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sábado, 16 de fevereiro de 2019

Y o Último Homem 8 - Dragões de Kimono

NO JAPÃO, À PROCURA DE AMPERSAND

Y, O último Homem
Vol. 8: Dragões de Kimono
Quinta-feira, 14 de Fevereiro
Argumento – Brian K. Vaughan
Desenhos – Goran Sudzuka e José Marzan, Jr.
Por + 12,90€
A publicação da série Y, o último Homem prossegue na próxima quinta-feira com o oitavo dos dez volumes que contam a história de Yorick Brown, o último homem sobre a Terra e do seu macaco Ampersand.
No volume anterior vimos como Hero, a irmã de Yorick entrou em contacto com Beth,  acabando por descobrir que esta estava grávida do seu irmão. Mas como o potencial filho do último homem, ao nascer acabou por  se revelar uma filha, ficamos ainda sem saber se os efeitos da epidemia que matou todos os machos portadores do cromossoma Y se mantém ou não activos.
Revelando-se um exímio gestor do suspense da intriga, Brian K Vaugham vai introduzindo pequenas revelações, ao mesmo tempo que cria novos mistérios, fazendo progredir a intriga do mesmo modo que deixa o leitor cada vez mais preso a uma história absolutamente viciante. Mesmo que a tentativa de Yorick encontrar a sua namorada - que entretanto tinha abandonado a Austrália e partido para Paris - em Sidney não tenha tido qualquer resultado prático em termos do evoluir da história principal, há outros elementos que vão adquirir uma importância fundamental em termos da história que Vaugham quer contar. Nesta fase quase final, em que a intriga se aproxima a passos largos de um desenlace, bem mais do que Yorick, é precisamente Ampersand que se revelar principal motor da história. Depois de, no final do volume anterior, ter conseguido escapar da guarda da misteriosa Ninja que o raptou, Ampersand o macaco que representa a última esperança de uma cura para a humanidade, está desaparecido no Japão, sendo procurado pelos principais intervenientes desta história que convergiram todos para o país do sol nascente onde Yorick e a agente 355 vão tentar resgatar Ampersand das mãos de uma antiga cantora de J Pop transformada em dona de um bordel controlado pela Yakuza, a Máfia japonesa.
É precisamente no Japão que se dá o encontro entre a Dra. Mann e a sua mãe, uma cientista cujas experiências estão na origem da epidemia. Um bom pretexto para Vaugham explorar as ligações entre Alison Mann e a sua mãe, através de uma série de flashbacks que dão a conhecer um pouco do passado da cientista e da forma como esse passado marcou a sua maneira de ser. Uma forma encontrada pelo Argumentista para humanizar ainda mais as personagens, ao mesmo tempo que cria uma motivação para o seu comportamento e aumenta a empatia do leitor com essa personagem.
Tal como já aconteceu com outras séries de culto da Vertigo, como Preacher, de Garth Ennis e Steve Dillon, também Y, o Último Homem vai ser transformada numa série de televisão, com uma primeira temporada já confirmada, depois do episódio piloto ter sido aprovado pelo canal de televisão FX, culminando assim um longo processo feito de avanços e recuos, que começou com um projecto de um filme protagonizado por Shia LaBeouf, até chegar ao formato - bastante mais adequado a uma história com o tamanho e a complexidade de Y o Último Homem - da série televisiva.
Se a primeira temporada da série da FX só tem estreia marcada para 2020, os leitores portugueses não terão de esperar tanto para conhecer o final das aventuras de Yorick, pois o Público e a Levoir vão editar ainda durante este ano de 2019, os dois volumes que faltam desta série espectacular.
Publicado originalmente no jornal Público de 09/0272019

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Y o Último Homem 7: Bonecas de Papel

(DES)ENCONTROS NA AUSTRÁLIA

Y, O último Homem
Vol. 7: Bonecas de Papel
Quinta-feira, 7 de Fevereiro
Argumento – Brian K. Vaughan
Desenhos – Pia Guerra, Goran Sudzuka e José Marzan, Jr.
Por + 12,90€
Depois de dois volumes publicados em 2017, a que se seguiram mais quatro volumes em 2018, a publicação da série Y, o Último Homem vai finalmente ficar concluída neste ano de 2019, com o lançamento dos quatro últimos volumes dedicados às aventuras de Yorick Brown, o último homem num mundo em todos os mamíferos portadores do cromossoma Y foram aniquilados por uma misteriosa praga. Este último ciclo de publicação inicia-se já na próxima quinta-feira, dia 7, com a publicação precisamente do volume 7, a que seguirá, uma semana depois, o volume 8, ficando a publicação dos dois volumes finais agendada lá mais para o final de 2019.
Como vimos nos volumes anteriores, depois de uma arriscada travessia do Pacífico, primeiro no The Whale, um navio cargueiro convertido para o tráfico de heroína, e depois num submarino na marinha australiana comandado pela Capitã Belleville, os nossos heróis prossegue a sua viagem em direcção ao Japão, na peugada da misteriosa mercenária japonesa que raptou Ampersand, o macaco-capuchinho de Yorick, cujo sangue pode conter o segredo para a cura da epidemia que apagou o género masculino da face da Terra.
Para além do núcleo duro da série, o grupo constituído por Yorick, pela agente secreta 355 e pela especialista em genética Dra. Allison Mann, a que se juntou Rose Copen, uma agente secreta da marinha australiana, infiltrada no The Whale, este volume assinala o regresso de velhas conhecidas dos leitores, como é o caso de Hero Brown, a irmã de Yorick, que se conseguiu libertar da influência nefasta das Filhas da Amazona, e de Beth, a única mulher a quem Yorick se entregou desde o começo da praga e que, não por acaso, tem o mesmo nome da namorada de Yorick, que estava na Austrália quando a pandemia começou.
E é precisamente, em Sidney, na Austrália, que o submarino da marinha australiana que vai levar o grupo para Yokogata, a terra natal da Dra. Mann, faz uma escala técnica. Uma paragem que se revela um pretexto irrecusável para Yorick, desafiando todas as regras de segurança e do bom senso, procurar a mulher da sua vida, mesmo que isso coloque em sério risco o segredo da existência do último homem.
Se o facto de se descobrir que existe um homem que sobreviveu à pandemia é um furo jornalístico sensacional, pelo qual muitos jornalistas seriam capazes de dar - ou tirar – a vida, a pressão da imprensa sensacionalista não é o único problema que aflige Yorick, como veremos neste volume. Um volume em que voltam os flash-backs, que dão a descobrir aos leitores aspectos importantes do passado da agente 355 e a forma como Ampersand entrou na vida de Yorick.
Em termos gráficos, o desenhos a lápis desde volume alterna entre Pia Guerra - a desenhadora principal e co-criadora, com Brian K. Vaugham, da série - e o croata Goran Sudzuka, que já tinha assegurado o desenho a lápis do volume anterior. Mas graças à mestria da passagem a tinta do veterano José Marzan, Jr., que assegurou a arte-final de toda a série, as mudanças de desenhador principal entre dois números, são apenas perceptíveis ao olhar dos leitores mais atentos.
Tal como Ampersand, também os restantes protagonistas desta série completamente viciante, chegam ao Japão. E é o país do sol nascente que vai servir de cenário ao próximo acto daquela que é uma das mais populares e mais prestigiadas séries incluídas no riquíssimo catálogo da editora Vertigo, que o Público e a Levoir têm vindo a dar a descobrir aos leitores portugueses.
Publicado originalmente no jornal Público de 02/02/2019

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Y, o Último Homem 6 - Entre Mulheres

ATRAVESSANDO O PACÍFICO A BORDO DA BALEIA

Y, O último Homem
Vol. 6: Entre Mulheres
Quinta-feira, 5 de Abril
Argumento – Brian K. Vaughan
Desenhos – Pia Guerra, Goran Sudzuka e José Marzan Jr.
Por + 12,90€
Com a chegada aos quiosques, na próxima quinta-feira, do sexto volume, fica assim concluído o segundo ciclo de publicação da premiada série Y, O Último Homem. Conforme vimos no volume anterior, dois anos depois de uma praga inexplicável ter morto todos os mamíferos portadores do cromossoma Y à face da Terra, os dois únicos sobreviventes – Yorick Brown, um artista de fuga amador, e o seu macaco Ampersand – chegaram finalmente a São Francisco, após uma travessia aventurosa da América na companhia da agente secreta 355 e da especialista em genética Dra. Allison Mann, que conseguiu finalmente isolar a fonte da sua imunidade. Infelizmente, o factor que dá a imunidade à praga está dentro do corpo de Ampersand, que desapareceu, raptado por uma misteriosa mercenária japonesa. Os protagonistas desta saga épica têm agora de partir numa viagem ainda mais arriscada, cruzando o Pacífico num navio em busca da salvação da humanidade.
E é precisamente em alto mar, a bordo do Baleia, um antigo iate de cruzeiros, transformado em cargueiro, que vamos encontrar Yorick e as suas amigas. Se a empatia entre Yorick e Kilina, a capitã do navio – que também tem um macaco capuchino como mascote, embora muito mais bem treinado do que Ampersand – é imediata e rapidamente se transforma em amor, há um lado sombrio de Kilina que Yorick e as suas companheiras de viagem desconhecem e que só vão descobrir tarde demais. Mas claro que, como o leitor da série - habituado aos sucessivos golpes de teatro com que Brian K. Vaughan o costuma surpreender - facilmente podia prever, esta é uma viagem que não está isenta de perigos. Perigos esses que incluem um ataque de um submarino pirata, que pode levar a que a travessia para o Japão acabe no fundo do Oceano Pacífico...
Para dar algum descanso a Pia Guerra e conseguir manter a periodicidade mais ou menos mensal da publicação original, Entre Mulheres, o arco de história deste volume tem desenhos a lápis do croata Goran Sudzuka, que assim regressa à série. Mas graças à mestria da passagem a tinta de José Marzan Jr., a mudança de desenhador principal é apenas perceptível ao olhar dos leitores mais bem treinados.
Quem é uma novidade na equipa desde o volume anterior, é o responsável pelas capas, o italiano Massimo Carnevale. Carnevale, que substituiu J. G. Jones e Aron Wiesenfeld  a partir do número 23 da série original, é um velho conhecido dos leitores que acompanham as colecções que o Público e a Levoir dedicaram à Novela Gráfica, pois são deles os desenhos de Mater Morbi, o volume publicado na última série das Novelas, que assinalou a estreia de Dylan Dog em edição nacional. Se Mater Morbi mostrava a excelência do trabalho de Carnevale em termos de narrativa sequencial, as belíssimas capas que ilustrou para a série Y, O Último Homem confirmam todo seu talento de ilustrador. Talento reconhecido pelos editores, que o mantiveram como ilustrador das capas até ao final da série.
Um final que, tal como Yorick e as suas companheiras terão de esperar pela eventual chegada ao Japão para descobrir as respostas sobre a misteriosa epidemia, também o leitor terá de esperar até 2019 para conhecer, nos quatro capítulos finais desta saga absolutamente viciante.
Publicado originalmente no jornal Público de 31/03/2018

sexta-feira, 30 de março de 2018

Y, o Último Homem 5: O Anel da Verdade

ENCONTROS, MISTÉRIOS E REVELAÇÕES 
EM SÃO FRANCISCO

Y, O último Homem
Vol. 5: O Anel da Verdade
Quinta-feira, 29 de Março
Argumento – Brian K. Vaughan
Desenhos –Pia Guerra, Goran Sudzuka e José Marzan Jr.
Por + 12,90€
Ao fim de dois anos e de quatro volumes, no volume da série Y, o Último Homem, que chega aos quiosques na próxima quinta-feira, Yorick Brown, o último homem da Terra, e as suas companheiras – a agente secreta 355 e a bio engenheira Dra. Allison Mann – chegam finalmente ao laboratório secreto da Dra. Mann, em São Francisco, onde ela vai tentar desvendar o segredo da sobrevivência de Yorick e de Ampersand. Uma viagem através da América do Norte que os leitores puderam a acompanhar nos volumes anteriores e em que esteve em grande destaque Ampersand, o macaco de Yorick e o único outro mamífero macho vivo depois da praga que matou todos os seres portadores de um cromossoma Y.
E, mais uma vez Ampersand vai revelar-se uma peça fulcral no complexo tabuleiro de xadrez construído por Brian K. Vaughan e Pia Guerra, ao descobrir-se que poderá residir nele (ou melhor, nas suas fezes) a razão para a sobrevivência de Yorick à misteriosa praga que aniquilou todos os mamíferos do Planeta. 
Mas, como o próprio Yorick vai perceber à sua custa, chegar ao destino é também dar a possibilidade a todos os que o perseguiam de finalmente o apanharem também. E este quinto volume está cheio de encontros, desencontros e revelações, fazendo avançar de forma decisiva a narrativa, ao mesmo tempo que abre as portas para novos mistérios a explorar nos volumes seguintes, como é o caso da misteriosa guerreira ninja que rapta Ampersand no final deste volume, abrindo o caminho para uma mudança de cenário no próximo volume, que levará Yorick e as suas amigas a atravessar o Oceano Pacífico.
Mas antes dessa viagem, há tempo para Yorick ceder à tentação numa igreja, entregando-se finalmente aos prazeres carnais com uma mulher que tem o mesmo nome do que a sua namorada, Beth. Namorada essa, que depois de uma breve aparição no primeiro volume, volta a entrar em cena, num episódio que nos mostra que, tal como na América, também na Austrália, onde ela está, não é fácil sobreviver…
Beth, a namorada a quem Yorick espera conseguir juntar-se, não é a única personagem importante da série a voltar a entrar em cena neste quinto volume. Também Hero, a irmã de Yorick, que se tinha entregado de corpo e alma à causa das Amazonas, regressa para tentar corrigir os seus erros e alcançar a redenção. Hero, cujo passado é desvendado no episódio intitulado precisamente A Viagem de Hero, em que o leitor fica finalmente a saber como a irmã de Yorick se deixou manipular por Victoria, a “rainha” das Amazonas e como não é fácil libertar-se dessa autêntica lavagem cerebral que quase a levou a matar o seu irmão.
Outro encontro importante que tem lugar neste quinto volume, é o da Agente 355 com as misteriosas mulheres de burca que a perseguiam e que, ao contrário do que a sua roupa parece indicar, não são muçulmanas, mas sim agentes do Círculo Setauket, uma dissidência do Círculo Culper, a organização secreta a que a Agente 355 pertence e que pretendem recuperar o Amuleto de Helena, um objecto que, tal como o anel que Yorick comprou para a sua namorada Beth, parece ter propriedades sobrenaturais que o ligam à misteriosa epidemia que transformou o nosso herói no último homem sobre a Terra.
Esse arriscado equilíbrio entre ciência, superstição e religião, que está no centro deste quinto volume, é muito bem gerido por Brian K. Vaughan, que demonstra ter um rigoroso sobre todos os fios da complexa intriga que tem vindo a tecer ao longo desta história absolutamente viciante, que os leitores poderão acompanhar durante mais uma semana, antes do desenlace final que chegará em 2019.
Publicado originalmente no jornal Público de 24/03/2018

sexta-feira, 23 de março de 2018

Y, o Último Homem 4: A Senha

BLOQUEIO NA ESTRADA

Y, O último Homem
Vol 4 – A Senha
22 de Março
Argumento – Brian K. Vaughan
Desenhos –Pia Guerra, Goran Parlov e José Marzan Jr.
Por + 12,90€
Depois de, no final do volume anterior, termos visto como as esperanças de Yorick Brown deixar de ser o último homem sobre a Terra acabaram por se esfumar, graças ao incêndio que destruiu na aterragem a cápsula da nave Soyuz, matando os seus dois ocupantes masculinos, a premiada saga de Brian K. Vaughan e Pia Guerra prossegue com a publicação do quarto volume, que recolhe dois arcos de histórias, A Senha e A Passagem da Viúva.
Em A Senha, Yorick Brown, o último homem da Terra, prepara-se para a etapa final da sua viagem até São Francisco, na companhia da especialista em clonagem Dra. Allison Mann, e da agente especial 355, para completar a experiência mais importante da Dra. Mann e descobrir a cura do misterioso vírus que aniquilou todos os mamíferos com cromossoma Y do planeta. Mas, antes de partirem, têm de encontrar antibióticos para o outro único mamífero macho vivo – Ampersand, o macaco capuchinho de Yorick. E isso significa uma paragem prolongada no Colorado rural, onde se refugiou uma das antigas colegas de 355, a agente reformada 711. Mas de todos os perigos que Yorick vai enfrentar nas suas viagens, aquele que ele encontrará na cabine isolada da agente 711 será o maior – e poderá significar a diferença entre a vida e a morte para o último homem do mundo.
Uma história em que o sonho e a realidade, passado e presente, prazer e dor, se confundem na mente de Yorick e que serve a Vaughan para explicar dois aspectos do comportamento de Yorick que muitos leitores consideram pouco realista: a relutância do herói em aproveitar o facto de ser o único homem em todo o mundo para se envolver sexualmente com outras mulheres, e a forma quase suicida como Yorick se envolve em situações de grande perigo. Questões importantes, cuja explicação radica em aspectos do passado de Yorick, que o leitor vai poder descobrir ao ler este quarto volume.
Tal como aconteceu no volume anterior com Paul Chadwick, também aqui a desenhadora habitual da série, Pia Guerra, cede temporariamente o lugar a outro desenhador, neste caso, a Goran Parlov, mantendo-se José Marzan Jr. na passagem a tinta e Pamela Rambo nas cores, de modo a manter a coerência gráfica da série.
Nascido em Pula, na Croácia, Parlov formou-se na Academia de Belas Artes de Zagreb, imigrando em seguida para Itália, onde se estreou na banda desenhada ilustrando um número da Ken Parker Magazine, trabalho que lhe abriu as portas da editora Bonelli, onde trabalhou nas séries Nick Raider e Magico Vento. A sua estreia no mercado americano fez-se no início da década de 2000, com Outlaw Nation, uma série escrita por Jamie Delano, em que foi substituir o seu compatriota Goran Sudžuka, com quem se cruzaria mais tarde em  Y, o Último Homem.
Parlov, que tem trabalhado regularmente com o escritor Garth Ennis, na série Punisher, da Marvel e com Mark Millar na série Starlight, para a Image, assina aqui a arte de A Passagem da Viúva, uma história em três partes em que Yorick, a agente 355 e a Dra. Mann, depois serem impedidos de atravessar o Utah por um gigantesco fogo florestal, veêm o seu percurso em direcção à Califórnia travado no Arizona, por uma milícia rural, Os Filhos do Arizona, que bloqueou a auto-estrada I 40, cortando assim a ligação rodoviária entre as duas costas dos E.U.A.
Apesar dos membros originais da milícia terem sido vítimas da epidemia, as suas mulheres e filhas mantêm viva a guerra contra o governo de Washington, abatendo quem tente ultrapassar as suas barricadas. Mesmo com a ajuda de P. J., uma mecânica local, Yorick e as suas amigas vão ter de travar um combate desigual contra oito mulheres altamente treinadas e armadas até aos dentes.
Publicado originalmente no jornal Público de 17/03/2018

quinta-feira, 15 de março de 2018

Y, O Último Homem 3: Um Pequeno Passo

OS HOMENS QUE VIERAM DO ESPAÇO

Y, O último Homem
Vol 3: Um Pequeno Passo
15 de Março
Argumento – Brian K. Vaughan
Desenhos –Pia Guerra, Paul Chadwick e José Marzan Jr.
Por + 12,90€
Depois de dois volumes publicados no último trimestre de 2017, a premiada série Y, O Último Homem está de regresso já a partir da próxima quinta-feira, dia 15 de Março, com a publicação do terceiro volume dos dez que compõem esta série.
No final do volume anterior descobrimos que, se Yorick Brown era o último homem sobre a Terra, o mesmo já não era exactamente verdade no que se refere ao espaço. Enquanto Yorick atravessa a América na companhia de uma agente secreta do governo, de uma cientista especializada em clonagem e de Ampersand, o seu macaco e o único outro macho mamífero a ter sobrevivido à praga, o último homem da Terra vai receber uma visita inesperada vinda do céu: três astronautas iniciaram a sua descida vindos da Estação Espacial Internacional, e dois deles são homens! Tentar uma reentrada numa cápsula Soyuz decrepita já é muito arriscado, para não falar do risco de uma doença letal ao chegarem ao solo... mas os astronautas arriscam também cair numa verdadeira batalha pelo controlo do stock final de homens no planeta, sem qualquer garantia de que sobreviverão ao conflito.
A verdade é que a existência de dois astronautas do sexo masculino vem triplicar as probabilidades de sobrevivência da espécie humana. Mas para isso, será preciso que a misteriosa epidemia que dizimou todos os mamíferos portadores do cromossoma Y não se mantenha activa, pois caso contrário, mesmo que a cápsula Soyuz sobreviva à reentrada na atmosfera terrestre, os dois astronautas estarão condenados a uma morte certa.
Esse é apenas um dos mistérios que este terceiro volume promete desvendar. Também os contornos da ligação entre a congressista Brown, mãe de Yorick e os serviços secretos israelitas se tornam mais claros, mesmo que o equilíbrio de forças dentro do comando israelita que persegue Yorick, a agente 355 e a Dra. Mann se mantenha instável.
Para terminar, Vaughan recorda-nos que mesmo num mundo à beira da destruição há lugar para a arte e para o entretimento em Comédia & Tragédia, uma história em dois actos sobre uma companhia teatral que, depois de descobrir que Ampersand, o macaco capuchinho de Yorick é um macho, decide alterar radicalmente o seu reportório e criar uma peça sobre o último homem sobre a Terra. Peça essa que vai ter em Yorick um espectador muito especial.
Nesta história muito particular, com um toque metaficcional que acentua o efeito de mise en abime, Pia Guerra, a desenhadora habitual da série cede os lápis durante dois números ao americano Paul Chadwick, o criador da série Concrete. Uma escolha inesperada, pois Chadwick, com excepção da sua colaboração com os irmãos (agora irmãs) Wachowsky no desenvolvimento do universo da série Matrix, através de bandas desenhadas feitas para a Internet, dedica-se principalmente ao seu trabalho autoral. Mas apesar de inesperada, a escolha de Chadwick para ilustrar esta história acaba por se revelar perfeitamente lógica, pois Concrete, a história de um assessor de imprensa que vê a sua mente presa dentro do corpo de uma criatura extra-terrestre granítica parte, como Y, O Último Homem, de uma premissa de ficção científica, para construir uma história profundamente humana.
Versão integral do texto publicado originalmente no jornal Público de 10/03/2018

domingo, 29 de outubro de 2017

Y o Último Homem 2 - Ciclos


UM HOMEM ENTRE MULHERES

Y, O Último Homem
Vol 2 – Ciclos
26 de Outubro
Argumento – Brian K. Vaughan
Desenhos –Pia Guerra e José Marzan Jr.
Por + 12,90€
As aventuras de Yorick Brown, o último homem vivo à superfície da Terra, prosseguem neste segundo volume de uma das séries mais populares da Vertigo, que chega finalmente a Portugal. Para além de mágico e artista de fugas amador, Yorick é também filho de uma congressista dos Estados Unidos, que com a morte de todos os homens, ascendeu e muito na hierarquia política de Washington, onde a antiga Secretária da Agricultura é agora a Presidente dos Estados Unidos. Uma ascensão meteórica que não é bem recebida pelas viúvas dos políticos republicanos, que reclamam para si os cargos que pertenciam aos maridos.
Mas a situação política é o menor dos problemas de Yorick, que por ser a última esperança da propagação da raça humana, se torna um alvo apetecível para os serviços secretos de Israel, a nação que, por possuir um exército misto, estava mais bem preparada para enfrentar um cenário impensável como este. Precisamente por não haver uma explicação lógica para o facto de estar vivo, Yorick e o seu macaco Ampersand, são imprescindíveis para as pesquisas de Allison Man, uma especialista de clonagem cuja investigação tanto pode estar na origem da misteriosa epidemia, como ser decisiva para impedir a extinção da raça humana.
Quando o laboratório da Dra. Mann em Boston é destruído por uma explosão, Yorick percebe que o seu sonho de se juntar à sua namorada na Austrália terá de ser adiado, pois para ajudar a Dra. Mann a recuperar o backup dos dados e amostras da sua investigação, armazenado num laboratório na Califórnia, terá de acompanhar a cientista e a Agente 355 - a operacional dos serviços secretos que lhes serve de guarda-costas - numa perigosa viagem através dos Estados Unidos. Uma viagem difícil e cheia de obstáculos, que os levará a defrontar ameaças como o grupo radical feminista,  as Filhas da Amazona, de que Hero, a irmã de Yorick, é um dos membros mais fanáticos...
Neste segundo volume, depois de uma movimentada viagem de comboio, marcada por uma paragem forçada no Ohio, Yorick vai parar por acaso na cidade de Marrisville, uma comunidade bem organizada, que parece ter encontrado o segredo para reconstruir uma vida harmoniosa em comunidade, com todos os confortos da civilização, num mundo sem homens. Mas, como veremos, esse não é o único segredo que a  cidade de Marrisville e as suas habitantes encerram...
Uma história fantástica como esta, para ser credível, necessita de um desenho realista e rigoroso, que trate com igual eficácia tanto os cenários e os objectos, como as expressões das pessoas. É exactamente o que Pia Guerra - que com Vaughan assume a co-autoria da criação da série - consegue, graças a um traço tão simples como eficaz e de grande legibilidade, bem servido pela arte-final de José Marzan Jr. e pelas cores de Pamela Rambo. Uma equipa bem oleada que, juntamente com as fantásticas ilustrações de J. G. Jones para as capas, assegura um look muito consistente para uma série absolutamente viciante.
Como a publicação dos restantes volumes de Y, o Último Homem só está prevista para 2018, os leitores vão ter de esperar mais algum tempo para saber o que irá acontecer a Yorick e às suas amigas. Da minha parte, só vos posso garantir que essa espera vai valer a pena!
Publicado originalmente no jornal Público de 21/10/2017

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Y O Último Homem 1 - Um Mundo Sem homens

O ÚLTIMO HOMEM SOBRE A TERRA

Y, O Último Homem
Vol 1 – Um Mundo Sem Homens
19 de Outubro
Argumento – Brian K. Vaughan
Desenhos –Pia Guerra e José Marzan Jr.
Por + 12,90€
Depois da série Sandman e de Livros de Magia e Batman: Uma História Verdadeira na última série das Novelas Gráficas, o Público e a Levoir voltam a explorar o vastíssimo catálogo da Vertigo, a linha mais adulta e autoral da DC Comics, dando a descobrir aos leitores portugueses, durante as próximas duas semanas, os dois primeiros capítulos de uma das suas mais importantes séries de culto: Y the Last Man.
Criada por Brian K. Vaughan e por Pia Guerra, a série, que Stephen King considera como a melhor série de BD já leu, foi publicada originalmente entre Setembro de 2002 e Março de 2008 como uma maxi-série mensal de 60 números, posteriormente recolhidos em 10 volumes encadernados e explora, com minúcia e rigor, todas as possibilidades do que aconteceria à humanidade se, de repente, todos os mamíferos detentores do cromossoma Y morressem. Mas neste caso há uma excepção, a do jovem Yorick e do seu macaco Ampersand que, por razões misteriosas sobreviveram à praga que dizimou instantaneamente 48% da população global.
Esta simples premissa, digna de um episódio da série televisiva The Twilight Zone, é muitíssimo bem explorada por Brian K. Vaughan, escritor que os leitores portugueses conhecem da série de banda desenhada Saga, que a G Floy está a publicar em Portugal, e da sua participação, como argumentista e produtor da série televisiva Lost, trabalho que conseguiu precisamente porque Damon Lindelof, um dos criadores de Lost, era um grande fã de Y, O Último Homem
Para além exterminar quase metade da população, uma praga destas dimensões teria consequências imediatas devastadoras, pois só nos Estados Unidos, 95% de todos os camionistas, pilotos aéreos e capitães de navios morreriam, provocando inúmeros desastres, com a consequente perda de vidas e estragos materiais. Estragos, esses, que seriam muito mais complicados de reparar, num mundo em que 99% de todos os mecânicos, electricistas e operários da construção civil estão desaparecidos...
Como refere o próprio Brian K. Vaughan, a melhor maneira de construir uma história credível a partir de uma premissa fantástica como esta, era tentar arranjar respostas para as questões que este cenário levanta. Nas suas palavras: “gosto de pegar num conceito simples e impressionante e realmente explorá-lo até às suas conclusões mais lógicas - o que significava no caso de Y, pesquisar tudo o que poderia acontecer se removêssemos os homens da política global e agricultura e engenharia. Qual o efeito que isso teria no planeta? Por que é que teria esse efeito? Começar por fazer estas perguntas e arranjar respostas para elas, parecia-me uma óptima maneira de criar a história.
Eu adoro fazer pesquisas. Sinto que qualquer história que escreva é uma boa desculpa para aprender mais sobre o mundo. E foi muito divertido. Se esta praga vai atacar e matar todos os homens instantaneamente, quantos mulheres-piloto haverá e o que acontece com os aviões no ar? E já que estamos a falar sobre aviões... e os submarinos? Existem mulheres nos submarinos? Toda porta abriu outra porta, e acabei de cair num buraco sem fundo. Foi um ano interessante de pesquisas exaustivas sobre questões como essas antes mesmo de começar a escrever.”
É neste cenário tão complexo como fascinante que acompanhamos o percurso de Yorick, que apenas quer ir ter com a namorada na Austrália, mas que, quer queira quer não, é a última esperança da humanidade e uma peça valiosíssima no jogo de xadrez pelo domínio deste novo mundo sem homens.
Publicado originalmente no jornal Público em 14/120/2017

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Saga, o épico familiar de Brian k. Vaughan e Fiona Staples



 Imaginem a história de Romeu e Julieta, mas com os dois amantes de Verona a trocarem uma morte romântica por uma vida em conjunto, com a filha que nasceu deste amor proibido. Em seguida troquem a Verona do século XVI pelo espaço sideral, juntem uma pitada de humor à história e dêem à Julieta uma personalidade forte e o resultado é a série Saga, um dos maiores sucessos dos Comics americanos dos últimos anos que, por uma vez, também está disponível em Portugal, numa bela edição em capa dura da G Floy.
Criada pelo Argumentista Brian K. Vaughan e pela Ilustradora Fiona Staples, Saga é um dos melhores exemplos dos novos caminhos que a Editora Image tem percorrido e que fazem dela a mais interessante editora de Comics do mercado americano actual e uma das de maior sucesso. Embora a série tenha começado a ser publicada nos EUA em Março de 2012, a verdade é que o conceito inicial é muito anterior, remontando à infância de Vaughan que refere "foi um universo ficcional que criei quando estava aborrecido nas aulas de matemática e que, a partir daí foi crescendo". Mas o click definitivo só aconteceria quando o escritor foi pai de uma menina. Nas palavras de Vaughan, "queria escrever sobre a experiência de ser pai, mas queria arranjar uma espécie de Cavalo de Tróia que me permitisse encaixar esse tema numa história interessante que desse para explorar os pontos de contacto entre a criação artística e a responsabilidade de criar um filho. "
E o escritor concretiza: "apercebi-me que fazer Comics e fazer filhos são coisas muito parecidas e que podia combinar as duas coisas numa mesma história e essa história seria muito menos chata se a ambientasse num universo alucinado que misturasse ficção científica e fantasia, em vez de me limitar a contar anedotas sobre mudar fraldas.(...) Não queria contar uma aventura tipo Star Wars, com todos esses nobres heróis a combater um Império. Interessava-me mais contar a história das personagens secundárias, que só querem escapar a uma guerra sem fim".
 Quando o projecto foi divulgado pela primeira vez na San Diego Comic Con de 2011, o departamento de comunicação da Image apresentou Saga como "Star Wars encontra Game of Thrones", uma descrição apelativa, mas que não faz inteira justiça ao conceito por trás da série de Brian K. Vaughan e Fiona Staples, pois se Saga se aproxima da saga épica de George R. R. Martin na presença da magia e no acompanhar de diferentes personagens que procuram sobreviver num mundo em guerra, essa guerra não é o centro da história. No centro da história estão as pessoas. Ou, para usar uma comparação feliz de Vaughn: “sempre achei que a guerra era tão importante para a nossa história, como era para a do filme Casablanca. Ou seja, era muito importante, mas não tão importante como as vidas das pessoas cuja história o filme conta”.
Por isso, o tom da BD de Vaughan e Staples acaba por estar mais próximo de comédias românticas como Modern Family, o que só demonstra a capacidade do autor de chegar a diferentes públicos, algo que esteve sempre presente na obra de Brian K. Vaughan. Por isso, para além da aventura, da magia, dos combates, temos um jovem casal com um filho recém-nascido, que tem de aprender a viver com essa nova realidade e que, num cenário fantástico e delirante, se debate com problemas iguais aos de qualquer jovem casal, desde a chegada dos sogros, que fecha o primeiro volume, ao reaparecimento de uma antiga namorada de Marko. Mas a pressão da vida familiar não afecta apenas os heróis da história, pois também o seu principal adversário, o Príncipe Robot IV, preferia estar em casa a acompanhar a gravidez da sua mulher e o nascimento do seu primeiro filho, em vez de ter que percorrer o cosmos em perseguição dos amantes fugitivos.
 Com uma carreira dividida entre a Banda Desenhada e a televisão (foi um dos argumentista de Lost e é produtor de Under the Dome, a série televisiva baseada no romance de Stephen King com o mesmo nome) Vaughan foi responsável por duas das mais interessantes séries de comics deste século, que partem de cenários típicos de ficção científica, para uma reflexão sobre o mundo em que vivemos. Foi o caso de Ex-Machina, série publicada pela Wild Storm, sobre um antigo super-herói que se torna Presidente da Câmara de Nova Iorque e que acaba por perceber que a política implica concessões e escolhas morais pouco consentâneas com os ideais defendidos por um super-herói.
Mas o seu trabalho mais conhecido, é Y, the Last Man, série da Vertigo, ilustrada por Pia Guera, que explora a vida de um homem num mundo em que toda a população masculina foi dizimada por um vírus e apenas as mulheres sobreviveram. Uma premissa típica de um episódio da série televisiva Twilight Zone, mas que Vaughn desenvolve de forma bastante interessante e inesperada.
 Em Portugal, até à publicação de Saga pela G Floy, apenas tinham sido editados O Juramento, uma aventura do Dr. Strange, ilustrada pelo espanhol Marcos Martin, publicada na primeira colecção que a Levoir e o jornal Público dedicaram à Marvel e o excelente Fábula de Bagdad, baseado na história verídica de um bando de leões que escapou do zoo de Bagdad durante a Guerra do Golfo, magnificamente ilustrada pelo canadiano Niko Henrichon, que a BD Mania editou em Portugal na década de 2000.
 Mas voltemos a Saga, para vermos mais em pormenor os principais protagonistas desta aventura cósmica, sobre as dificuldades de se criar uma filha, ainda para mais quando se pertence a espécies diferentes, que se guerreiam até à morte e se está no centro de uma guerra espacial.
Para além de Marko e Alana, o casal multirracial cuja história de amor está no centro da intriga, temos também Hazel, a filha do casal, a cujo nascimento assistimos nas primeiras páginas do livro e que narra a história. Um dispositivo narrativo, a “voz of”, que Vaughn utiliza aqui pela primeira vez numa BD, com excelentes resultados. Mas como na maioria das boas histórias, os personagens secundários são também importantes e carismáticos. Veja-se o mercenário A Vontade, uma mistura de Han Solo e Boba Fett, para voltarmos à comparação entre Saga e Star Wars, que tem uma grande vantagem sobre Han Solo, ao contar com um companheiro muito mais carismático do que o peludo Chewbaca, que é a fabulosa Gata Mentirosa. Um animal que entra de caras para a lista dos mais inesquecíveis animais da história da Banda Desenhada, muito por força do excelente trabalho gráfico de Fiona Staples, que lhe dá uma extraordinária expressividade.
 Com um estilo que está longe de ser imediatamente consensual, o que faz com que o famoso slogan de Fernando Pessoas para a Coca-Cola, “primeiro estranha-se, depois entranha-se”, assente com uma luva ao seu grafismo singular. Senhora de um traço estilizado, tão simples como elegante, a que a cor digital dá profundidade, Staples foi escolhida por Vaughan, seguindo uma sugestão do escritor Steve Niles, que tinha trabalhado com a ilustradora canadiana na série Mystery Society. E Vaughan não podia nos elogios à sua companheira nesta aventura, afirmando: “a arte dela é incrível. Não se parece com nada. É completamente única”.
 Conquistando seis prémios Eisner e seis Prémios Harveys, os principais galardões da indústria dos comics e um Hugo, prémio máximo da ficção científica, em apenas dois canos, Saga tem aliado o reconhecimento crítico ao sucesso comercial. Um sucesso que se está a concretizar também em Portugal, em que o segundo volume de Saga já deverá já estar nas livrarias nacionais quando este número da revista Bang! chegar à FNAC.
ACTUALIZAÇÃO - O 2º volume da série Saga vai ser distribuído na 2ª quinzena deste mês de Abril, juntamente com o 2º volume da série Fatale, de Ed Brubaker e Sean Phillips, que a G Floy também está a publicar em Portugal.
Texto originalmente publicado no nº 17 da revista Bang!, em Março de 2015.