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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

A última aventura de Dog Mendonça?


Lançado durante o último Festival da Amadora, com o mais que previsível sucesso comercial a ser confirmado pela tournée nacional que se seguiu e que passou também pela Livraria Dr. Kartoon, “Requiem”, o 3º volume das aventuras de Dog Mendonça, está desde o final do ano nas livrarias de todo o país, isto se a primeira edição não tiver esgotado entretanto…
Indiscutivelmente a mais popular criação da BD portuguesa das últimas décadas, o carismático detective/lobisomem criado por Filipe Melo, tem desta vez de defrontar um inimigo oriundo do seu passado, ao mesmo tempo que se confronta com um adversário muito mais concreto e difícil de vencer, o sistema fiscal português.Com efeito, embora a temática fantástica seja dominante, o nosso herói não escapa à crise bem real que nos oprime. Muito menos ao longo braço do Ministério das Finanças, vendo a sua mansão confiscada por fuga ao fisco e sendo despejado do seu escritório por não ter pago o IMI…

É pois um Dog Mendonça transformado em sem-abrigo, que vai ter de apelar à caridade do seu amigo Eurico, o Pizza Boy, que vai ter que o alojar a ele e à Pazuul, o que permite uma divertida homenagem ao filme “The Big Lebowsky”, dos irmãos Coen. No que já é uma imagem de marca da série, as piscadelas de olho ao cinema e à Banda Desenhada não se ficam por aí, havendo referências, mais ou menos óbvias, ao “Kill Bill” de Tarantino, ao “Marte Ataca” de Tim Burton (numa sequência em que o Dr. Aranha faz ao Primeiro Ministro, Passos Coelho o mesmo que muitos portugueses lhe gostariam de fazer…) ao filme “Iron Sky” e ao “Sin City” de Frank Miller, embora a sequência inicial do filme dentro do livro, que nos mostra o primeiro encontro de Dog Mendonça com Pazuul, se cole, não ao traço de Frank Miller, mas ao do mestre argentino Domingo “Cacho” Mandrafina, colaborador habitual do saudoso Carlos Trillo. O que tem a sua lógica, tendo em conta que Juan Cavia e Santiago Villa, os responsáveis pela parte gráfica de Dog Mendonça, são argentinos.
Com um tom mais sombrio do que os volumes anteriores, em que são patentes os sinais de um ciclo que se fecha, este “Requiem” concilia essa dimensão mais melancólica, com momentos de humor e cenas de acção espectaculares. Isto para além de continuar a explorar muito bem os cenários de Lisboa e arredores, com o poço iniciático da Quinta da Regaleira, em Sintra, a ver finalmente exploradas todas as suas extraordinárias potencialidades cenográficas.
Em termos gráficos, são cada vez mais evidentes os progressos, tanto no traço de Juan Cavia, como nas cores de Santiago Villa, que assinam algumas páginas verdadeiramente espectaculares, desta vez acompanhada por uma impressão finalmente à altura da altíssima qualidade de produção deste trabalho que, não sendo para mim a melhor história de Dog Mendonça (continuo a preferir os episódios publicados na revista Dark Horse Presents) não deixa de ser uma história muito bem construída e um final perfeitamente adequado para a aventura iniciada no primeiro álbum.

É importante referir ainda a muito bem orquestrada campanha de divulgação, aproveitando o dinheiro angariado numa muito frutuosa campanha de crownd funding, que provou, se dúvidas ainda houvesse, a popularidade do projecto. Uma campanha que incluiu um vídeo de um falso noticiário no You Tube que rapidamente se tornou viral e provocou alguma controvérsia (desajustada) e que ajudou a dar ainda maior visibilidade à mais popular série da BD nacional que, ao que tudo indica, agora chega ao fim.
Embora, como todos sabemos, na BD e do cinema, o regresso dos heróis, mesmo dos que estão mortos, é sempre uma possibilidade em aberto, Filipe Melo e os seus amigos argentinos consideram que a história de Dog Mendonça já está contada. Esperemos que descubram rapidamente outras histórias para contar, com ou sem Dog Mendonça, pois como já tive ocasião de escrever neste mesmo espaço: “pelo entusiasmo contagiante que trouxe a este projecto e por ter provado que é possível fazer BD comercial de qualidade no nosso país, Filipe Melo foi, muito provavelmente, das melhores coisas que aconteceram à BD portuguesa nos últimos anos!”.
(As extraordinárias Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy III: Requiem”, de Filipe Melo, Juan Cavia e Santiago Villa,, Tinta da China, 112 pags, 16,90 €)
Versão integral do texto publicado no Diário As Beiras de 11/01/2014

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

FELIZ NATAL!


Este Natal, escolhi como postal para o tradicional post natalício, esta imagem da mais popular e divertida trilogia da BD portuguesa, As Aventuras de Dog Mendonça, desenhadas por Juan Cavia e Santiago Villa e escritas pelo meu amigo Filipe Melo, de cujo Facebook pirateei esta imagem. Para todos os visitantes deste blog, aqui ficam os meus votos de um Feliz Natal e de um ano de 2014 melhor do que este!

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Sábado, eles vão estar no Dr. Kartoon!


Como não podia deixar de ser, a Livraria Dr. Kartoon é um ponto de passagem obrigatório da tournée de lançamento do 3º volume da série Dog Mendonça, que Filipe Melo e sus muchachos, andam a fazer pelo país.
Assim, no sábado, 16 de Novembro, a partir das 18h30m, lá vos esperamos na Dr. Kartoon. para dois dedos de conversa e um autógrafo, com o Filipe Melo, Juan Cavia e Santiago Villa. Para o pessoal que fôr de Lisboa, fica o encontro marcado para o dia seguinte, no Fórum Fantástico, a decorrer desde esta sexta-feira, na Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, em Telheiras. Apareçam!.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

As 10 Melhores BDs que li em 2011 - Parte I

Nesta altura do ano, é quase inevitável fazer as listas das melhores leituras do ano que terminou, e eu, mais uma vez, não fujo à tradição. Como das outras vezes, o critério de escolha foi os livros que li pela primeira vez em 2011, independentemente do local, ou data de publicação original. Daí que as mais importantes edições nacionais de 2011, Blankets e Emigrantes, não estejam nesta lista, pois já as tinha lido na edição original, há já alguns anos. O mesmo se aplica às excelentes reedições que estão a ser lançadas no mercado francês, de séries como Philemon, de Fred, Jerry Spring, de Jijé, Theodore Poussin, de Frank Le Gal e La Dynastie Donald Duck, de Carl Barks, que teriam certamente entrado nesta lista, caso as tivesse lido em 2011 pela primeira vez. Do mesmo modo, fica fora desta lista o Agência de Viajes Leming de José Carlos Fernandes, pois embora só em 2011 tenha sido publicado em livro pela Astiberri, tive ocasião de o ler pela primeira vez em 2006, ainda em fotocópia e, mais tarde, cheguei a ver provas da edição da Devir que nunca chegou a ser publicada.
Explicados os critérios de escolha, aqui vai a primeira parte da lista, ordenada por ordem alfabética:



1 - 36-39: Malos Tiempos, de Carlos Gimenez, De Bolsillo


Este livro, previamente publicado em 5 volumes pela Glenat España é mais uma viagem de Carlos Giménez ao seu passado, na linha de Paracuellos. Uma ficção autobiográfica, que mistura momentos vividos pelo próprio, com depoimentos recolhidos por Gimenez. O retrato que Giménez traça da vida em Madrid durante a Guerra Civil espanhola, é impressionante e a forma como o conta, mostra todo o talento de um grande autor de BD, que há muito atingiu a maturidade.


2 - Criminal: The Last of the Innocent, de Ed Brubaker e Sean Philips, Marvel/Icon

Com a série Criminal, Ed Brubaker e Sean Philips assinaram alguns dos melhores policiais negros dos últimos anos, com personagens à beira do abismo, diálogos afiados como um bisturi e um desenho de uma eficácia extraordinária, que recria no papel a ambiência do melhor film noir. Neste The Last of the Innocent, Brubaker e Philips arranjaram um processo narrativo tão simples como genial para tratar os flash-backs da adolescência de Riley Richards, apresentando-os num estilo gráfico diferente, que remete para as revistas da Archie Comics, estabelecendo assim um óbvio contraste entre um passado tranquilo e feliz e um presente sombrio. Brubaker diz que este livro é capaz de ser a melhor coisa que ele já fez e não sou eu que o vai desmentir!


3- Dog Mendonça na Dark Horse, de Filipe Melo e juan Cavia, Dark Horse Presents nºs 4 a 7

A estreia de Dog Mendonça no mercado americano deu-se com estas quatro histórias de 8 páginas publicadas na revista Dark Horse Presents com o intuito de apresentar o lobisomem português aos leitores americanos, antes da Dark Horse lançar o primeiro álbum da série. Na realidade, estamos perante uma história em 3 partes, que relata a origem de Dog Mendonça e que termina precisamente onde começa o primeiro livro, e uma 2ª história solta,com os nossos heróis num Festival de BD. Para além do humor e das referências cinematográficas que são habituais na série, estes episódios introduzem uma nova dimensão metalinguística, ao colocar os personagens a falar directamente com os leitores, perfeitamente conscientes de que estão nas páginas da revista. Também em termos gráficos, é evidente o progresso de Juan Cavia, com as cores de Santiago Villa a serem reproduzidas, pela primeira vez, na perfeição. Um óbvio passo em frente para a mais popular BD portuguesa dos últimos anos.


4 - Dylan Dog: La Pequeña Muerte, de Sclavi, Ruju e Roi, Aleta ediciones


Desde que a Mythos deixou de publicar a série Dylan Dog, tenho tido grandes dificuldades em manter o contacto com o peculiar detective criado por Tiziano Sclavi. Até que descobri as edições espanholas da Aleta Ediciones, impressas no formato original e com um papel bastante superior ao usado pela Mythos. Entre as mais de 20 aventuras de Dylan Dog que li em 2011, La Pequeña Muerte, história desenvolvida por Pasquale Ruju a partir de uma ideia de Tiziano Sclavi, foi um dos melhores. O facto da história ser desenhada por Corrado Roi, o meu desenhador favorito de Dylan Dog e um grande desenhador em qualquer parte do mundo, como se pode ver por aqui, claro que também ajudou à escolha...


5 - Habibi, de Craig Thompson, Pantheon


Sete anos depois de Blankets, o tão aguardado novo livro de Craig Thompson aí está. E graficamente, não há qualquer dúvida que valeu a espera, com o magnífico traço de Thompson cada vez mais apurado e com um excelente uso das potencialidades decorativas da caligrafia árabe. Obra monumental e de grande ambição, Habibi acaba por ser um pouco vítima desse excesso de ambição, pois a necessidade de abordar tantos temas (a escravatura, a ecologia, o amor, a religião, etc) acaba por perturbar um pouco o fluir da narrativa. O que não impede que Habibi seja um livro belíssimo e uma leitura altamente recomendável!

Continua...

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Dog Mendonça: capa da edição americana e novo trailler - ACTUALIZADO

Julgo que não será grande novidade que o 1º volume das aventuras de Dog Mendonça, de Filipe Melo e Juan Cavia vai ser editado nos EUA pela Dark horse em 2012. O que é novidade é a capa da edição americana, que vai ser lançada em 23 de Maio de 2012. A capa, que vai ser usada também na edição brasileira da Devir, a editar em Setembro de 2012, começou a ser pensada em minha casa, depois das sessões de autógrafos que Filipe Melo, Juan Cavia e Santiago Villa deram em Coimbra no dia 9 de Novembro, pelo que é com especial prazer que aqui divulgo a versão final.
Também já está on-line o trailler que João Alves, o premiado realizador de Bats on the Bellfry, criou para o 2º volume da série e que conta com Nicolau Breyner (que esteve para fazer de Dog Mendonça quando Filipe Melo ainda pensava contar a história em filme) a dar finalmente a voz a Dog Mendonça, num divertido vídeo, que deve ser visto até ao fim (a não ser que se goste de tunas..)

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Dia 9, pelas 18h30m, eles vão estar na Dr Kartoon

Tal como aconteceu com o lançamento do 1º volume, Filipe Melo, Juan Cavia e Santiago Villa regressam à Livraria Dr Kartoon para uma sessão de autógrafos e lançamento do 2º volume das Aventuras de dog Mendonça e Pizzaboy. Se estiverem por Coimbra, apareçam! Vai ser uma tarde bem passada.
No dia seguinte, às 11h da manhã, os autores de Dog Mendonça vão estar em Guimarães, na ESAP, para uma aula/conferência dirigida aos alunos da Licenciatura de Banda Desenhada e Ilustração, mas aberta ao público em geral, interessado em perceber como se faz BD.

domingo, 6 de novembro de 2011

O regresso de Dog Mendonça

Lançado com estrondoso sucesso durante o Festival da Amadora, o 2º volume das aventuras de Dog Mendonça, prepara-se para conhecer o mesmo sucesso nas livrarias de todo o país. Orgulhoso representante de uma espécie rara na BD portuguesa, a dos heróis, o carismático detective/lobisomem criado por Filipe Melo, tem desta vez como missão evitar o fim do mundo, num percurso que o leva (e aos seus companheiros habituais) de Lisboa a Fátima, onde tem que enfrentar o anti-Cristo, com a ajuda de uma Bíblia infantil e de um demónio de seis mil anos, que finalmente mostra a sua verdadeira face.
Se a escala é muito mais épica do que no livro anterior, com pragas bíblicas, um monstro de sete cabeças na Rotunda do Marquês de Pombal, zombies e os quatro cavaleiros do apocalipse, a deixarem Portugal (ainda mais) de pantanas, o humor mantém-se em alta, ao serviço de uma história divertidíssima e que se lê de um fôlego. Se na primeira aventura, o destaque maior entre os secundários, ia para a gárgula (cujo verdadeiro nome é finalmente revelado) desta vez é Pazuzul a roubar o protagonismo, mesmo que ainda fique muito por contar sobre este demónio que se esconde no corpo de uma menina. Numa série que joga abertamente com o conhecimento do leitor da cultura pop, desta vez as referências ao cinema já não são tão dominantes, abrindo também espaço a homenagens ao mangá (o anti-Cristo e a sequência final em Fátima evocam o “Akira” de Katshuiro Otomo) e a piscadelas de olho a outros trabalhos de Filipe Melo, de I’ll See You in My Dreams” a “Um Mundo Catita”.
Em termos gráficos, são evidentes os progressos, tanto no traço de Juan Cavia, como nas cores de Santiago Villa, que assinam algumas páginas verdadeiramente espectacularese, a que a impressão do livro nem sempre faz justiça, com algumas páginas demasiado escuras e até, aparentemente desfocadas, o que é uma pena num trabalho com uma qualidade de produção altíssima.
Desde o Jim Del Mónaco de Louro e Simões, nos anos 80, que a BD portuguesa se tem caracterizado por ser uma BD de autor, o que tem dado origem a alguns trabalhos de grande qualidade, mas de impacto comercial bastante limitado. Por isso, são trabalhos como a muito bem conseguida homenagem de Filipe Melo e “sus muchachos” (os argentinos Juan Cavia e Santiago Villa) à BD e ao cinema de terror, que poderão levar o grande público a (re)descobrir a BD nacional. E este sucesso comercial evidente (o primeiro volume já esgotou 3 edições) não parece que vá ficar limitado a Portugal. Além de uma série de 4 histórias inéditas, que desvendam a origem de Dog Mendonça, feitas para a revista americana “Dark Horse Presents”, onde o trabalho de Filipe Melo e Juan Cavia surge ao lado de autores como Mike Mignola, Richard Corben, Neal Adams, ou Dave Gibbons, a preparar o caminho para a edição dos álbuns nos EUA, a Devir já adquiriu os direitos do 1º álbum para o mercado brasileiro.
Este sucesso comercial só é possível porque as pessoas sabem que a série existe, o que nem sempre acontece com muitas outras BDs de igual, ou até superior qualidade, mas que passam despercebidas nas livrarias. E isso deve-se a uma bem orquestrada campanha de divulgação, que engloba uma tournée pelo pais, que passa pela Livraria Dr Kartoon, no dia 9 de Novembro pelas 18h30m, mupis, um novo site e um trailler da BD em que Nicolau Breyner dá a voz a Dog Mendonça, tudo isto suportado pelo próprio Filipe Melo que, como a editora não tinha orçamento para este tipo de divulgação, em vez de se lamentar, decidiu ele próprio deitar mãos à obra, com o mesmo dinamismo e simpatia com que conseguiu convencer George Romero a assinar o prefácio do 2º volume.
Pelo entusiasmo contagiante que trouxe a este projecto de Banda Desenhada, para o qual conseguiu arrastar pessoas de diversas áreas e por ter provado que é possível fazer BD comercial de qualidade no nosso país, com sucesso, Filipe Melo foi, muito provavelmente, das melhores coisas que aconteceram à BD portuguesa nos últimos anos!
(“As extraordinárias Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy II: Apocalipse”, de Filipe Melo e Juan Cavia, Tinta da China, 112 pags, 16,90 €)
Versão integral do texto publicado no Diário As Beiras de 5/11/2011

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Dark Horse publica Dog Mendonça


Enquanto não estão ocupados a salvar o mundo, Dog Mendonça e Pizzaboy preparam-se para conquistar o mercado americano, graças à Dark Horse, a editora de Hellboy, Sin City e Star Wars, que vai abrir as páginas da 2ª série da revista “Dark Horse Presents” ao detective do oculto português.
Para celebrar o 25º aniversário da editora, será lançada uma nova antologia intitulada Dark Horse Presents. Este foi o título da série que inaugurou a Dark Horse em 1986 e foi aqui que Sin City viu a sua primeira edição. Vinte e cinco anos depois, a editora promete uma nova versão da linha, com 25 números. Entre outros autores, terá participações de Frank Miller (que aqui iniciará a prequela de 300 intitulada "Xerxes"), Mike Mignola (Hellboy) e Dave Gibbons (Watchmen).

É para esta revista que Filipe Melo e Juan Cavia contribuirão com uma história de 24 páginas dividida em três capítulos de 8 páginas, que tem como objectivo apresentar Dog Mendonça e os restantes personagens ao público americano, preparando o terreno para a posterior publicação de “As Incríveis Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy” nos EUA.
Uma excelente oportunidade que se deveu à intervenção decisiva de John Landis. O realizador americano, que assinou o prefácio do álbum, gostou tanto do livro que fez chegar “Dog Mendonça” às mãos do seu amigo Mike Richardson, o editor da Dark Horse, que se mostrou interessado na série e viu na revista “Dark Horse Presents” o local ideal para uma primeira divulgação de Dog Mendonça junto dos leitores americanos.
Se a isso juntarmos a publicação do (muito divertido, a avaliar pelas páginas que pude ler) 2º álbum da série, intitulado “Apocalipse”, no próximo mês de Março, 2011 vai ser um ano em grande para Dog Mendonça e para os seus criadores! Até lá, fiquem com uma imagem e com a página que mostra o nascimento de João Vicente “Dog” Mendonça, em Tondela, terra de zombies e também de lobisomens…

segunda-feira, 8 de março de 2010

As Incríveis Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy


Depois de dois livros escritos por José Carlos Fernandes, a editora Tinta da China volta a aventurar-se na publicação de Banda Desenhada com “As Extraordinárias Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy”, uma surpreendente Banda Desenhada de Filipe Melo e Juan Cavia, que presta tributo ao cinema e à BD de temática fantástica e de terror, mas centrando a acção em Lisboa.
Projecto pensado inicialmente para o cinema, área onde Filipe Melo deu nas vistas, como argumentista e produtor de “I’ll See You in My Dreams”, o primeiro filme de zombies português, “Dog Mendonça…”, que iria ter Nicolau Breyner como protagonista, acabou por nunca passar da fase de produção. Perdeu o cinema nacional, mas ganhou a BD, pois o resultado é francamente conseguido, com qualidade suficiente para ombrear com o melhor que se faz no género, em França, Itália e Estados Unidos, como bem salienta John Landis no prefácio.
Tendo como protagonistas Eurico, um entregador de pizzas, Dog Mendonça, um investigador do oculto, ex-lobisomem, alcoólico e adepto do Benfica, que tem como assistente Pazuul, um demónio centenário num corpo de uma miúda adolescente e uma cabeça de gárgula, que fala pelos cotovelos (que já não tem…), a história de “As Extraordinárias Aventuras…” gira em torno do misterioso desaparecimento em Lisboa de centenas de crianças. Mistério que vai levar Eurico, o Pizzaboy, que entra em contacto com Dog Mendonça depois de uma gárgula lhe ter roubado a moto, a descobrir uma Lisboa secreta e subterrânea, povoada por monstros, demónios e outras criaturas mitológicas, refugiadas em Lisboa desde a 2ª Guerra Mundial e que agora se vêem ameaçadas por um mal bastante mais terreno.
Divertida homenagem ao cinema de terror e a Bandas Desenhadas como “Hellboy”, The Goon”, e “Dylan Dog” (claramente o modelo para a personagem de Dog Mendonça), a novela gráfica de Filipe Melo e Juan Cavia concilia a acção e o humor, dado não só pela personagem da cabeça de gárgula (uma ideia genial, desenvolvida com muita graça), mas também pelas inúmeras piscadelas de olho e homenagens ao cinema de Hollywood (do “Terminator” ao “Apocalipse Now”, passando pela série “Star Wars”, não faltam as referências).
O desenho de Juan Cavia, cujo traço caricatural evoca ligeiramente Humberto Ramos, funciona perfeitamente para esta história, em que a acção, o fantástico e o humor estão de braço dado. As expressões que desenha são divertidas, a planificação das páginas é espectacular e, além disso, trata com grande dinamismo as cenas de acção, não se poupando a pormenores (veja-se a dupla página em que as criaturas fantásticas, lideradas pelo Dog Mendonça lobisomem atacam os nazis). Quanto ao trabalho de cor de Santiago Villa, está à altura do resto, embora algumas páginas, especialmente na parte final, nos esgotos de Lisboa, estejam demasiado escuras.
Em relação à capa, sem qualquer imagem, algo pouco habitual num livro de BD, e com um lettering claramente inspirado no filme “Regresso ao Futuro”, poderá funcionar precisamente por ser diferente das outras, mas pessoalmente, preferia uma capa com imagens, até porque ao longo do livro não faltam imagens espectaculares que funcionassem bem como ilustração de capa.
Divertimento despretensioso, assumidamente série B, mas feito com grande profissionalismo, bem patente na quantidade de gente que aparece referida na ficha técnica, este é um livro que dá tanto gozo a ler, como o que terá dado a fazer aos seus autores. Cá ficamos impacientemente à espera da próxima aventura de Dog Mendonça e Pizzaboy, em que Filipe Melo já está a trabalhar!
(“As Extraordinárias Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy”, de Filipe Melo e Juan Cavia, Tinta da China, 120 pags, 16,90 €
Versão integral do texto publicado no Diário As Beiras de 06/02/2010

quarta-feira, 3 de março de 2010

Dia 10 de Março, eles vão estar na Livraria Dr Kartoon



"Desta vez, o destino do Mundo será decidido… em Lisboa! Durante a Segunda Guerra Mundial, todas as criaturas sobrenaturais procuraram refúgio em Portugal. Vampiros, lobisomens, gárgulas e fantasmas vivem pacificamente, nas sombras, entre os humanos. Porém, no subsolo, o pior de todos os monstros ganha forças e prepara o seu regresso. Um jovem distribuidor de pizzas, um investigador do oculto, um demónio de seis mil anos e a cabeça de uma gárgula serão os únicos capazes de fazer frente às forças do mal que ameaçam a Humanidade.»

Este é o ponto de partida de "As Incríveis Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy", uma espectacular novela gráfica que esteve para ser um filme, com argumento de Filipe Melo (I'LL See You in My Dreams")e desenhos, adaptação e cor dos argentinos Juan Cavia, Martin Tejada e Santiago Villa. Livro, com prefácio do grande John Landis que vai ser apresentado em Coimbra, na próxima Quarta-feira, 10 de Março, pelas 18h30m, na Livraria Dr Kartoon, com a presença de todos os autores (menos o John Landis, claro!). Apareçam!