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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Homem de Ferro 3 no cinema


Depois do sucesso estrondoso do filme dos Vingadores, o Universo Marvel regressa ao cinema com o terceiro filme da série Homem de Ferro, que estreou em Portugal no passado dia 25 de Abril. Provável capítulo final da ligação de Robert Downey Jr com a personagem de Tonny Stark/Homem de Ferro (pois o contrato do actor previa apenas três filmes do Homem de Ferro e o filme dos Vingadores e desde então a cotação de Downey Jr subiu em flecha, tornando a sua contratação para novos filmes muito dispendiosa) este filme é também o primeiro da fase 2 do Universo Marvel no cinema. Um novo ciclo que prosseguirá com o segundo filme do Thor ainda este ano, seguindo-se o Capitão América 2 em 2014, para terminar com o segundo filme dos Vingadores em 2015. Curiosamente, para além das referências em alguns diálogos à invasão extraterrestre que motivou a criação dos Vingadores, e do aparecimento de Bruce Banner na cena final pós-créditos, os outros super-heróis da Marvel desta vez primam pela ausência, tal como também acontec e com Nick Fury e a S.H.I.E.L.D., com o filme a centrar-se no Homem de Ferro e, especialmente em Tonny Stark, o homem dentro da armadura, que entre ataques de pânico e a destruição da sua casa pelos terroristas do Mandarim, não tem vida nada fácil…

Com Shane Black a substituir John Favreau, que dirigiu os dois primeiros filmes, mantém-se o equilíbrio entre a acção, o drama e o humor, que Downey Jr traz à personagem, mas a principal alteração é mesmo a dimensão mais humana, com as personagens a sobreporem-se às cenas de acção, apesar de não faltarem cenas espectaculares, em que imperam os efeitos especiais, com destaque para o grande (talvez até demasiado grande) combate final, em que diversas versões da armadura do Homem de Ferro entram em acção.    

O argumento do filme, escrito por Drew Pierce e Shane Black tem como principal fonte de inspiração a mini-série “Extremis”, de Warren Ellis, publicada em Portugal no ano passado, na coleção Heróis Marvel, misturando de forma inteligente essa intriga com a personagem do Mandarim, um terrorista de ascendência asiática, que tem direito a um tratamento muito mais realista do que na BD, com Ben Kingsley a captar muito bem as diferentes nuances da personagem, responsável por um bem conseguido twist... Para os fãs da Marvel, este filme, pela forma como a história evolui quase autónoma em relação ao resto do universo Marvel, é natural que saiba a pouco, mas para quem como eu, gosta de ver Robert Downey Jr. a encarar uma personagem que lhe assenta como uma segunda pele, este é capaz de ser o mais conseguido capítulo da trilogia. É que Robert Downey Jr é Tony Stark e a sua interpretação, se não é definitiva, está lá próxima! Por isso, caso o actor não torne a vestir a pele de Strak no cinema, confesso que vou sentir muito a sua filme.

(“Homem de Ferro 3”, de Shane Black, com Robert Downey Jr., Gwyneth Paltrow, Ben Kingsley e Rebecca Hall. Paramount/Marvel Studios, 2013. Em exibição em Coimbra nos cinemas Zon /Lusomundo Dolce Vita e Fórum Coimbra)
Versão integral do texto publicado no Diário As Beiras de 04/05/2013

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Artistas Portugueses na Colecção Heróis Marvel - Série II


Além das já divulgadas, a Série II da Colecção Heróis Marvel traz outra novidade de peso. A presença no volume dedicado ao Homem de Ferro, de duas histórias ilustradas por desenhadores portugueses: Filipe Andrade e Nuno Plati. A complementar o volume que chega às bancas no dia 1 de Novembro, como a mini-série Extremis, de Warren Ellis e Adi Granov, vem o comic Iron Man: Titanium, editado nos EUA em Dezembro de 2010, que reúne quatro histórias curtas, duas delas desenhadas pelos portugueses.
A assinalar este momento histórico, pois é a primeira que uma história desenhada por um português para a Marvel é editada no nosso país, o volume vai incluir um dossier final, com estudos, storyboards, uma entrevista e reprodução de pranchas originais de Filipe Andrade, autor para quem esta revista tem um significado especial, pois traz a primeira história que publicou na Marvel. Aqui fica uma página de cada uma das histórias dos autores tugas que participam neste volume:


Killer Commute, ilustrada por Nuno Plati

Hack, ilustrada por Filipe Andrade

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Iron Man regressa ao Cinema


Praticamente dois anos depois do primeiro filme, eis que Iron Man regressa às salas de cinema, novamente interpretado por Robert Downey Jr., mas desta vez na companhia de Mickey Rourke e Sam Rockwell, que interpretam os vilões de serviço, e Scarlet Johansson, na sua primeira aparição como a super-heroina e Agente da SHIELD, Natasha Romanoff, a Viúva Negra.
Depois do sucesso, comercial e crítico, do primeiro filme, que conciliava a acção e os efeitos especiais que se esperam de um block buster de Verão, com um humor que tem faltado a outras adaptações da Marvel, as expectativas para esta sequela eram grandes. Os excelentes números de bilheteira confirmam a expectiva do estúdio e a crítica também tem sido generosa mas, pessoalmente, acho que falta a este filme a frescura do primeiro, apesar de os vilões de serviço, Mickey Rourke como Ivan Vanko, um cientista russo que vai enfrentar Tonny Stark como Whiplash, e Sam Rockwell como o milionário e rival de Stark, Justin Hammer, darem muito boa conta do recado.
O carisma de Robert Downey Jr. continua enorme, embora sem o efeito surpresa do primeiro filme e o elo mais fraco do filme em termos de actores é mesmo Scarlett Johansson, cujo papel como Viúva Negra é pouco mais do que decorativo (embora há que concordar que a rapariga é mesmo muito decorativa…), apesar de uma boa cena de acção. Mas a sensação que dá é que a preocupação em ir estabelecendo as pistas para o futuro filme dos Vingadores, acaba por atrapalhar um pouco o fluir da narrativa, não obstante Samuel L. Jackson ir muito bem no papel de Nick Fury, agora com um papel bastante maior do que no primeiro filme, em que aparecia apenas na cena extra no final da ficha técnica.
Ou seja, ao contrário do primeiro, este é um filme feito a pensar mais nos fãs da Marvel, do que no grande público. Há a preocupação de gerir o universo Marvel no cinema de uma forma coerente, com personagens como Nick Fury e a Viúva Negra a funcionarem como elemento de ligação entre diferentes filmes, num processo que irá culminar com o filme dos Vingadores. Por enquanto, as referências e as piscadelas de olho aos fãs da Marvel, são várias, com destaque para as alusões ao Capitão América., que vai chegar ao cinema em 2011. Apesar do cuidado com os fãs, não me parece que o grande público, com um conhecimento mais do superficial dos heróis da Marvel, saia defraudado, pois o humor continua presente e as cenas de acção, com destaque para o combate épico de Iron Man e Man Machine contra dezenas de robots teleguiados por Ivan Vanko, estão espectaculares.

Para terminar, resta-me dar um conselho aos fãs da Marvel. Não abandonem a sala mal o filme acaba e fiquem até ao fim da longa ficha técnica, pois só assim poderão ver a cena final, em que é aberto o caminho para o filme do Poderoso Thor, o próximo super-herói da Marvel a chegar ao grande ecrã.
(“Iron Man 2”, de John Favreau, com Robert Downey Jr., Mickey Rourke e Scarlett Johansson, Marvel Studios/ Paramount, em exibição em Coimbra nos cinemas Lusomundo Dolce Vita e Lusomundo Coimbra Fórum)
Versão integral do texto publicado no Diário As Beiras de 22/05/2010