quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

As 10 Melhores BDs que li em 2012 - Parte 2


E a qui está finalmente a segunda parte da lista. Ao contrário da 1ª parte, em que a BD autobiográfica era dominante, esta segunda metade tem de tudo: histórias de super-heróis, clássicos franco-belgas e BD portuguesa. Embora séries como os Ultimates, de Mark Millar, ou Philemon, de Fred, não sejam exactamente novidades, a verdade é que só em 2012 é que tive oportunidade de as ler na íntegra.

6 - O Baile, de Nuno Duarte e Joana Afonso, Kingpin Books
Bom exemplo de que a BD nacional pode ser de qualidade sem ter que ser necessariamente alternativa, O Baile é uma história muito bem contada por Nuno Duarte a que a arte de Joana Afonso dá outra dimensão. Mais do que um história de zombies ambientada no Portugal do Estado Novo, O Baile utiliza o terror como metáfora de uma realidade histórica que importa não esquecer.

7 - Philemon Integrale, de Fred, Dargaud
Embora já tivesse lido vários álbuns soltos desta série, tendo inclusive o primeiro volume em português, só graças à excelente edição integral em 3 volumes da Dargaud, tive oportunidade de ler os 15 álbuns da série Philemon de uma só vez. Clássico que envelheceu muito bem, Philemon é um bom exemplo da poesia e do humor de Fred, aliado a uma capacidade impar de desafiar as convençoes da Banda Desenhada, subvertendo a sua gramática e linguagem de uma forma extremamente criativa e delirante.

8 - Scalped vols 7 a 10, de Jason Aaron e R. M. Guera, Vertigo tive oportunidade de falar desta série neste blog, mal começou a ser publicada e, agora que chegou ao fim, 60 revistas e 10 volumes depois, todas as expectativas foram cumpridas e até superadas, sendo evidente o crescimento de Aaron como argumentista ao longo da série. Com personagens que nos cativam, apesar dos seus defeitos e um trabalho gráfico exemplar de R. M. Guera, Scalped é a melhor série realista da Vertigo desde 100 Bullets.
9 - The Ultimates Omnibus, de Mark Millar e Bryan Hitch, Marvel Embora tenha lido o começo desta história quando foi publicada nas revistas mensais da Devir, só em 2012 tive oportunidade de ler na íntegra a versão dos Vingadores criada por Mark Millar para o Universo Ultimate e que funcionou como principal influência para o filme dos Vingadores (do Nick Fury com cara de Samuel jackson, até ao uniforme do Capitão América durante a 2ª Guerra Mundial, já estava tudo na BD de Millar e Hitch). E os Ultimates sai claramente a ganhar quando confrontado com o filme, graças ao argumento inteligente e divertido de Millar, e ao espectacular trabalho gráfico de Brian Hitch que cria uma aventura com um fôlego épico difícil de ultrapassar.

10 - Três Sombras, de Cyril Pedrosa, Polvo
Apesar do seu Portugal dizer mais aos leitores portugueses, este Três Sombras finalmente disponível em edição nacional é quanto a mim um trabalho mais equilibrado e conseguido. Uma bela história em tons de fábula, marcada pela inevitabilidade do destino, a que o traço esvoaçante de Pedrosa, em que é visível a influência da sua experiência no cinema de animação, dá uma dimensão poética.

1 comentário:

Rui Esteves disse...

O Baile tem tido optimas criticas. Estou a ver que na próxima passagem por uma livraria tenho que o trazer.