O FIM DE UMA ERA
Liga da Justiça: A Guerra de Darkseid Vol. 2
Argumento – Geoff Johns
Desenhos – Jason Fabok, Francis Manapul e Ivan Reis
Quinta, 07 de Dezembro, Por + 10,90 €
Com a publicação da segunda e última parte de A Guerra de Darkseid, chega ao fim a colecção que o Público e a Levoir dedicaram à Liga da Justiça, por ocasião da estreia dos maiores heróis da DC no cinema. Uma colecção que, com a excepção de clássicos como Nova Ordem Mundial e O Prego: Teoria do Caos se centrou no trabalho incontornável de Geoff Johns com a Liga. Um trabalho que leva o conceito de épico a níveis poucas vezes vistos e que os leitores portugueses tiveram o privilégio de poder acompanhar na íntegra, através das diversas colecções dedicadas aos heróis da DC que foram saindo nos últimos quatro anos.
O primeiro volume de A Guerra de Darkseid tinha terminado com alguns dos membros da Liga da Justiça transformados em Deuses. Assim, Batman, que conquistou a Metron a cadeira de Mobius, tornou-se o Deus do Conhecimento; o Super-Homem, o Deus da Força; o Flash, O Deus da Morte; o Shazam, o Deus dos Deuses; o Lanterna Verde, o Deus da Luz; e Lex Luthor, o Deus de Apokolips. Mas, se o poder corrompe, o poder absoluto corrompe absolutamente e o novo estatuto de divindade vai transformar profundamente os maiores heróis da DC, fazendo-os perder a sua dimensão humana. Para os fazer reencontrar a humanidade perdida e combater os planos de Graal, a filha de Darkseid que, depois de matar o pai, tomou posse da sua mais poderosa arma, a equação antivida, os restantes membros da Liga, a que se juntou Barda, a mulher de Scott Free, o Sr. Milagre, vão precisar de aliados. Mesmo que sejam aliados improváveis como os membros do Sindicato do Crime, Ultra-Homem, Supermulher e Coruja, Reflexos distorcidos dos maiores heróis do mundo, vindos de um mundo paralelo destruído pelo Antimonitor, os membros do Sindicato do Crime combateram a Liga da Justiça em histórias como Terra Dois, de Grant Morrison e Frank Quitely, o clássico que inaugurou a primeira colecção que o Público e a Levoir dedicaram à DC, em 2013.
Uma das características das histórias de super-heróis passa pelo eterno recomeço das histórias e dos confrontos, em que nada é definitivo, muito menos a morte, fazendo jus à velha máxima do Príncipe de Falconeri no livro O Leopardo, de Giuseppe Tomasi di Lampedusa (que muitos conhecem graças ao fabuloso filme de Visconti), que diz que “é preciso que algo mude para que tudo fique na mesma”. Mas, no caso desta história, as mudanças, mesmo que temporárias vão afectar profundamente o Universo DC, pondo fim à era dos Novos 52, que tem estado em destaque nestas colecções, para dar lugar à mais recente versão do Universo DC, a DC Rebirth.
Mas ao abrir as portas do futuro do universo DC, de que é um dos principais arquitectos, Geoff Johns não esquece o seu passado e os grandes autores que contribuíram para ele, como Grant Morrison e, sobretudo, o “Rei”Jack Kirby. O universo que o King criou na Saga do Quarto Mundo (de que pudemos ter um vislumbre numa anterior colecção), com o eterno conflito entre Nova Génese e Apokolips, onde nasceram personagem incontornáveis como Orion, Metron, o Sr. Milagre e Barda, Steppenwolf, Desaad, Kalibak e a encarnação suprema do mal que é Darkseid, estão na génese desta Guerra de Darkseid e de todo o (inesquecível) percurso de Johns como escritor da Liga da Justiça.
Publicado originalmente no jornal Público de 02/12/2017
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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017
quinta-feira, 30 de novembro de 2017
Liga da Justiça 4 - A Guerra de Darkseid 1
O REGRESSO (E A MORTE) DE DARKSEID
Liga da Justiça: A Guerra de Darkseid
Argumento – Geoff Johns
Desenhos – Jason Fabok e Francis Manapul
Quinta, 30 de Novembro, Por + 10,90 €
Com a publicação de A Guerra de Darkseid, saga que vai ocupar os dois últimos volumes desta colecção dedicada à Liga da Justiça, fica bem evidente a magnitude do trabalho levado a cabo por Geoff Johns com a Liga, que os leitores portugueses puderam acompanhar nas últimas colecções dedicadas ao Universo DC. Um trabalho que, partindo de um profundo conhecimento da história da DC, procura ir mais além, de modo a surpreender o leitor. Como refere Johns. “As coisas que mais gozo me dão fazer, são aquelas que mal posso acreditar como é que ainda ninguém se lembrou de as fazer antes. Como é que ninguém se lembrou de meter o Lex Luthor na Liga da Justiça? Ou, como que ninguém se lembrou de colocar o Darkseid a combater o Anti-Monitor?”
A Guerra de Darkseid é o culminar do percurso de Johns como escritor da Liga, com todos as peças a convergirem para o local onde o escritor as queria. Nas palavras do próprio: “Quando comecei a escrever o Liga da Justiça nº 1, sabia que, pelo menos por um ano, queria que a equipa fosse apenas os sete maiores heróis da DC, mas, em última instância, quem é que eu poderia trazer para essa equipa que fosse capaz de a agitar no final do ano dois? Qual é o maior personagem do Universo DC que toda a gente conhece, alguém que até a minha mãe sabe quem é, mas que seria incrivelmente interessante para a dinâmica da equipa? E esse alguém é o Lex Luthor.
Então tentei perceber o que é que seria necessário para fazer evoluir uma personagem como esse, de modo a transformá-lo num potencial membro da Liga, tanto na sua mente como na de todos os outros, e foi assim que a história Mal Eterno surgiu. Eu sempre soube que queria apresentar o Anti-Monitor de uma maneira nova para que, quando Darkseid voltasse, não fosse apenas Darkseid Segundo Round. Foram esses dois gigantes, grandes vilões loucos, que foram as pedras angulares da minha passagem pela Liga. Darkseid foi uma grande força no começo, e em Mal Eterno, o Anti-Monitor era uma grande força que estava algo escondida. Agora, trouxemos esses dois para a primeira fila em A Guerra de Darkseid.”
Mas neste primeiro volume, que assinala o regresso de Scott Free, o Sr. Milagre, ao Universo DC, o confronto entre o Anti-Monitor e Darkseid não é o único grande conflito deste primeiro volume, em que ficamos a conhecer Graal, a filha de Darkseid e de uma amazona, que vai ser responsável pela morte do seu pai.
Graficamente, Jason Fabok revela-se perfeitamente à altura da dimensão épica da história, superando com distinção o teste de desenhar os maiores heróis da DC. Como o próprio refere: “Eu sempre fiz livros de personagens únicos, mas sempre fui atraído por livros que eram grandes, enormes livros de equipa, onde tenho oportunidade de desenhar cenas delirantes. Eu não estaria preparado para fazer isso há alguns anos atrás, mas com a experiência acumulada e com o que fui aprendendo nesta indústria, sinto-me pronto para o próximo desafio. Estou pronto para fazer a melhor arte de que sou capaz e, espero, a melhor arte que já viram na Liga da Justiça. Esse é o meu objetivo, e Geoff está a dar-me coisas para desenhar que são um verdadeiro sonho, como o Sr. Milagre. Era uma personagem que sempre quis desenhar!”
Com Darkseid morto e alguns heróis como Batman e o Flash a deixarem-se corromper pelo poder absoluto, o Universo DC como o conhecemos está em profunda transformação, mas será preciso esperar pela 2ª parte, para ver o resultado dessa transformação.
Publicado originalmente no jornal Público de 25/11/2017
Liga da Justiça: A Guerra de Darkseid
Argumento – Geoff Johns
Desenhos – Jason Fabok e Francis Manapul
Quinta, 30 de Novembro, Por + 10,90 €
Com a publicação de A Guerra de Darkseid, saga que vai ocupar os dois últimos volumes desta colecção dedicada à Liga da Justiça, fica bem evidente a magnitude do trabalho levado a cabo por Geoff Johns com a Liga, que os leitores portugueses puderam acompanhar nas últimas colecções dedicadas ao Universo DC. Um trabalho que, partindo de um profundo conhecimento da história da DC, procura ir mais além, de modo a surpreender o leitor. Como refere Johns. “As coisas que mais gozo me dão fazer, são aquelas que mal posso acreditar como é que ainda ninguém se lembrou de as fazer antes. Como é que ninguém se lembrou de meter o Lex Luthor na Liga da Justiça? Ou, como que ninguém se lembrou de colocar o Darkseid a combater o Anti-Monitor?”
A Guerra de Darkseid é o culminar do percurso de Johns como escritor da Liga, com todos as peças a convergirem para o local onde o escritor as queria. Nas palavras do próprio: “Quando comecei a escrever o Liga da Justiça nº 1, sabia que, pelo menos por um ano, queria que a equipa fosse apenas os sete maiores heróis da DC, mas, em última instância, quem é que eu poderia trazer para essa equipa que fosse capaz de a agitar no final do ano dois? Qual é o maior personagem do Universo DC que toda a gente conhece, alguém que até a minha mãe sabe quem é, mas que seria incrivelmente interessante para a dinâmica da equipa? E esse alguém é o Lex Luthor.
Então tentei perceber o que é que seria necessário para fazer evoluir uma personagem como esse, de modo a transformá-lo num potencial membro da Liga, tanto na sua mente como na de todos os outros, e foi assim que a história Mal Eterno surgiu. Eu sempre soube que queria apresentar o Anti-Monitor de uma maneira nova para que, quando Darkseid voltasse, não fosse apenas Darkseid Segundo Round. Foram esses dois gigantes, grandes vilões loucos, que foram as pedras angulares da minha passagem pela Liga. Darkseid foi uma grande força no começo, e em Mal Eterno, o Anti-Monitor era uma grande força que estava algo escondida. Agora, trouxemos esses dois para a primeira fila em A Guerra de Darkseid.”
Mas neste primeiro volume, que assinala o regresso de Scott Free, o Sr. Milagre, ao Universo DC, o confronto entre o Anti-Monitor e Darkseid não é o único grande conflito deste primeiro volume, em que ficamos a conhecer Graal, a filha de Darkseid e de uma amazona, que vai ser responsável pela morte do seu pai.
Graficamente, Jason Fabok revela-se perfeitamente à altura da dimensão épica da história, superando com distinção o teste de desenhar os maiores heróis da DC. Como o próprio refere: “Eu sempre fiz livros de personagens únicos, mas sempre fui atraído por livros que eram grandes, enormes livros de equipa, onde tenho oportunidade de desenhar cenas delirantes. Eu não estaria preparado para fazer isso há alguns anos atrás, mas com a experiência acumulada e com o que fui aprendendo nesta indústria, sinto-me pronto para o próximo desafio. Estou pronto para fazer a melhor arte de que sou capaz e, espero, a melhor arte que já viram na Liga da Justiça. Esse é o meu objetivo, e Geoff está a dar-me coisas para desenhar que são um verdadeiro sonho, como o Sr. Milagre. Era uma personagem que sempre quis desenhar!”
Com Darkseid morto e alguns heróis como Batman e o Flash a deixarem-se corromper pelo poder absoluto, o Universo DC como o conhecemos está em profunda transformação, mas será preciso esperar pela 2ª parte, para ver o resultado dessa transformação.
Publicado originalmente no jornal Público de 25/11/2017
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quinta-feira, 23 de novembro de 2017
Liga da Justiça 3 - O Prego: Teoria do Caos
UM MUNDO SEM SUPER-HOMEM
Liga da Justiça: O Prego – Teoria do Caos
Argumento – Alan Davis
Desenhos – Alan Davis e Mark Farmer
Quinta, 23 de Novembro, Por + 11,90 €
Este terceiro volume da colecção da Liga da Justiça assinala a estreia, numa colecção editada pelo Público e pela Levoir de um dos maiores nomes dos comics de super-heróis, o britânico Alan Davis. Uma estreia que se dá com este O Prego: Teoria do Caos, uma história alternativa, que explora de forma brilhante o que aconteceria ao universo DC e à Liga da Justiça, se o Super-Homem não existisse.
Nascido em Inglaterra em 1956, Alan Davis iniciou a sua carreira profissional na Marvel UK (o ramo inglês da Marvel, que tinha autonomia suficiente em relação à casa-mãe para criar as suas próprias séries), trabalhando, entre outros títulos, na série Captain Britain, ao lado de Alan Moore, com quem voltaria a trabalhar na série Miracleman e com quem criou também D.R. and Quinch para a revista 2000AD.
Em 1985, Davis passou a trabalhar para o mercado americano, tanto para a DC (desenhando Batman and the Outsiders), como para a Marvel, onde trabalhou ao lado de Chris Claremont nas revistas dos X-Men, tendo ajudado a criar dois grupos de mutantes com membros britânicos, Excalibur (que lhe permitiu voltar a desenhar o Captain Britain) e ClanDestine, que em 1996 protagonizaram uma aventura conjunta com os X-Men, escrita e desenhada por Davis.
Em O Prego: Teoria do Caos, o título que chega na próxima quinta-feira aos quiosques de todo o país, Davis assegura igualmente o argumento e o desenho, contando com a colaboração de Mark Farmer na passagem a tinta. Publicada na linha Elseworlds - uma linha em que é dada aos autores a liberdade de pegar em personagens icónicas e imediatamente reconhecíveis, heróis clássicos como o Batman, Super-Homem e Mulher-Maravilha e transpo-los para contextos diferentes e inesperados, sejam épocas distantes, mundos estranhos, ou realidades alteradas, jogando com essa diferença para criar histórias únicas, impossíveis de concretizar no contexto tradicional da cronologia regular do universo DC - O Prego: Teoria do Caos, explora as mudanças que um simples prego, que fura um pneu, pode causar. Neste caso, o pneu furado é o do carro dos Kent que, por esse motivo, falham o encontro com a nave espacial que trouxe Kal-El para a Terra, o que resultou num mundo em que o Super-homem não existe e Luthor é Presidente da Câmara de Metropolis. Um político poderoso que controla a comunicação social e utiliza a tecnologia kryptoniana presente na nave de Kal-El, que foi encontrada deserta, para criar armas e um exército que lhe permita capturar e destruir todos os seres superpoderosos que poderão ser um entrave aos seus planos.
De Perry White a Jimmy Olson, passando por Lana Lang, todos os personagens secundários do universo do Super-Homem estão presentes neste universo alternativo e, embora o comportamento de muitos deles seja diferente do que conhecemos, essas mudanças são consequentes com a ausência do Super-Homem e com a própria história das personagens. Por exemplo, Jimmy Olsen, que assume um papel preponderante nesta história, já tinha tido os diferentes superpoderes aqui descritos, nas aventuras delirantes que viveu durante a década de 60 na revista Superman’s Pal Jimmy Olsen. Mas não são só as personagens das revistas do Homem de Aço que estão presentes, numa história que é um verdadeiro Quem é Quem no Universo DC. No fundo, como o próprio Davis refere: “toda a série é uma homenagem ao Universo DC e a todos os criadores que nele trabalharam”. Uma bela homenagem, acrescentamos nós, que em nada perturba, antes valoriza, o fruir de uma excelente história.
Publicado originalmente no jornal Público de 18 de Novembro de 2017
Liga da Justiça: O Prego – Teoria do Caos
Argumento – Alan Davis
Desenhos – Alan Davis e Mark Farmer
Quinta, 23 de Novembro, Por + 11,90 €
Este terceiro volume da colecção da Liga da Justiça assinala a estreia, numa colecção editada pelo Público e pela Levoir de um dos maiores nomes dos comics de super-heróis, o britânico Alan Davis. Uma estreia que se dá com este O Prego: Teoria do Caos, uma história alternativa, que explora de forma brilhante o que aconteceria ao universo DC e à Liga da Justiça, se o Super-Homem não existisse.
Nascido em Inglaterra em 1956, Alan Davis iniciou a sua carreira profissional na Marvel UK (o ramo inglês da Marvel, que tinha autonomia suficiente em relação à casa-mãe para criar as suas próprias séries), trabalhando, entre outros títulos, na série Captain Britain, ao lado de Alan Moore, com quem voltaria a trabalhar na série Miracleman e com quem criou também D.R. and Quinch para a revista 2000AD.
Em 1985, Davis passou a trabalhar para o mercado americano, tanto para a DC (desenhando Batman and the Outsiders), como para a Marvel, onde trabalhou ao lado de Chris Claremont nas revistas dos X-Men, tendo ajudado a criar dois grupos de mutantes com membros britânicos, Excalibur (que lhe permitiu voltar a desenhar o Captain Britain) e ClanDestine, que em 1996 protagonizaram uma aventura conjunta com os X-Men, escrita e desenhada por Davis.
Em O Prego: Teoria do Caos, o título que chega na próxima quinta-feira aos quiosques de todo o país, Davis assegura igualmente o argumento e o desenho, contando com a colaboração de Mark Farmer na passagem a tinta. Publicada na linha Elseworlds - uma linha em que é dada aos autores a liberdade de pegar em personagens icónicas e imediatamente reconhecíveis, heróis clássicos como o Batman, Super-Homem e Mulher-Maravilha e transpo-los para contextos diferentes e inesperados, sejam épocas distantes, mundos estranhos, ou realidades alteradas, jogando com essa diferença para criar histórias únicas, impossíveis de concretizar no contexto tradicional da cronologia regular do universo DC - O Prego: Teoria do Caos, explora as mudanças que um simples prego, que fura um pneu, pode causar. Neste caso, o pneu furado é o do carro dos Kent que, por esse motivo, falham o encontro com a nave espacial que trouxe Kal-El para a Terra, o que resultou num mundo em que o Super-homem não existe e Luthor é Presidente da Câmara de Metropolis. Um político poderoso que controla a comunicação social e utiliza a tecnologia kryptoniana presente na nave de Kal-El, que foi encontrada deserta, para criar armas e um exército que lhe permita capturar e destruir todos os seres superpoderosos que poderão ser um entrave aos seus planos.
De Perry White a Jimmy Olson, passando por Lana Lang, todos os personagens secundários do universo do Super-Homem estão presentes neste universo alternativo e, embora o comportamento de muitos deles seja diferente do que conhecemos, essas mudanças são consequentes com a ausência do Super-Homem e com a própria história das personagens. Por exemplo, Jimmy Olsen, que assume um papel preponderante nesta história, já tinha tido os diferentes superpoderes aqui descritos, nas aventuras delirantes que viveu durante a década de 60 na revista Superman’s Pal Jimmy Olsen. Mas não são só as personagens das revistas do Homem de Aço que estão presentes, numa história que é um verdadeiro Quem é Quem no Universo DC. No fundo, como o próprio Davis refere: “toda a série é uma homenagem ao Universo DC e a todos os criadores que nele trabalharam”. Uma bela homenagem, acrescentamos nós, que em nada perturba, antes valoriza, o fruir de uma excelente história.
Publicado originalmente no jornal Público de 18 de Novembro de 2017
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sexta-feira, 17 de novembro de 2017
Liga da Justiça 2 - O Vírus Amazo
INFECÇÃO MORTAL
Liga da Justiça: O Vírus Amazo
Argumento - Geoff Johns
Desenhos – Jason Fabok
Quinta, 16 de Novembro, Por + 10,90 €
A colecção dedicada à Liga da Justiça prossegue com o regresso da fase de Geoff Johns que serve de inspiração à estreia cinematográfica da Liga da Justiça, num filme dirigido por Zack Snyder, com a colaboração de Joss Whedon, que chega às salas de cinema portuguesas no mesmo preciso dia em que este livro chega aos quiosques nacionais.
Director Criativo- Chefe da DC desde 2010, escritor para televisão e proprietário de uma loja de comics, Geoff Johns começou a sua carreira como assistente de Richard Donner, o realizador do primeiro filme do Super-Homem, com Christopher Reeves. Este escritor nascido em Detroit em 1973 é um dos mais populares argumentistas da actualidade, muito por via do seu trabalho para a DC, cujas últimas grandes sagas escreveu e desde 2016, co-responsável da DC Extended Universe e administrador da DC Films, responsável pela coordenação das adaptações dos heróis da DC ao cinema.
O trabalho de Johns na Linha Novos 52, e em especial na série da Liga da Justiça, tem estado em destaque nas anteriores colecções que o Público e a Levoir têm dedicado à editora de Batman e Super-Homem. Assim, depois da colecção Super-Heróis DC, ter aberto com o volume Origem, em que o escritor reinventa a origem da Liga da Justiça para o século XXI, ao lado do desenhador Jim Lee, e da colecção No Coração das Trevas DC ter encerrado com os dois volumes da saga Mal Eterno, em que Johns colabora com David Finch, a publicação da etapa incontornável de Geoff Johns prossegue com este Vírus Amazo, bem revelador da capacidade de Geoff Johns de conciliar tradição e modernidade.
Com efeito, na base desta história, está um inimigo clássico da Liga da Justiça, Amazo, um andróide criado pelo Professor Anthony Ivo, capaz de replicar os poderes dos diferentes membros da Liga da Justiça, que apareceu pela primeira vez em Junho de 1960, no nº 30 da revista The Brave and the Bold, numa história assinada por Gardner Fox e Murphy Anderson, tornando-se uma presença recorrente, como um dos mais poderosos adversários da Liga.
São precisamente as experiências do Professor Anthony Ivo, que vão servir de fonte de inspiração para um vírus sintético criado por Lex Luthor, com o objectivo de suprimir os poderes dos criminosos meta-humanos. Embora o vírus nunca tenha sido produzido em série, pois a Casa Branca achou a ideia demasiado arriscada e controversa, Luthor chegou a usá-lo para infectar o Super-Homem, para acabar por descobrir que o vírus não tinha qualquer efeito no organismo kryptoniano. E assim, o vírus Amazo foi arquivado, no meio de outros inventos sem grande utilidade, nos laboratórios da LexCorp, onde permaneceu até ser acidentalmente libertado por Neutrão, um assassino superpoderoso, contratado para matar Luthor. Ao entrar em contacto com o corpo humano, o vírus sofreu uma mutação, passando a ser transmitido por via aérea, como o vírus da gripe e dando super-poderes aos infectados, que morrem inevitavelmente ao fim de 24 horas.
Com a Liga da Justiça toda infectada, com excepção do Super-Homem e da Mulher-Maravilha, que não são humanos, os heróis sobreviventes vão ter de se aliar a Lex Luthor para descobrir o paciente zero e assim encontrar uma cura para a epidemia.
Johns, que sabe escolher como ninguém os desenhadores com quem trabalha, conta desta vez com Jason Fabok, um jovem desenhador canadiano, que começou como assistente de David Finch, mas que aqui revela estar perfeitamente à altura do seu mestre, contribuindo com o seu traço dinâmico para fazer de O Vírus Amazo, uma história verdadeiramente espectacular.
Publicado originalmente no jornal Público de 11/11/2017
Liga da Justiça: O Vírus Amazo
Argumento - Geoff Johns
Desenhos – Jason Fabok
Quinta, 16 de Novembro, Por + 10,90 €
A colecção dedicada à Liga da Justiça prossegue com o regresso da fase de Geoff Johns que serve de inspiração à estreia cinematográfica da Liga da Justiça, num filme dirigido por Zack Snyder, com a colaboração de Joss Whedon, que chega às salas de cinema portuguesas no mesmo preciso dia em que este livro chega aos quiosques nacionais.
Director Criativo- Chefe da DC desde 2010, escritor para televisão e proprietário de uma loja de comics, Geoff Johns começou a sua carreira como assistente de Richard Donner, o realizador do primeiro filme do Super-Homem, com Christopher Reeves. Este escritor nascido em Detroit em 1973 é um dos mais populares argumentistas da actualidade, muito por via do seu trabalho para a DC, cujas últimas grandes sagas escreveu e desde 2016, co-responsável da DC Extended Universe e administrador da DC Films, responsável pela coordenação das adaptações dos heróis da DC ao cinema.
O trabalho de Johns na Linha Novos 52, e em especial na série da Liga da Justiça, tem estado em destaque nas anteriores colecções que o Público e a Levoir têm dedicado à editora de Batman e Super-Homem. Assim, depois da colecção Super-Heróis DC, ter aberto com o volume Origem, em que o escritor reinventa a origem da Liga da Justiça para o século XXI, ao lado do desenhador Jim Lee, e da colecção No Coração das Trevas DC ter encerrado com os dois volumes da saga Mal Eterno, em que Johns colabora com David Finch, a publicação da etapa incontornável de Geoff Johns prossegue com este Vírus Amazo, bem revelador da capacidade de Geoff Johns de conciliar tradição e modernidade.
Com efeito, na base desta história, está um inimigo clássico da Liga da Justiça, Amazo, um andróide criado pelo Professor Anthony Ivo, capaz de replicar os poderes dos diferentes membros da Liga da Justiça, que apareceu pela primeira vez em Junho de 1960, no nº 30 da revista The Brave and the Bold, numa história assinada por Gardner Fox e Murphy Anderson, tornando-se uma presença recorrente, como um dos mais poderosos adversários da Liga.
São precisamente as experiências do Professor Anthony Ivo, que vão servir de fonte de inspiração para um vírus sintético criado por Lex Luthor, com o objectivo de suprimir os poderes dos criminosos meta-humanos. Embora o vírus nunca tenha sido produzido em série, pois a Casa Branca achou a ideia demasiado arriscada e controversa, Luthor chegou a usá-lo para infectar o Super-Homem, para acabar por descobrir que o vírus não tinha qualquer efeito no organismo kryptoniano. E assim, o vírus Amazo foi arquivado, no meio de outros inventos sem grande utilidade, nos laboratórios da LexCorp, onde permaneceu até ser acidentalmente libertado por Neutrão, um assassino superpoderoso, contratado para matar Luthor. Ao entrar em contacto com o corpo humano, o vírus sofreu uma mutação, passando a ser transmitido por via aérea, como o vírus da gripe e dando super-poderes aos infectados, que morrem inevitavelmente ao fim de 24 horas.
Com a Liga da Justiça toda infectada, com excepção do Super-Homem e da Mulher-Maravilha, que não são humanos, os heróis sobreviventes vão ter de se aliar a Lex Luthor para descobrir o paciente zero e assim encontrar uma cura para a epidemia.
Johns, que sabe escolher como ninguém os desenhadores com quem trabalha, conta desta vez com Jason Fabok, um jovem desenhador canadiano, que começou como assistente de David Finch, mas que aqui revela estar perfeitamente à altura do seu mestre, contribuindo com o seu traço dinâmico para fazer de O Vírus Amazo, uma história verdadeiramente espectacular.
Publicado originalmente no jornal Público de 11/11/2017
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Liga da Justiça 1 - Nova Ordem Mundial
GRANT MORRISON DÁ NOVA VIDA À LIGA
NO ARRANQUE DA COLECÇÃO DA LIGA DA JUSTIÇA
Liga da Justiça: Nova ordem Mundial
Argumento – Grant Morrison
Desenhos – Howard Porter
Quinta, 09 de Novembro, Por + 10,90 €
Antecedendo a tão ansiada estreia cinematográfica da Liga da Justiça, o supergrupo que reúne os maiores heróis da DC, é o protagonista de mais uma colecção que o Público e a Levoir dedicam à editora de Batman e de Super-Homem. Uma colecção em 5 volumes que abarca alguns dos momentos mais marcantes da história da Liga da Justiça, com destaque para a fase de Geoff Johns para a Linha Novos 52, que serviu de inspiração directa ao filme de Zack Snyder. Uma fase espectacular, cujo início pudemos acompanhar em anteriores colecções dedicadas ao Universo DC, que prossegue em O Vírus Amazo e tem o seu final épico nos dois volumes da saga A Guerra de Darkseid, que relata o confronto final entre a Liga da Justiça e a forças de Apoklips, chefiadas por Darkseid.
Nesta colecção há ainda espaço para O Prego – Teoria do Caos, uma história escrita e desenhada por Alan Davis que explora uma realidade alternativa em que a nave que transportou o jovem Kal-el de Krypton para a Terra não foi descoberta pelos Kent, que tiveram um furo num pneu e falharam assim o encontro que iria mudar as suas vidas. É nesse mundo sem Super-Homem, que a Liga tem de enfrentar o poder de um Lex Luthor que controla a comunicação social e tem acesso à tecnologia kryptoniana. Um dos melhores títulos da linha Elseworlds, que não podia faltar numa colecção como esta.
A abrir esta colecção temos Nova Ordem Mundial, história que inicia a etapa memorável de Grant Morrison como escritor da Liga da Justiça, na sequência da remodelação do Universo DC provocada pela Crise nas Terras Infinitas. Uma etapa marcada por histórias épicas, com desafios à altura dos poderes dos membros desta nova Liga, que Morrison equipara aos Deuses do Olimpo e que ficou também marcada pela mudança de nome da revista, que de Justice League, se passou a chamar apenas JLA.
O ponto de partida desta nova fase de Grant Morrison, que declarou numa entrevista que: “o que estou a fazer com a Liga da Justiça é regressar ao tipo de histórias que gostava de ler quando era miúdo e tentar fazer uma versão actualizada dessas histórias, capaz de agradar aos miúdos de hoje” é bem evidente neste Nova Ordem Mundial e consiste em colocar a Liga da Justiça a defrontar um tipo de ameaças tão poderosas que mais ninguém seria capaz de enfrentar. É claramente o caso do Hiperclã, um grupo de alienígenas liderado por Protex, com uma ligação muito especial a um dos mais antigos membros da Liga, J’onn J’onzZ, o Caçador Marciano, cujas origens são exploradas nesta história.
Uma história de acção trepidante e com uma dimensão épica, a que os desenhos de Howard Porter apesar do grande dinamismo e espectacularidade das cenas de acção, dão um toque muito característico dos anos 90, que pode parecer algo datado aos leitores do século XXI. O mesmo sucede com o Lanterna Verde e o Flash, que não são os que bem conhecemos. Aqui é Kyle Rayner que substitui Hal Jordan como o principal Lanterna Verde da Terra, tal como Wally West substitui Barry Allen, após a morte deste durante a Crise nas Terras Infinitas. O próprio Super-Homem aparece em duas versões neste primeiro volume: com o cabelo comprido que usava antes de morrer às mãos de Darkseid e como Super-Homem Azul, uma das diferentes formas que assumiu no seu regresso ao Universo DC. Mas se estes aspectos podem parecer datados, já o argumento de Morrison resistiu perfeitamente ao teste do tempo, como só os clássicos conseguem.
Publicado originalmente no jornal Público em 04/11/2017
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quinta-feira, 9 de novembro de 2017
Apresentação da colecção Liga da Justiça
UM SUPERGRUPO CONTRA SUPER-AMEAÇAS
Na origem da Liga da Justiça, está a Sociedade da Justiça, o primeiro supergrupo da DC, criado por Sheldon Mayer e Gardner Fox, em finais de 1940, e que se manteve em publicação até 1951, época em que as revistas de super-heróis saíram de moda, pondo fim à Era de Ouro. Uma situação que só se vai alterar na Primavera de 1960, quando nas páginas do nº 28 da revista The Brave and the Bold, surge um novo e poderoso supergrupo, que funcionava como sucessor da Sociedade da Justiça da América. O próprio Fox foi encarregue pelo editor Julius Schwartz de criar esta nova versão da Sociedade da Justiça, que mudou o nome para Liga, aproveitando o sucesso da recém-criada Liga Nacional de Baseball. Como refere Schwartz: “Queria fazer a Sociedade da Justiça da América, mas não gostava da palavra “sociedade, porque lembra um grupo social e preferi usar a palavra “Liga”, porque é um termo mais familiar para os leitores mais novos, por causa da Liga Nacional e da Liga Americana. E foi assim que aconteceu.”
Como seria de esperar, nesta fase de relançamento dos super-heróis que ficou conhecida como Era de Prata, a recém-criada Liga da Justiça contava com os principais heróis como o Batman, Super-Homem, Mulher-Maravilha, Aquaman, Flash, Lanterna Verde e Caçador Marciano. A primeira aparição oficial da Liga conheceu um sucesso tal que, em Novembro desse mesmo ano o grupo já tinha a sua própria revista. Uma revista que, com altos e baixos, se manteve desde então como um dos principais títulos da editora de Batman e Super-Homem, graças à capacidade da DC de criar super-ameaças à altura das capacidades do supergrupo.
Com um elenco de heróis que ia rodando, a Liga foi evoluindo, com Gardner Fox a dar lugar a Denny O’Neill, escritor que reformulou a Liga, removendo membros fundadores, como a Mulher-Maravilha, ou o Caçador Marciano. O’Neill, por sua vez deu lugar a outros argumentistas como Len Wein, Steve Englehart, Gerry Conway, Cary Bates e Elliot S. Maggin na escrita das aventuras dos melhores heróis da DC. Essa primeira fase da Liga da Justiça vai durar 261 números e só vai terminar em 1986, devido à profunda remodelação do Universo DC provocada pela saga Crise Nas Terras Infinitas, já publicada em Portugal pela Levoir e pela saga Legends (ainda inédita em Portugal) que se lhe seguiu.
A nova Liga da Justiça pós-Crise dá um toque inesperado à série, marcado pelo humor delirante de Keith Giffen e J.M. De Matteis, que exploram muito bem as idiossincrasias de um grupo de super-heróis pouco convencionais. Esta abordagem, tão diferente como divertida, da Liga vai durar cinco anos, até que, com a saída de Giffen e de De Matteis, a publicação entra em decadência, acabando por ser cancelada cinco anos depois. É então, em 1996, que entra em cena Grant Morrison, dando uma nova vida à Liga da Justiça com uma etapa memorável, iniciada precisamente com as histórias que podemos acompanhar no primeiro volume desta colecção, em que Morrison cumpre o seu objectivo de “regressar ao tipo de histórias que gostava de ler quando era miúdo e tentar fazer uma versão actualizada dessas histórias, capaz de agradar aos miúdos de hoje”, com grande sucesso.
Com a excepção de O Prego – A Teoria do Caos, uma história de Alan Davis, passada numa realidade alternativa em que o Super-Homem não existe, porque os Kent falharam o encontro com a nave que trouxe Kal-El de Krypton, por terem tido um furo num pneu, o resto desta colecção, é dedicado à conclusão da fase de Geoff Johns na linha DC Novos 52.Uma saga épica cujo início acompanhámos na colecção Super-Heróis DC, e de que poderemos ler finalmente a conclusão da saga Mal Eterno, publicada na colecção No Coração das Trevas DC. Histórias que serviram de base ao filme de Zack Snyder e que têm como pano de fundo a ameaça de Darkseid, o impiedoso senhor de Apokolips, criado por Jack Kirby na saga do Quarto Mundo, também já publicada numa anterior colecção que o Público e a Levoir dedicaram à DC.
QUEM É QUEM NA LIGA DA JUSTIÇA
BATMAN
Quando os seus pais são assassinados à sua frente, o jovem Bruce Wayne decide dedicar a sua vida a combater o crime, usando a sua herança para concretizar esse objectivo. Mas cedo concluirá que precisa de algo mais para instilar o medo no coração dos criminosos. Precisa de um disfarce e de um símbolo e o morcego vai servir-lhe de inspiração.
Criado por Bob Kane e Bill Finger em 1939, o Batman é um herói sombrio, próximo da tradição policial dos heróis da literatura Pulp, como o Shadow, sem qualquer poder especial para além de um treino rigoroso, uma vontade indómita e um arsenal de equipamento sofisticado. Mas essa ausência de poderes nunca o impediu de se tornar o mais carismático de todos os super-heróis, não só nos comics mas também no cinema e um dos mais importantes membros da Liga.
SUPER-HOMEM
Perante a destruição iminente do Planeta Krypton, o cientista Jor-El decide tentar salvar o seu filho ainda bebé, lançando-o para o espaço numa nave espacial. Essa nave vai aterrar na Terra, no estado norte-americano do Kansas, onde a criança é recolhida por Jonathan e Martha Kent, um casal de agricultores, que o vão criar como seu filho, dando-lhe o nome de Clark e incutindo-lhe os valores tradicionais da América. As características diferentes do nosso sol em comparação com o que banhava o planeta Krypton, deram ao jovem Clark poderes quase ilimitados. Superpoderes de invulnerabilidade, visão de calor e de raios-X, força e velocidade, que lhe permitem voar e que, como Super-Homem, vai usar para combater o crime e ajudar a humanidade.
MULHER-MARAVILHA
Filha de Hipólita, a Rainha das Amazonas, a Princesa Diana abandona a ilha Paraíso onde a sua tribo vive, para acompanhar Steve Trevor, um piloto americano cujo avião se despenhou na ilha, de volta ao “mundo dos homens” e combater a seu lado contra a ameaça nazi. Terminada a guerra, Diana continua na América e torna-se membro da Sociedade da Justiça da América, tornando-se como o Super-Homem, uma filha adoptiva da América, cujas cores estão presentes no seu uniforme.
Principal heroína do universo DC, a Mulher-Maravilha foi criada em 1940 pelo psiquiatra William Moulton Marston, inventor do polígrafo e pioneiro dos estudos feministas, como exemplo de um novo tipo de super-herói, capaz de triunfar não através da força, mas do amor.
FLASH
Tal como o Lanterna Verde, o Flash foi outro dos super-heróis criado nos anos 40 que foi reformulado na década de 60, ganhando uma nova origem e uma outra identidade secreta. A Jay Garrick, o Flash original criado por Gardner Fox e Harry Lampert em 1940, sucedeu em 1956, Barry Allen, um cientista que ganhou super-velocidade ao ser atingido por um raio enquanto manipulava produtos químicos no laboratório da polícia. O mais popular de todos os Flash é Barry Allen, mas nesta colecção está também em destaque o seu sucessor, Wally West.
LANTERNA VERDE
Ao descobrir nos destroços de uma nave espacial, um extraterrestre moribundo, o piloto de testes Hal Jordan percebe que foi escolhido para substituir Abin-Sur, esse extra-terrrestre, como membro da Tropa dos Lanternas Verdes, uma espécie de polícia intergaláctica que zela pela paz no espaço sideral, tendo como única arma um anel que permite materializar através de energia tudo o que o seu portador imaginar.
Criado por John Broome e Gil Kane, em 1959, por indicação do editor Julius Schwartz, Hal Jordan é de longe o mais popular dos Lanternas Verdes, mas nesta colecção há outros Lanternas Verdes a integrar a Liga da Justiça, como Kyle Rayner, o seu sucessor e Jessica Cruz, que passou a usar o anel na sequência da saga Mal Eterno.
AQUAMAN
Criado por Mort Weisinger e Paul Norris em 1941, no nº 73 da revista More Fun Comics, Aquaman é o resultado de uma ligação entre um humano e uma princesa atlante. Um ser capaz de viver tanto à superfície como debaixo de água e com capacidade de comunicar com todas as criaturas marinhas. Apesar de estrear na década de 40, só na década de 60, durante o período conhecido pela Silver Age, é que o Senhor dos Sete Mares ganha direito a uma revista própria e se torna membro fundador da Liga da Justiça.
Geoff Johns, na Linha Novos 52, conciliou a origem e a imagem tradicional do herói, com a abordagem mais dinâmica, realista e espectacular que conhecemos.
CAÇADOR MARCIANO
Criado em 1955 por Joseph Samachson e Joe Certa, J'onn J'onzz, o Caçador Marciano apareceu pela primeira vez na história The Strange Experiment of Dr. Erdel, publicada no nº 225 da revista Detective Comics, onde é acidentalmente tele-transportado para a Terra devido a uma experiência do Dr. Saul Elder. Impedido de voltar ao seu planeta natal, J'onn J'onzz adopta a identidade secreta do detective John Jones e dedica-se a combater o crime como o Caçador Marciano. Membro fundador da Liga da Justiça, o Caçador Marciano está ausente da formação da Liga na fase de Geoff Johns, mas assume um papel fulcral nos restantes volumes desta colecção.
CIBORGUE
Criado por George Pérez e Marv Wolfman em 1980, durante a sua aclamada passagem pela série The New Teen Titans, de que o Ciborgue era um dos membros, Victor Stone viu a sua origem reinventada por Geoff Johns no âmbito da linha Novos 52. Nesta nova versão, Victor Stone era um jovem atleta que, devido a um acidente no Laboratório S.T.A.R. em que o seu pai trabalhava, viu o seu corpo despedaçado pela explosão de uma Caixa Materna, sendo salvo graças à tecnologia do Planeta Apokolips, que permite incorporar o que restou do seu corpo numa estrutura mecânica. Renascido como Ciborgue, Victor é um dos membros fundadores da Liga da Justiça reinventada por Geoff Johns.
SHAZAM
Criado para a editora Fawcett em 1939, por Will Parker e C. C. Beck, O Capitão Marvel foi um dos mais populares heróis da Era de Ouro, com a sua revista a ultrapassar as vendas da do Super-Homem durante os anos 40. Até que, em 1953, a editora teve de interromper a publicação da série, devido a um processo da DC, que argumentava que o Capitão Marvel era uma cópia do Super-Homem. Tendo ganho o processo, a DC acabaria por comprar os direitos do personagem em 1972, introduzindo-o no Universo DC, com o nome Shazam (que corresponde à palavra mágica que o jovem Billy Batson usa para se transformar no poderoso Capitão Marvel), de modo a evitar problemas legais com a editora Marvel, que também tinha um herói chamado Capitão Marvel. Na Linha Novos 52, Johns vai dar a Shazam a importância que o personagem merece, integrando-o no elenco da Liga da Justiça.
O (LONGO) CAMINHO ATÉ AO CINEMA
É já no próximo dia 16 que o filme que reúne os maiores heróis do Universo DC, chega finalmente às salas de cinema, culminando um complexo e demorado processo que durou mais de 10 anos. Se em termos de animação, o sucesso da série produzida por Paul Dini e Bruce Timm que passou entre 2001 e 2004 no Cartoon Network, foi rapidamente replicado em sete longas-metragens lançadas directamente em DVD, no que se refere a filmes de imagem real, a coisa foi bastante mais complicada…
Tudo começou em 2007, quando o casal Michele e Kieran Mulroney foi contratado para escrever o guião para um filme da Liga da Justiça, que foi bem-recebido pela Warner, o Estúdio de cinema proprietário da DC. Depois de um primeiro contacto com o realizador Jason Reitman, que não se quis envolver num projecto destas dimensões, George Miller, o realizador da série Mad Max, foi o escolhido para levar a Liga da Justiça ao cinema. Embora Miller tenha começado imediatamente a trabalhar no casting para o filme, a greve dos argumentistas de Hollywood acabou por obrigar a suspender a produção do filme até inícios de 2008. Terminada a greve, Miller pretendia começar a filmar imediatamente na Austrália, a sua terra-natal, mas divergências entre o Comité de Cinema Australiana e a Warner Bross, impediram o estúdio de conseguir os benefícios fiscais pretendidos, as filmagens foram transferidas para o Canadá, após mais alguns meses de atraso. Entretanto, o sucesso do primeiro Batman de Christopher Nolan levou o estúdio a apostar antes em filmes individuais dos heróis, o que levou à suspensão do filme da Liga.
Foi então que George Miller se decidiu afastar do projecto e regressar à série Mad Max e o projecto voltou à estaca zero, com o argumentista Will Beall a ser contratado para escrever um novo filme da Liga. Até que, face ao sucesso de Homem de Aço, o filme de Zack Snyder que relançou o Super-Homem no cinema, o Estúdio contratou David Goyer, que tinha escrito, com Christopher Nolan, a Trilogia do Cavaleiro das Trevas que Nolan dirigiu, e que também colaborou em Homem de Aço, para escrever um filme que juntasse Batman e Super-homem e apresentasse os heróis que vão formar a futura Liga da Justiça, ao público. Esse filme foi Batman v Super-Homem e, além de revelar Gal Gadot como a Mulher-Maravilha, dá um vislumbre dos restantes três membros que irão formar a Liga: Flash, Aquaman e Ciborgue, sendo anunciado em 2014 que o filme da Liga da Justiça seria uma história em duas partes, dirigidas por Snyder e com estreias previstas para Novembro de 2017 e Junho de 2019.
Finalmente, em Abril de 2016, começaram as filmagens dirigidas por Zack Snyder, que acabaria por se afastar do projecto, já na fase de pós-produção, devido a problemas familiares (o suicídio da filha), assumindo o realizador Joss Whedon - que já tinha escrito algumas cenas adicionais - as rédeas do filme nesta fase final de montagem e a filmagem de algumas cenas adicionais. Tendo em conta que Joss Whedon foi o responsável por levar os Vingadores, da Marvel, ao grande ecrã, com o sucesso que se sabe, não há grandes dúvidas de que ele é o homem certo no lugar certo.
Já quanto ao resultado final da junção dos talentos de Snyder e Whedon, com o carisma dos maiores heróis da DC, o leitor ainda terá de esperar uma semana para o poder ver numa sala de cinema perto de si.
A COLECÇÃO
1 – Liga da Justiça: Nova Ordem Mundial
Quinta-feira, 09 de Novembro
Argumento – Grant Morrison
Desenhos – Howard Potter
No arranque desta colecção, o lendário escritor Grant Morrison renova a Liga da Justiça numa série de aventuras épicas, que permitem explorar os tremendos poderes dos maiores heróis da DC, face a ameaças tão ou mais poderosas do que eles. No arranque da etapa em que Morrison e o desenhador Howard Potter criaram a versão definitiva da Liga da Justiça, a maior equipa de super-heróis do mundo terá de enfrentar o misterioso Hiperclã, que se propõe dominar a Terra para seu bem, eliminando a Liga, e, mais tarde, vê-se literalmente envolvida num conflito entre anjos e demónios!
2 – Liga da Justiça: O Vírus Amazo
Quinta-feira, 16 de Novembro
Argumento - Geoff Johns
Desenhos – Jason Fabok
Prosseguindo com a publicação em Portugal das aventuras da Liga da Justiça da fase Novos 52, assinada por Geoff Johns, o principal arquitecto do Universo DC, na BD e também no cinema, este segundo volume coloca a Liga contra uma ameaça impossível de vencer pela força: um misterioso vírus mortal.
Esse vírus espalhou-se por Metrópolis, infectando todos os que encontra, incluindo os próprios membros da Liga. O seu efeito... dar superpoderes a qualquer doente, antes de finalmente o matar. A Liga da Justiça tem de correr contra o tempo para encontrar o Paciente Zero e uma cura para a misteriosa infecção, com a ajuda de Lex Luthor, que tinha sido o responsável pela criação do dito vírus.
3 – Liga da Justiça – O Prego: Teoria do Caos
Quinta-feira, 23 de Novembro
Argumento – Alan Davis
Desenhos – Alan Davis e Mark Farmer
Por falta de um prego, perdeu-se um reino... Alan Davis, célebre desenhador veterano dos comics, que aqui se revela também um escritor talentoso, leva-nos a explorar um mundo alternativo em que, devido a um furo num pneu que impede os Kent de estar no local certo à hora certa, quando a nave que transportava o jovem Kal-El se despenhou no Kansas, o Super-Homem nunca existiu. É nessa realidade distópica profundamente transformada pela ausência do Super-Homem, em que Lex Luthor controla a comunicação social e os super-heróis são proscritos, que a Liga da Justiça está prestes a enfrentar o seu maior teste. Um teste mortal, que irá pôr à prova o seu poder e moralidade e que, desta vez, terá de ser superado sem a ajuda do Homem de Aço.
4 – Liga da Justiça: A Guerra de Darkseid 1
Quinta-feira, 30 de Novembro
Argumento – Geoff Johns
Desenhos – Jason Fabok e Francis Manapul
Explorando as imortais criações de Jack Kirby na série o Quarto Mundo, a invasão de Darkseid e das forças de parademónios de Apokolips, deu início ao relançamento do universo DC da Linha Novos 52. Agora, as sementes plantadas por Geoff Johns irão eclodir no final explosivo dessa fase, com o regresso de antigas ameaças e o nascer de novos perigos. Ilustrada pela superestrela em ascensão Jason Fabok, A Guerra de Darkseid, que coloca os heróis da Liga da Justiça no centro do conflito entre Apokolips e Nova Génese, marca o fim de um mundo e o início de outro.
5 – Liga da Justiça: A Guerra de Darkseid 2
Quinta-feira, 07 de Dezembro
Argumento – Geoff Johns
Desenhos – Jason Fabok e Francis Manapul
O impensável aconteceu! Darkseid, o todo-poderoso senhor de Apokolips e vilão supremo do Universo DC está morto às mãos do Antimonitor e Batman, Super-Homem, Flash, Shazam e Lanterna Verde foram transformados em divindades omnipotentes, mas os planos da sua filha, treinada desde a infância para o destruir, ainda estão por revelar. O Antimonitor encontra-se em metamorfose, a Liga da Justiça foi corrompida, e os membros sobreviventes do Sindicato do Crime ainda têm uma palavra a dizer. Neste segundo e último volume desta saga épica, que encerra a colecção dedicada à Liga da Justiça, a Guerra de Darkseid atinge o seu clímax, e o Universo DC terá o seu Renascimento.
Textos publicados originalmente no jornal Público de 07/11/2017
Na origem da Liga da Justiça, está a Sociedade da Justiça, o primeiro supergrupo da DC, criado por Sheldon Mayer e Gardner Fox, em finais de 1940, e que se manteve em publicação até 1951, época em que as revistas de super-heróis saíram de moda, pondo fim à Era de Ouro. Uma situação que só se vai alterar na Primavera de 1960, quando nas páginas do nº 28 da revista The Brave and the Bold, surge um novo e poderoso supergrupo, que funcionava como sucessor da Sociedade da Justiça da América. O próprio Fox foi encarregue pelo editor Julius Schwartz de criar esta nova versão da Sociedade da Justiça, que mudou o nome para Liga, aproveitando o sucesso da recém-criada Liga Nacional de Baseball. Como refere Schwartz: “Queria fazer a Sociedade da Justiça da América, mas não gostava da palavra “sociedade, porque lembra um grupo social e preferi usar a palavra “Liga”, porque é um termo mais familiar para os leitores mais novos, por causa da Liga Nacional e da Liga Americana. E foi assim que aconteceu.”
Como seria de esperar, nesta fase de relançamento dos super-heróis que ficou conhecida como Era de Prata, a recém-criada Liga da Justiça contava com os principais heróis como o Batman, Super-Homem, Mulher-Maravilha, Aquaman, Flash, Lanterna Verde e Caçador Marciano. A primeira aparição oficial da Liga conheceu um sucesso tal que, em Novembro desse mesmo ano o grupo já tinha a sua própria revista. Uma revista que, com altos e baixos, se manteve desde então como um dos principais títulos da editora de Batman e Super-Homem, graças à capacidade da DC de criar super-ameaças à altura das capacidades do supergrupo.
Com um elenco de heróis que ia rodando, a Liga foi evoluindo, com Gardner Fox a dar lugar a Denny O’Neill, escritor que reformulou a Liga, removendo membros fundadores, como a Mulher-Maravilha, ou o Caçador Marciano. O’Neill, por sua vez deu lugar a outros argumentistas como Len Wein, Steve Englehart, Gerry Conway, Cary Bates e Elliot S. Maggin na escrita das aventuras dos melhores heróis da DC. Essa primeira fase da Liga da Justiça vai durar 261 números e só vai terminar em 1986, devido à profunda remodelação do Universo DC provocada pela saga Crise Nas Terras Infinitas, já publicada em Portugal pela Levoir e pela saga Legends (ainda inédita em Portugal) que se lhe seguiu.
A nova Liga da Justiça pós-Crise dá um toque inesperado à série, marcado pelo humor delirante de Keith Giffen e J.M. De Matteis, que exploram muito bem as idiossincrasias de um grupo de super-heróis pouco convencionais. Esta abordagem, tão diferente como divertida, da Liga vai durar cinco anos, até que, com a saída de Giffen e de De Matteis, a publicação entra em decadência, acabando por ser cancelada cinco anos depois. É então, em 1996, que entra em cena Grant Morrison, dando uma nova vida à Liga da Justiça com uma etapa memorável, iniciada precisamente com as histórias que podemos acompanhar no primeiro volume desta colecção, em que Morrison cumpre o seu objectivo de “regressar ao tipo de histórias que gostava de ler quando era miúdo e tentar fazer uma versão actualizada dessas histórias, capaz de agradar aos miúdos de hoje”, com grande sucesso.
Com a excepção de O Prego – A Teoria do Caos, uma história de Alan Davis, passada numa realidade alternativa em que o Super-Homem não existe, porque os Kent falharam o encontro com a nave que trouxe Kal-El de Krypton, por terem tido um furo num pneu, o resto desta colecção, é dedicado à conclusão da fase de Geoff Johns na linha DC Novos 52.Uma saga épica cujo início acompanhámos na colecção Super-Heróis DC, e de que poderemos ler finalmente a conclusão da saga Mal Eterno, publicada na colecção No Coração das Trevas DC. Histórias que serviram de base ao filme de Zack Snyder e que têm como pano de fundo a ameaça de Darkseid, o impiedoso senhor de Apokolips, criado por Jack Kirby na saga do Quarto Mundo, também já publicada numa anterior colecção que o Público e a Levoir dedicaram à DC.
QUEM É QUEM NA LIGA DA JUSTIÇA
BATMAN
Quando os seus pais são assassinados à sua frente, o jovem Bruce Wayne decide dedicar a sua vida a combater o crime, usando a sua herança para concretizar esse objectivo. Mas cedo concluirá que precisa de algo mais para instilar o medo no coração dos criminosos. Precisa de um disfarce e de um símbolo e o morcego vai servir-lhe de inspiração.
Criado por Bob Kane e Bill Finger em 1939, o Batman é um herói sombrio, próximo da tradição policial dos heróis da literatura Pulp, como o Shadow, sem qualquer poder especial para além de um treino rigoroso, uma vontade indómita e um arsenal de equipamento sofisticado. Mas essa ausência de poderes nunca o impediu de se tornar o mais carismático de todos os super-heróis, não só nos comics mas também no cinema e um dos mais importantes membros da Liga.
SUPER-HOMEM
Perante a destruição iminente do Planeta Krypton, o cientista Jor-El decide tentar salvar o seu filho ainda bebé, lançando-o para o espaço numa nave espacial. Essa nave vai aterrar na Terra, no estado norte-americano do Kansas, onde a criança é recolhida por Jonathan e Martha Kent, um casal de agricultores, que o vão criar como seu filho, dando-lhe o nome de Clark e incutindo-lhe os valores tradicionais da América. As características diferentes do nosso sol em comparação com o que banhava o planeta Krypton, deram ao jovem Clark poderes quase ilimitados. Superpoderes de invulnerabilidade, visão de calor e de raios-X, força e velocidade, que lhe permitem voar e que, como Super-Homem, vai usar para combater o crime e ajudar a humanidade.
MULHER-MARAVILHA
Filha de Hipólita, a Rainha das Amazonas, a Princesa Diana abandona a ilha Paraíso onde a sua tribo vive, para acompanhar Steve Trevor, um piloto americano cujo avião se despenhou na ilha, de volta ao “mundo dos homens” e combater a seu lado contra a ameaça nazi. Terminada a guerra, Diana continua na América e torna-se membro da Sociedade da Justiça da América, tornando-se como o Super-Homem, uma filha adoptiva da América, cujas cores estão presentes no seu uniforme.
Principal heroína do universo DC, a Mulher-Maravilha foi criada em 1940 pelo psiquiatra William Moulton Marston, inventor do polígrafo e pioneiro dos estudos feministas, como exemplo de um novo tipo de super-herói, capaz de triunfar não através da força, mas do amor.
FLASH
Tal como o Lanterna Verde, o Flash foi outro dos super-heróis criado nos anos 40 que foi reformulado na década de 60, ganhando uma nova origem e uma outra identidade secreta. A Jay Garrick, o Flash original criado por Gardner Fox e Harry Lampert em 1940, sucedeu em 1956, Barry Allen, um cientista que ganhou super-velocidade ao ser atingido por um raio enquanto manipulava produtos químicos no laboratório da polícia. O mais popular de todos os Flash é Barry Allen, mas nesta colecção está também em destaque o seu sucessor, Wally West.
LANTERNA VERDE
Ao descobrir nos destroços de uma nave espacial, um extraterrestre moribundo, o piloto de testes Hal Jordan percebe que foi escolhido para substituir Abin-Sur, esse extra-terrrestre, como membro da Tropa dos Lanternas Verdes, uma espécie de polícia intergaláctica que zela pela paz no espaço sideral, tendo como única arma um anel que permite materializar através de energia tudo o que o seu portador imaginar.
Criado por John Broome e Gil Kane, em 1959, por indicação do editor Julius Schwartz, Hal Jordan é de longe o mais popular dos Lanternas Verdes, mas nesta colecção há outros Lanternas Verdes a integrar a Liga da Justiça, como Kyle Rayner, o seu sucessor e Jessica Cruz, que passou a usar o anel na sequência da saga Mal Eterno.
AQUAMAN
Criado por Mort Weisinger e Paul Norris em 1941, no nº 73 da revista More Fun Comics, Aquaman é o resultado de uma ligação entre um humano e uma princesa atlante. Um ser capaz de viver tanto à superfície como debaixo de água e com capacidade de comunicar com todas as criaturas marinhas. Apesar de estrear na década de 40, só na década de 60, durante o período conhecido pela Silver Age, é que o Senhor dos Sete Mares ganha direito a uma revista própria e se torna membro fundador da Liga da Justiça.
Geoff Johns, na Linha Novos 52, conciliou a origem e a imagem tradicional do herói, com a abordagem mais dinâmica, realista e espectacular que conhecemos.
CAÇADOR MARCIANO
Criado em 1955 por Joseph Samachson e Joe Certa, J'onn J'onzz, o Caçador Marciano apareceu pela primeira vez na história The Strange Experiment of Dr. Erdel, publicada no nº 225 da revista Detective Comics, onde é acidentalmente tele-transportado para a Terra devido a uma experiência do Dr. Saul Elder. Impedido de voltar ao seu planeta natal, J'onn J'onzz adopta a identidade secreta do detective John Jones e dedica-se a combater o crime como o Caçador Marciano. Membro fundador da Liga da Justiça, o Caçador Marciano está ausente da formação da Liga na fase de Geoff Johns, mas assume um papel fulcral nos restantes volumes desta colecção.
CIBORGUE
Criado por George Pérez e Marv Wolfman em 1980, durante a sua aclamada passagem pela série The New Teen Titans, de que o Ciborgue era um dos membros, Victor Stone viu a sua origem reinventada por Geoff Johns no âmbito da linha Novos 52. Nesta nova versão, Victor Stone era um jovem atleta que, devido a um acidente no Laboratório S.T.A.R. em que o seu pai trabalhava, viu o seu corpo despedaçado pela explosão de uma Caixa Materna, sendo salvo graças à tecnologia do Planeta Apokolips, que permite incorporar o que restou do seu corpo numa estrutura mecânica. Renascido como Ciborgue, Victor é um dos membros fundadores da Liga da Justiça reinventada por Geoff Johns.
SHAZAM
Criado para a editora Fawcett em 1939, por Will Parker e C. C. Beck, O Capitão Marvel foi um dos mais populares heróis da Era de Ouro, com a sua revista a ultrapassar as vendas da do Super-Homem durante os anos 40. Até que, em 1953, a editora teve de interromper a publicação da série, devido a um processo da DC, que argumentava que o Capitão Marvel era uma cópia do Super-Homem. Tendo ganho o processo, a DC acabaria por comprar os direitos do personagem em 1972, introduzindo-o no Universo DC, com o nome Shazam (que corresponde à palavra mágica que o jovem Billy Batson usa para se transformar no poderoso Capitão Marvel), de modo a evitar problemas legais com a editora Marvel, que também tinha um herói chamado Capitão Marvel. Na Linha Novos 52, Johns vai dar a Shazam a importância que o personagem merece, integrando-o no elenco da Liga da Justiça.
O (LONGO) CAMINHO ATÉ AO CINEMA
É já no próximo dia 16 que o filme que reúne os maiores heróis do Universo DC, chega finalmente às salas de cinema, culminando um complexo e demorado processo que durou mais de 10 anos. Se em termos de animação, o sucesso da série produzida por Paul Dini e Bruce Timm que passou entre 2001 e 2004 no Cartoon Network, foi rapidamente replicado em sete longas-metragens lançadas directamente em DVD, no que se refere a filmes de imagem real, a coisa foi bastante mais complicada…
Tudo começou em 2007, quando o casal Michele e Kieran Mulroney foi contratado para escrever o guião para um filme da Liga da Justiça, que foi bem-recebido pela Warner, o Estúdio de cinema proprietário da DC. Depois de um primeiro contacto com o realizador Jason Reitman, que não se quis envolver num projecto destas dimensões, George Miller, o realizador da série Mad Max, foi o escolhido para levar a Liga da Justiça ao cinema. Embora Miller tenha começado imediatamente a trabalhar no casting para o filme, a greve dos argumentistas de Hollywood acabou por obrigar a suspender a produção do filme até inícios de 2008. Terminada a greve, Miller pretendia começar a filmar imediatamente na Austrália, a sua terra-natal, mas divergências entre o Comité de Cinema Australiana e a Warner Bross, impediram o estúdio de conseguir os benefícios fiscais pretendidos, as filmagens foram transferidas para o Canadá, após mais alguns meses de atraso. Entretanto, o sucesso do primeiro Batman de Christopher Nolan levou o estúdio a apostar antes em filmes individuais dos heróis, o que levou à suspensão do filme da Liga.
Foi então que George Miller se decidiu afastar do projecto e regressar à série Mad Max e o projecto voltou à estaca zero, com o argumentista Will Beall a ser contratado para escrever um novo filme da Liga. Até que, face ao sucesso de Homem de Aço, o filme de Zack Snyder que relançou o Super-Homem no cinema, o Estúdio contratou David Goyer, que tinha escrito, com Christopher Nolan, a Trilogia do Cavaleiro das Trevas que Nolan dirigiu, e que também colaborou em Homem de Aço, para escrever um filme que juntasse Batman e Super-homem e apresentasse os heróis que vão formar a futura Liga da Justiça, ao público. Esse filme foi Batman v Super-Homem e, além de revelar Gal Gadot como a Mulher-Maravilha, dá um vislumbre dos restantes três membros que irão formar a Liga: Flash, Aquaman e Ciborgue, sendo anunciado em 2014 que o filme da Liga da Justiça seria uma história em duas partes, dirigidas por Snyder e com estreias previstas para Novembro de 2017 e Junho de 2019.
Já quanto ao resultado final da junção dos talentos de Snyder e Whedon, com o carisma dos maiores heróis da DC, o leitor ainda terá de esperar uma semana para o poder ver numa sala de cinema perto de si.
A COLECÇÃO
1 – Liga da Justiça: Nova Ordem Mundial
Quinta-feira, 09 de Novembro
Argumento – Grant Morrison
Desenhos – Howard Potter
No arranque desta colecção, o lendário escritor Grant Morrison renova a Liga da Justiça numa série de aventuras épicas, que permitem explorar os tremendos poderes dos maiores heróis da DC, face a ameaças tão ou mais poderosas do que eles. No arranque da etapa em que Morrison e o desenhador Howard Potter criaram a versão definitiva da Liga da Justiça, a maior equipa de super-heróis do mundo terá de enfrentar o misterioso Hiperclã, que se propõe dominar a Terra para seu bem, eliminando a Liga, e, mais tarde, vê-se literalmente envolvida num conflito entre anjos e demónios!
2 – Liga da Justiça: O Vírus Amazo
Quinta-feira, 16 de Novembro
Argumento - Geoff Johns
Desenhos – Jason Fabok
Prosseguindo com a publicação em Portugal das aventuras da Liga da Justiça da fase Novos 52, assinada por Geoff Johns, o principal arquitecto do Universo DC, na BD e também no cinema, este segundo volume coloca a Liga contra uma ameaça impossível de vencer pela força: um misterioso vírus mortal.
Esse vírus espalhou-se por Metrópolis, infectando todos os que encontra, incluindo os próprios membros da Liga. O seu efeito... dar superpoderes a qualquer doente, antes de finalmente o matar. A Liga da Justiça tem de correr contra o tempo para encontrar o Paciente Zero e uma cura para a misteriosa infecção, com a ajuda de Lex Luthor, que tinha sido o responsável pela criação do dito vírus.
3 – Liga da Justiça – O Prego: Teoria do Caos
Quinta-feira, 23 de Novembro
Argumento – Alan Davis
Desenhos – Alan Davis e Mark Farmer
Por falta de um prego, perdeu-se um reino... Alan Davis, célebre desenhador veterano dos comics, que aqui se revela também um escritor talentoso, leva-nos a explorar um mundo alternativo em que, devido a um furo num pneu que impede os Kent de estar no local certo à hora certa, quando a nave que transportava o jovem Kal-El se despenhou no Kansas, o Super-Homem nunca existiu. É nessa realidade distópica profundamente transformada pela ausência do Super-Homem, em que Lex Luthor controla a comunicação social e os super-heróis são proscritos, que a Liga da Justiça está prestes a enfrentar o seu maior teste. Um teste mortal, que irá pôr à prova o seu poder e moralidade e que, desta vez, terá de ser superado sem a ajuda do Homem de Aço.
4 – Liga da Justiça: A Guerra de Darkseid 1
Quinta-feira, 30 de Novembro
Argumento – Geoff Johns
Desenhos – Jason Fabok e Francis Manapul
Explorando as imortais criações de Jack Kirby na série o Quarto Mundo, a invasão de Darkseid e das forças de parademónios de Apokolips, deu início ao relançamento do universo DC da Linha Novos 52. Agora, as sementes plantadas por Geoff Johns irão eclodir no final explosivo dessa fase, com o regresso de antigas ameaças e o nascer de novos perigos. Ilustrada pela superestrela em ascensão Jason Fabok, A Guerra de Darkseid, que coloca os heróis da Liga da Justiça no centro do conflito entre Apokolips e Nova Génese, marca o fim de um mundo e o início de outro.
5 – Liga da Justiça: A Guerra de Darkseid 2
Quinta-feira, 07 de Dezembro
Argumento – Geoff Johns
Desenhos – Jason Fabok e Francis Manapul
O impensável aconteceu! Darkseid, o todo-poderoso senhor de Apokolips e vilão supremo do Universo DC está morto às mãos do Antimonitor e Batman, Super-Homem, Flash, Shazam e Lanterna Verde foram transformados em divindades omnipotentes, mas os planos da sua filha, treinada desde a infância para o destruir, ainda estão por revelar. O Antimonitor encontra-se em metamorfose, a Liga da Justiça foi corrompida, e os membros sobreviventes do Sindicato do Crime ainda têm uma palavra a dizer. Neste segundo e último volume desta saga épica, que encerra a colecção dedicada à Liga da Justiça, a Guerra de Darkseid atinge o seu clímax, e o Universo DC terá o seu Renascimento.
Textos publicados originalmente no jornal Público de 07/11/2017
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quinta-feira, 1 de junho de 2017
Mulher-Maravilha 2 - Um por Todos
A AMAZONA E O DRAGÃO
Mulher-Maravilha: Um por Todos
Argumento e Desenhos – Christopher Moeller
Quinta, 01 de Junho, Por + 11,90 €
Depois de, na semana passada, Grant Morrison nos ter proporcionado uma visão actualizada da origem da Mulher-Maravilha, Um por Todos, a história de Christopher Moeller que chega aos quiosques na próxima quinta-feira, no preciso dia em que o filme da Mulher-Maravilha chega às salas de cinema, é algo bastante diferente: uma fábula épica, com ninfas, gnomos, dragões e super-heróis, magnificamente pintada por Moeller, na linha de mestres da fantasia como Frank Frazetta, Boris Vallejo, ou Richard Corben.
Nascido em 1963, perto de Nova Iorque, o escritor e pintor americano Christopher Moeller, após ter contemplado a sua formação académica em pintura e ilustração começou a sua carreira profissional na Innovation Comics, com a mini-série Rocketman: King of the Rocketmen. Dividido em BD e a ilustração, Moelller desenhou e pintou mais de cem cartas do jogo Magic: The Gathering, fez ilustrações para o jogo World of Warcraft, e pintou capas da série Star Wars para a Dark Horse e da revista Shadow of the Bat, protagonizada pelo Batman, para a DC, para além de ter escrito e desenhado a série Iron Empires, publicada inicialmente pela Dark Horse, que já deu origem a três novelas gráficas e a um jogo de roleplay ilustrado pelo próprio Moeller, Burning Empires, de grande sucesso.
Um por Todos, a novela gráfica que poderão descobrir já na próxima quinta-feira, nasceu, como muitos outros projectos na indústria dos comics, na sequência de um jantar na Comic Con de San Diego. No caso concreto, Moeller estava a jantar com o editor da DC, Dan Raspler que o convidou para fazer uma novela gráfica com a sua personagem favorita da DC. A escolha imediata de Moeller foi a Mulher-Maravilha mas, como Raspler era o editor da Liga da Justiça e queria acompanhar o projecto de perto, pediu a Moeller para transformar a história numa aventura da Liga, de modo a poder ser o editor do livro.
O resultado é uma história da Liga da Justiça em que a Mulher-Maravilha, que nas primeiras aventuras da Sociedade da Justiça (a antecessora da Liga, nos anos 40) era quase só uma figurante de luxo, assume agora o protagonismo, conspirando para afastar os restantes membros da Liga, como o Batman, Flash, Lanterna Verde, Caçador Marciano, Aquaman e Super-Homem, de uma missão que o Oráculo de Delfos tinha previsto que lhes seria fatal: combater um poderoso dragão acabado de despertar de um sono de séculos e que se preparava para destruir o Mundo.
Indo beber às lendas nórdicas que inspiraram Richard Wagner para a sua trilogia de óperas sobre Siegfred e o Anel dos Nibelungos, que Tolkien vai reinterpretar e adaptar no seu Senhor dos Anéis, Moeller junta a esse imaginário, elementos da mitologia clássica em que se ancora a origem da Princesa Diana de Temiscira, como as ninfas, ou o Oráculo de Delfos, transpondo todos esses elementos para o universo dos super-heróis que conhecemos. A mistura de todos estes diferentes ingredientes podia dar origem a um prato indigesto, mas Christopher Moeller mostra-se um cozinheiro de mão firme e cria uma iguaria rara: uma história de super-heróis do século XXI que respeita os heróis que a protagonizam, e que é simultaneamente uma fábula intemporal.
Mulher-Maravilha: Um por Todos
Argumento e Desenhos – Christopher Moeller
Quinta, 01 de Junho, Por + 11,90 €
Depois de, na semana passada, Grant Morrison nos ter proporcionado uma visão actualizada da origem da Mulher-Maravilha, Um por Todos, a história de Christopher Moeller que chega aos quiosques na próxima quinta-feira, no preciso dia em que o filme da Mulher-Maravilha chega às salas de cinema, é algo bastante diferente: uma fábula épica, com ninfas, gnomos, dragões e super-heróis, magnificamente pintada por Moeller, na linha de mestres da fantasia como Frank Frazetta, Boris Vallejo, ou Richard Corben.
Nascido em 1963, perto de Nova Iorque, o escritor e pintor americano Christopher Moeller, após ter contemplado a sua formação académica em pintura e ilustração começou a sua carreira profissional na Innovation Comics, com a mini-série Rocketman: King of the Rocketmen. Dividido em BD e a ilustração, Moelller desenhou e pintou mais de cem cartas do jogo Magic: The Gathering, fez ilustrações para o jogo World of Warcraft, e pintou capas da série Star Wars para a Dark Horse e da revista Shadow of the Bat, protagonizada pelo Batman, para a DC, para além de ter escrito e desenhado a série Iron Empires, publicada inicialmente pela Dark Horse, que já deu origem a três novelas gráficas e a um jogo de roleplay ilustrado pelo próprio Moeller, Burning Empires, de grande sucesso.
Um por Todos, a novela gráfica que poderão descobrir já na próxima quinta-feira, nasceu, como muitos outros projectos na indústria dos comics, na sequência de um jantar na Comic Con de San Diego. No caso concreto, Moeller estava a jantar com o editor da DC, Dan Raspler que o convidou para fazer uma novela gráfica com a sua personagem favorita da DC. A escolha imediata de Moeller foi a Mulher-Maravilha mas, como Raspler era o editor da Liga da Justiça e queria acompanhar o projecto de perto, pediu a Moeller para transformar a história numa aventura da Liga, de modo a poder ser o editor do livro.
O resultado é uma história da Liga da Justiça em que a Mulher-Maravilha, que nas primeiras aventuras da Sociedade da Justiça (a antecessora da Liga, nos anos 40) era quase só uma figurante de luxo, assume agora o protagonismo, conspirando para afastar os restantes membros da Liga, como o Batman, Flash, Lanterna Verde, Caçador Marciano, Aquaman e Super-Homem, de uma missão que o Oráculo de Delfos tinha previsto que lhes seria fatal: combater um poderoso dragão acabado de despertar de um sono de séculos e que se preparava para destruir o Mundo.
Indo beber às lendas nórdicas que inspiraram Richard Wagner para a sua trilogia de óperas sobre Siegfred e o Anel dos Nibelungos, que Tolkien vai reinterpretar e adaptar no seu Senhor dos Anéis, Moeller junta a esse imaginário, elementos da mitologia clássica em que se ancora a origem da Princesa Diana de Temiscira, como as ninfas, ou o Oráculo de Delfos, transpondo todos esses elementos para o universo dos super-heróis que conhecemos. A mistura de todos estes diferentes ingredientes podia dar origem a um prato indigesto, mas Christopher Moeller mostra-se um cozinheiro de mão firme e cria uma iguaria rara: uma história de super-heróis do século XXI que respeita os heróis que a protagonizam, e que é simultaneamente uma fábula intemporal.
Publicado originalmente no jornal Público de 26/05/2017
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domingo, 21 de maio de 2017
Apresentação da colecção Mulher-Maravilha
É já na próxima quinta-feira, 25 de Maio, que começa a colecção que o Público e a Levoir dedicam à Mulher-Maravilha, precisamente uma semana antes do filme que ela protagoniza chegar às salas de cinema nacionais. Como de costume, aqui vos deixarei, no dia da saída de cada livro, o texto que escrevi sobre ele para o jornal Público. Mas antes disso, aqui fica o destacável de 4 páginas de apresentação da colecção, que foi distribuído ontem com o jornal de sábado e será redistribuído na próxima terça-feira.
A PRIMEIRA SUPER-HEROÍNA
Outubro de 1940. O editor Max Gaines lê uma entrevista na revista Familiy Circle em que o psicólogo William Moulton Marston defende que a Banda Desenhada tem um grande potencial ainda por desenvolver e decide contratá-lo como conselheiro educacional da National Periodical, uma das companhias que irá dar origem à DC Comics. Face ao sucesso de personagens como Super-Homem e Batman, criados poucos anos antes, Marston, que além da sua actividade como psicólogo, tinha trabalhado também em Hollywood, como consultor da Universal Studios, lembrou-se também ele de criar um super-herói. Ao comentar essa ideia com a sua mulher, Elizabeth Holoway Marston, esta sugeriu-lhe que criasse antes uma mulher. Uma ideia inesperada, mas que foi bem aceite pelos editores, até por romper com o carácter exclusivamente masculino dos super-heróis existentes à época.
Assim, em Dezembro de 1941 - ao mesmo tempo que o Presidente Roosevelt declara oficialmente a entrada dos EUA na II Guerra Mundial, na sequência do bombardeamento japonês a Pearl Harbor - os leitores descobrem pela primeira vez no nº 8 da revista All-Star Comics, Diana, a Princesa Amazona, herdeira da tradição dos mitos da Grécia antiga, que troca a sua ilha pelo mundo dos homens, para participar activamente na guerra contra os alemães ao lado de Steve Trevor, um piloto cuja vida salvou e por quem se apaixona. A essa primeira história, escrita por Marston sob o pseudónimo Charles Moulton, e desenhada por H.G. Peter, seguir-se-ia a capa do primeiro número da revista Sensation Comics, no mês seguinte, até que, no Verão de 1942, a Mulher-Maravilha ganha finalmente uma revista própria, o que significava que, nesta fase, as suas histórias apareciam em três revistas diferentes, todas escritas por Marston.
O sucesso dessa personagem feminina que, nas palavras do próprio Marston, tinha “a força do Super-Homem e a elegância de uma bela mulher” e representava o novo tipo de mulher que ele achava que devia governar a sociedade, vai de encontro à alteração do estatuto da própria mulher nos EUA, onde as mulheres passaram a desempenhar trabalhos antes destinados exclusivamente aos homens, por estes se encontrarem na frente de batalha. São estas mulheres que, apesar de realizarem trabalhos pesados e masculinos, não perdem a sua feminilidade, bem simbolizadas por Rosie, the Riveter, a operária imortalizada pela famosa ilustração de Norman Rockwell, que se vão facilmente identificar com a Mulher-Maravilha.
No período do pós-guerra, os super-heróis perdem muita da sua popularidade e a Mulher-Maravilha não é excepção. Mas ao contrário do que aconteceu a outros heróis da época de Ouro, a sua revista manteve-se em publicação, mesmo que em finais dos anos 60, uma decisão editorial faça com que Diana perca os seus super-poderes e as suas aventuras se aproximem mais das histórias de espionagem e de artes marciais. Uma situação que seria revertida na década de 70, graças a dois factores: os artigos da activista feminista Gloria Steinem, que crescera a ler a Mulher-Maravilha e que se insurgiu numa série de artigos e ensaios contra aquilo que via como um rebaixar do estatuto da mais famosa super-heróina de todas e, principalmente, a série televisiva da Mulher-Maravilha, protagonizada por Lynda Carter, que conferiu à Mulher-Maravilha o estatuto de ícone da cultura Pop.
Com algumas alterações na sua origem, na sequência da Crise nas Terras Infinitas, e mudanças ocasionais no seu uniforme, que durante algum tempo passou a incluir umas calças, a Mulher-Maravilha mantém-se como a mais importante super-heroína dos comics americanos, graças ao trabalho de grandes criadores como George Pérez, John Byrne, Devin Grayson, Phil Gimenez, Brian Azzarello, ou Greg Rucka que, dando o seu toque pessoal às aventuras da Princesa Amazona, souberam respeitar a essência da personagem, contribuindo assim para o manter da sua popularidade.
Uma popularidade que não podia estar mais em alta, numa altura em que a Princesa Amazona, que completou 75 anos de carreira em Dezembro de 2016, se prepara para estrelar o primeiro filme de super-heróis com uma protagonista feminina, dirigido também ele por uma mulher, Patty Jenkins. A pesada responsabilidade de encarnar a icónica heroína no filme que chega às salas de cinema portuguesa no mesmo dia em que o segundo volume desta colecção chega às bancas, coube à actriz israelita Gal Gadot, que no filme Batman V Superman mostrou estar perfeitamente à altura do difícil desafio de dar corpo à Mulher-Maravilha, a primeira e a maior de todas as super-heroínas.
O CRIADOR DA MULHER-MARAVILHA
Nascido em 1893 em Massachusetts, William Moulton Marston foi psicólogo, professor universitário, inventor de um dos mais importantes componentes do polígrafo, escritor de livros de divulgação sobre psicologia, conselheiro educacional de editoras, director de relações públicas da Universal, um dos mais importantes estúdios de Hollywood, actor em filmes publicitários, mas o que lhe valeu verdadeiramente um lugar na história, foi a criação, com a colaboração de H.G. Peter na parte gráfica, da Mulher-Maravilha.
Casado com Elizabeth Holoway, Marston vivia assumidamente numa relação poliamorosa com a sua mulher e com Olive Byrne. As duas mulheres da sua vida foram de particular importância para o desenvolvimento da sua mais famosa criação. Através da primeira, Marston teve contacto com importantes figuras sufragistas do início do século. Por seu lado, Olive Byrne era filha de Ethel Byrne, uma das mais progressistas feministas americanas. Olive foi assistente de Marston em projectos universitários, e foi uma forte influência na figura da Princesa Diana. Era conhecida pelos braceletes que usava que, segundo o próprio Marston, foram a inspiração dos usados pelas amazonas. Existem também teorias que a própria terá servido de modelo para a Mulher-Maravilha de H.G. Peter.
Marston era adepto de práticas sexuais alternativas, como o bondage e explorou a fundo o conceito de submissão, que implementava regularmente nas histórias da personagem que criou. Consta que a situação chegou a um ponto tal, que o editor teve de pedir a Marston que reduzisse o número de situações nas quais a heroína se via acorrentada… Também o famoso laço da verdade, com que a Mulher-Maravilha dominava os seus adversários e os obrigava a contar a verdade, remete para essas práticas sexuais, sem deixar de evocar o polígrafo, aparelho a cuja criação Marston esteve intimamente ligado.
Até à sua morte em 1947, devido a um cancro, William Moulton Marston continuou a escrever as aventuras da Mulher-Maravilha. Após o seu falecimento, Elisabeth e Olive, as duas mulheres que amou e que lhe serviram de inspiração continuaram a viver juntas até à morte de Olive, no final dos anos 80.
SABIA QUE?
- A participação bastante passiva da Mulher-Maravilha nas primeiras aventuras da Sociedade da Justiça, de que era membro honorário, tal como o Super-Homem e o Batman, deveu-se à falta de tempo do seu criador, William Moulton Marston - que fazia questão de escrever todas as histórias da personagem e já estava ocupado com três revistas mensais - para colaborar na escrita dessas aventuras.
- Nos finais dos anos 60 a Mulher-Maravilha, seguindo o sucesso de séries de televisão como Kung-Fu (O Sinal do Dragão em Portugal) e The Avengers, sofre uma transformação radical, deixando de ser uma super-heroína, ao abdicar os seus poderes para poder ficar no Mundo dos Homens, em vez de seguir o seu povo para a dimensão onde a Ilha Paraíso foi exilada. Nesta fase mais urbana, que vai durar cinco anos, Diana tem uma loja de roupas, é treinada em artes-marciais por um mestre chinês de nome I-Ching, e Steve Trevor morre.
- O conhecido logotipo da Mulher-Maravilha, com o duplo WW, foi criado em 1982 pelo famoso designer Milton Glaser, criador do icónico I ❤ NY. Não foi essa a única colaboração de Glaser com a DC, pois o designer foi também responsável pelo mais duradouro logotipo da DC Comics, conhecido como “DC Bullet”, que foi usado entre 1977 e 2005.
- Apesar de ser um símbolo feminino incontornável, só em 2008 as aventuras da Mulher-Maravilha foram finalmente escritas por uma mulher, Gail Simone. Antes disso, só outra mulher, Trina Robbins tinha escrito uma história da Princesa Amazona, a mini-série The Legend of Wonder Woman, mas, neste caso, a meias com o escritor Kurt Busiek.
- No universo criado por Frank Miller na série O Regresso do Cavaleiro das Trevas e nas suas duas sequelas, o Super-Homem e Mulher-Maravilha têm uma ligação amorosa de que resultaram dois filhos superpoderosos: Lara e Jonathan.
- Durante dois meses, a Mulher-Maravilha foi embaixatriz das Nações Unidas para a autodeterminação das mulheres. Este cargo, atribuído em 21 de Outubro de 2016, ano em que a personagem completava 75 anos de existência, acabaria por ser extinto menos de dois meses depois, em 16 de Dezembro, devido às pressões dos lobbies feministas.
- O português Miguel Mendonça, que desenhou a Mulher-Maravilha durante a fase final da linha Novos 52, escrita por Meredith Finch, voltou a desenhá-la já em 2017 no nº 7 da revista Trinity da linha DC Rebirth, a mais recente reformulação do Universo DC.
- Embora só agora, em 2017, chegue ao grande ecrã, pelas mãos de Patty Jenkins, a Mulher-Maravilha esteve muito perto de ser adaptada ao cinema 10 anos antes, num filme escrito e dirigido por Joss Whedon, o criador da série televisiva Buffy the Vampire Slayer que, frustrado este projecto, acabou por realizar o primeiro filme dos Vingadores, da Marvel, com o sucesso que se conhece.
OS AUTORES EM DESTAQUE
GRANT MORRISON
Nascido na Escócia, Grant Morrison fez parte da célebre "invasão britânica" dos comics americanos, que levou inúmeros argumentistas da Grã-Bretanha a estabelecer-se nos EUA, onde vieram revolucionar o género. Os seus trabalhos para a Vertigo tornaram-no conhecido, mas a fama chegaria com a novela gráfica do Batman, Asilo Arkham, ilustrada por Dave McKean e já publicada pela Levoir.
Desde então Morrison tem sido responsável por algumas das mais importantes histórias protagonizadas por Batman, Super-Homem e a Liga da Justiça. Já em anteriores colecções dedicadas à DC, podemos descobrir o seu trabalho com a Liga da Justiça, em Terra 2 e com Batman, em Herança Maldita. Com Terra Um temos o privilégio de o ver finalmente (re)escrever a origem da Mulher-Maravilha, o único membro da trindade dos maiores heróis da DC a quem faltava emprestar o seu talento.
CHRISTOPHER MOELLER
O escritor e pintor americano começou a sua carreira na Innovation Comics e ganhou nome na Dark Horse ilustrando capas da série Star Wars, antes de se estrear na Helix, a chancela de ficção científica da DC Comics e pintar capas para a revista Shadow of the Bat, protagonizada pelo Batman. Mas o seu mais famoso trabalho para a DC é este Um por Todos, que pintou e escreveu, conciliando o mundo dos super-heróis, com um universo de fantasia inspirado por Tolkien.
GREG RUCKA
Escritor de romances policiais, com uma solida carreira na BD, de que os leitores portugueses tiveram um bom exemplo em Batwoman: Elegia, publicado numa anterior colecção dedicada à DC, Greg Rucka, que é conhecido pelas suas personagens femininas fortes, tem uma grande ligação à Mulher-Maravilha. Rucka escreveu as aventuras da Princesa Amazona entre 2003 e 2006, sendo também o actual escritor da revista mensal, após a mais recente remodelação do Universo DC, com a linha DC Rebirth. Mas tudo começou com A Hiketeia, a história incluída nesta colecção, que foi a primeira aventura da Mulher-Maravilha que Rucka escreveu.
J. G. JONES
Já conhecido dos leitores portugueses pela história que ilustrou da Viúva Negra, numa anterior colecção público/Levoir, o desenhador americano, natural da Louisiana, tem-se distinguido sobretudo como ilustrador de capas, para séries como Y, the Last Men, tendo ganho em 2006, o prémio da revista Wizard para melhor ilustrador de capas. Mas para além de um excelente ilustrador Jones é um também um grande artista sequencial, com um traço simultaneamente realista e espectacular, como prova a história que desenhou para esta colecção.
GEORGE PEREZ
Nascido em Nova Iorque em 1954, George Perez estreou-se na BD em 1973, mas um ano depois já trabalhava regularmente para a Marvel. Apesar de ter trabalhado em séries como os Avengers e Fantastic Four, da Marvel, os trabalhos mais importantes da sua carreira foram publicados na DC, onde teve passagens memoráveis por séries como Teen Titans e Mulher-Maravilha. Em anteriores colecções podemos apreciar o seu trabalho na saga cósmica Crise nas Terras Infinitas, que revolucionou profundamente o universo da DC e abriu caminho para a reformulação da Mulher-Maravilha de que Pérez foi o principal responsável.
PHIL JIMENEZ
Natural da Califórnia, onde nasceu em 1971, Jimenez veio para Nova Iorque para frequentar a School of Visual Arts, onde se formou em 1991 e onde dá actualmente aulas. Nesse mesmo ano foi trabalhar para a DC Comics, a convite do director criativo Neal Pozner que lhe atribuiu como primeiro trabalho, o desenho de quatro páginas da saga War of The Gods, com que George Pérez fechou a sua passagem pela série da Mulher-Maravilha.
Esta ligação artística entre Jimenez e Pérez é bem evidente no seu trabalho gráfico, que vai beber muito ao seu mestre, com quem até escreveu em conjunto uma história da Mulher-Maravilha, que o próprio Jimenez ilustrou. Responsável pelo desenho e pela escrita das aventuras da Princesa Amazona entre 2001 e 2003, Jimenez assinou aí algumas histórias memoráveis, como as que podemos ler nesta colecção.
Ficha dos livros
1 - Mulher-Maravilha: Terra Um
25 de Maio
Argumento – Grant Morrison
Desenhos – Yannick Paquette
Diana de Temiscira viveu toda a vida na ilha paradisíaca das Amazonas, mas, ao decidir aventurar-se pela primeira vez no mundo dos homens, na companhia de Steve Trevor, o homem que salvou da morte à mão das suas irmãs de raça, será perseguida e julgada pelas outras Amazonas pelo seu crime de ter desafiado as suas mais antigas tradições.
Um regresso às raízes da Mulher-Maravilha plantadas pelo seu criador, William Moulton Marston que não evita alguns dos aspectos mais controversos da personagem, ligados à sexualidade de Diana e das amazonas, assinado por Grant Morrison e Yanick Paquette, no âmbito da linha Terra Um, que reinventa para os leitores do século XXI a origem dos mais icónicos personagens da DC, através de uma história ao mesmo tempo moderna e intemporal.
2 – Mulher-Maravilha: Um por Todos
01 de Junho
Argumento e Desenhos – Christopher Moeller
Quando o Oráculo das Amazonas profetiza que a Liga da Justiça está fadada a ser destruída por um antigo e maléfico dragão, despertado do seu sono subterrâneo para mais uma vez ameaçar um mundo que já esqueceu que tais monstros alguma vez existiram, a Mulher-Maravilha tem de tomar a mais difícil decisão da sua vida: assumir sozinha uma batalha que sabe que não pode vencer, para assim poder preservar a vida daqueles que mais ama.
O pintor e escritor Cristopher Moeller assina o desenho e a fabulosa arte pintada em cor directa desta lenda dos tempos modernos, que funde, de forma tão inesperada como eficaz, os universos da fantasia e dos super-heróis.
3 – Mulher-Maravilha: A Hiketea
08 de Junho
Argumento – Greg Rucka
Desenhos – J. G. Jones
A Mulher-Maravilha aceita tomar sob sua protecção uma jovem humana, Danielle Wellys, de acordo com a Hiketeia, um antigo ritual consagrado pelos deuses, e terá de a proteger contra todos os que a perseguem, mesmo contra o Batman, que a quer prender por assassinato e, como sempre não está disposto a deixar escapar a sua presa, mesmo que isso implique defrontar a sua amiga e companheira da Liga da Justiça.
Construída sob a forma de uma tragédia clássica, onde não faltam as Hiríneas, personagens mitológicas que castigam duramente aqueles infringem a lei divina, esta história que assinala a estreia de Greg Rucka na escrita das aventuras da Princesa Amazona, contando com o traço rigoroso e espectacular de J-G. Jones na arte, é considerada uma das grandes histórias da Mulher-Maravilha e um bom exemplo do carácter intemporal da personagem.
4 – Mulher-Maravilha: Homens e Deuses
15 de Junho
Argumento – LenWein
Desenhos – George Pérez
Na mítica ilha de Temiscira, uma orgulhosa e feroz raça guerreira de amazonas criou uma filha de beleza, graça e força inauditas - a princesa Diana, também conhecida como Mulher-Maravilha. Quando um piloto de caça do Exército, Steve Trevor, pára na ilha, a rebelde e obstinada Diana desafia a lei das amazonas ao acompanhar Trevor de volta à civilização. Enquanto isso, Ares (o deus da guerra) escapou de sua prisão nas mãos das Amazonas e decidiu exigir a sua vingança: uma guerra mundial que não só durará séculos como acabará com todos os seres vivos do planeta! Cabe à Princesa Diana salvar seu povo e o mundo, usando os seus poderes para provar que merece o nome de Mulher Maravilha.
O início da épica e incontornável remodelação da Mulher-Maravilha, levada ao cabo por George Pérez na sequência das alterações no Universo DC provocadas pela saga Crise nas terras Infinitas.
5 – Mulher-Maravilha: Deuses de Gotham
22 de Junho
Argumento – Phil Jimenez e J.M. De Matteis
Desenhos – Phil Jimenez e Andy Lanning
A cidade de Batman, Gotham City, foi transformada numa terra semelhante à antiga Grécia, dominada pelos deuses do mal. E uma vez que Ares, o deus da guerra, e os deuses da discórdia, do medo e do terror combinam suas essências com as do Joker, do Espantalho e da Hera Venenosa, Batman vai precisar da ajuda da Mulher Maravilha, mas quando os deuses também conseguem possuir o Batman, a Princesa Amazona descobre que mesmo a ajuda de outros protectores de Gotham, como o Asa Nocturna e o Robin, bem como da seu própria protegida, Donna Troy, a Wonder Girl, podem não ser suficientes para acabar com o reinado maligno dos deuses do submundo.
Phil Jimenez assina aqui o início da sua passagem marcante pela série mensal da Mulher-maravilha, que escreveu e desenhou durante três inesquecíveis anos.
Textos publicados originalmente no jornal Público de 20/05/2017
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