Mostrar mensagens com a etiqueta revista Memo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta revista Memo. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Evocando Jayme Cortez... na semana do aniversário da sua morte

Recordou-me o Blogue BDBD, de Luiz Beira e Carlos Rico, uma data que me tinha passado despercebida: a do aniversário da morte de Jayme Cortez, falecido a 4 de Junho de 1987.
Apesar da sua ligação à revista Mosquito, onde se estreou na BD, Cortez acabou por ter uma importância muito maior para a BD brasileira, pois imigrou para o Brasil em 1947, com 21 anos e foi nesse país que desenvolveu uma carreira impressionante no campo da Banda Desenhada e da ilustração, sendo o grande responsável pelo aparecimento de uma geração de autores de histórias de terror, para além de ter participado directamente na organização primeira exposição sobre Banda Desenhada, que teve lugar em São Paulo, em 1951.

A sua actividade no campo da BD e da ilustração foi tão vasta como variada, tendo trabalhado nos Estúdios Maurício de Sousa, feito ilustração publicitária, publicado livros sobre desenho, trabalhado em animação e desenhado cartazes para cinema, com destaque para a sua colaboração com José Mojica Marins, o famoso Zé do Caixão, que o usou como actor em três dos seus filmes.
Mas o melhor e mais completo retrato da sua longa carreira, encontra-se na Revista Gráfica Digital Memo que lhe dedica os seus dois últimos números, o nº 5, que abrange o período que vai de 1926 a 1954, e o nº 6, que cobre os anos de 1954 a 1987. Ambos os números da revista superiormente dirigida por Toni Rodrigues podem (e devem) ser descarregados em pdf de forma gratuita no endereço da revista, cujo link está umas linhas acima neste post.
Para além de um riquíssimo acervo de ilustrações, que inclui inúmeras referências fotográficas, usadas pelo desenhador para as capas que desenhou, a revista reproduz ainda várias histórias completas de diferentes períodos da carreira de Cortez, desde Uma Espantosa Aventura, a primeira história que desenhou para o Mosquito, até às duas versões de O Retrato do Mal, a segunda das quais comentada pelo próprio autor.
Aqui vos deixo com um punhado de páginas destas duas magníficas revistas que dão o merecido destaque a um nome grande da BD nacional, que foi ainda maior no Brasil.
             Vários exemplos do uso de modelos para as ilustrações das capas
          Capas de Jayme Cortez para as edições brasileiras de E. T. Coelho
                                    Jayme Cortez e a ilustração publicitária
                           A colaboração entre Jayme Cortez e Zé do Caixão
                                A versão comentada de O Retrato do Mal