Cidades Obscuras. Tendo apresentado uma proposta no concurso para a remodelação do dito Museu que ficou em segundo, Schuiten e Peeters tiveram o "prémio de consolação" de decorarem a estação de Metro que serve o Museu e que Schuiten transformou no interior do submarino Nautilus.
Dexo-vos com um punhado de imagens dessa exposição, deixando para um próximo post  outra exposição a não perder em Paris: a que o Centro Georges Pompidou dedicou a Franquin e ao seu Gaston Lagaffe.
      Schuiten, Peeters e Letort durante a conferência Rêves D'Archives

A estação de Metro que serve o Museu decorada por Schuiten






Algumas maquetes que costumam estar no atelier de Schuiten

A estação de metro no livro Revoir Paris e nos estudos de Schuiten

Ilustração não utilizada para o cartaz de Coimbra na Banda Desenhada

A antiga igreja incorporada no espaço do Musée d'Arts et Metiers


CONTINUA...