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quinta-feira, 3 de março de 2016

Um Punhado de Imagens do Coimbra BD


Começou hoje o 1º Coimbra BD, uma mostra de Banda Desenhada que, se correr bem, poderá um dia dar origem a um Festival de Banda Desenhada com outra ambição. Para já, a adesão do público foi bastante interessante para uma tarde de semana e as coisas prometem animar ainda mais durante o fim-de-semana.
Eu estarei por lá até domingo, nas mesas da Dr. Kartoon e, durante o fim-de-semana terei a companhia de autores como o André Caetano,  João Mascarenhas, Pedro Morais, Marco Mendes, Osvaldo Medina, Ricardo Venâncio, Diogo Carvalho, Paulo Monteiro e o brasileiro André Diniz, que dará um toque internacional a uma iniciativa centrada nos autores portugueses.
No final, aqui farei o balanço da iniciativa, mas para já, deixo-vos com um punhado de imagens do primeiro dia do Coimbra BD, começando pela área comercial e continuando pelas exposições.









domingo, 23 de junho de 2013

Coimbra é Património Cultural da Humanidade



O reconhecimento pela UNESCO da Universidade de Coimbra, incluindo a Alta da cidade e a rua da Sofia, como Património Cultural da Humanidade, tem sido bastante comentada e celebrada na Internet. Enquanto conimbricense, estou contente com a notícia, que é importante em termos da imagem da cidade e facilita o acesso a fundos que permitam recuperar esse património, que no caso da Alta de Coimbra, bem precisa!
Fazendo jus ao nome deste blog, deixo-vos com um punhado de imagens de Coimbra, criadas por autores de BD, começando naturalmente com a ilustração que François Schuiten fez em 2003 para a exposição Coimbra na Banda Desenhada e terminando com uma caricatura de Rafael Bordalo Pinheiro, no Álbum das Glórias, em que representa a Universidade de Coimbra como uma velha decadente. Uma imagem com mais de 100 anos, mas que se mantém actual, pois se a Universidade é motivo de orgulho para a cidade, a sua sombra protectora também tem impedido a cidade de crescer e evoluir.  

João Mascarenhas - O Menino Triste: Os Livros 


Jean Graton  - Michel Vaillant: Rallye em Portugal


Pedro Morais - Coimbra B...D


Fernando Bento - A minha Primeira História de Portugal


Etienne Schréder - Le Secret de Coimbra


Rafael Bordalo Pinheiro - Ábum das Glórias

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Um Punhado de Imagens da Tertúlia BD de Junho



Uma semana depois, aqui está a reportagem fotográfica da última Tertúlia BD de Lisboa. As fotos são da Cristina Costa Amaral, a quem agradeço a simpatia.Ela tirou quase 50 fotos, mas eu vou pôr aqui apenas uma dúzia, que me parecem suficientes para dar uma ideia do ambiente da Tertúlia e de quem esteve presente.

Como é regra, a "Comic Jam" (ou "cadavre exquis" como foi originalmente denominado pelos surrealistas) foi iniciada por mim, com o João Maio Pinto a dar as sombras no manto da morte, pois a canea de ponta fina que me forneceram não dava muito jeito para fazer sombras. Há mais de 10 ou 15 anos que não desenhava, pelo que o resultado não foi trágico como cheguei a temer... Seguiu-se o João Maio Pinto, João Mascarenhas, João Amaral, Álvaro e Pedro Cruz. A presença da morte é resultado do trauma causado pelo penúltimo episódio da terceira temporada da série televisiva Game of Thrones (quem já leu os livros, ou acompanha a série, percebe do que estou a falar...) e, com a excepção do João Mascarenhas, que fez um trocadilho com o rato Mickey (que em Itália é conhecido por Topolino) os outros participantes seguiram o mote.

Mas, como uma imagem vale mais do que mil palavras, deixo-vos então com as imagens da Tertúlia.



















segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

London Caling: O regresso do Menino Triste

Depois de ter falhado os Festivais da Amadora de 2010 e 2011 por motivos vários, eis que chega finalmente às livrarias "Punk Redux", a tão aguardada aventura punk do Menino Triste
Alter-ego do seu criador, João Mascarenhas, o Menino Triste, apesar do nome e da própria imagem da personagem (num registo caricatural cada vez mais próximo do mangá na estilização), não é propriamente o herói de histórias dirigidas ao público infantil, mas antes o nosso guia para as memórias e reflexões de Mascarenhas. Depois de em “Os Livros” ter partilhado com os seus leitores as obras que o influenciaram, enquanto homem e enquanto artista, e ter-nos feito reflectir sobre os mecanismos da criação artística, numa viagem simbólica entre Coimbra e Veneza., no álbum "A Essência", Mascarenhas transporta-nos agora até à cidade de Londres nos meados dos anos 70, em pleno despertar da revolução Punk, adaptando para o universo do Menino Triste as memórias de um Verão que o autor passou em Londres, em 1976.
Uma Londres onde os caminhos do Menino Triste (ou Sad Boy, como lhe chamam os seus amigos ingleses) se cruzam com ícones da música e da cultura Punk, como Sid Vicious, Malcon McLaren, Siouxsie Sioux, Vivienne Westwood, ou Soo Catwoman, que assina o prefácio do livro.
A capa do livro, cujas cores e grafismo remetem para "Never Mind the Bollocks", o mítico primeiro disco dos Sex Pistols, dá um ponto de partida perfeito para esta verdadeira viagem no tempo. Um tempo em que se acreditava que era possível mudar o mundo através da música e em que saber cantar ou tocar um instrumento estava longe de ser condição indispensável, ou até necessária, para se formar uma banda.
Conforme refere a editora na nota de imprensa: “O punk foi muito mais do que os clichês dos cabelos em crista, das pulseiras de picos e da obscenidade. Há uma essência criadora e uma energia vital que foram esquecidas e que este livro tenta recuperar: o seu grito inconformista, a sua luta contra o convencional, a ousadia de afirmar...” Grito de revolta de uma geração que contestava os valores tradicionais da sociedade britânica, o Punk estava de longe de ser um movimento homogéneo, como o prova a discussão entre Malcom McLaren e Soo Catwoman, na loja “Sex” da Vivienne Westwood. Uma discusão provavelmente inventada, mas que sintetiza bem o carácter transversal do movimento Punk.
Misturando cenas que viveu, com outras que assistiu ou lhe contaram, Mascarenhas constrói uma ficção autobiográfica muito bem documentada do que foi o movimento punk e do impacto que bandas como os Sex Pistols, ou os Clash tiveram na juventude da época. Colocando o grafismo ao serviço da história, o registo mais “Linha clara” dos livros anteriores, dá aqui lugar a um profuso uso de tramas (em mais uma aproximação ao mangá) para criar efeitos de sombra, e a própria disposição dos quadrados na página não podia ser mais punk, com vinhetas coladas com fita-cola, ou presas por alfinetes, numa bem conseguida tradução visual do espírito “do it yourself” que caracterizou o Punk.
Regressado a Portugal depois destas férias inesquecíveis, o Menino Triste deparou-se com a realidade bem diferente do Portugal pós-25 de Abril. Mas, apesar em vez de cristas e pulseiras de picos, haver cabelos compridos e barba, a música também era importante. Não por acaso, numa das últimas imagens do livro vemos o Menino Triste defronte de uma parede onde estão um grafitti do Zeca Afonso e um cartaz do FMI, do José Mário Branco. Uma boa maneira de Mascarenhas nos lembrar que, também neste país de brandos costumes, a cantiga é uma arma.
(“O Menino Triste: Punk Redux”, de João Mascarenhas, Qual Albatroz, 48 pags, 10 €.
Versão integral do texto publicado no Diário As Beiras de 30/12/2011