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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015
FELIZ NATAL!
Para o habitual Postal Natalício, este ano escolhi uma ilustração clássica de John Byrne, com alguns dos maiores heróis da DC, editora que, por via da nova colecção da Levoir, tem sido responsável pelo menor ritmo de actualização deste blog...
Uma imagem simples, eficaz e divertida, em que, mesmo sem ter a visão de Raios X do Superman, é fácil perceber qual foi a prenda do Arqueiro Verde...
Para todos os visitantes deste blog, aqui ficam os meus votos de um Feliz Natal,de preferência com muita BD no sapatinho, até porque este ano não faltaram edições, em quantidade e qualidade para isso.
Boas Festas e um excelente Ano de 2016!
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sexta-feira, 27 de setembro de 2013
DC Comics UNCUT 12: Arqueiro Verde: Os Caçadores
Ao contrário do que sucedeu com outros textos, desta vez a DC não me pediu que cortasse nada, mas sim que acrescentasse um parágrafo, sobre a presença do Arqueiro Verde nos New 52. Essa ausência de referência não resultou de nenhum esquecimento meu, mas sim de ter lido os primeiros números da nova revista do Arqueiro Verde e tê-la achado fraquíssima... Mas, já que tinha que escrever sobre esta fase mais recente, decidi fazer uma segunda tentativa. E ainda bem que o fiz, pois os números mais recentes, assinados por Jeff lemire e Andrea Sorentino, que assumiram a série a partir do nº 17, são excelentes e altamente recomendáveis! Espero falar deles aqui, quando sair o primeiro trade, mas até lá, deixo-os com a minha introdução para o volume dedicado ao Arqueiro Verde de Mike Grell.
UM CAÇADOR NA SELVA DE BETÃO
Tendo aparecido pela primeira vez em Novembro de 1941, no nº 37 da revista More Fun Comics, numa história escrita por Mort Weisinger e George Papp, o Arqueiro Verde surgiu inicialmente como uma espécie de cruzamento entre o Batman e Robin Hood, um justiceiro mascarado equipado com um arco e com uma série de flechas cheias de gadgets. E se muitos desses gadgets poderiam perfeitamente estar no cinto de utilidades do Cavaleiro das Trevas, em vez de na ponta de uma flecha, as semelhanças entre os dois heróis da DC não se ficam por aqui, pois Oliver Queen, tal como Bruce Wayne, também era milionário, combatia o crime sob uma identidade secreta, possuía um Carro-Flecha e um Avião-Flecha e tinha um jovem ajudante, Speedy, que tal como Robin, estava ali para facilitar a empatia dos pequenos leitores, que facilmente se imaginavam na pele do jovem “sidekick”, combatendo o crime ao lado do herói.
Talvez devido ao seu carácter derivativo, o Arqueiro Verde nunca se conseguiu afirmar o suficiente para ter direito à sua própria revista, mesmo quando foi desenhado por Jack Kirby, limitando a sua presença a histórias curtas e às participações na Liga da Justiça. Mesmo a etapa gloriosa de Denny O’Neil e Neal Adams, em que o arqueiro esmeralda dividiu o protagonismo com o Lanterna Verde, na revista deste último, em histórias incontornáveis que tivemos o privilégio de descobrir nesta colecção, durou pouco mais de um ano e não teve continuidade imediata.
Mas entre os muitos leitores ávidos do período incontornável de Adams e O’Neil, estava um jovem oficial da aviação deslocado em Saigão, no Sudoeste Asiático, chamado Mike Grell, que descobriu a série graças a um amigo recém-chegado da América. O próprio Grell descreve assim esse momento de verdadeira epifania: “fiquei perplexo porque, quando deixei de ler comics, como muitos adolescentes fazem quando começam a ficar mais interessados nas raparigas, o Batman ainda tinha um peito que parecia um bloco de madeira e o queixo quadrado. Fiquei chocado ao ver como os comics tinham evoluído, amadurecido! Os assuntos eram reais e o desenho era muito mais ilustrativo. Decidi logo ali que aquele era o tipo de histórias em que queria trabalhar.”
Nascido em 1947 no Wisconsin, Mike Grell estreou-se na Banda Desenhada em 1972, como assistente de Dale Messick, em Brenda Starr, uma tira diária publicada nos jornais, mas logo no ano seguinte mudou-se para Nova Iorque e começou a trabalhar para a DC, editora que publicou o seu primeiro grande sucesso, a série Warlord, que Grell escreveu e desenhou durante mais de 6 anos. Mas estava escrito que o seu nome iria ficar ligado à série que lhe deu vontade de se dedicar aos comics e, quando em 1976, Denny O’Neil decide regressar às aventuras conjuntas do Arqueiro Verde e Lanterna Verde, nas páginas da nova revista Green Lantern, Grell foi o desenhador escolhido, iniciando assim uma ligação com o arqueiro esmeralda, que ainda hoje se mantém.
Talvez pela abordagem mais convencional e mais próxima das histórias de super-heróis tradicionais, o regresso de O’Neil ao universo dos cruzados esmeralda, não teve grande impacto e a nova revista dura pouco tempo, tal como o sonho de Mike Grell desenhar o seu herói favorito. Só mais de dez anos depois, em 1987, no rescaldo do sucesso do Dark Knight Returns, de Frank Miller, que introduziu no mercado as mini-séries em “prestige format” (edições com lombada e bem impressas num papel de qualidade e gramagem muito superiores ao dos comics tradicionais) é que Mike Grell tem a possibilidade de voltar a desenhar o Arqueiro Verde, desta vez com total liberdade para poder reinventar a personagem.
O mérito tem que ser repartido com o editor Mike Gold, que depois de perguntar a Grell se este tinha algum projecto para uma minissérie de luxo, lhe sugeriu pegar no Arqueiro Verde, transformando-o num caçador urbano. Nas palavras do próprio Mike Grell: “O Mike (Gold) lançou-me esta ideia: “pensa nisto, o Arqueiro Verde como um caçador urbano”. Percebi logo. Era mesmo isso! Era isso que eu queria fazer. Reinventar a personagem. Pegar no Ollie e levá-lo numa direcção completamente diferente. Livrei-me das setas especiais, mudei-lhe o uniforme, dei-lhe um capuz… 30 anos depois, ele continua a usar o capuz…”
Nascia assim a mini-série Os Caçadores, em que Oliver Queen troca a cidade de Star City que apenas existe no universo DC, pela bem real e chuvosa Seattle, cujo clima justifica o uso do capuz que, embora motivado por aspectos práticos, dá ao herói um ar misterioso e sombrio. E essa mudança de cenário, dita também uma mudança no tom da história, marcada pelo realismo, que atinge também a forma como os efeitos da violência são mostrados. Em vez de setas especiais, o Arqueiro Verde agora utiliza vulgares setas com ponta de metal, que furam a carne e matam. O lado super-heróico desapareceu, com o Lanterna Verde a brilhar pela ausência, tal como os habituais super-vilões e mesmo Dinah Lance, a Canário Negro, não usa o seu famoso grito sub-sónico, apresentando-se também ela sem superpoderes.
Violenta história de vingança, com raízes na Segunda Guerra Mundial, Os Caçadores mistura traficantes de droga, yakuza e agentes dos serviços secretos, numa intriga muito bem urdida por Mike Grell, que na personagem da misteriosa Shado cria um adversário à altura do Arqueiro Verde. Uma japonesa treinada pela yakuza para vingar a morte da sua família, Shado cria uma relação ambígua, de antagonismo, mas marcada pelo respeito mútuo, com o Arqueiro Verde, de quem surge como uma espécie de reflexo distorcido. Também em termos visuais, Os Caçadores foi uma série inovadora, pois aproveitando muito bem as possibilidades que o tipo de papel de luxo permite, Grell opta por um registo gráfico pouco tradicional, em que o desenho clássico a tinta-da-china, alterna com imagens coloridas directamente do desenho a lápis por Julia Laquement, em composições dinâmicas que muitas vezes utilizam a totalidade da página e da dupla página.
O sucesso da mini-série foi tal, que motivou o lançamento de uma série mensal dedicada ao Arqueiro Verde, marcada pela mesma abordagem realista, mais próxima do policial negro, do que das histórias de super-heróis, que Mike Grell escreveu, e por vezes também desenhou, durante 80 números, entre 1988 e 1998.
Depois de Mike Grell, a vida do Arqueiro Verde conheceu muitas mudanças. O herói foi pai, morreu, foi ressuscitado por Kevin Smith, arranjou uma outra jovem parceira, infectada com o vírus do H.I.V…. e esteve presente desde o ínicio no relançamento no universo DC iniciado com New 52, não só com uma revista própria, mas igualmente como membro principal da Justice League of America. Depois de passar por diferentes equipas criativas, o Arqueiro Verde em versão Novos 52 caiu nas mãos de Jeff Lemire e Andrea Sorentino, dupla que devolveu o sucesso crítico e de público à personagem. E conforme o próprio Lemire refere nas entrevistas, a principal referência para a sua interpretação do Arqueiro Verde foi a fase escrita por Mike Grell. Fase a que Lemire foi buscar a arqueira Shado, adaptando-a à realidade do universo DC Novos 52.
E o Arqueiro Verde não se ficou só pela Banda desenhada, chegando também à televisão, como personagem secundário das últimas temporadas de Smallville, antes de ter a sua própria série, Arrow, cuja primeira temporada terminou recentemente nos E.U.A. Com um tom sombrio, muito marcado pelo Batman de Christopher Nolan, mas sobretudo pelo Arqueiro Verde de Mike Grell, a série televisiva que está a ter grande sucesso de audiência, já deu origem a uma revista em formato digital, de que Grell é o autor das capas e um dos principais desenhadores. E em alguns episódios da série, que conta com dois nomes importantes dos comics, como Geoff Johns e Marc Guggenheim, como produtores, é referido um “Juiz Grell”, numa homenagem tão singela como merecida, à importância de Mike Grell na história do arqueiro esmeralda. Uma história de que Os Caçadores é um marco fundamental.
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sábado, 14 de setembro de 2013
DC Comics UNCUT 10 - Lanterna Verde e Arqueiro Verde: Inocência Perdida
De todos os volumes desta colecção, este é o meu favorito! Também por isso, para além da selecção das histórias e do editorial, fiz questão de traduzi-lo. O editorial não sofreu qualquer alteração por parte da DC, pelo que a maior limitação foi mesmo o espaço disponível, que não me permitiu falar deste punhado de histórias incontornáveis, com o desenvolvimento que justificam. Espero vir a fazê-lo brevemente.
OS TEMPOS ESTÃO A MUDAR
The Times They Are a-Changin', cantava Bob Dylan em 1964 no tema título do seu terceiro álbum. E nos anos seguintes, um pouco por todo o lado, esses sinais de mudança tornavam-se cade vez mais evidentes. Os EUA estavam envolvidos na Guerra do Vietnam, de onde só sairiam, derrotados, em 1973. O reverendo Martin Luther King Jr., opositor declarado à guerra no Vietnam, que em 1964 tinha ganhado o Prémio Nobel da Paz, pelo seu combate não violento contra a discriminação racial, é assassinado em Memphis, no Tennessee, em Abril de 1968. Precisamente um mês antes de estalar em Paris uma revolta estudantil que pretendia levar “a imaginação ao poder”. Um mês depois, a 5 de Junho, em Los Angeles, o Senador Robert Kennedy, que seguindo as pisadas do irmão, se tinha candidatado à presidência dos E.U.A., tem o mesmo destino de John F. Kennedy, sendo assassinado a tiro, abrindo o caminho para a vitória de Richard Nixon nas Presidenciais, em Novembro desse ano.
Apenas os super-heróis não se apercebiam dos problemas de um mundo em convulsão, continuando a combater as mesmas ameaças galácticas, derrotando pela enésima vez os mesmos vilões fantasiados, não se dando conta que o mundo à sua volta estava a mudar. Até que em 1970, o lendário editor Julius Schwartz, um judeu de Nova Iorque apaixonado pela ficção científica e pela fantasia, tendo sido agente de escritores como Ray Bradbury e Robert Bloch, se lembrou de entregar o destino da revista Green Lantern, título então à beira do cancelamento devido às fracas vendas, nas mãos do argumentista Denny O’Neil.
O’Neil, que além de escritor tinha trabalhado como jornalista, procurou trazer para a Banda Desenhada uma mistura de ficção e jornalismo, na linha dos escritores que admirava, os “novos jornalistas” como Norman Mailer, Truman Capote e Hunter S. Thompson e a série Green Lantern podia ser o terreno ideal para essa experiência, de trazer temas do quotidiano socialmente relevantes para um universo dominado pela fantasia.
Como o próprio refere, na introdução a uma reedição da série, em 2004: “O que aconteceria se puséssemos um super-herói num cenário real, tendo que lidar com problemas da vida real? Comecemos pela personagem. O Lanterna Verde era, para todos os efeitos, um polícia. Um polícia incorruptível, obviamente, com intenções nobres, mas um polícia, um cripto-fascista: cumpria ordens, exercia a violência de acordo com as instruções dos seus superiores, cuja autoridade nunca questionava. Se assistia a alguma infração à lei, o seu instinto dizia-lhe para atacar quem não cumpriu a lei, sem se interrogar quanto aos seus motivos. Não foi essa mentalidade que mandou as tropas americanas para a Coreia e o Vietnam? (…) Não é que o Lanterna Verde fosse mau (…) ele apenas nunca teve nenhum motivo para duvidar das suas motivações. Aqui estava um bom ponto de partida. Ia dar-lhe dúvidas.
Enquanto magicava em possíveis histórias, apercebi-me que o Lanterna Verde necessitava de um parceiro, alguém com quem discutir. O Arqueiro Verde era a escolha lógica e não só por causa dos nomes. O Arqueiro Verde era o “bombeiro de serviço” dos heróis da DC. Andava por aí desde 1941, mas nunca foi suficientemente popular para ter uma revista própria. (…) Tirei partido dessa existência fluida numa história da Liga da Justiça, fazendo-o perder a sua fortuna e com isso arrastar os seus amigos para uma crise. Tive autorização para fazer isso porque nenhum dos editores se parecia preocupar muito com ele; ninguém estava minimamente interessado no que acontecia ao Arqueiro Verde. Por coincidência, Neal Adams, tinha alterado a sua aparência, redesenhado o seu uniforme, e acrescentado uma barba, numa história para a revista Brave & Bold, escrita por Bob Haney. Assim, o Arqueiro Verde já tinha um uniforme novo e um estatuto social diferente. Porque não dar-lhe também uma nova personalidade, especialmente porque a antiga era tão indefinida que ninguém sabia bem qual era? Ele podia ser um anarquista saudável e com pelo na venta, em contraste com o calmo e cerebral cidadão-modelo que era o Lanterna Verde. Formariam as duas partes em diálogo sobre os assuntos que decidíssemos abordar nas histórias”.
Embora O’Neil tenha escrito a primeira história pensando que seria o veterano Gil Kane, então o desenhador regular da série, a desenhá-la, Schwartz decidiu entregar essa missão ao jovem Neal Adams, que tinha feito um excelente trabalho ao criar o novo uniforme do Arqueiro e o resultado só veio confirmar a visão de Schwartz na escolha dos autores certos para cada herói.
Vindo da ilustração e da publicidade, Neal Adams concilia o dinamismo próprio dos comics de super-heróis, com um hiper-realismo no tratamento das feições, que se revela extremamente adequado a uma série que introduz os problemas da sociedade moderna, num universo de ficção heroica. Ao longo do livro qua vão ler, são inúmeros os exemplos da excelência do traço dinâmico de Adams e do seu notável talento narrativo. Mas detenhamo-nos apenas numa sequência da primeira história, uma sequência de três quadrados, dos mais reproduzidos da história da BD, em que um velho negro confronta o Lanterna Verde com a sua passividade face ao racismo. A cena passa-se no terraço de um prédio em ruinas, mas esse cenário, mostrado na página anterior, está ausente desta sequência, pois só iria distrair os leitores da importância do diálogo. Em vez disso, a cor dos fundos, diferente nos três quadrados, transmite emoções, desde a raiva do velho negro, simbolizada pelo fundo vermelho, até o desmoronar das certezas do Lanterna Verde, que o fundo cinzento e cheio de ruído, tal como a sua postura, de um homem abatido e envergonhado, bem traduzem.
E, mesmo que o talento de Adams fale por si, não resisto a citar mais uma vez O’Neil, a propósito da arte de Neal Adams: “ele é um indivíduo imensamente talentoso, com uma abordagem própria à arte da Banda Desenhada. No fundo é um realista cuja imaginação consegue esticar os parâmetros das coisas-tal-como-são, de modo a incluir o extravagante e o fantástico. “Se os super-heróis existissem”, disse-me uma vez, “tinham que se parecer com os meus desenhos”.
Nas histórias de Adams e O’Neil, o Lanterna Verde vai trocar os combates intergalácticos a que estava habituado, pela realidade da América profunda, que percorre na companhia do Arqueiro Verde e de um dos guardiões. Uma América onde há racismo, trabalho escravo e a lei protege os corruptos. Uma América que chora a morte dos Kennedy e de Luther King, com uma juventude que procura fugir à ameaça real da guerra do Vietnam refugiando-se na droga. Tudo temas controversos, aqui tratados de forma directa e sem grandes subtilezas. Veja-se o famoso díptico de histórias dedicado ao problema das drogas, em que o Arqueiro Verde descobre que o seu pupilo Speedy, é viciado em heroína. Para além do inesperado de ver um super-herói, mesmo júnior, entregue a um vício mortal, há ainda a posição pouco confortável do Arqueiro Verde, demasiado ocupado a tentar mudar o mundo para se aperceber do drama que tinha em sua casa. Uma história incontornável, que representou um verdadeiro choque para os leitores da época e trouxe a Banda Desenhada para as primeiras páginas dos jornais, para além de ter motivado uma carta de agradecimento do Presidente da Câmara de Nova Iorque, pela forma realista e responsável como um tema tão importante para a juventude, foi tratado.
Nesta série, que embora escrita e publicada no início da década de 70, está firmemente ancorada na década de 60, não falta uma homenagem a Bob Dylan e aos cantores de protesto, através da personagem de Johnny Walden, cuja música incentiva os habitantes de Desolation, uma pequena aldeia mineira, a lutarem contra o dono da mina que os escraviza. Memorável é também a história que encerra este volume, em que a figura de Jesus Cristo é actualizada para o século XX, através de Isaac, um líder ecologista disposto a morrer pelos seus ideais, que acaba crucificado na asa de um avião.
Apesar do impacto que a série teve, e da qualidade e da relevância das histórias que publicaram, a colaboração da dupla limitou-se a apenas doze números, os nºs 76 a 89 da revista Green Lantern publicados entre 1970 e 1972, para além de quatro histórias curtas, publicadas como complemento na revista Flash, entre 1973 e 1974. O seu esforço não foi suficiente para salvar a revista, que foi cancelada no nº 89. Mas então a dupla já estava mais centrada noutra aventura. Reformular o Batman, em histórias inesquecíveis, como as que tivemos o privilégio de ler no volume anterior desta colecção.
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sábado, 6 de julho de 2013
Apresentação da Colecção DC Comics
Já não será novidade para (quase) ninguém que a partir da próxima quinta-feira, 11 de Julho, o Jornal Público e a editora Levoir lançam mais uma colecção dedicada aos super-heróis, desta vez da DC Comics, a editora de Batman e Super-Homem. A preparar a saída da colecção, o jornal Público lançou na edição de hoje um destacável de 4 páginas de apresentação da colecção, com textos deste vosso criado, que aqui se reproduz. A última página do destacável traz a lista dos títulos, com data de saída e respectivas capas, bastando clickar na imagem para ver as capas mais em pormenor. Como, por questões de espaço, os textos dedicados aos autores e aos heróis tiveram que sofrer cortes, aqui vos deixo a versão integral dos mesmos.
LIGA DA JUSTIÇA
A Liga da Justiça surgiu pela primeira vez em 1960, nas páginas da revista The Brave and the Bold, funcionando como sucessora da Sociedade da Justiça da América, criada nos anos 40 por Gardner Fox e pelo editor Sheldon Mayer, como montra para os super-heróis menos conhecidos da editora. O próprio Fox foi encarregue pelo editor Julius Schwartz de criar esta nova versão da Sociedade da Justiça, que mudou o nome para Liga, aproveitando o sucesso da recém-criada Liga Nacional de Baseball e, que ao contrário da sua antecessora, contava com os principais heróis como o Batman, ou Super-Homem. O sucesso da Liga foi um elemento fundamental no relançar das histórias de super-heróis durante os anos 60.
Embora a sua formação vá sofrendo alterações, com a entrada e saída de alguns membros, os maiores heróis da DC estão sempre na Liga de Justiça.
BATMAN
Quando os seus pais são assassinados à sua frente, o jovem Bruce Wayne decide dedicar a sua vida a combater o crime, usando a sua herança para concretizar esse objectivo. Mas cedo concluirá que precisa de algo mais para instilar o medo no coração dos criminosos. Precisa de um disfarce e de um símbolo e o morcego vai servir-lhe de inspiração.
Criado por Bob Kane e Bill Finger em 1939, o Batman é um herói sombrio, próximo da tradição policial dos heróis da literatura Pulp, como o Shadow, sem qualquer poder especial para além de um treino rigoroso, uma vontade indómita e um arsenal de equipamento sofisticado. Mas essa ausência de poderes nunca o impediu de se tornar o mais carismático de todos os super-heróis, não só nos comics mas também no cinema.
SUPER-HOMEM
Perante a destruição iminente do Planeta Krypton, o cientista Jor-El decide tentar salvar o seu filho ainda bebé, lançando-o para o espaço numa nave espacial. Essa nave vai aterrar na Terra, no estado norte-americano do Kansas, onde a criança é recolhida por Jonathan e Martha Kent, um casal de agricultores, que o vão criar como seu filho, dando-lhe o nome de Clark e incutindo-lhe os valores tradicionais da América. As características diferentes do nosso sol em comparação com o que banhava o planeta Krypton, deram ao jovem Clark poderes quase ilimitados. Super-poderes de invulnerabilidade, visão de calor e de raios-X, força e velocidade, que lhe permitem voar e que, como Super-Homem, vai usar para combater o crime e ajudar a humanidade.
JOKER
Numa coleção com os principais heróis da DC, também há lugar para vilões. Com o seu cabelo verde, pele branca e eterno sorriso, o Joker é o maior vilão do Universo DC.
Criado por Bob Kane, Jerry Robinson e Bill Finger em 1940, o Joker foi o antagonista do Batman logo na primeira aventura na sua própria revista e cedo ganhou uma tremenda popularidade, como o mais carismático de todos os vilões que povoam a vasta galeria de inimigos do Batman. Um louco perigoso, com um sentido de humor tão peculiar como mortal, que vem rasgar com as cores berrantes da loucura o universo sombrio do Cavaleiro das Trevas, a sua ligação ao Batman é um dos grandes elementos da dinâmica da série.
ARQUEIRO VERDE
Ao naufragar numa ilha deserta, o milionário Oliver Queen aprende a usar um arco, para poder caçar e se alimentar. Ao regressar à civilização, a destreza conseguida com esta arma, vai permitir-lhe combater o crime como o Arqueiro Verde. Criado em 1941 por Mort Weisinger e George Papp, o Arqueiro Verde inicialmente era uma espécie de cruzamento entre o Batman e Robin Hood, pois Oliver Queen, tal como Bruce Wayne, também era milionário, combatia o crime sob uma identidade secreta e tinha um jovem ajudante, Speedy.
O personagem adquiriria uma nova imagem e uma voz própria nos anos 70, através de Denny O’Neil e Neal Adams, numa série de histórias clássicas que podemos acompanhar nesta coleção, tal como a reformulação efectuada por Mike Grell nos anos 80, com a história Os Caçadores.
LANTERNA VERDE
Ao descobrir nos destroços de uma nave espacial, um extraterrestre moribundo, o piloto de testes Hal Jordan percebe que foi escolhido para substituir Abin-Sur, esse extra-terrrestre, como membro da Tropa dos Lanternas Verdes, uma espécie de polícia intergaláctica que zela pela paz no espaço sideral, tendo como única arma um anel que permite materializar através de energia tudo o que o seu portador imaginar.
Criado por John Broome e Gil Kane, em 1959, por indicação do editor Julius Schwartz, Hal Jordan não foi o primeiro e muito menos o único personagem a usar o anel, mas é de longe o mais popular dos Lanternas Verdes e o protagonista das histórias que pudemos ler nesta coleção.
FLASH
Tal como o Lanterna Verde, o Flash foi outro dos super-heróis criado nos anos 40 que foi reformulado na década de 60, ganhando uma nova origem e uma outra identidade secreta. A Jay Garrick, o Flash original criado por Gardner Fox e Harry Lampert em 1940, sucedeu em 1956, Barry Allen, um cientista que ganhou super-velocidade ao ser atingido por um raio enquanto manipulava produtos químicos no laboratório da polícia. O mais popular de todos os Flash, Barry Allen, criado por Bob Kanigher e Carmine Infantino, está em destaque nesta coleção, onde podemos acompanhar a sua morte em Crise das Terras Infinitas e o seu regresso, vinte anos depois, em Flash: Renascer.
MULHER-MARAVILHA
Filha de Hipólita, a Rainha das Amazonas, a Princesa Diana abandona a ilha Paraíso onde a sua tribo vive, para acompanhar Steve Trevor, um piloto americano cujo avião se despenhou na ilha, de volta ao “mundo dos homens” e combater a seu lado contra a ameaça nazi. Terminada a guerra, Diana continua na América e torna-se membro da Sociedade da Justiça da América, tornando-se como o Super-Homem, uma filha adoptiva da América, cujas cores estão presentes no seu uniforme.
Principal heroína do universo DC, a Mulher-Maravilha foi criada em 1940 pelo psiquiatra William Moulton Marston, inventor do poligrafo e pioneiro dos estudos feministas, como exemplo de um novo tipo de super-herói, capaz de triunfar não através da força, mas do amor.
BATWOMAN
Criada por Bob Kane, Sheldon Moldoff e Edmond Hamilton em 1956, numa tentativa de criar uma família de personagens à volta do Batman, como o Super-Homem já tinha, Batwoman é Kathy Kane, uma rica herdeira que, inspirada pelo exemplo do Batman, decide combater o crime como uma super-heroína. Uma heroína com uma vida bastante curta, pois o editor Julius Schwartz, ao reformular as revistas do Batman decide acabar com a personagem em 1964, por a considerar redundante face à existência da Batgirl.
Mas a Batwoman regressaria em 2006, como a primeira personagem lésbica importante do Universo DC. É essa nova fase, magnificamente ilustrada por J. H. Williams, que podemos acompanhar nesta colecção.
SUPERGIRL
Ao contrário do que o próprio pensava, o Super-Homem não foi o único kryptoniano a escapar à destruição do seu planeta natal. Também a sua prima, Kara Zor-El foi enviada para a Terra, onde adquiriu super-poderes semelhante ao do primo, cujo exemplo vai seguir, assumindo também ela uma carreira de super-heroína, como Supergirl.
Criada por Otto Binder e Al Plastino em 1959, a Supergirl vai ser uma das vítimas da Crise nas Terras Infinitas, onde é morta. Mas, como nas histórias de super-heróis a morte nem sempre é definitiva, acabará por regressar em 2004, pelas mãos de Jeph Loeb e Michael Turner, na história A Rapariga de Krypton, que encerra esta colecção.
SETE AUTORES EM DESTAQUE
Das largas dezenas de autores que participam nos vinte volumes desta colecção, o nosso destaque vai para um grupo de sete magníficos, que na realidade são oito (tal como os Três Mosqueteiros eram quatro…). Quatro desenhadores e quatro argumentistas, com a particularidade da dupla Denny O’Neil e Neal Adams, que formam equipa em dois dos volumes desta coleção, serem aqui tratados como um só.
GRANT MORRISON
Nascido na Escócia, Grant Morrison fez parte da célebre "invasão britânica" dos comics americanos, que levou inúmeros argumentistas da Grã-Bretanha a atravessar o Atlântico e a estabelecer-se nos EUA, onde vieram revolucionar o género. Os seus trabalhos com um toque surreal e pós-moderno, nas séries Animal Man e Doom Patrol, para a Vertigo, tornaram-no conhecido, mas a fama chegaria com a novela gráfica do Batman, Arkham Asylum, magistralmente ilustrada por Dave McKean.
Desde então Morrison tem sido responsável por algumas das mais importantes histórias protagonizadas por Batman, Super-Homem e a Liga da Justiça. Nesta coleção podemos apreciar o seu trabalho com a Liga da Justiça, em Terra 2, volume inaugural desta coleção, e com Batman, em Herança Maldita, o 2º volume.
JIM LEE
Verdadeira estrela dos comics e um dos directores criativos da DC, Lee estreou-se como desenhador na Marvel em 1987, com as histórias do Justiceiro que publicámos na 1ª série da Coleccção Heróis Marvel. Depois do grande sucesso como desenhador da nova série dos X-Men, Lee juntamente com outros desenhadores deixou a Marvel para fundar a Image, publicando as suas histórias através do Estúdio Wildstorm. Quando a DC comprou a Wildstorm em 1998, Lee teve finalmente a oportunidade de desenhar os maiores heróis da DC, como o Super-Homem, Batman e Liga da Justiça. Nesta coleção podemos vê-lo a desenhar o Super-Homem, numa história em 2 volumes, em que conta com a colaboração habitual de Scott Williams na arte final e as cores de Alex Sinclair.
BRIAN AZZARELLO
Argumentista de BD desde meados dos anos 90, Azzarello é conhecido principalmente pela sua parceria com Eduardo Risso na premiada série 100 Bullets, editada pela Vertigo, onde foi também publicada a sua etapa na série Hellblazer, em que colaborou com Richard Corben e com Marcelo Frusin.
Embora o seu trabalho esteja mais associado ao “policial negro” do que aos super-heróis, Azzarello colaborou com Jim Lee na revista Superman, numa mediática história em 12 números que publicamos nos volumes 3 e 4 desta coleção e, entre outras incursões pelo universo do Batman, escreveu também a novela gráfica Joker, ilustrada pelo traço único de Lee Bermejo, que publicamos no volume dedicado ao maior inimigo do Batman.
DENNY O’NEIL E NEAL ADAMS
Editor e argumentista na Marvel e na DC durante mais de três décadas, o escritor Denny O’Neil foi responsável, durante a década de 70 por memoráveis colaborações com o desenhador Neal Adams nas séries Batman e Lanterna Verde/Arqueiro Verde, em histórias adultas, desenhadas com grande realismo que redefiniram a imagem dos heróis e que abriram caminho para a revolução realizada na década seguinte, por autores como Frank Miller e Alan Moore. São essas histórias, verdadeiros clássicos incontornáveis, que vamos acompanhar nos volumes 9 e 10 desta coleção.
Se O’Neil já está reformado, Adams que se estreou na BD em 1960, na Archie Comics, mantém-se activo ainda hoje, alternando a Banda Desenhada com a publicidade e continuando a desenhar páginas espectaculares.
GEOFF JOHNS
Director Criativo da DC, escritor para televisão e proprietário de uma loja de comics, Geoff Johns começou a sua carreira como assistente de Richard Donner, o realizador do primeiro filme do Super-Homem, com Christopher Reeve. Este escritor nascido em Detroit em 1973 é um dos mais populares argumentistas da actualidade, muito por via do seu trabalho para a DC, cujas últimas grandes sagas escreveu. Tendo escrito a maioria dos heróis da DC, com destaque para o seu trabalho incontornável com o Lanterna Verde, personagem pela qual foi responsável durante nove anos, Johns é, naturalmente, o escritor mais presente nesta coleção, onde assegura o argumento dos volumes dedicados ao Flash, Lanterna Verde e Super-Homem e a Legião dos Super-Heróis.
GEORGE PEREZ
Nascido em Nova Iorque em 1954, George Perez estreou-se na BD em 1973, como assistente do desenhador Rick Buckler, mas um ano depois já trabalhava regularmente para a Marvel. Apesar de ter trabalhado em séries como os Avengers e Fantastic Four, da Marvel, os trabalhos mais importantes da sua carreira foram publicados na DC, onde teve passagens memoráveis por séries como Teen Titans e Mulher-Maravilha, destacando-se pela extraordinária elegância e detalhe do seu traço. Nesta colecção podemos apreciar o seu trabalho nos dois volumes da saga cósmica Crise das Terras Infinitas, que revolucionou profundamente o universo da DC e no volume dedicado à Mulher-Maravilha.
J. H. WILLIAMS III
Tendo-se estreado na BD como desenhador da série Deathwish, da Milestone, em 1994 J. H. Williams III assinou o seu primeiro trabalho para a DC com a série Chase, em 1997, mas foi a sua memorável colaboração com Alan Moore nos 32 números da série Promethea, onde surpreendeu com as suas planificações complexas e páginas notáveis de beleza, reveladoras de um estilo camaleónico, capaz de citar as mais díspares referências artísticas, que o tornou uma verdadeira estrela dos comics.
Nesta coleção, vamos poder apreciar a sua colaboração com o escritor Greg Rucka na recuperação da Batwoman, numa história espectacularmente desenhada e planificada, que lhe valeu os principais galardões artísticos da indústria
LIGA DA JUSTIÇA
A Liga da Justiça surgiu pela primeira vez em 1960, nas páginas da revista The Brave and the Bold, funcionando como sucessora da Sociedade da Justiça da América, criada nos anos 40 por Gardner Fox e pelo editor Sheldon Mayer, como montra para os super-heróis menos conhecidos da editora. O próprio Fox foi encarregue pelo editor Julius Schwartz de criar esta nova versão da Sociedade da Justiça, que mudou o nome para Liga, aproveitando o sucesso da recém-criada Liga Nacional de Baseball e, que ao contrário da sua antecessora, contava com os principais heróis como o Batman, ou Super-Homem. O sucesso da Liga foi um elemento fundamental no relançar das histórias de super-heróis durante os anos 60.
Embora a sua formação vá sofrendo alterações, com a entrada e saída de alguns membros, os maiores heróis da DC estão sempre na Liga de Justiça.
BATMAN
Quando os seus pais são assassinados à sua frente, o jovem Bruce Wayne decide dedicar a sua vida a combater o crime, usando a sua herança para concretizar esse objectivo. Mas cedo concluirá que precisa de algo mais para instilar o medo no coração dos criminosos. Precisa de um disfarce e de um símbolo e o morcego vai servir-lhe de inspiração.
Criado por Bob Kane e Bill Finger em 1939, o Batman é um herói sombrio, próximo da tradição policial dos heróis da literatura Pulp, como o Shadow, sem qualquer poder especial para além de um treino rigoroso, uma vontade indómita e um arsenal de equipamento sofisticado. Mas essa ausência de poderes nunca o impediu de se tornar o mais carismático de todos os super-heróis, não só nos comics mas também no cinema.
SUPER-HOMEM
Perante a destruição iminente do Planeta Krypton, o cientista Jor-El decide tentar salvar o seu filho ainda bebé, lançando-o para o espaço numa nave espacial. Essa nave vai aterrar na Terra, no estado norte-americano do Kansas, onde a criança é recolhida por Jonathan e Martha Kent, um casal de agricultores, que o vão criar como seu filho, dando-lhe o nome de Clark e incutindo-lhe os valores tradicionais da América. As características diferentes do nosso sol em comparação com o que banhava o planeta Krypton, deram ao jovem Clark poderes quase ilimitados. Super-poderes de invulnerabilidade, visão de calor e de raios-X, força e velocidade, que lhe permitem voar e que, como Super-Homem, vai usar para combater o crime e ajudar a humanidade.
JOKER
Numa coleção com os principais heróis da DC, também há lugar para vilões. Com o seu cabelo verde, pele branca e eterno sorriso, o Joker é o maior vilão do Universo DC.
Criado por Bob Kane, Jerry Robinson e Bill Finger em 1940, o Joker foi o antagonista do Batman logo na primeira aventura na sua própria revista e cedo ganhou uma tremenda popularidade, como o mais carismático de todos os vilões que povoam a vasta galeria de inimigos do Batman. Um louco perigoso, com um sentido de humor tão peculiar como mortal, que vem rasgar com as cores berrantes da loucura o universo sombrio do Cavaleiro das Trevas, a sua ligação ao Batman é um dos grandes elementos da dinâmica da série.
ARQUEIRO VERDE
Ao naufragar numa ilha deserta, o milionário Oliver Queen aprende a usar um arco, para poder caçar e se alimentar. Ao regressar à civilização, a destreza conseguida com esta arma, vai permitir-lhe combater o crime como o Arqueiro Verde. Criado em 1941 por Mort Weisinger e George Papp, o Arqueiro Verde inicialmente era uma espécie de cruzamento entre o Batman e Robin Hood, pois Oliver Queen, tal como Bruce Wayne, também era milionário, combatia o crime sob uma identidade secreta e tinha um jovem ajudante, Speedy.
O personagem adquiriria uma nova imagem e uma voz própria nos anos 70, através de Denny O’Neil e Neal Adams, numa série de histórias clássicas que podemos acompanhar nesta coleção, tal como a reformulação efectuada por Mike Grell nos anos 80, com a história Os Caçadores.
LANTERNA VERDE
Ao descobrir nos destroços de uma nave espacial, um extraterrestre moribundo, o piloto de testes Hal Jordan percebe que foi escolhido para substituir Abin-Sur, esse extra-terrrestre, como membro da Tropa dos Lanternas Verdes, uma espécie de polícia intergaláctica que zela pela paz no espaço sideral, tendo como única arma um anel que permite materializar através de energia tudo o que o seu portador imaginar.
Criado por John Broome e Gil Kane, em 1959, por indicação do editor Julius Schwartz, Hal Jordan não foi o primeiro e muito menos o único personagem a usar o anel, mas é de longe o mais popular dos Lanternas Verdes e o protagonista das histórias que pudemos ler nesta coleção.
FLASH
Tal como o Lanterna Verde, o Flash foi outro dos super-heróis criado nos anos 40 que foi reformulado na década de 60, ganhando uma nova origem e uma outra identidade secreta. A Jay Garrick, o Flash original criado por Gardner Fox e Harry Lampert em 1940, sucedeu em 1956, Barry Allen, um cientista que ganhou super-velocidade ao ser atingido por um raio enquanto manipulava produtos químicos no laboratório da polícia. O mais popular de todos os Flash, Barry Allen, criado por Bob Kanigher e Carmine Infantino, está em destaque nesta coleção, onde podemos acompanhar a sua morte em Crise das Terras Infinitas e o seu regresso, vinte anos depois, em Flash: Renascer.
MULHER-MARAVILHA
Filha de Hipólita, a Rainha das Amazonas, a Princesa Diana abandona a ilha Paraíso onde a sua tribo vive, para acompanhar Steve Trevor, um piloto americano cujo avião se despenhou na ilha, de volta ao “mundo dos homens” e combater a seu lado contra a ameaça nazi. Terminada a guerra, Diana continua na América e torna-se membro da Sociedade da Justiça da América, tornando-se como o Super-Homem, uma filha adoptiva da América, cujas cores estão presentes no seu uniforme.
Principal heroína do universo DC, a Mulher-Maravilha foi criada em 1940 pelo psiquiatra William Moulton Marston, inventor do poligrafo e pioneiro dos estudos feministas, como exemplo de um novo tipo de super-herói, capaz de triunfar não através da força, mas do amor.
BATWOMAN
Criada por Bob Kane, Sheldon Moldoff e Edmond Hamilton em 1956, numa tentativa de criar uma família de personagens à volta do Batman, como o Super-Homem já tinha, Batwoman é Kathy Kane, uma rica herdeira que, inspirada pelo exemplo do Batman, decide combater o crime como uma super-heroína. Uma heroína com uma vida bastante curta, pois o editor Julius Schwartz, ao reformular as revistas do Batman decide acabar com a personagem em 1964, por a considerar redundante face à existência da Batgirl.
Mas a Batwoman regressaria em 2006, como a primeira personagem lésbica importante do Universo DC. É essa nova fase, magnificamente ilustrada por J. H. Williams, que podemos acompanhar nesta colecção.
SUPERGIRL
Ao contrário do que o próprio pensava, o Super-Homem não foi o único kryptoniano a escapar à destruição do seu planeta natal. Também a sua prima, Kara Zor-El foi enviada para a Terra, onde adquiriu super-poderes semelhante ao do primo, cujo exemplo vai seguir, assumindo também ela uma carreira de super-heroína, como Supergirl.
Criada por Otto Binder e Al Plastino em 1959, a Supergirl vai ser uma das vítimas da Crise nas Terras Infinitas, onde é morta. Mas, como nas histórias de super-heróis a morte nem sempre é definitiva, acabará por regressar em 2004, pelas mãos de Jeph Loeb e Michael Turner, na história A Rapariga de Krypton, que encerra esta colecção.
SETE AUTORES EM DESTAQUE
Das largas dezenas de autores que participam nos vinte volumes desta colecção, o nosso destaque vai para um grupo de sete magníficos, que na realidade são oito (tal como os Três Mosqueteiros eram quatro…). Quatro desenhadores e quatro argumentistas, com a particularidade da dupla Denny O’Neil e Neal Adams, que formam equipa em dois dos volumes desta coleção, serem aqui tratados como um só.
GRANT MORRISON
Nascido na Escócia, Grant Morrison fez parte da célebre "invasão britânica" dos comics americanos, que levou inúmeros argumentistas da Grã-Bretanha a atravessar o Atlântico e a estabelecer-se nos EUA, onde vieram revolucionar o género. Os seus trabalhos com um toque surreal e pós-moderno, nas séries Animal Man e Doom Patrol, para a Vertigo, tornaram-no conhecido, mas a fama chegaria com a novela gráfica do Batman, Arkham Asylum, magistralmente ilustrada por Dave McKean.
Desde então Morrison tem sido responsável por algumas das mais importantes histórias protagonizadas por Batman, Super-Homem e a Liga da Justiça. Nesta coleção podemos apreciar o seu trabalho com a Liga da Justiça, em Terra 2, volume inaugural desta coleção, e com Batman, em Herança Maldita, o 2º volume.
JIM LEE
Verdadeira estrela dos comics e um dos directores criativos da DC, Lee estreou-se como desenhador na Marvel em 1987, com as histórias do Justiceiro que publicámos na 1ª série da Coleccção Heróis Marvel. Depois do grande sucesso como desenhador da nova série dos X-Men, Lee juntamente com outros desenhadores deixou a Marvel para fundar a Image, publicando as suas histórias através do Estúdio Wildstorm. Quando a DC comprou a Wildstorm em 1998, Lee teve finalmente a oportunidade de desenhar os maiores heróis da DC, como o Super-Homem, Batman e Liga da Justiça. Nesta coleção podemos vê-lo a desenhar o Super-Homem, numa história em 2 volumes, em que conta com a colaboração habitual de Scott Williams na arte final e as cores de Alex Sinclair.
BRIAN AZZARELLO
Argumentista de BD desde meados dos anos 90, Azzarello é conhecido principalmente pela sua parceria com Eduardo Risso na premiada série 100 Bullets, editada pela Vertigo, onde foi também publicada a sua etapa na série Hellblazer, em que colaborou com Richard Corben e com Marcelo Frusin.
Embora o seu trabalho esteja mais associado ao “policial negro” do que aos super-heróis, Azzarello colaborou com Jim Lee na revista Superman, numa mediática história em 12 números que publicamos nos volumes 3 e 4 desta coleção e, entre outras incursões pelo universo do Batman, escreveu também a novela gráfica Joker, ilustrada pelo traço único de Lee Bermejo, que publicamos no volume dedicado ao maior inimigo do Batman.
DENNY O’NEIL E NEAL ADAMS
Editor e argumentista na Marvel e na DC durante mais de três décadas, o escritor Denny O’Neil foi responsável, durante a década de 70 por memoráveis colaborações com o desenhador Neal Adams nas séries Batman e Lanterna Verde/Arqueiro Verde, em histórias adultas, desenhadas com grande realismo que redefiniram a imagem dos heróis e que abriram caminho para a revolução realizada na década seguinte, por autores como Frank Miller e Alan Moore. São essas histórias, verdadeiros clássicos incontornáveis, que vamos acompanhar nos volumes 9 e 10 desta coleção.
Se O’Neil já está reformado, Adams que se estreou na BD em 1960, na Archie Comics, mantém-se activo ainda hoje, alternando a Banda Desenhada com a publicidade e continuando a desenhar páginas espectaculares.
GEOFF JOHNS
Director Criativo da DC, escritor para televisão e proprietário de uma loja de comics, Geoff Johns começou a sua carreira como assistente de Richard Donner, o realizador do primeiro filme do Super-Homem, com Christopher Reeve. Este escritor nascido em Detroit em 1973 é um dos mais populares argumentistas da actualidade, muito por via do seu trabalho para a DC, cujas últimas grandes sagas escreveu. Tendo escrito a maioria dos heróis da DC, com destaque para o seu trabalho incontornável com o Lanterna Verde, personagem pela qual foi responsável durante nove anos, Johns é, naturalmente, o escritor mais presente nesta coleção, onde assegura o argumento dos volumes dedicados ao Flash, Lanterna Verde e Super-Homem e a Legião dos Super-Heróis.
GEORGE PEREZ
Nascido em Nova Iorque em 1954, George Perez estreou-se na BD em 1973, como assistente do desenhador Rick Buckler, mas um ano depois já trabalhava regularmente para a Marvel. Apesar de ter trabalhado em séries como os Avengers e Fantastic Four, da Marvel, os trabalhos mais importantes da sua carreira foram publicados na DC, onde teve passagens memoráveis por séries como Teen Titans e Mulher-Maravilha, destacando-se pela extraordinária elegância e detalhe do seu traço. Nesta colecção podemos apreciar o seu trabalho nos dois volumes da saga cósmica Crise das Terras Infinitas, que revolucionou profundamente o universo da DC e no volume dedicado à Mulher-Maravilha.
J. H. WILLIAMS III
Tendo-se estreado na BD como desenhador da série Deathwish, da Milestone, em 1994 J. H. Williams III assinou o seu primeiro trabalho para a DC com a série Chase, em 1997, mas foi a sua memorável colaboração com Alan Moore nos 32 números da série Promethea, onde surpreendeu com as suas planificações complexas e páginas notáveis de beleza, reveladoras de um estilo camaleónico, capaz de citar as mais díspares referências artísticas, que o tornou uma verdadeira estrela dos comics.
Nesta coleção, vamos poder apreciar a sua colaboração com o escritor Greg Rucka na recuperação da Batwoman, numa história espectacularmente desenhada e planificada, que lhe valeu os principais galardões artísticos da indústria
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