quarta-feira, 1 de março de 2017
Coimbra BD regressa para segunda edição já no dia 9 de Março
Agora que finalmente tenho autorização para o fazer, posso confirmar que o Coimbra BD vai mesmo regressar para uma segunda edição entre os próximos dias 9 e 12 de Março, na Casa de Cultura de Coimbra.
Para começar, aqui fica a lista das exposições permanentes:
• Colectiva - Artistas Portugueses no Mercado Americano, com Filipe Andrade, Jorge Coelho, Miguel Mendonça, André Lima Araújo, Carlos Pedro e Daniel Henriques
• Banda Desenhada e Ilustração Editorial, de Nuno Saraiva
• Os Vampiros- de Juan Cavia e Filipe Melo
• Entre a Reportagem e a Literatura Desenhada, de André Diniz
• A Torre, Joe (antevisão) e Domus, de Carlos Correia (
• Heróis do Séc. XXI, de alunos de Multimédia da Escola Secundária Avelar Brotero
• Instalação multimédia (Videolab)
Mas além disso, haverá autores convidado,s apresentações de livros e de planos editoriais (G Floy, Levoir, Kingpin e Diniz Conefrey), sessões de cinema de animação (tanto infantil, como de autores portugueses), sessões de autógrafos, Workshops, desfile de Cosplay e outras coisas mais que aqui divulgarei em breve, para além de uma programação paralela que inclui uma conferência com o André Diniz na Faculdade de Letras, organizada pelo Departamento de Estudos Brasileiros da FLUC. Stay tunned!
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
Um punhado de Imagens de Angoulême 2017 - Parte 2 - Schuiten e Peeters entre Angoulême e Paris
Embora não tivessem nenhuma exposição na edição deste ano do festival, François Schuiten e Benoit Peeters estiveram ainda assim em destaque em Angoulême. Não só o edifício dos arquivos da região da Charente (a que pertence a cidade de Angoulême) foi revestido com uma estrutura metálica que reproduz em grandes dimensões um desenho de Schuiten tirado do livro L'Archiviste, como a dupla deu mais uma das suas conferências-ficção, neste caso com o título Rêves d'Archives, em que, acompanhados pela música de Bruno Letort, colaborador habitual da dupla nos projectos multimédia, dissertaram com humor sobre o papel dos arquivos nas Cidades Obscuras.
Foi com alguma emoção que, entre as imagens projectadas vi a ilustração que Schuiten criou para o cartaz da exposição Coimbra na Banda Desenhada, por ocasião da Capital da Cultura, Coimbra 2003.
Depois da conferência, tive oportunidade de falar com os dois autores e pude ficar a saber que está para breve o regresso da dupla ao universo das Cidades Obscuras, tendo já começado a trabalhar numa nova história, que schuiten começará a desenhar mal termine o álbum da série Blake e Mortimer em que está a trabalhar e que tem saída prevista para Outubro de 2017.
Mas o acontecimento a não perder para os fãs de Schuiten e Peeters é a exposição Machines a Dessiner, que está até meados de Março no Musée D'Arts et Métiers, em Paris. Uma excelente exposição, num museu que vale a pena explorar (o célebre Pêndulo de Foucault está lá) e cuja história está intimamente ligada à dos criadores das Cidades Obscuras. Tendo apresentado uma proposta no concurso para a remodelação do dito Museu que ficou em segundo, Schuiten e Peeters tiveram o "prémio de consolação" de decorarem a estação de Metro que serve o Museu e que Schuiten transformou no interior do submarino Nautilus.
Dexo-vos com um punhado de imagens dessa exposição, deixando para um próximo post outra exposição a não perder em Paris: a que o Centro Georges Pompidou dedicou a Franquin e ao seu Gaston Lagaffe.
Schuiten, Peeters e Letort durante a conferência Rêves D'Archives
Foi com alguma emoção que, entre as imagens projectadas vi a ilustração que Schuiten criou para o cartaz da exposição Coimbra na Banda Desenhada, por ocasião da Capital da Cultura, Coimbra 2003.
Depois da conferência, tive oportunidade de falar com os dois autores e pude ficar a saber que está para breve o regresso da dupla ao universo das Cidades Obscuras, tendo já começado a trabalhar numa nova história, que schuiten começará a desenhar mal termine o álbum da série Blake e Mortimer em que está a trabalhar e que tem saída prevista para Outubro de 2017.
Mas o acontecimento a não perder para os fãs de Schuiten e Peeters é a exposição Machines a Dessiner, que está até meados de Março no Musée D'Arts et Métiers, em Paris. Uma excelente exposição, num museu que vale a pena explorar (o célebre Pêndulo de Foucault está lá) e cuja história está intimamente ligada à dos criadores das Cidades Obscuras. Tendo apresentado uma proposta no concurso para a remodelação do dito Museu que ficou em segundo, Schuiten e Peeters tiveram o "prémio de consolação" de decorarem a estação de Metro que serve o Museu e que Schuiten transformou no interior do submarino Nautilus.
Dexo-vos com um punhado de imagens dessa exposição, deixando para um próximo post outra exposição a não perder em Paris: a que o Centro Georges Pompidou dedicou a Franquin e ao seu Gaston Lagaffe.
Schuiten, Peeters e Letort durante a conferência Rêves D'Archives
A estação de Metro que serve o Museu decorada por Schuiten
Algumas maquetes que costumam estar no atelier de Schuiten
A estação de metro no livro Revoir Paris e nos estudos de Schuiten
Ilustração não utilizada para o cartaz de Coimbra na Banda Desenhada
A antiga igreja incorporada no espaço do Musée d'Arts et Metiers
CONTINUA...
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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
Um punhado de imagens de Angoulême 2017 - Parte 1: de Hermann a Will Eisner
Depois de alguns tempos parado, este blog volta a dar sinais de vida, com a reportagem da minha ida ao Festival de Angoulême, que decorreu no final do mês passado.
Festival que nesta 44ª edição homenageou Hermann, o desenhador de Bernard Prince e Comanche e criador daS Torres de Bois-Maury e viu regressar a editora Dupuis, que há vários anos que não estava presente no Festival, mas que depois da experiência deste ano, já prometeu regressar em 2018, ano em que o autor em destaque será Cosey, o vencedor do Grande Prémio de 2017 que tem vários livros publicados na Dupuis.
A exposição de Hermann, com mais de uma centena de originais, faz jus ao excelente trabalho gráfico do veterano desenhador belga e foi acompanhada por um excelente catálogo, que esteve à venda apenas durante o Festival.
Outro destaque, natural no ano em que chega ao cinema pela mão de Luc Besson, foi para a série Valerian, de Christin e Meziéres, com uma exposição num novo espaço da cidade, a Mediatheque Alpha, situada perto da estação de comboios de Angoulême, onde foi inaugurado um obelisco de homenagem a Renée Goscinny. Para além da parte dedicada à BD, onde era referida a influência que Valerian teve na Guerra das Estrelas de George Lucas, a exposição de Valerian continha também muita coisa relacionada com o filme de Luc Besson, desde maquetes, figurinos e desenhos de produção, para além da exibição de um making off do filme feito especialmente para Angoulême, mas disso não tenho imagens pois era rigorosamente proibido tirar fotografias dessa parte da exposição e os seguranças asseguravam que essas instruções eram rigorosamente cumpridas...
Pormenores da exposição Hermann, Le Naturaliste de la BD
Mas, para mim, a melhor exposição deste ano, foi a dedicada ao centenário do nascimento de Will Eisner, o criador do Spirit e "pai" da novela gráfica. Uma espectacular mostra que o Festival da Amadora pretende trazer a Portugal durante o Festival deste ano, aproveitando a presença na Europa de tantos originais de Eisner, quase todos provenientes de colecções particulares.
Uma mostra que recupera as cenografias cuidadas que fizeram a fama de Angoulême (a concepção é do atelier de Marc Antoine Mathieu, que é também um excelente autor de BD), aliada a uma espantosa selecção de material de grande qualidade, desde originais, com várias história completas do Spirit em exposição, até material de época, como os jornais ou as revistas do exército com que Eisner colaborou.
Pormenores da exposição dedicada a Will Eisner
Para terminar este primeiro post sobre o Festival de Angoulême, deixo-vos com uma imagem da zona da estação, onde é possível ver o obelisco dedicado a Goscinny, o criador de Astérix, a estátua de Lucien, personagem de Frank Margerin, deitado por cima do edifício da estação e, em segundo plano, por trás do Obelisco, o renovado edifício dos Arquivos Municipais, que agora está revestido com uma estrutura metálica que reproduz em formato gigante um desenho de François Schuiten.
CONTINUA...
Festival que nesta 44ª edição homenageou Hermann, o desenhador de Bernard Prince e Comanche e criador daS Torres de Bois-Maury e viu regressar a editora Dupuis, que há vários anos que não estava presente no Festival, mas que depois da experiência deste ano, já prometeu regressar em 2018, ano em que o autor em destaque será Cosey, o vencedor do Grande Prémio de 2017 que tem vários livros publicados na Dupuis.
A exposição de Hermann, com mais de uma centena de originais, faz jus ao excelente trabalho gráfico do veterano desenhador belga e foi acompanhada por um excelente catálogo, que esteve à venda apenas durante o Festival.
Outro destaque, natural no ano em que chega ao cinema pela mão de Luc Besson, foi para a série Valerian, de Christin e Meziéres, com uma exposição num novo espaço da cidade, a Mediatheque Alpha, situada perto da estação de comboios de Angoulême, onde foi inaugurado um obelisco de homenagem a Renée Goscinny. Para além da parte dedicada à BD, onde era referida a influência que Valerian teve na Guerra das Estrelas de George Lucas, a exposição de Valerian continha também muita coisa relacionada com o filme de Luc Besson, desde maquetes, figurinos e desenhos de produção, para além da exibição de um making off do filme feito especialmente para Angoulême, mas disso não tenho imagens pois era rigorosamente proibido tirar fotografias dessa parte da exposição e os seguranças asseguravam que essas instruções eram rigorosamente cumpridas...
Pormenores da exposição Hermann, Le Naturaliste de la BD
Mas, para mim, a melhor exposição deste ano, foi a dedicada ao centenário do nascimento de Will Eisner, o criador do Spirit e "pai" da novela gráfica. Uma espectacular mostra que o Festival da Amadora pretende trazer a Portugal durante o Festival deste ano, aproveitando a presença na Europa de tantos originais de Eisner, quase todos provenientes de colecções particulares.
Uma mostra que recupera as cenografias cuidadas que fizeram a fama de Angoulême (a concepção é do atelier de Marc Antoine Mathieu, que é também um excelente autor de BD), aliada a uma espantosa selecção de material de grande qualidade, desde originais, com várias história completas do Spirit em exposição, até material de época, como os jornais ou as revistas do exército com que Eisner colaborou.
Para terminar este primeiro post sobre o Festival de Angoulême, deixo-vos com uma imagem da zona da estação, onde é possível ver o obelisco dedicado a Goscinny, o criador de Astérix, a estátua de Lucien, personagem de Frank Margerin, deitado por cima do edifício da estação e, em segundo plano, por trás do Obelisco, o renovado edifício dos Arquivos Municipais, que agora está revestido com uma estrutura metálica que reproduz em formato gigante um desenho de François Schuiten.
CONTINUA...
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terça-feira, 17 de janeiro de 2017
As 10 Melhores BDs que li em 2016 - Parte 2
Como prometido, aqui vos deixo a segunda e última parte das minhas Melhores Leituras de 2016, relativa aos livros que li pela primeira vez no ano passado. A primeira parte da lista pode ser lida aqui
6 - Os Vampiros, de Filipe Melo e Juan Cavia, Tinta da China
Já tive ocasião de escrever sobre os Vampiros aqui, pelo que não há muito mais a acrescentar sobre este ambicioso livro, que revela um dupla de autores em plena sintonia, ao serviço de uma história muito bem contada, a cavalo entre dois géneros (o relato de guerra e o terror) que procura e consegue transcender. Tanto em termos de edição e produção, como de conteúdo, Os Vampiros é um claro passo em frente na produção nacional.
7 - Presas Fáceis, de Miguelanxo Prado, Levoir
O regresso à BD de Miguelanxo Prado com um policial negro (em todos os sentidos) que tem a crise económica e a situação a que chegou a banca, como pano de fundo. Um grito de revolta face a uma realidade que se passa em Espanha, mas que se podia perfeitamente passar em Portugal. Trocando a cor de que é mestre, por um preto e branco tão sombrio como a realidade que descreve, Prado assina mais uma obra incontornável, estranhamente ignorada pelos Prémios Profissionais de BD, atribuídos pela Comic Con...
8- Spirou: La Lumiére de Borneo, de Frank e Zidrou, Dupuis
A série Spirou vu par... já proporcionou algumas pérolas, como Le Journal d'un Ingenu, de Emile Bravo, ou as colaborações entre Yann e Schwartz e este La Lumière de Borneo, magnificamente ilustrado por um Frank Pé em estado de graça, é uma dessas pérolas. Contando com a colaboração de Zidrou, um versátil argumentista cuja série Les Beaux Etés esteve quase entrar nesta lista, e que constrói uma história à medida do universo estético de Frank Pé, La Lumière de Bornéo é a prova que ainda há histórias para contar usando os heróis clássicos, desde qu ea fidelidade ao cânone não tolha a criatividade, como acontece na série Blake e Mortimer.
9 - The Goddamned, de Jason Aaron e R. M. Guera, Image
Jason Aaron esteve para entrar nesta lista através da série Southern Bastards, mas acabei por escolher outra série para o representar, muito por força do desenho de R.M. Guera, que está num campeonato diferente de Jason Latour, cujo trabalho é, ainda assim bastante eficaz e adequado à história de Southern Bastards. Mas The Goddamned tem um fôlego épico que está naturalmente ausente de Southern Bastards, propondo uma abordagem inesperada da Bíblia, em que se percebe perfeitamente as razões de Deus para destruir a humanidade através do dilúvio. Uma história para estômagos fortes, num universo de total decadência a que Guera transmite credibilidade graças ao seu traço espectacular, que faz uma curiosa síntese de influências tão diversas, como as histórias pós-apocalípticas de Victor De La Fuente, ou o Conan de Barry Windsor-Smith.
10 - The Vision, de Tom King e Gabriel Hernandez Walta, Marvel
Tom King foi para mim o argumentista-revelação de 2016. Este antigo agente da C.I.A. que é actualmente o responsável pela principal revista do Batman, onde consegue estar à altura do pesado legado de Scott Snyder, esteve para entrar nesta lista através The Sheriff of Babylon, uma série da Vertigo inspirada na experiência pessoal de King no Iraque após a queda de Sadam Hussein, mas The Vision está num patamar superior. Pegando num personagem de segundo plano da Marvel, que ganhou outra visibilidade graças ao último filme dos Vingadores, King e Walta constroem uma história profundamente sensível sobre a essência do ser humano, que é, de longe, das melhores coisas que a Marvel publicou nos últimos anos.
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terça-feira, 10 de janeiro de 2017
As 10 Melhores BDs que li em 2016 - Parte 1
Cumprindo a tradição, aqui vos deixo, em duas partes, a lista das melhores Bandas Desenhadas que li pela primeira vez em 2016. Mais uma vez, a escolha não foi fácil e quase me deu vontade de criar uma categoria para as melhores BDs que reli em 2016, única maneira de incluir o Sandman de Neil Gaiman e o Miracleman, de Alan Moore (o "escritor original") nas minhas leituras de 2016.
Quanto às escolhas, apresentadas, como sempre, por ordem alfabética, deixam de fora uma obra-prima como o Le Rapport de Brodeck, de Larcenet, apenas porque o primeiro volume já tinha estado na minha lista de 2015. Do mesmo modo, alguns dos argumentistas presentes nesta lista, (como Jason Aaron, El Torres, ou Tom King) poderiam estar representados por outros títulos, mas foi necessário escolher um título por autor.
Para a semana, fica prometida a segunda e última parte da lista.
1 - Black Dog: The Dreams of Paul Nash, Dave McKean, Dark Horse
Trabalho de encomenda no âmbito do projecto 14-18 Now, para comemorar o trabalho do pintor Paul Nash sobre a I Guerra Mundial, Black Dog é uma singular biografia do pintor, que parte das memórias e dos sonhos de Paul Nash para reconstituir a vida e a obra do artista. Fazendo juz ao seu imenso talento e versatilidade, McKean dá um verdadeiro show visual, fazendo uma muito conseguida síntese entre a arte de Nash e o seu próprio traço. Um regresso em grande forma de McKean à BD!
2 - Dylan Dog: Mater Morbi/ Dopo un Lungo Silenzio, Roberto Recchionni, Tiziano Sclavi, Massimo Carnevale, G. Casertano, Bonelli
No ano que passou tive ocasião de ler bastantes histórias de Dylan Dog e aí houve duas que sobressaíram, até pelas suas características bem distintas, razão porque neste caso optei por uma dupla nomeação. Mater Morbi, escrita por Roberto Recchionni, o actual responsável pela coordenação da série Dylan Dog é uma reflexão sombria sobre a doença e das melhores histórias do detective do pesadelo das últimas décadas, muito bem ilustrada por Massimo Carnevale. Já Dopo un Longo Silenzio assinala o regresso de Tiziano Sclavi à série que criou, numa história eivada de melancolia, em que os elementos fantásticos dão lugar à dura realidade do alcoolismo, quando Dylan Dog, um ex-alcoólico, volta a ceder ao vício.
3 - House of Penance, Peter Tomasi e Ian Bertram, Dark Horse
Uma das maiores surpresas de 2016, House of Penance parte de uma história real, já explorada por Alan Moore na série Swamp Thing: a casa Winchester, mandada construir por Sarah Winchester, a viúva de William Winchester, o milionário da indústria de armamento, criador das célebres espingardas Winchester. Uma mansão que se manteve em construção durante 38 anos, 24 horas por dia, até à morte de Sarah. Esta casa em perpétua ampliação, sem obedecer a um qualquer plano arquitectónico, que Sarah Winchester considerava como o meio de acalmar as almas de todas as pessoas mortas pelas espingardas Winchester, acaba por ser uma das personagens principais da história imaginada por Peter Tomasi e ilustrada num estilo extremamente original por Iam Beltram, num traço grandemente detalhado e caricatural, que faz lembrar um pouco o brasileiro Rafael Grampá, muitíssimo bem servido pelas cores de Dave Stewart.
4 - La Huela de Lorca, Carlos Hernandez e El Torres, Norma
Descobri o trabalho e a versatilidade de El Torres na última Comic Con, onde esteve presente com o livro Hoje Aconteceu-me uma Coisa Brutal, uma bem construída e eficaz história de super-heróis Made in Spain. depois disso li El Fantasma de Gaudi, uma belíssima homenagem à arquitectura de Gaudi, disfarçada de história policial clássica na melhor tradição franco-belga, mas o livro que me encheu as medidas foi este La Huela de Lorca, uma singular biografia do poeta espanhol contada através do olhar daqueles que o conheceram. Para além do excelente traço e de uma eficaz uilização da bicromia, Carlos Hernandez revela um excelente sentido de planificação, com algumas soluções narrativas muito bem conseguidas, especialmente nas sequências protagonizadas por Dali e Buñel.
4 - La Huela de Lorca, Carlos Hernandez e El Torres, Norma
Descobri o trabalho e a versatilidade de El Torres na última Comic Con, onde esteve presente com o livro Hoje Aconteceu-me uma Coisa Brutal, uma bem construída e eficaz história de super-heróis Made in Spain. depois disso li El Fantasma de Gaudi, uma belíssima homenagem à arquitectura de Gaudi, disfarçada de história policial clássica na melhor tradição franco-belga, mas o livro que me encheu as medidas foi este La Huela de Lorca, uma singular biografia do poeta espanhol contada através do olhar daqueles que o conheceram. Para além do excelente traço e de uma eficaz uilização da bicromia, Carlos Hernandez revela um excelente sentido de planificação, com algumas soluções narrativas muito bem conseguidas, especialmente nas sequências protagonizadas por Dali e Buñel.
5 - Le Retour de la Bondrée, Aimée De Jongh, Dargaud
Esta novela gráfica de estreia de Aimée De Jongh, uma jovem autora holandesa, foi uma belíssima surpresa, não tanto em termos gráficos, onde o trabalho de De Jongh é eficaz, sem grandes rasgos, mas sobretudo pela excelente história de um livreiro prestes a fechar uma etapa da sua vida, muitíssimo bem contada, com um final que se revela surpreendente, apesar das pistas estarem todas lá, ao alcance do leitor mais perspicaz. Uma bela estreia de uma autora a seguir com atenção.
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