segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Universo Marvel 13 - Vingadores: Cerco
OS VINGADORES ENFRENTAM O CERCO A ASGARD
UNIVERSO MARVEL VOL 13
Vingadores: Cerco
Argumento – Brian Michael Bendis
Desenhos – Olivier Coipel
Quinta, 02 de Outubro + 8,90€
Cerco, a saga do Universo Marvel que chega aos quiosques na próxima quinta-feira, serve de conclusão a quase dez anos de histórias, concebidas com uma precisão de relojoeiro por Brian Michael Bendis, que pudemos acompanhar nesta e em anteriores colecções que o Público e a Levoir dedicaram à Marvel. Uma vasta saga iniciada com a Guerra Civil, já publicada numa anterior colecção e que tem neste Cerco o seu capítulo final, que vem alterar profundamente o status quo do Universo Marvel.
O Cerco que dá nome a esta saga, é o cerco a Asgard, a mítica terra dos Deuses Nórdicos, transportada para os céus da América profunda, como vimos no 5º volume dedicado ao Poderoso Thor, que é atacada pela H.A.M.M.E.R., a mais poderosa força de segurança do mundo, comandada por Norman Osborn, que substituiu a S.H.I.E.L.D., depois desta ter sido dissolvida na sequência dos acontecimentos da Invasão secreta. Uma história épica, que opõe os heróis da Terra aos Deuses de Asgard, com os Vingadores a juntarem-se a Thor na defesa do reino de Asgard, contra as tropas de Norman Osborn, que além da H.A.M.M.E.R., incluem os Vingadores Negros, super-vilões contratados para se fazerem passar pelos Vingadores originais e a Cabala, uma organização secreta criada por Osborn para concretizar o seu objectivo da dominação mundial.
Para além de pôr um fim definitivo à meticulosamente orquestrada tentativa de conquista do Universo Marvel por Norman Osborn, este volume assinala o regresso em grande forma da trindade fundadora dos Vingadores, Homem de Ferro, Capitão América e Thor, que a Guerra Civil tinha colocado de lados diferentes da barricada.
A ilustrar esta saga épica, está o nosso bem conhecido Olivier Copiel que, depois de Dinastia de M e Thor: Renascido, dá aqui mais uma prova do seu imenso talento visual.
Texto publicado no Jornal Público de 26/09/2014
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quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Amadora BD 2014 - Finalmente toda a informação!
Quando faltam exactamente 22 dias para a abertura do Festival, eis que é finalmente revelado o programa do 25º Festival de BD da Amadora, ultimamente rebaptizado como Amadora BD.
Assim, temos como exposição central uma mostra colectiva, comissariada por Luís Salvado e Sara Figueiredo Costa, que tinha como nome "O estado da Arte", nome que aparentemente caiu, pois não vem mencionado no dossier de imprensa... mas o que interessa é que a exposição pretende fazer uma reflexão sobre a actualidade da universo da BD.
De resto, a autora em destaque é Joana Afonso, que desenhou o belo cartaz e vai ter direito a uma exposição a propósito do livro O Baile, escrito por Nuno Duarte, que o ano passado arrebatou todos os prémios. Haverá também exposições para os restantes títulos premiados, com excepção de Fun Home, de Alison Bechdel, que não estará presente, nem terá exposição, tal como aconteceu no ano anterior com Craig Thompson e o seu Blankets...Quanto a exposições comemorativas, teremos os 50 anos da Mafalda e os 75 anos do Batman devidamente assinalados e haverá ainda uma exposição dedicada ao livro Jim Curioso, de Mathias Picard, a lançar pela Polvo durante o Festival, aproveitando a presença do autor na Amadora.
Quanto a convidados estrangeiros, estão anunciados Eric Shanower (autor do excelente Age of Bronze), Rafael Coutinho (filho de Laerte e um dos grandes nomes da nova BD brasileira), Ken Nimura (autor de Matei Gigantes, que a Kingpin acaba de editar) e os americanos Joe Stanton e Thomas Grindberg, que trabalharam tanto com o Batman, como com o Silver Surfer, podendo entretanto haver outras confirmações... ou desistências.
Sobre as exposições dos 75 anos do Batman e do livro do Surfista Prateado editado pela Levoir com o Público, que ganhou o preémio dos Clássicos da 9ª Arte o ano passado, posso falar um pouco mais em pormenor, pois sou co-comissário de ambas, em conjunto com o americano Lawrence Klein.
E nos dois casos conseguimos reunir um conjunto bastante interessante de pranchas originais, de autores do calibre de Frank Miller, Tim Sale, Jim Lee, Moebius, Bernie Wrightson, Alex Ross, John Byrne, David Mazzucchelli, John Buscema, Joe Stanton, Neal Adams, Walt Simonson, Gene Colan entre muitos outros. A integrar a exposição do Batman haverá uma série de homenagens de artistas nacionais (com o Lisbon Studio em peso) e estrangeiros, que recriam capas icónicas, o mesmo acontecendo na exposição do Silver Surfer, em que Penim Loureiro e Pedro Morais reinterpretam momentos-chave do Surfista Prateado de Moebius. É precisamente destes dois projectos que escolhi as imagens que ilustram este post: um Batman de Ricardo Cabral no Chiado e uma bela homenagem de Penim Loureiro ao Surfista Prateado de Moebius e Stan Lee.
Para terminar, quero falar de uma exposição que não vai haver. A dedicada ao livro Contos de Fadas da Marvel, que a Levoir e o Público vão lançar na semana anterior ao começo do Festival, e que recolhe os trabalhos de estreia na Marvel dos portugueses João Lemos, Ricardo Tércio e Nuno Plati.
A exposição foi proposta em inícios de Maio e na altura foi-me dito que "em princípio, sim", se faria a exposição, tendo ficado a organização de me dar uma resposta na semana seguinte. Ao fim de quatro meses sem qualquer resposta, foi-me finalmente confirmado que o "em princípio, sim", se tinha transformado num "afinal, não". Acho que foi pena para o público e sobretudo para os autores, mas mesmo sem exposição, os seus trabalhos estarão finalmente disponíveis em português, a partir do dia 16 de Outubro dia em que o volume da colecção Universo Marvel que recolhe os seus trabalhos, chegará às bancas.
Assim, temos como exposição central uma mostra colectiva, comissariada por Luís Salvado e Sara Figueiredo Costa, que tinha como nome "O estado da Arte", nome que aparentemente caiu, pois não vem mencionado no dossier de imprensa... mas o que interessa é que a exposição pretende fazer uma reflexão sobre a actualidade da universo da BD.
De resto, a autora em destaque é Joana Afonso, que desenhou o belo cartaz e vai ter direito a uma exposição a propósito do livro O Baile, escrito por Nuno Duarte, que o ano passado arrebatou todos os prémios. Haverá também exposições para os restantes títulos premiados, com excepção de Fun Home, de Alison Bechdel, que não estará presente, nem terá exposição, tal como aconteceu no ano anterior com Craig Thompson e o seu Blankets...Quanto a exposições comemorativas, teremos os 50 anos da Mafalda e os 75 anos do Batman devidamente assinalados e haverá ainda uma exposição dedicada ao livro Jim Curioso, de Mathias Picard, a lançar pela Polvo durante o Festival, aproveitando a presença do autor na Amadora.
Quanto a convidados estrangeiros, estão anunciados Eric Shanower (autor do excelente Age of Bronze), Rafael Coutinho (filho de Laerte e um dos grandes nomes da nova BD brasileira), Ken Nimura (autor de Matei Gigantes, que a Kingpin acaba de editar) e os americanos Joe Stanton e Thomas Grindberg, que trabalharam tanto com o Batman, como com o Silver Surfer, podendo entretanto haver outras confirmações... ou desistências.
Sobre as exposições dos 75 anos do Batman e do livro do Surfista Prateado editado pela Levoir com o Público, que ganhou o preémio dos Clássicos da 9ª Arte o ano passado, posso falar um pouco mais em pormenor, pois sou co-comissário de ambas, em conjunto com o americano Lawrence Klein.
E nos dois casos conseguimos reunir um conjunto bastante interessante de pranchas originais, de autores do calibre de Frank Miller, Tim Sale, Jim Lee, Moebius, Bernie Wrightson, Alex Ross, John Byrne, David Mazzucchelli, John Buscema, Joe Stanton, Neal Adams, Walt Simonson, Gene Colan entre muitos outros. A integrar a exposição do Batman haverá uma série de homenagens de artistas nacionais (com o Lisbon Studio em peso) e estrangeiros, que recriam capas icónicas, o mesmo acontecendo na exposição do Silver Surfer, em que Penim Loureiro e Pedro Morais reinterpretam momentos-chave do Surfista Prateado de Moebius. É precisamente destes dois projectos que escolhi as imagens que ilustram este post: um Batman de Ricardo Cabral no Chiado e uma bela homenagem de Penim Loureiro ao Surfista Prateado de Moebius e Stan Lee.
Para terminar, quero falar de uma exposição que não vai haver. A dedicada ao livro Contos de Fadas da Marvel, que a Levoir e o Público vão lançar na semana anterior ao começo do Festival, e que recolhe os trabalhos de estreia na Marvel dos portugueses João Lemos, Ricardo Tércio e Nuno Plati.
A exposição foi proposta em inícios de Maio e na altura foi-me dito que "em princípio, sim", se faria a exposição, tendo ficado a organização de me dar uma resposta na semana seguinte. Ao fim de quatro meses sem qualquer resposta, foi-me finalmente confirmado que o "em princípio, sim", se tinha transformado num "afinal, não". Acho que foi pena para o público e sobretudo para os autores, mas mesmo sem exposição, os seus trabalhos estarão finalmente disponíveis em português, a partir do dia 16 de Outubro dia em que o volume da colecção Universo Marvel que recolhe os seus trabalhos, chegará às bancas.
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domingo, 28 de setembro de 2014
Universo Marvel 12 - Dr. Estranho e Dr. Destino: Triunfo e Tormento
Como no caso deste volume o editorial é da minha autoria, mais uma vez opto por deixar aqui esse editorial em vez do texto que saiu no jornal Público, que por questões óbvias de espaço é bastante menos desenvolvido.
O HOMEM POR TRÁS DA MÁSCARA DE FERRO
UNIVERSO MARVEL VOL 12
Dr. Estranho e Dr. Destino: Triunfo e Tormento
Argumento – Roger Stern, Gerry Conway e Bill Matlo
Desenhos – Mike Mignola, Gene Colan e Kevin Nowlan
Tendo feito a sua primeira aparição no nº 5 da revista Fantastic Four, de Julho de 1962, a sua origem só seria contada quase dois anos depois, no Fantastic Four Annual nº 2. É ai que descobrimos o seu verdadeiro nome, Victor Von Doom, a sua infância no principado da Latveria, a sua origem cigana e o destino trágico da sua mãe, Cynthia Von Doom, uma feiticeira cigana, morta e condenada ao eterno sofrimento pelo demónio Mefisto, e também do seu pai, Werner, um médico prestigiado, que vai sacrificar a vida para salvar a de Victor. Tendo descoberto as actividades necromânticas da sua mãe após a morte desta, Victor vai alargar o seu ramo de estudos para o campo do oculto, buscando no sobrenatural uma maneira de se vingar do Barão, que reinava sobre a Latveria com mão de ferro e que foi responsável pela morte do seu pai e pela perdição da alma da sua mãe. A sua atracção pelo sobrenatural não o impediu de se revelar um aluno brilhante e inventivo nas disciplinas mais tradicionais, com resultados impressionantes que atraíram a atenção do Reitor da Empire State University, prestigiada Universidade americana, onde teve como colega outro aluno brilhante, Reed Richards, o futuro Sr. Fantástico, líder do Quarteto Fantástico.
Mais do que pela amizade e posterior rivalidade com Reed Richards, é através do equilíbrio instável entre os dois polos da sua herança familiar, a magia e a ciência, que o percurso do Doutor Destino vai ser traçado e, se na maior parte das histórias em que enfrenta o Quarteto Fantástico, o ênfase vai para o seu génio científico, no caso de Triunfo e Tormento, são as capacidades do Doutor Destino enquanto feiticeiro que ganham relevo.
Publicada originalmente como uma novela gráfica em 1989, Triunfo e Tormento centra-se na descida aos infernos do Doutor Destino para libertar a alma da sua mãe do Inferno, num combate com Mefisto anualmente repetido de forma inglória, em cada noite de solstício de Verão. Uma premissa que nos remete para as lendas da Antiguidade Clássica, como os Doze Trabalhos de Hércules e, sobretudo, a ida do poeta Orfeu ao Hades para tentar salvar a sua amada Eurídice. Mas já Gerry Conway, que por diversas vezes tinha ido beber inspiração à mitologia clássica, tinha utilizado essa premissa numa história ilustrada pelo grande Gene Colan, publicada em 1970 no nº 8 da revista Astonishing Tales e que Roger Stern soube aproveitar, criando uma continuação dessa história que nenhum autor posterior tinha explorado devidamente, em Triunfo e Tormento. Mas além de continuar a história, Stern introduz um novo elemento na equação, Doutor Estranho, o Feiticeiro supremo. E esta presença do Doutor Estranho revela-se perfeitamente lógica, pois como refere Roger Stern, o Doutor Destino “é um génio da ciência, mas claro que não é o maior feiticeiro do mundo, pois esse título pertence ao Doutor Estranho. Por isso, se ele tem descer aos Infernos, gostaria de ter o maior de todos os feiticeiros do seu lado. Mas como Destino é demasiado orgulhoso para pedir a ajuda do Doutor Estranho, vai ter que o manipular, de modo a conseguir a sua ajuda.”
Apesar da armadura e máscara que lhe dão um aspecto mecânico, quase robótico, o Dr. Destino é uma personagem tremendamente humana, com uma dimensão trágica que Roger Stern realça de forma eficaz, mostrando que por trás da máscara de ferro está um homem, um filho que não esquece a mãe e que, apesar da presença do Dr. Estranho, assume aqui o principal protagonismo. O próprio Roger Stern reconhece isso, ao dizer que “a história começou como uma novela gráfica do Doutor Estranho, mas à medida que ia escrevendo, quase que se tornou uma novela gráfica do Doutor Destino, porque a personalidade de Destino era tão forte que começou a tomar conta do livro”
Entre a ideia inicial de Roger Stern e a publicação da história, passaram-se quase sete anos. Um atraso motivado por outros afazeres de Stern, que escrevia em média duas a três revistas por mês, mas sobretudo por razões editoriais, pois nessa altura John Byrne estava a escrever e desenhar uma longa saga na revista Fantastic Four em que o Doutor Destino estava ausente, presumivelmente morto. Um atraso inesperado, mas que permitiu ter Mike Mignola, o futuro criador de Hellboy, como desenhador de uma história feita à medida do seu universo estético e criativo, então ainda em embrião.
Nascido em 1960, Mignola estudou ilustração no California College of the Arts e iniciou-se profissionalmente na BD na Marvel em 1983, um ano depois de ter concluído o curso, colaborando em títulos como The Incredible Hulk, a mini-série dedicada a Rocket Raccon, personagem que os leitores conhecem do volume dedicado aos Guardiões da Galáxia, e a antologia Marvel Fanfare. Mas o seu estilo peculiar, em que as sombras são usadas para criar ambientes, que se afirmou definitivamente durante a década seguinte, graças a Gotham, Sangue e Sombra, uma história alternativa do Batman, publicada em Portugal na primeira colecção que a Levoir dedicou à DC, e à adaptação à BD do filme Dracula, de Francis Ford Coppola, está já presente neste Triunfo e Tormento, que assinala a primeira descida aos Infernos de um personagem desenhado pelo criador de Hellboy. Neste caso, grande parte do mérito não pode deixar de ir para Mark Badger que assegura a arte-final e as cores de Triunfo e Tormento de uma forma perfeita que realça devidamente as características identificativas da arte de Mignola, em que os elementos arquitectónicos em ruínas, envoltos nas sombras, contribuem para a criação de um ambiente único.
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segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Universo Marvel 11 - Vingadores para Sempre (Parte 2)
O COMBATE FINAL ENTRE OS VINGADORES
E OS GUARDIÕES DO TEMPO
UNIVERSO MARVEL VOL 11
Vingadores para Sempre! (Parte 2)
Argumento - Kurt Busiek
Desenho - Carlos Pacheco e Jesus Merino
Quinta, 18 de Setembro + 8,90€
Com a publicação na próxima quinta-feira, da segunda parte da saga Vingadores para Sempre! esta aventura épica chega ao fim, com o combate final entre os Vingadores ajudados por Kang, que tem de combater o seu futuro “eu”, Immortus, e os Guardiões do Tempo. Uma história que, para além de confirmar como Kurt Busiek consegue utilizar o seu conhecimento enciclopédico da história da Marvel ao seu serviço de uma intriga tão complexa como coerente, que recupera os heróis clássicos dos Westerns da “Casa da Ideias”, como o Rawhide Kid, Kid Colt, Two-Gun Kid e os Gunhawks, tem ainda o mérito adicional de fazer brilhar devidamente o imenso talento do desenhador Carlos Pacheco.
Um dos mais importantes e populares autores latinos a trabalhar nos comics de super-heróis, o espanhol Carlos Pacheco soube rapidamente construir uma carreira ímpar, em que deu o seu cunho pessoal aos principais heróis da Marvel e da DC, para além de abrir o caminho para a invasão do mercado americano de super-heróis por uma série de desenhadores de origem espanhola, como Salvador Larroca, Rafa Fonteriz, Guillem March, Javier Pulido, Oscar Jimenez e Jesus Merino, seu colaborador habitual, que aqui assina a arte-final.
Profundamente influenciado pelos comics de super-heróis, Pacheco iniciou-se na BD em Espanha através dos concursos de descobertas de novos talentos promovidos pelo editor Josep Toutain, mas começou a dar nas vistas entre 1978 e 1982 como ilustrador das capas da Colecção “Clássicos Marvel”, da editorial Forúm, onde teve a possibilidade de desenhar pela primeira vez muitos dos heróis com que viria a trabalhar anos mais tarde, como desenhador regular.
Leitor ávido e profundo conhecedor das histórias de super-heróis, a ponto de ter criado, com Rafael Marin e Rafa Fonteriz, a série Iberia Inc., protagonizada por um grupo de super-heróis espanhóis, a entrada de Carlos Pacheco no mundo dos comics de super-heróis era uma questão de tempo. Essa entrada vai ter lugar em Dezembro de 1992, pela porta dos fundos, através da Marvel UK, ao fim de 10 anos a mandar submissões às grandes editoras americanas.
O seu trabalho como desenhador na série Dark Guard desperta a atenção dos editores e, quase em simultâneo, Pacheco recebe convites para trabalhar para as duas grandes editoras americanas. Na anterior colecção que o Público e a Levoir dedicaram à editora de Batman e Superman, pudemos apreciar o seu trabalho para a DC. Agora, nestes dois volumes temos oportunidade de ver Carlos Pacheco a desenhar os maiores heróis da Marvel, com resultados tão espectaculares como conclusivos, que o colocam a par dos maiores desenhadores que já passaram pelas revistas dos Vingadores, como Neal Adams, ou George Pérez.
Publicado originalmente no jornal Público de 12/09/2014.
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sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Universo Marvel 10 - Vingadores para Sempre! (Parte 1)
OS VINGADORES LUTAM (LITERALMENTE) CONTRA O TEMPO
NA PRIMEIRA PARTE DA MAIS ÉPICA DAS SAGAS DO UNIVERSO MARVEL
UNIVERSO MARVEL VOL 10
Vingadores: para Sempre! (Parte 1)
Argumento - Kurt Busiek
Desenho - Carlos Pacheco e Jesus Merino
Quinta, 11de Setembro + 8,90€
Depois de estarem em destaque no volume anterior, graças ao clássico Dias de um Futuro Esquecido, as viagens no tempo e os paradoxos espaço-temporais estão também no fulcro de Vingadores para Sempre, a história de Kurt Busiek e Carlos Pacheco, que reúne as diferentes gerações de Vingadores ( do passado, do presente e do futuro) numa aventura épica, cuja primeira parte se publica na próxima quinta-feira.
Publicado originalmente como uma série de 12 números, entre Dezembro de 1998 e Fevereiro de 2000, Avengers Forever vem demonstrar o conhecimento verdadeiramente enciclopédico de Kurt Busiek sobre o Universo Marvel, colocado ao serviço de uma história tão complexa como ambiciosa.
Busiek, que os leitores bem conhecem do incontornável Marvels, já publicado nesta mesma colecção, leva aqui ainda mais longe a sua erudição quase obsessiva sobre a história do universo Marvel, para construir uma história épica, que se espalha por séculos e universos diferentes, envolvendo dezenas de personagens de diferentes realidades temporais que, em muitos casos, nunca se tinham encontrado antes.
Contando com o virtuosismo do espanhol Carlos Pacheco no desenho, auxiliado pelo seu compatriota Jesus Merino, na arte-final, Busiek constrói uma história empolgante e visualmente espectacular que deixará loucos os leitores mais fanáticos, mas que está suficientemente bem estruturada para ser lida sem grandes dificuldades pelo leitor ocasional.
O ponto de partida da história é a vontade de Immortus, o Mestre do Tempo, de matar o jovem Rick Jones (personagem directamente ligado à origem do Hulk) para impedir que este mais tarde seja responsável pela destruição do multiverso. Mas Rick Jones conta com aliados de peso que o ajudarão a manter-se vivo. São eles os Vingadores e Kang, o Conquistador, identidade assumida por Immortus quando viajou no tempo até ao Egipto dos Faraós, que assim vai confrontar-se com uma outra versão de si próprio. Algo que pode parecer confuso ao leitor, mas que faz todo o sentido numa história em que as alterações feitas ao passado, vão inevitavelmente dar origem a um futuro alternativo.
Depois de uma série de peripécias e de espectaculares cenas de acção, este primeiro volume termina com os Vingadores a prepararem-se para atacar a fortaleza de Immortus, no Limbo, mas será preciso ler o próximo volume para saber a conclusão desta história épica, cuja acção decorre entre a pré-história e um futuro distante, passando pelo Velho Oeste, ou os anos 50 do século XX.
Publicado originalmente no jornal Público de 05/09/2014
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