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quarta-feira, 22 de junho de 2011

X_Men regressam às origens no cinema

Estreou no dia 9 de Maio em todo o país, o filme “X-Men, O Início”, em que Matthew Vaughn reinicia o “franchise” X-Men no cinema, com excelentes resultados, criando aquele que já muitos consideram como o melhor filme de sempre baseado em personagens da Marvel.
Vaughn, que esteve quase para dirigir o filme “X-Men” 3 e que não é estranho ao universo dos super-heróis, género que abordou no filme “Kick Ass”, leva-nos até ao início da década de 60 do século XX, em plena crise dos mísseis de Cuba, que quase ia provocando a 3ª Guerra Mundial, para, através de uma intriga bem ancorada na realidade histórica, nos mostrar o primeiro encontro entre Magneto (cujo passado como prisioneiro em Auschwitz, já abordado no primeiro filme dos X-Men, é aqui desenvolvido) e o Professor Xavier e o nascimento dos X-Men.
Com a excepção de Hugh Jackman, numa tão curta como divertida aparição como Wolverine, todos os personagens da série são interpretados por novos actores. E, a esse nível, o casting foi certeiro, pois tanto Michael Fassbender, notável, como James MacAvoy estão perfeitos como Magneto e Professor Xavier, mesmo que este seja um Professor X muito diferente do que conhecemos da BD e dos outros filmes. Do lado dos vilões, Kevin Bacon como Sebastian Shaw e January Jones (que conhecemos da série “Mad Men”) como Ema Frost, também se revelaram escolhas acertadas.
Quanto ao argumento, que por vezes não respeita a continuidade dos filmes anteriores, nem da BD, é de uma eficácia surpreendente, sobretudo se nos lembrarmos que Vaughn e a sua colaboradora habitual Jane Goldman, tiveram pouco tempo para trabalhar com uma história que já tinha sido reescrita, pelo menos, por seis argumentistas diferentes…
Feliz cruzamento entre um filme de super-heróis e os filmes de James Bond da fase Sean Connery, “X-Men, O Inicio” é o perfeito recomeço para uma série que estava a começar a perder gás de uma forma preocupante e uma boa maneira de passar duas horas divertido numa sala de cinema. A ver sem reservas e, já agora, escusam de ficar até ao fim do longuíssimo genérico, porque desta vez não nenhuma daquelas cenas-extra a que a Marvel nos foi habituando nos seus filmes.
(“X-Men, O Início”, de Mathew Vaughn, com Michael Fassbender, James MacAvoy, Kevin Bacon, Jennifer Lawrence e January Jones, Twentieth Century Fox, 2011
Em exibição em Coimbra nos cinemas Zon Dolce Vita e Coimbra Fórum)
Versão integral do texto publicado no Diário As Beiras de 18/06/2011

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Manara Desenha as mulheres dos X-Men II


aqui tinha falado desta edição especial, em Abril, quando esta colaboração extraordinária entre Claremont e Manara começou a ser divulgada na imprensa especializada. Agora, que a edição americana já está disponível nas livrarias especializadas nacionais, é tempo de voltar às "X-Women", um comic especial de 48 páginas, produzido pela Panini a pensar no mercado europeu, mas que permite aos leitores da Marvel descobrir o traço único e sensual de Manara.
A história, feita por medida por Claremont para o desenho de Manara, é movimentada, tem algumas ideias interessantes, como a tribo de "cargo cultists", os adoradores de aviões, mas peca pela redundância dos textos, o que não é propriamente uma novidade em Claremont... Mas esta história, em que os elementos femininos dos X-Men vêm as suas férias na Grécia interrompidas pelo rapto de Rachel, o que as leva até Madripoor, onde têm que enfrentar uma inimiga que parece saída de um filme da série "Ilsa, a Loba dos SS", é acima de tudo um pretexto para Manara fazer aquilo que faz melhor do que ninguém, desenhar mulheres elegantes e sensuais em poses provocantes e (por vezes) gratuitas.
Tratando-se de uma história dos X-Men, não há qualquer nudez, mas o que o traço de Manara sugere (e há cenas que remetem de forma não muito disfarçada para o bondage e SM..) é muito mais erótico do que se mostrasse tudo. E convém não esquecer que, além de saber desenhar mulheres como ninguém, Manara tem um perfeito domínio da narrativa em BD, um excelente sentido de composição da página e não poupa nos pormenores quando se trata de desenhar cenários naturais ou arquitectónicos.
Parece-me é que o excelente trabalho gráfico de Milo Manara, muito bem servido pelas cores sempre eficazes de Dave Stewart, merecia uma edição mais cuidada do que esta revista, que em termos de formato e de papel, é um vulgar comic book. Até porque, a avaliar pelo número de quadrados por página, Manara parece ter desenhado esta história a pensar no formato franco-belga em que trabalha habitualmente.
"X-Women", de Milo Manara e Chris Claremont, Marvel, 64 pags, $ 4,99 US