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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

As 10 Melhores BDs que li em 2012 - Parte 1


Mantendo a tradição, aqui vai, desta vez um pouco mais cedo do que no ano passado, a lista das 10 melhores Bandas Desenhadas que li durante o ano de 2012. Convém referir que a lista se refere, não às BDs publicadas em 2012, e muito menos, às BDs publicadas em Portugal em 2012, mas sim às que EU li, PELA PRIMEIRA VEZ, em 2012. Assim, ficam de fora títulos como Demolidor, Renascido de Frank Miller e David Mazzucchelli, ou Pílulas Azuis, de Frederik Peeters, dois títulos publicados em Portugal em 2012, que se os tivesse descoberto no ano que terminou, estariam certamente nesta lista.
Como habitualmente, a lista é apresentada por ordem alfabética, não estabelecendo uma hierarquia entre os 10 títulos que a integram. Aqui ficam os cinco primeiros títulos, curiosamente, quase todos de carácter autobiografico, enquanto os restantes serão postados durante a próxima semana.

1 - A Chinese Life, de Li Kunwu e P. Otié, Self Made Hero
Narrativa autobiografica sobre a vida durante a (tristemente) famosa "Revolução Cultural de Mao Zedong, A Chinese Life é uma viagem fascinante a um período negro da história da China, contada com recurso à BD, cuiriosamente uma linguagem muito usada pela propaganda maoista. Embora a edição original seja francesa e em três volumes, eu preferi a edição integral em inglês, cuja relação qualidade/preço é absolutamente imbatível.


2 - Building Stories, de Chris Ware, Phanteon
De Chris Ware devemos sempre esperar o inesperado e Building Stories, o seu mais recente projecto só vem confirmar essa ideia. Building Stories não é exactamente um livro, mas uma caixa com diversos livros (e desdobráveis e posters) que contam várias histórias dos habitantes de diferentes apartamentos de um prédio e que podem ser lidas de forma independente. Tudo com o requinte gráfico e o pormenor maníaco a que Ware nos habituou. Mas, melhor do que eu, este vídeo do excelente site brasileiro Omelete, mostra-nos exactamente o que é Building Stories, o último delírio de Ware.



3 - Daytripper, de Fabio Mooon e Gabriel Bá, Vertigo
Se a série 10 Pãezinhos já deixava perceber o imenso talento dos gémeos brasileiros, Fabio Moon e Gabriel Bá, Daytripper, o seu primeiro trabalho autoral para o mercado americano, é a exuberante confirmação desse talento. Centrado na vida (e na morte) de Brás de Oliva Domingos, um escritor de obituários, Daytripper é um trabalho de grande beleza e sensibilidade, muito inovador em termos narrativos, que mostra que "por vezes,temos que morrer para provar que vivemos".


4 - Diário Rasgado, de Marco Mendes, Turbina
Se há autor a cujo trabalho a expressão "slice of life" 8que podemos traduzir de formamais ou menos livre, como "pedaços de vida")se aplique, Marco Mendes é esse autor. Recolha de narrativas curtas, limitadas na sua maioria a uma página de 4 quadrados, Diário Rasgado, o seu álbum de estreia, mostra um grande desenhador (mesmo que em alguns episódios propositadamente deixados em esboço, a qualidade do seu traço não seja tão evidente como nas imagens mais trabalhadas) com um olhar simultaneamente divertido e poético sobre a vida que o rodeia.


5 - El Arte de Volar, de António Altarriba e Kim, De Ponent
Muito premiado em Espanha, este El Arte de Volar, conta-nos a história de António Altarriba, pai do argumentista, cuja vida foi marcada pela Guerra Civil espanhola e que o seu filho nos relata num longo flash back, que começa no momento do seu suicídio. Trabalho claramente de argumentista, com os textos de Altarriba a guiarem a história, os desenhos minuciosos, entre o realismo e a caricatura, de Kim, parecem cumprir apenas a função de ilustrar as palavras do argumentista. Mas a verdade é que, apesar do seu estilo não ser particularmente chamativo, Kim é um excelente desenhador, que utiliza soluções narrativas bastante interessantes.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Os Lost Buildings de Chris Ware

A partir de uma entrevista feita por Ira Glass a Chris Ware para o programa "This American Life", e de uma centena de desenhos de Ware, foi feita esta história sobre um rapazinho que gostava de prédios antigos e que eu descobri no altamente recomendável blog do Monsieur Bandit e que aqui vos deixo.

PS - Não se assustem se o ecrã aparecer negro no início. As primeiras imagens demoram algum tempo a aparecer

sábado, 24 de abril de 2010

Capa rejeitada de Chris Ware para a revista Fortune, ou como o capitalismo não tem sentido de humor


Depois de uma série de capas para a revista New Yorker, Chris Ware, o genial criador da série "ACME Novelty Library", onde nasceu Jimmy Corrigan, the smartest (and most Depressed) Kid on Earth, foi convidado pela revista Fortune para conceber uma ilustração para a capa do nº 500 da revista. A imagem criada por Ware nunca chegou a ser publicada, pois os editores da revista não acharam graça às piadas à forma como o capitalismo desenfreado conduziu ao estado actual da economia, que Ware espalhou de forma discreta (mas bem visível a quem carregar na ilustração para ampliar)na imagem. Felizmente o The Beat , o sempre bem informado blog de Heidi MacDonald, publicou a ilustração, tornando-a vísivel para os fãs de Ware. Como eu.
UMA CORRECÇÃO E UMA ACTUALIZAÇÃO


A capa feita por Ware, não foi para o nº 500 da revista Fortune, mas sim para o nº de Maio, que todos os anos traz a lista das 500 maiores empresas americanas. Aqui fica a rectificação, bem como a capa, bastante mais inócua, de Daniel Pelavin, escolhida para substituir a ilustração rejeitada de Chris Ware e um link para o divertido texto em que Rich (Lying in the Gutters) Johnston analisa em pormenor as "inside jokes" que Ware meteu na sua ilustração.