Nome maior do cinema de animação nacional, com uma carreira construída em França e nos Estados Unidos, onde trabalhou em filmes como Les Maitres du Temps, Poltergueist e Heavy Metal José Abel, falecido provavelmente em 1992, foi também autor de Banda Desenhada. Um facto ignorado pela maioria do historiadores de BD nacionais, sendo praticamente inexistentes as referências ao seu trabalho no campo da Banda Desenhada, por oposição ao seu trabalho na animação, consagrado no prémio José Abel atribuído anualmente pelo Cinanima, ao melhor filme internacional a concurso naquele Festival de cinema de animação.
O facto de José Abel ter feito toda a sua carreira longe de Portugal, desde a licenciatura em La Cambre, a célebre escola de cinema de animação em Bruxelas, e de os trabalhos de BD que Abel fez para a editora Humanoides Associés nunca terem sido reeditados, ajuda a perceber esses esquecimento, mas a qualidade do trabalho de José Abel, justifica plenamente que aqui o recorde. Um trabalho que se resume a dois álbuns e uma história curta, publicados entre 1984 e 1992, pela editora Humanoides Associés.
Os dois álbuns constituem os dois únicos volumes de uma série, Aux Mains des Soviets, escrita por Frederic Charpier e ilustrada por José Abel, que leva dois aventureiros europeus, Brian e Alves (este último presumivelmente português, a avaliar pelo apelido...) numa arriscada viagem pela Rússia dos Sovietes, em busca de uma expedição perdida.
O ambiente da série lembra um pouco o Corto Maltese na Sibéria, de Hugo Pratt (e o próprio Alves tem alguma parecenças com Corto, embora use as patilhas mais curtas) mas o tom geral é bastante mais folhetinesco e delirante do que o livro de Pratt. Há sociedades secretas, militares sanguinários, mulhers fatais, um corcunda saído não se sabe de onde e que funciona como "comic relief", muita acção, um toque de fantástico, outro de humor, mas a história acaba por não avançar muito ao longo dos dois álbuns e o pretexto inicial, a extraordinária descoberta feita pela expedição liderada por Leon Maximov, desaparecida na Ásia Central, cujo resgate funcionaria como Mcguffin da história, rapidamente é esquecida... Mas mais do que o argumento de Charpier, o que nos interessa aqui é o desenho de José Abel. Um desenho minucioso, usando uma técnica de "achures" que lembra Moebius e com uma atenção ao pormenor verdadeiramente obsessiva, não deixando um um único espaço por desenhar.
Com um traço de grande expressividade, tão à vontade no registo realista como no caricatural, Abel tem também uma óptima noção do movimento, dando um grande dinamismo a toda a acção.
Embora as cores não sejam más, especialmente no segundo álbum, La Conspiration de l'Etoile Blanche, colorido por Nadine Voillat, numa paleta que lembra o Bilal de álbuns como As Falanges da Ordem Negra, ou A Caçada, o trabalho de José Abel merecia uma edição a preto e branco em grande formato, de modo a podermos apreciar devidamente a inacreditável quantidade de detalhe que o desenhador português punha em cada prancha.
É interesante também ver a forma como Abel concilia momentos de puro delírio visual, típicos da animação, com uma cuidada pesquisa visual, de que é exemplo a reprodução rigorosa de dois cartazes da época, conforme podemos ver aqui:
ou no cabeçalho do 4º Capítulo de La Conspiration de L'Etoile Blanche, cuja estética remete para as ilustrações infantis de Ivan Bilibin, um fabuloso ilustrador russo da época.
Infelizmente, a forma como a editora tratou a série, editando o segundo volume 5 anos depois do primeiro, noutra colecção, com um design diferente, sem se dar ao trabalho de reeditar o primeiro volume, fez com que a série não passasse do segundo volume. Em Portugal, apenas o primeiro volume foi publicado, em 1985, no Jornal da BD, com uma impressão e um papel que não faziam minimamente justiça ao fabuloso trabalho de Abel.
Posteriormente, em 1992, voltamos a encontrar o desenhador José Abel no álbum colectivo Transports Fripons, ilustrando Une Nuit au Cirque uma história curta, com argumento de Seudebias, num estilo mais solto, em que o pontilhado a tinta da china dá lugar à cor directa, num registo próximo do usado no seu último trabalho de animação para o filme Opera Imaginaire. Essa história foi a sua última incursão pela BD e um dos seus últimos trabalhos pois o filme Opera Imaginaire, de 1993, é-lhe dedicado, o que significado que o realizador português faleceu ainda antes de ele estrear.
Curiosamente, a sequência realizada por Abel, a partir de um ária da ópera Tosca, de Pucini, que podem ver abaixo, tem o anjo da morte como um dos personagens, em mais um exemplo como, por vezes, a vida imita a Arte...
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Feliz Natal... com os bonecos de neve do Calvin!
Lembram-se dos fabulosos bonecos de neve que o Calvin fazia? Pois alguém se lembrou de recuperar esse aspecto em particular da genial criação de Bill Waterson e fazer este divertido vídeo, muito apropriado à época natalícia. Aqui fica ele, com os meus votos de Feliz Natalpara os visitantes deste blog!
domingo, 18 de dezembro de 2011
O regresso de The Walking Dead
Um ano depois da publicação do primeiro volume, eis que a Devir lança finalmente o 2º volume de “The Walking Dead”, a popular série de zombies de Robert Kirkman, que está conhecer na TV o mesmo sucesso que tem na BD. Não por acaso, o lançamento deste segundo volume coincidiu com a estreia da segunda temporada da série de TV, actualmente em exibição no canal Fox da TV por cabo, tentando aproveitar o impacto que a série de televisão teve no alargar do público da BD, um pouco por todo o lado onde a série passou.
O protagonista principal desta série de zombies diferente das outras é Rick Grimes, um polícia de uma cidadezinha do Kentucky que, depois de ter sido baleado, entra em coma, despertando algum tempo depois numa cama de hospital, para descobrir que foi abandonado à sua sorte, num hospital pejado de zombies famintos. O ponto de vista do leitor é o mesmo de Rick, que nunca chega a saber o que motivou o aparecimento dos zombies, ou até que ponto se trata de um problema que afecta apenas os Estados Unidos, ou se estamos perante uma pandemia a nível mundial.
A dinâmica do grupo de sobreviventes que Rick acaba por liderar, e a forma como a personalidade dos seus membros vai evoluindo face a uma realidade hostil e dramática, acaba por ser o fulcro da série, que pega num grupo de pessoas normais sujeitas a circunstâncias excepcionais e analisa as suas reacções num mundo em que confortos como a televisão, telemóveis, ou Internet são apenas recordações. Apesar da constante presença ameaçadora dos zombies, que provocam várias baixas no grupo, a que se vão juntando novas personagens que vão encontrando pelo caminho, a maior ameaça acaba sempre por vir do próprio homem, disposto a tudo para sobreviver e liberto de quaisquer restrições legais e morais.
Neste segundo volume, o grupo de sobreviventes parece encontrar um abrigo seguro na quinta de Hersel Greene, um veterinário de província, mas mais uma vez as coisas não correm como o previsto e o que parecia poder ser um porto seguro, acaba por se revelar o palco de conflitos que vão pôr em causa a estabilidade do grupo. Para quem segue a série de televisão, não deixa de ser curioso ver a forma diferente como as coisas vão evoluindo em relação à Banda Desenhada, seja pela criação de novos personagens que não estão na BD original, seja pela decisão de manter Shane (que na BD morre no fim do primeiro volume) vivo na série de televisão, com as alterações que isso provoca na dinâmica do grupo.
Neste 2º volume, o desenho da série passa de Tony Moore para as mãos igualmente competentes de Charlie Adlard, que se ocupa do desenho da série desde então. Com um traço mais realista do que o de Moore, Adlard está igualmente à vontade a desenhar zombies, mas é mais talentoso do que Moore no tratamento das feições das personagens, transmitindo melhor as emoções.
Com 14 volumes já publicados nos EUA, a série prossegue com sucesso crescente. Esperemos que o mesmo suceda em Portugal, embora se apostasse num ritmo de publicação mais sustentado, de 2 a 3 volumes por ano, a Devir teria mais facilidade em manter os leitores presos a este série “viciante”.
(“The Walking Dead Volume 2: Um Longo Caminho”, de Robert Kirkman e Charlie Adlard, Devir, 136 pags, 14,99 €)
Versão integral do texto publicado no "Diário As Beiras" de 17/12/2011
O protagonista principal desta série de zombies diferente das outras é Rick Grimes, um polícia de uma cidadezinha do Kentucky que, depois de ter sido baleado, entra em coma, despertando algum tempo depois numa cama de hospital, para descobrir que foi abandonado à sua sorte, num hospital pejado de zombies famintos. O ponto de vista do leitor é o mesmo de Rick, que nunca chega a saber o que motivou o aparecimento dos zombies, ou até que ponto se trata de um problema que afecta apenas os Estados Unidos, ou se estamos perante uma pandemia a nível mundial.
A dinâmica do grupo de sobreviventes que Rick acaba por liderar, e a forma como a personalidade dos seus membros vai evoluindo face a uma realidade hostil e dramática, acaba por ser o fulcro da série, que pega num grupo de pessoas normais sujeitas a circunstâncias excepcionais e analisa as suas reacções num mundo em que confortos como a televisão, telemóveis, ou Internet são apenas recordações. Apesar da constante presença ameaçadora dos zombies, que provocam várias baixas no grupo, a que se vão juntando novas personagens que vão encontrando pelo caminho, a maior ameaça acaba sempre por vir do próprio homem, disposto a tudo para sobreviver e liberto de quaisquer restrições legais e morais.
Neste segundo volume, o grupo de sobreviventes parece encontrar um abrigo seguro na quinta de Hersel Greene, um veterinário de província, mas mais uma vez as coisas não correm como o previsto e o que parecia poder ser um porto seguro, acaba por se revelar o palco de conflitos que vão pôr em causa a estabilidade do grupo. Para quem segue a série de televisão, não deixa de ser curioso ver a forma diferente como as coisas vão evoluindo em relação à Banda Desenhada, seja pela criação de novos personagens que não estão na BD original, seja pela decisão de manter Shane (que na BD morre no fim do primeiro volume) vivo na série de televisão, com as alterações que isso provoca na dinâmica do grupo.
Neste 2º volume, o desenho da série passa de Tony Moore para as mãos igualmente competentes de Charlie Adlard, que se ocupa do desenho da série desde então. Com um traço mais realista do que o de Moore, Adlard está igualmente à vontade a desenhar zombies, mas é mais talentoso do que Moore no tratamento das feições das personagens, transmitindo melhor as emoções.
Com 14 volumes já publicados nos EUA, a série prossegue com sucesso crescente. Esperemos que o mesmo suceda em Portugal, embora se apostasse num ritmo de publicação mais sustentado, de 2 a 3 volumes por ano, a Devir teria mais facilidade em manter os leitores presos a este série “viciante”.
(“The Walking Dead Volume 2: Um Longo Caminho”, de Robert Kirkman e Charlie Adlard, Devir, 136 pags, 14,99 €)
Versão integral do texto publicado no "Diário As Beiras" de 17/12/2011
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domingo, 11 de dezembro de 2011
G Floy: uma editora dinamarquesa em Portugal
Para além de prosseguir com a edição nacional do Hellboy, de Mike Mignola, iniciada pela Devir, a editora dinamarquesa G Floy acaba de lançar nas livrarias portuguesas outra novidade assinada por nomes de prestigio dos comics americanos: a novela gráfica "Fel: Cidade Selvagem", que reúne o argumentista Warren Ellis com o desenhador Ben Templesmith, que os leitores portugueses conhecem da série "30 Dias de Noite".
Duas interessantes novidades que este espaço não podia deixar de assinalar, começando por "Fell", regresso do argumentista britânico ao drama com um toque de fantástico e de horror, depois da sua passagem pela série “Hellblazer”, da Vertigo. E se o detective Richard Fell tem alguns parecenças (até físicas) com John Constantine, o protagonista de “Hellblazer”, o horror nesta série nasce mais da exploração do lado sombrio da alma humana, numa cidade em total desagregação, do que dos elementos sobrenaturais. Quanto à arte do australiano Ben Templesmith, continua extremamente eficaz, graças a um trabalho de cor bastante conseguido, que disfarça bem as debilidades do seu desenho que, longe de ser o de um virtuoso, se adequa perfeitamente às necessidades de uma história cruel e sombria.
A edição da G Floy recolhe os 8 primeiros números da série “Fell”, publicados de forma algo irregular pela Image, entre 2005 e 2007, no que foi uma tentativa de produzir uma revista mais barata, por ter menos páginas de história do que o habitual (16 em vez das tradicionais 22), mas a agenda muito ocupada de Ellis e Templesmith fez com que a série entrasse num hiato, depois da publicação do nº 9, em 2008, embora Ellis tenha anunciado no seu blog, em Janeiro de 2011, que o nº 10 já estava escrito e entregue a Bem Templesmith. Esperemos que o regresso de “Fell” se concretize, pois esta é uma série muito bem feita, que vale a pena seguir.
O mesmo se pode dizer da série “Hellboy”, de que este “A Bruxa Troll…” é o sétimo volume editado em Portugal.
Recolhendo uma série de histórias curtas do demónio criado por Mike Mignola, este volume tem a particularidade de contar com Richard Corben e P. Craig Russel como desenhadores convidados. Se o traço estilizado de Mignola, com o seu peculiar uso das sombras como uma forma de criar ambiente, continua inimitável, os ilustradores convidados não se saem nada mal ao criarem a sua versão de Hellboy. Entre a corporalidade do Hellboy de Corben, numa história passada em África, à elegância do traço delicado de P. Craig Russel, num conto inédito que revisita as lendas de Praga, cabe ao leitor escolher a sua versão favorita.
O que é sempre de realçar é a presença de três desenhadores deste calibre no mesmo livro, algo que só a popularidade e carisma da personagem criada por Mignola, possibilitou.
(“Fell: Cidade Selvagem”, de Warren Ellis e Bentemplesmith, G Floy Studio, 150 pags, 15,99 €
"Hellboy: A Bruxa Troll e outros contos", de Mignola, Corben e Russel. G Floy Studio, 136 pags, 15,99 €)
Versão integral do texto publicado no Diário As Beiras de 10/12/2011
Duas interessantes novidades que este espaço não podia deixar de assinalar, começando por "Fell", regresso do argumentista britânico ao drama com um toque de fantástico e de horror, depois da sua passagem pela série “Hellblazer”, da Vertigo. E se o detective Richard Fell tem alguns parecenças (até físicas) com John Constantine, o protagonista de “Hellblazer”, o horror nesta série nasce mais da exploração do lado sombrio da alma humana, numa cidade em total desagregação, do que dos elementos sobrenaturais. Quanto à arte do australiano Ben Templesmith, continua extremamente eficaz, graças a um trabalho de cor bastante conseguido, que disfarça bem as debilidades do seu desenho que, longe de ser o de um virtuoso, se adequa perfeitamente às necessidades de uma história cruel e sombria.
A edição da G Floy recolhe os 8 primeiros números da série “Fell”, publicados de forma algo irregular pela Image, entre 2005 e 2007, no que foi uma tentativa de produzir uma revista mais barata, por ter menos páginas de história do que o habitual (16 em vez das tradicionais 22), mas a agenda muito ocupada de Ellis e Templesmith fez com que a série entrasse num hiato, depois da publicação do nº 9, em 2008, embora Ellis tenha anunciado no seu blog, em Janeiro de 2011, que o nº 10 já estava escrito e entregue a Bem Templesmith. Esperemos que o regresso de “Fell” se concretize, pois esta é uma série muito bem feita, que vale a pena seguir.
O mesmo se pode dizer da série “Hellboy”, de que este “A Bruxa Troll…” é o sétimo volume editado em Portugal.
Recolhendo uma série de histórias curtas do demónio criado por Mike Mignola, este volume tem a particularidade de contar com Richard Corben e P. Craig Russel como desenhadores convidados. Se o traço estilizado de Mignola, com o seu peculiar uso das sombras como uma forma de criar ambiente, continua inimitável, os ilustradores convidados não se saem nada mal ao criarem a sua versão de Hellboy. Entre a corporalidade do Hellboy de Corben, numa história passada em África, à elegância do traço delicado de P. Craig Russel, num conto inédito que revisita as lendas de Praga, cabe ao leitor escolher a sua versão favorita.
O que é sempre de realçar é a presença de três desenhadores deste calibre no mesmo livro, algo que só a popularidade e carisma da personagem criada por Mignola, possibilitou.
(“Fell: Cidade Selvagem”, de Warren Ellis e Bentemplesmith, G Floy Studio, 150 pags, 15,99 €
"Hellboy: A Bruxa Troll e outros contos", de Mignola, Corben e Russel. G Floy Studio, 136 pags, 15,99 €)
Versão integral do texto publicado no Diário As Beiras de 10/12/2011
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Waren Ellis
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Jerry Robinson - 1922 - 2011
Jerry Robinson, o criador do Joker, o mais carismáticos dos inimigos de Batman, faleceu na passada quarta-feira, 6 de Dezembro, aos 89 anos de idade. Para além de, desaparecidos Jack Kirby, Bob Kane e Will Eisner, ser um dos últimos representantes ainda vivos da época de ouro dos comics americanos, Robinson foi um estudioso da Banda Desenhada, tendo publicado em 1971 o livro Comics, uma excelente história da Banda Desenhada americana, reeditada este ano pela Dark Horse, numa edição revista e actualizada, e organizado inúmeras exposições de, e sobre, Banda Desenhada, nos EUA e no resto do mundo, incluíndo em Portugal, onde foi, com João P. Boléo, comissário da Exposição dedicada aos Super-Heróis, patente na edição do Festival da Amadora de 2000.
Mas já antes disso, em 1996 e também em 1992, Robinson tinha passado pelo Festival da Amadora, com uma exposição individual sobre o seu trabalho na série "Batman". Foi nessa primeira ocasião que o entrevistei, com o João Ramalho Santos, para o programa Balada do Mar Salgado, da Rádio Universidade de Coimbra e recordo um indivíduo de grande simpatia e inteligência e excelente conversador.
Robinson, que foi também professor na School of Visual Arts, de Nova Iorque, tal como Will Eisner, foi dos primeiros criadores a ter noção da importância dos originais de Banda Desenhada, como documento histórico e objecto artístico, o que lhe permitiu salvar a maioria das pranchas e capas que desenhou, numa altura em que as gráficas destruiam os originais depois de imprimirem os livros, entre as quais a famosa a primeira capa da revista Detective Comics com a primeira aparição do Joker, leiloada o ano passado.
Presidente do sindicato dos cartoonistas americanos durante algum tempo, Robinson bateu-se sempre pelos direitos dos criadores, tendo sido um dos responsáveis pela pensão que a DC Comics atribuiu a Jerry Siegel e Joe Shuster, aquando da estreia do primeiro filme de Superman.
* Agradecimentos ao Pedro Mota, pelas correcções
Mas já antes disso, em 1996 e também em 1992, Robinson tinha passado pelo Festival da Amadora, com uma exposição individual sobre o seu trabalho na série "Batman". Foi nessa primeira ocasião que o entrevistei, com o João Ramalho Santos, para o programa Balada do Mar Salgado, da Rádio Universidade de Coimbra e recordo um indivíduo de grande simpatia e inteligência e excelente conversador.
Robinson, que foi também professor na School of Visual Arts, de Nova Iorque, tal como Will Eisner, foi dos primeiros criadores a ter noção da importância dos originais de Banda Desenhada, como documento histórico e objecto artístico, o que lhe permitiu salvar a maioria das pranchas e capas que desenhou, numa altura em que as gráficas destruiam os originais depois de imprimirem os livros, entre as quais a famosa a primeira capa da revista Detective Comics com a primeira aparição do Joker, leiloada o ano passado.
Presidente do sindicato dos cartoonistas americanos durante algum tempo, Robinson bateu-se sempre pelos direitos dos criadores, tendo sido um dos responsáveis pela pensão que a DC Comics atribuiu a Jerry Siegel e Joe Shuster, aquando da estreia do primeiro filme de Superman.
* Agradecimentos ao Pedro Mota, pelas correcções
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