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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016
Boas Festas!
Com esta ilustração de Hergé, para uma capa da revista Tintin, no ano em que se completam 70 anos sobre a criação da revista, aqui vão os meus votos de um Feliz Natal e de um excelente ano de 2017, para todos os leitores deste blog. Embora deseje já um Bom Ano, conto ainda aqui publicar mais um post, antes de 2016 chegar ao fim. Mas até lá... Feliz Natal!
quarta-feira, 14 de maio de 2014
Fernando Relvas e a revista Tintin em destaque no CNBDI da Amadora
É já na sexta-feira, dia 16 de Maio, que inaugura a exposição Fernando Relvas e a revista Tintin, que tive o prazer de comissariar, aproveitando o espólio de originais de Relvas que a Câmara Municipal da Amadora adquiriu em 2013. Vão estar expostos originais do Espião Acácio, Viagem ao Centro da Terra, Rosa Delta sem Saída, L123, Cevadilha Speed e Slow Motion, que permitem perceber a evolução do traço de Relvas e recordar histórias e personagens inesquecíveis. Se estiverem por aqueles lados, apareçam!
domingo, 30 de outubro de 2011
Spielberg leva Tintin ao cinema
Pouco menos de trinta anos após os primeiros contactos, eis que se concretiza o sonho de Hergé de ver o seu Tintin adaptado ao cinema por Steven Spielberg. Tudo começou em 1981, quando Spielberg intrigado com as referências a Tintin nas críticas francesas ao primeiro filme da série “Indiana Jones”, decidiu ler os álbuns de Hergé, nascendo logo aí a vontede de levar Tintin ao cinema. Os primeiros contactos entre Hergé e Spielberg remontam a finais de 1982, mas os dois criadores nunca se chegaram a encontrar pessoalmente, pois Hergé morreu em Março de 1983. Mesmo assim, Spielberg adquire os direitos de Tintin em 1984, para acabar por deixar cair o projecto, que só será retomado décadas depois, quando a evolução da tecnologia o permite.
Descartada a opção do filme com imagens reais, a opção recai na animação em stop motion, técnica usada por Robert Zemeckis, um dos colaboradores habituais de Spielberg, com resultados discutíveis, mas que graças ao filme “Avatar”, de James Cameron, evoluiu muitíssimo nos últimos anos. E, apesar da estranheza inicial de ver um tratamento hiperealista a figuras caricaturais e estilizadas (a aparente simplicidade da “linha clara” de Hergé) o resultado final é muito eficaz e convincente. Parafraseando o célebre slogan publicitário de Fernando Pessoa para a Coca Cola, “primeiro estranha-se, mas depois entranha-se”.
Para isso também contribuem as soluções encontradas para fazer a transição entre os dois registos gráficos, começando pelo excelente genérico do filme, que evoca todas as aventuras de Tintin, até à sequência inicial em que vemos Hergé a desenhar Tintin no seu estilo habitual.
Em termos de história, o filme segue o díptico “O segredo do Licorne”/”O Tesouro de Rackham, o Terrível”, juntando-lhe elementos de “O Caranguejo das Tenazes de Ouro”, para introduzir a personagem do Capitão Hadock, Claro que há algumas simplificações da história original, como a supressão do Professor Tournesol, que não aparece de todo no filme, para darem espaço a algumas cenas de acção originais, que oscilam entre o magnífico (toda a cena de perseguição de moto ao falcão, em Marrocos, digna dos melhores momentos de Indiana Jones) e algo ridículo (a luta de guindastes). Mas o combate entre o Cavaleiro de Hadoque e Rackham, o Terrível está absolutamente espectacular, como espectaculares estão as cenas no deserto.
Mesmo que por vezes, esteja mais próximo de “Indiana Jones” do que dos livros de Hergé, este filme é um exemplo perfeito da aventura em estado puro, com tudo para agradar tanto aos fãs de Spielberg como aos leitores de “Tintin”. Que venha depressa o segundo filme, dirigido por Peter Jackson, a partir de “As Sete Bolas de Cristal e “O Templo do Sol”!
Provando a forte aposta em Portugal, país onde a popularidade de Tintin é forte, o filme, para além das versões Digital e 3D, estreou em três dobragens diferentes: a versão original inglesa, uma dobragem em português e, para aqueles que, como eu, consideram que o Tintin deve falar em francês, como na BD original, uma versão dobrada em francês.
(“As Aventuras de Tintin: O secredo do Licorne”, de Steven Spielberg, com Jamie Bell e Daniel Craig, Universal, Columbia Pictures, 2011. Em exibição em Coimbra nos cinemas Zon /Lusomundo Dolce Vita e Fórum Coimbra)
Versão integral do texto publicado no Diário As Beiras de 29/10/2011
Descartada a opção do filme com imagens reais, a opção recai na animação em stop motion, técnica usada por Robert Zemeckis, um dos colaboradores habituais de Spielberg, com resultados discutíveis, mas que graças ao filme “Avatar”, de James Cameron, evoluiu muitíssimo nos últimos anos. E, apesar da estranheza inicial de ver um tratamento hiperealista a figuras caricaturais e estilizadas (a aparente simplicidade da “linha clara” de Hergé) o resultado final é muito eficaz e convincente. Parafraseando o célebre slogan publicitário de Fernando Pessoa para a Coca Cola, “primeiro estranha-se, mas depois entranha-se”.
Para isso também contribuem as soluções encontradas para fazer a transição entre os dois registos gráficos, começando pelo excelente genérico do filme, que evoca todas as aventuras de Tintin, até à sequência inicial em que vemos Hergé a desenhar Tintin no seu estilo habitual.
Em termos de história, o filme segue o díptico “O segredo do Licorne”/”O Tesouro de Rackham, o Terrível”, juntando-lhe elementos de “O Caranguejo das Tenazes de Ouro”, para introduzir a personagem do Capitão Hadock, Claro que há algumas simplificações da história original, como a supressão do Professor Tournesol, que não aparece de todo no filme, para darem espaço a algumas cenas de acção originais, que oscilam entre o magnífico (toda a cena de perseguição de moto ao falcão, em Marrocos, digna dos melhores momentos de Indiana Jones) e algo ridículo (a luta de guindastes). Mas o combate entre o Cavaleiro de Hadoque e Rackham, o Terrível está absolutamente espectacular, como espectaculares estão as cenas no deserto.
Mesmo que por vezes, esteja mais próximo de “Indiana Jones” do que dos livros de Hergé, este filme é um exemplo perfeito da aventura em estado puro, com tudo para agradar tanto aos fãs de Spielberg como aos leitores de “Tintin”. Que venha depressa o segundo filme, dirigido por Peter Jackson, a partir de “As Sete Bolas de Cristal e “O Templo do Sol”!
Provando a forte aposta em Portugal, país onde a popularidade de Tintin é forte, o filme, para além das versões Digital e 3D, estreou em três dobragens diferentes: a versão original inglesa, uma dobragem em português e, para aqueles que, como eu, consideram que o Tintin deve falar em francês, como na BD original, uma versão dobrada em francês.
(“As Aventuras de Tintin: O secredo do Licorne”, de Steven Spielberg, com Jamie Bell e Daniel Craig, Universal, Columbia Pictures, 2011. Em exibição em Coimbra nos cinemas Zon /Lusomundo Dolce Vita e Fórum Coimbra)
Versão integral do texto publicado no Diário As Beiras de 29/10/2011
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quinta-feira, 19 de maio de 2011
Tintin no cinema
Depois das imagens que foram sendo libertadas de forma parcimoniosa ao longo dos meses, eis que chega finalmente o primeiro trailler de Tintin e le Secret de la Licorne, o primeiro filme de Tintin produzido por Steven Spielberg e Peter Jackson, com realização do primeiro.
O filme vai estrear primeiro na Europa, onde a personagem é bem mais conhecida, em finais de Outubro, seguindo-se a estreia americana a 23 de Dezembro, a tempo do Natal. Apesar do detalhe e da qualidade da animação digital, confesso que não fico muito convencido com o resultado visível neste trailler, mas vai ser preciso esperar pela estreia do filme, para se ter a certeza se o herói de Hergé funciona tão bem em cinema como em Banda Desenhada.
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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Tintin Regressa em Formato Reduzido

Preparando a chegada do filme de Steven Spielberg e Peter Jackson inspirado nas aventuras de Tintin, de que começam surgir as primeiras (e não muito entusiasmantes) imagens, as Edições Asa têm vindo a reeditar a mítica série de Hergé, numa nova edição, com nova tradução e um novo formato, mais reduzido, próximo do formato comic book americano, embora respeitando as proporções dos álbuns franco-belgas, mais largos do que as revistas americanas, que nas palavras da responsável de BD da Asa, se pretende mais "apelativo para um público mais novo".

Um regresso que obviamente se saúda, pois não fazia sentido a série não estar disponível em Portugal, tendo em conta a ligação entre Tintin e os leitores portugueses. Uma ligação de mais de 70 anos, pois, embora só no final dos anos 80 tenha sido possível ler álbuns de Tintin escritos no português de Portugal, pois a editora brasileira Record detinha todos os direitos de publicação para a língua portuguesa, Portugal foi o primeiro país não-francófono a publicar as aventuras de Tintin. E isso aconteceu a partir de Abril de 1936 no Papagaio, revista dirigida por Adolfo Simões Muller, onde Tintin apareceu a cores, numa altura em que na própria Bélgica as suas histórias ainda eram publicadas a preto e branco, tornando-se rapidamente num dos símbolos da revista, com participações especiais em outras séries, como o fabuloso Boneco Rebelde, de Sérgio Luís. Como era hábito na época, o herói da poupa loura foi naturalizado português e assim Tintin, de jovem repórter belga do jornal Petit Vingtiéme passou a repórter português da revista Papagaio, enquanto o cachorro Milou foi rebaptizado Ron-Ron e o Capitão Hadock ganhou o nome bastante mais português de Capitão Rosa. Do mesmo modo, o álbum Tintin no Congo foi transformado em Tintin em Angola, numa deliciosa versão em que é feita a apologia da colonização portuguesa em Angola.
Além disso, a versão portuguesa da revista “Tintin” publicou as restantes aventuras do repórter criado por Hergé, incluindo a primeira de todas, o datado “Tintin no País dos Sovietes”.que ficaria incompleto com o fim da revista, em 1982.

O novo formato, feito a pensar num público mais novo, mais habituado ao formato “comic book”, nem funciona mal, sobretudo porque a “linha clara” de Hergé, aguenta perfeitamente a redução sem perder legibilidade. Pena foi, como salientaram, em sítios diferentes, João P. Boléo e Leonardo De Sá, que se tenha perdido a oportunidade de incluir nesta edição, a prancha “perdida” de “Tintin no País dos Sovietes”, que embora publicada no jornal “Le Petit Vingtième”, não foi incluída nas edições em álbum, apesar de ter sido publicada no 1º volume da série “Archives Hergé”.
Depois dos seis primeiros volumes, editados em Outubro, seguindo a ordem cronológica da série, este mês já foram editados mais seis títulos, prevendo-se que toda a colecção de 24 álbuns esteja disponível no mercado até Outubro de 2011, mês em que se espera a estreia da adaptação de Tintin ao cinema.
(“As Aventuras de Tintin” de Hergé, Edições Asa, 64 pags, 8,90 € cada volume)
Versão integral do texto publicado no "Diário As Beiras" de 13/11/2010
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