É a notícia do dia, o ataque à sede do jornal satírico francês Charlie Hebdo, esta manhã em Paris, que provocou 12 mortos, entre os quais Charb, o director do jornal e os cartoonistas Cabu, Tignoux e Wolinski, decano da caricatura francesa e Grande Prémio de Angoulême em 2005. As paródias que o jornal e os seus cartoonistas faziam com todas as religiões valeram-lhes vários processos e um atentado à bomba em 2011, como represália de terem publicado em França as caricaturas de Maomé. Mas hoje os extremistas religiosos foram ainda mais longe e dois ou três homens armados entraram no jornal e abateram a sangue frio 10 jornalistas e cartoonistas e dois polícias, tendo provocado mais de uma dezena de feridos.
Não vai ser fácil ao Charlie Hebdo, privado do seu director e dos seus principais ilustradores, sobreviver a este duro golpe, mas é importante que o faça em nome da liberdade de expressão e para mostrar ao mundo que o terror desta vez não venceu. E a verdade é que neste momento, todos somos Charlie Hebdo, como o demonstram este punhado de cartoons feitos por autores de Banda Desenhada, que escolhi entre as várias dezenas que circulam na Net, demonstrando a solidariedade da classe artística para com estes mártires da liberdade de expressão.
Zep
Geluck
Boulet
Baudoin
Joann Sfar
Falcato
Benjamin Lacombe
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
Je Suis Charlie
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terça-feira, 30 de dezembro de 2014
Peanuts e os Smiths: uma mistura perfeita!
Há ideias assim! Tão simples quanto geniais. Lauren LoPrete, uma designer gráfica de Oakland, depois de ver um poster dos Smiths de 1986, onde aparecia Charlie Brown, o famoso miúdo criado por Charles Schulz para a série Peanuts, decidiu pegar em tiras dos Peanuts e substituir os diálogos de Schulz por pedaços de letras de Morrisey para as canções dos Smiths. E o resultado é surpreendentemente eficaz, pois a mistura dos universos, marcados pela mesma malaise existencial, resulta perfeitamente, convencendo até o próprio Morrisey, que foi o primeiro a vir defender Lauren, quando os advogados de Johnny Marr (Morrisey e Marr dividem os direitos sobre as canções dos Smiths) a intimaram a fechar o seu Tumblr, por violação dos direitos de autor.
O site de Laurem chama-se This Charming Charlie e pode ser visto aqui.
Eu aqui no blog, deixo-vos com um punhado de exemplos de como as letras de Morrisey encaixam que nem uma luva nos pequenos dramas de Charlie Brown, Snoopy, Lucy e Linus, os pequenos (anti) heróis criados por Charles Schultz, naquela que é (Bill Waterson e o seu Calvin que me desculpem) a melhor tira cómica de sempre.
NOTA - Este post é dedicado à memória da Patrícia, grande fã dos Smiths que está finalmente em paz.
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quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
FELIZ NATAL!
Como os clássicos nunca passam de moda, este ano escolhi para o habitual post natalício, este pormenor da página dominical de 17 de Dezembro de 1907 do Little Nemo, do grande Winsor McKay.
Para todos os visitantes deste blog, aqui ficam os meus votos de um Feliz Natal, de preferência com muita BD no sapatinho, e de um excelente Ano de 2015!
Para todos os visitantes deste blog, aqui ficam os meus votos de um Feliz Natal, de preferência com muita BD no sapatinho, e de um excelente Ano de 2015!
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
DC Comics recria cartazes de filmes famosos nas capas das suas revistas
Embora as revistas só cheguem às lojas de BD em Março de 2015, já circulam na Net as capas alternativas das principais revistas da DC, que recriam com os heróis da casa, como o Batman ou o Superman, alguns dos mais icónicos cartazes de cinema das últimas décadas. Cartazes de filmes como Matrix, Bullit, Forbiden Planet, Enter the Dragon, 300 e muitos outros imediatamente reconhecíveis. Ao todo, são 22 capas alternativas, assinada por grandes nomes dos comics e da ilustração, como Gene Ha, Joe Quiñones e, sobretudo Dave Johnson e Bill Sienkiewicz, que, não por acaso assinam as minhas capas favoritas.
Mas como uma imagem vale mais do que mil palavras, deixo-vos aqui um bom punhado delas, com as recriações dos ilustradores escolhidos pela DC, lado a lado com os cartazes originais que lhes serviram de inspiração. Depois digam-me qual foi a de que mais gostaram.
Bill Sienkiewicz desenha a Mulher Maravilha numa homenagem ao filme 300
Dave Johnson substitui Steve McQueen pela Catwoman
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terça-feira, 9 de dezembro de 2014
Um punhado de Imagens da Comic Con Portugal 2014
Terminada a Comic Con é altura de fazer um balanço. E, na minha perspectiva foi um sucesso! Tanto como livreiro e como fã, superou as minhas expectativas e também as da organização, que em entrevistas dadas antes do evento apontava os 20 mil visitantes com o o número a atingir (ultrapassaram os 30 mil). Em termos comerciais, correu muito bem para a Dr. Kartoon e só não correu melhor porque houve vários títulos que esgotaram e não tínhamos mais para vender e também porque mesmo ao nosso lado estava o stand da FNAC, que trouxe vários títulos que nós também trouxemos.
Claro que há muita coisa a melhorar e o tremendo afluxo de visitantes no sábado trouxe problemas que a organização teve dificuldade em resolver.
Não sei se não teria sido melhor concentrar a Comic Con em metade da Exponor, pois se a zona comercial estava muito bem composta em termos de ocupação, havia outras zonas que pareciam demasiado desertas, para além das longas distâncias que era preciso percorrer dentro da Exponor. A zona infantil, por exemplo, estava afastada de tudo e eu só no domingo é que me apercebi da sua existência.
Também as acessibilidades em termos de transportes precisam de ser afinadas, com uma articulação com a CP e os STCP, de modo a haver mais autocarros e até comboios especiais com autocarros directos, como há para alguns Festivais de Verão.
De resto, a parte das exposições resumia-se a uma interessante ExpoSyfy, organizada pelo canal SyFy, que tinha material original bastante interessante e uma exposição de BD, sem originais, colocada num local de passagem, mas sem grande destaque. Também num local de passagem, mas estrategicamente melhor colocado, estava um dos espaços de que mais gostei no Festival: a Artists Alley, onde era possível contactar directamente com os autores (o Lisbon Studio estava lá em peso) e comprar-lhes directamente livros, prints e até originais.
Tal como na Comic Con de San Diego (a única onde estive) o peso da BD é abafado pelo destaque dado aos filmes e às séries, mas a verdade é que muito do público que foi a Comic Con para ver os seus autores favoritos, acabou por comprar livros de BD nos diversos stands presentes. Destaque para o cosplay, com imensa gente mascarada e com disfarces muito bem conseguidos, que não se limitavam às personagens de anime. Havia supe-rheróis, personagens de TV, zombies, um batalhão de Storm Troopers, que todos os dias às seis da tarpe, realizava um Imperial March, com Darth Vader e Princesa Leia, um sósia do Sheldon da Teoria do Big Bang e até um Obelix.
A aposta no mercado espanhol também se revelou certeira, pois havia imensos espanhóis na Comic Con que ajudaram em muito aos impressionantes números de visitantes. E a esse nível ibérico foi interessante verificar o reatar de pontes entre o Porto e a Galiza, que o saudoso Salão do Porto tão bem cultivou, com Melo Melowsky, um dos responsáveis do Salão da Coruña e proprietário da Livraria Banda Deseñada, em Vigo, a dar um apoio decisivo na organização da parte da BD.
Com tanta gente e filas para tudo, nem sequer pensei em ver os artistas de televisão e mesmo autógrafos de BD, fiquei-me pelo de Miguelanxo Prado e apenas porque lhe entreguei o livro e ele trouxe-mo no dia seguinte autografado, não tendo precisado de ficar em filas.
Tanto como livreiro, mas sobretudo como fã, valeu a pena ter estado na Comic Con e para o ano conto lá estar outra vez. Um evento destes fazia falta a Portugal, pois como o desenhador Jorge Coelho sintetizou de forma lapidar, a partir de agora "temos um Festival "Indy" em Beja, um Festival "europeu" na Amadora e uma Comic Con no Porto".
A animação no stand da Kingpin
Filipe Melo e Juan Cavia numa sessão de autógrafos no stand da Dr. Kartoon
Sara, a simpática "menina do IPad, que nos fez companhia no Stand
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