Mostrar mensagens com a etiqueta X-Men. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta X-Men. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Poderosos Heróis Marvel 7 - X-Men: Caixa Fantasma


WARREN ELLIS DÁ NOVA VIDA AOS X-MEN

Poderosos Heróis Marvel, Vol. 7
X-Men: Caixa Fantasma
Argumento – Warren Ellis
Desenho – Simone Bianchi
Quinta, 03 de Setembro + 8,90 €

O próximo volume da colecção Poderosos Heróis Marvel, assinala o regresso de dois criadores já conhecidos dos leitores: Warren Ellis e Simone Bianchi. Autores que vêm dar uma nova vida à mais popular equipa de heróis da Marvel, os X-Men. Ellis, que os leitores já conhecem de Homem de Ferro: Extremis, e Bianchi, que ilustrou Wolverine: Evolução, tiveram aqui o difícil desafio de suceder ao autor e cineasta Joss Whedon (conhecido principalmente por ser o realizador dos filmes dos Vingadores) e ao desenhador John Cassaday, responsáveis por um dos maiores sucessos comerciais e críticos dos anos recentes da Marvel, com a série Astonishing X-Men. Uma fase tão marcante como popular, que abriu uma nova era dos X-Men, em que Emma Frost passou a ser a líder dos mutantes, e cujo sucesso não era fácil de replicar.
Em 2008, a Marvel confiou ao britânico Warren Ellis a espinhosa missão de continuar essa fase de Whedon em Astonishing X-Men, relançando a equipa de uma maneira particularmente adequada para permitir que os novos leitores pudessem seguir com facilidade a saga dos mutantes. É precisamente Caixa Fantasma, a primeira das três histórias que Ellis escreveu para esse relançamento, que preenche o volume que chega às bancas na próxima quinta-feira. Um volume que apresenta algumas novidades aos leitores das aventuras dos X-Men.
Os mutantes têm agora uma nova base de operações, trocando a escola para mutantes de Nova Iorque criada pelo Professor Xavier, por um novo quartel-general, em São Francisco. Têm também uniformes e equipamento novos e uma equipa reformulada, que inclui um novo membro, a jovem japonesa Hisako Ichiki, com o nome de código, Armadura. Mas o principal desafio que se apresenta aos X-Men, consiste em lidar com as consequências do dia-M, o dia em que a Feiticeira Escarlate desactivou os genes-X de milhões de membros da raça mutante, deixando apenas 198 indivíduos dessa raça com os seus poderes (um acontecimento que os leitores portugueses puderam acompanhar em Dinastia de M, o primeiro volume da segunda série que o Público e a Levoir dedicaram à Casa das Ideias).
Tudo começa com uma mera operação policial em São Francisco, onde é descoberto o cadáver em chamas de um novo tipo de mutante. Acontecimento que vai dar origem a uma complexa e movimentada aventura, que passa por um cemitério de naves alienígenas em Chaparanga, onde os X-Men defrontam um inimigo poderoso e encontram um estranho artefacto: A Caixa Fantasma. Esse misterioso objecto, que dá nome ao livro, é um dispositivo que permite abrir portais para outras dimensões. Dimensões paralelas onde se encontram raças hostis e poderosas, que vêm na Terra um alvo apetecido.
Se Warren Ellis, cria uma história cativante, com aventura e emoção, a que não falta um toque de humor, sobretudo nos diálogos de Emma Frost, não podemos deixar de referir o extraordinário trabalho do desenhador italiano Simone Bianchi. Nascido em 1972 na Itália, em Lucca, Bianchi estreou-se na Marvel com Evolução, a história do Wolverine que pudemos ler na colecção Universo Marvel, mas este volume deixa perceber claramente a grande evolução do seu traço. Há um cuidado maior nos pormenores, mantendo-se inalterável um excelente sentido de composição, que lhe permite pensar a página e a dupla página com um a unidade estética autónoma, sem que com isso a narrativa perca legibilidade. E a escala cósmica e multidimensional desta aventura, proporciona-lhe algumas paisagens futuristas. Imagens complexas, que possibilitam espectaculares composições de dupla página, que acentuam a dimensão épica desta história.
Publicado originalmente no jornal Público de 28/08/2015

sábado, 18 de julho de 2015

Apresentação da Colecção Poderosos Heróis Marvel

É já na próxima quinta-feira, 23 de Julho, que começa a 4º colecção do Público e da Levoir dedicada à Marvel. Como de costume, aqui vos deixarei, na véspera da saída de cada livro, o texto que escrevi sobre ele para o jornal Público. Mas antes disso, aqui fica o destacável de 4 páginas de apresentação da colecção, que vai ser distribuído hoje com o  jornal de sábado e será redistribuído na próxima terça-feira.

PODER E RESPONSABILIDADE

With great power comes great responsibility”. Esta frase (um grande poder acarreta uma grande responsabilidade), dita por Ben Parker ao seu sobrinho Peter, antes de este ser picado por uma aranha radioactiva e se transformar no Homem-Aranha, funcionou com um mantra para a vida do herói e foi frequentemente repetida por outros heróis da Marvel. E este axioma, que representa bem o facto desses poderes, que tanto podem ser uma bênção como uma maldição e distinguem esses heróis do resto da humanidade, não poderem ser utilizados de animo leve, acaba por balizar a actuação dos heróis da Marvel. Esta necessidade de os heróis não desperdiçarem os dons que os tornam únicos, está presente na maioria das histórias desta nova colecção da Marvel. Uma colecção de quinze volumes de capa dura, com histórias inéditas em Portugal, que o Público e a Levoir dedicam às personagens da Casa das Ideias que, desta vez, abandona as grandes sagas que reúnem diferentes heróis, para se centrar individualmente nos mais poderosos heróis do Universo Marvel.
Mas, como não há regra sem excepção, a colecção abre e fecha com duas sagas, que reúnem um grande número de heróis. A abrir temos uma saga épica assinada por Brian Michael Bendis, que já tinha escrito as sagas que serviram de fio condutor à colecção anterior (Invasão Secreta, Cerco e Vingadores vs X-Men) e que tem como protagonista os Vingadores em luta com Ultron, o poderoso robot que está no centro do segundo filme dos Vingadores. A fechar, temos a continuação do incontornável Marvels, de Kurt Busiek e Alex Ross, publicado na anterior colecção Universo Marvel, em que Busiek continua a contar a história do Universo Marvel na perspectiva do fotógrafo Phil Sheldon, com Jay Anacleto a substituir Alex Ross na arte.
O resto da colecção consiste no regresso dos poderosos heróis que já conhecemos e em três estreias, que serão analisadas em separado. Assim, regressa o Homem de Ferro, numa história clássica assinada por John Byrne e Paul Ryan em que Tony Stark enfrenta o Mandarim e Fin Fang Foom. Heróis clássicos como O Homem-Aranha, Justiceiro e Wolverine estão presentes em histórias em que o universo dos heróis é submetido à forte marca autoral de criadores como Todd McFarlane, Garth Ennis e Steve Dillon e Frank Cho. Ed Brubaker prossegue a sua passagem incontornável pelas aventuras do Capitão América, contando desta vez com a companhia de Steve McNiven (Guerra Civil, Wolverine: O Velho Logan) para construir uma dupla de luxo. Waren Ellis ocupa-se da nova vida dos X-Men, contando com o traço único de Simone Bianchi na arte. Peter David regressa ao Incrível Hulk para, ao lado de George Perez e Dale Keown, assinar duas histórias incontornáveis do crepúsculo do gigante verde. O Demolidor está de volta numa história que introduz um novo interesse romântico na vida de Matt Murdock e assinala a estreia de David Mack na personagem, contando com o virtuosismo de Joe Quesada nos desenhos e finalmente, o poderoso Thor prossegue as suas aventuras desenhadas por Olivier Coipel, contando com Matt Fraction, um dos mais talentosos e versáteis argumentistas da actualidade, no argumento.
Tal como os poderosos heróis da Marvel sabem estar à altura da responsabilidade que esses mesmos poderes acarretam, também o Público e a Levoir tinham a responsabilidade perante os leitores e fãs da Marvel, de apresentar uma quarta série que mantivesse, ou superasse, o alto nível das anteriores colecções dedicadas à Casa das Ideias. Perante a selecção dos títulos aqui apresentados e a qualidade dos nomes que os assinam, parece-me que não restam muitas dúvidas de que, mesmo sem grandes poderes, os editores estiveram mais uma vez à altura da sua grande responsabilidade…


NOVOS HERÓIS E NOVOS AUTORES

Embora, depois dos 45 volumes com histórias da Marvel publicados desde 2012, a grande maioria dos heróis da Casa das Ideias já seja bem conhecida dos leitores do Público, ainda há espaço nesta colecção para a estreia de três poderosos heróis, em volumes individuais. São eles, por ordem de entrada em cena, a Viúva Negra, Homem-Formiga e Gavião Arqueiro.

Viúva Negra 
Criada por Stan Lee, Don Rico e Don Heck em 1964, nas páginas do nº 52 da revista Tales of Suspense, onde enfrenta o Homem de Ferro, a Viúva Negra é Natasha Romanoff, uma espia soviética. Mas, anos depois, a Viúva acabaria por passar para o Ocidente, mudar de uniforme para o fato colante que hoje conhecemos e envolver-se sentimentalmente com alguns heróis, como o Gavião Arqueiro e o Demolidor. Além disso, tornou-se agente da S.H.I.E.l.D. e membro dos Vingadores, o grupo que reúne os mais poderosos heróis da Marvel.
O passado de Natasha como agente russa é explorado precisamente nas duas histórias do volume que lhe é dedicado, em que descobrimos que ela não foi a única Viúva Negra formada pelo Quarto Vermelho, um departamento secreto do KGB. É precisamente a relação entre Natasha Romanoff eYelena Belova, a sua sucessora, que está no centro dessas histórias.

Homem-Formiga
Criado por Stan Lee, Larry Lieber e Jack Kirby em 1962, no nº 25 da revista Tales to Astonish, o Homem-Formiga original era Henry “Hank” Pym, um cientista que descobriu uma formula que lhe permite reduzir a sua massa e altura a dimensões microscópicas.
Mas Henry Pym foi apenas o primeiro Homem-Formiga, pois Scott Lang, um homem que roubou o fato de Homem-Formiga para poder salvar a vida da sua filha, acabaria por assumir o papel de Homem-Formiga, com a bênção do seu mentor, Hank Pym, o Homem-Formiga original. E é precisamente Scott Lang, o segundo Homem-Formiga, criado por David Micheliene e John Byrne em 1979, que é o protagonista do mais recente filme da Marvel, acabado de chegar às salas de cinema.

Gavião Arqueiro
Criado por Stan Lee e Don Heck em 1964, no nº 57 da revista Tales of Suspense, Clint Barton, o Gavião Arqueiro começou por ser um vilão, mas rapidamente se redimiu e tornou-se um dos mais antigos membros dos Vingadores, compensando a sua ausência de poderes especiais, com uma pontaria infalível com arco e flecha. Tal como aconteceu com a Viúva Negra, a sua presença nos filmes dos Vingadores contribuiu para aumentar exponencialmente a sua popularidade junto dos leitores da Marvel.
Nas premiadas histórias de Matt Fraction e David Aja com que se estreia nesta colecção, o destaque vai, não para o herói, Gavião Arqueiro, mas para o homem, Clint Barton, cujo dia-a-dia na cidade de Nova Iorque acompanhamos.

Mas não apenas de heróis se fazem as estreias desta colecção. Também há grandes autores, ou equipas criativas, cujo talento a dar vida aos poderosos heróis da Marvel podemos apreciar pela primeira vez em português nesta colecção. Mais uma vez, por ordem de entrada em cena:

Todd McFarlane
Este desenhador e argumentista de origem canadiana foi um dos fundadores da editora Image e criador da personagem Spawn, já adaptada ao cinema e à animação, mas a sua carreira começou em meados da década de 80, trabalhando tanto para a Marvel, como para a DC.
Foi precisamente a sua ligação ao Homem-Aranha, nos finais dos anos 80 que o tornou uma verdadeira estrela dos comics, graças ao seu estilo tão dinâmico e inovador, como pormenorizado. Tormento, a história desta colecção que escreveu e desenhou, permite perceber facilmente os motivos do extraordinário sucesso da sua inovadora versão do Homem-Aranha.

Garth Ennis e Steve Dillon
Nomes maiores dos comics de língua inglesa, o escritor irlandês Garth Ennis e o desenhador inglês Steve Dillon são conhecidos sobretudo pela sua colaboração na série de culto Preacher, mas Ennis, que é um dos mais produtivos argumentistas de língua inglesa, tem uma vastíssima carreira espalhada por editoras como a DC, Vertigo, Marvel, Avatar e Dynamite, entre (muitas) outras.
Esta história do Justiceiro, marcada por um humor muito negro, que volta a juntar os dois criadores britânicos, é um dos pontos mais altos da ligação de nove anos de Garth Ennis ao mais popular vigilante da Marvel.

David Mack e Joe Quesada
 O escritor e pintor americano David Mack tornou-se conhecido no mundo dos comics graças à série Kabuki, que criou, escreveu e desenhou, num estilo único, em que a pintura e a colagem se fundem com a Banda Desenhada.
Na história do Demolidor que assina nesta colecção, Mack alia-se a Joe Quesada, anterior editor-Chefe, actual Director Criativo da Marvel e extraordinário ilustrador, responsável pela recuperação da popularidade do Demolidor, através da Linha Marvel Knights de que foi editor, para juntos criarem uma história inesquecível, onde surge pela primeira Maya (Eco) Lopez, uma das mais carismáticas mulheres que passaram pela vida do herói cego.

Frank Cho
O ilustrador norte-americano de origem coreana, Frank Cho começou a sua carreira  na BD com a tira de imprensa University2  para o jornal da Universidade de Maryland onde estudou. Seguiu-se outra tira de imprensa, Liberty Meadows, que escreveu desenhou durante cinco anos, até se fartar da censura do editor e da pressão de ter produzir uma tira diária.
Embora já fizesse capas ocasionalmente para a Marvel e outras editoras, foi o seu trabalho na série Liberty Meadows que levou o editor Alex Alonso a convidá-lo a desenhar uma mini-série de Shana The She-Devil para a Marvel, o que lhe permitiu desenhar as duas coisas de que mais gosta: dinossauros e mulheres sensuais. E Shana é precisamente uma das protagonistas da história do Wolverine que assina nesta colecção, qua alia a aventura clássica à indiana Jones com elementos fantásticos, característicos do universo de Lovecraft, tudo servido pelo seu traço de grande elegância e sensualidade.

A COLECÇÃO

1 – Vingadores: A Era de Ultron - Vol. 1
23 de Julho
Argumento – Brian Michael Bendis
Desenhos – Bryan Hitch e Paul Jenkins
Ultron, a mais terrível das Inteligências Artificiais e um dos mais antigos inimigos dos Vingadores, destruiu o planeta Terra! Confrontados com o fim, um pequeno grupo de super-heróis tenta desesperadamente resistir. Luke Cage descobriu o segredo da vitória de Ultron, mas é Wolverine que terá de tomar a mais difícil e controversa das decisões. Uma decisão que poderá levar à criação de um novo Universo Marvel.
Brian Michael Bendis, narra esta saga grandiosa, ilustrada pelo talento ímpar de Bryan Hitch.


2  – Vingadores: A era de Ultron – Vol. 2
30 de Julho
Argumento – Brian Michael Bendis
Desenhos – Brian Hitch, Brandon Peterson e Carlos PachecoNa sequência do terrível ataque de Ultron, que comandou a destruição do planeta a partir de um futuro distante, os Vingadores têm de viajar no tempo para tentar salvar o seu mundo. Mais do que conseguir vencer o seu inimigo, os Vingadores terão de conseguir viver com as consequências das suas acções no passado, quando as linhas temporais colidirem entre elas até sobreviver apenas um Universo Marvel!
Com argumento de Brian Michael Bendis, Era de Ultron conta com a arte de Bryan Hitch, Brandon Peterson e Carlos Pacheco, nomes maiores dos comics americanos.
3  – Homem de Ferro: Semente de Dragão
06 de Agosto
Argumento –  John Byrne
Desenhos – Paul Ryan

O maior inimigo do Homem de Ferro, o Mandarim, surgiu mais poderoso que nunca, mas por trás do poder dos seus dez anéis, parecem erguer-se as sombras de dez dragões místicos... um para cada anel! Apresentando a origem de Fin Fang Foom, um dos vilões mais icónicos da Marvel, Semente de Dragão é uma saga clássica do Homem de Ferro com argumento de John Byrne e desenho de Paul Ryan e Mark Bright.


4  – Viúva Negra: O Manto da Viúva
13 de Agosto
Argumento – Devin Grayson e Greg Rucka
Desenhos – J. G. Jones
A vida de Natasha Romanov sempre foi muito movimentada - espia soviética, refugiada no Ocidente, assassina profissional e Vingadora, a sua carreira letal tornou-a famosa em todo o mundo. Mas agora, os seus dias como Viúva Negra podem ter chegado ao fim. Yelena Belova, a nova Viúva Negra, pretende reclamar o manto que ela acha que foi roubado à Mãe Rússia. A batalha das duas Viúvas vai levá-las das ruas geladas de Moscovo e dos desertos do Médio Oriente, às ruas de Nova Iorque.
Duas histórias assinadas por dois grandes argumentistas dos comics, Greg Rucka e Devin Grayson, com arte de Igor Kordey e J.G. Jones.
5  – Homem-Aranha: Tormento
20 de Agosto
Argumento  e Desenhos – Tod McFarlane
A vida corre bem ao Homem-Aranha, numa das mais invulgarmente estáveis fases da sua vida, mas velhos inimigos erguem-se novamente para destruir essa felicidade em Tormento. Ameaças vindas do passado do herói vão atacá-lo quando ele menos espera, mais selvagens e vingativas do que nunca, decididas não só a vencer o Aranha, mas a destruí-lo por completo.
Todd McFarlane, lendário artista e criador, assinala aqui a obra que não só ergueu o Homem-Aranha a novos níveis de popularidade nos anos 90, como também ajudou a mudar as regras do jogo da própria indústria dos comics.

6  – Justiceiro; A Ressurreição de Ma Gnucci
27 de Agosto
Argumento – Garth Ennis
Desenho –  Steve Dillon e Jimmy Palmiotti
Na sua cruzada implacável contra o crime, um dos mais coriáceos inimigos que Frank Castle, o Justiceiro, teve de enfrentar, foi a maquiavélica Ma Gnucci, líder da família Gnucci, uma das mais poderosas famílias mafiosas de Nova Iorque. Apesar de ter sido lançada para a jaula de um urso polar, de ter perdido braços e pernas e ter sido atirada para uma casa a arder, Ma Gnucci sobreviveu e está de volta para se vingar… e não veio sozinha.
Garth Ennis e Steve Dillon, a dupla responsável pela série de culto Preacher voltam a aplicar a sua receita de sucesso ao mais popular vigilante da Marvel, numa história tão violenta como divertida.

7  - X-Men: Caixa Fantasma
30 de Setembro
Argumento – Warren Ellis
Desenho – Simone Bianchi
Os X-Men já passaram por muitas peripécias e transformações, e depois da Feiticeira Escarlate ter reduzido drasticamente o número de mutantes no mundo, a sua posição parece cada vez mais delicada. Mas agora, com uma nova base de operações, um novo uniforme e uma equipa reformulada, vão ter de mergulhar numa aventura como nunca enfrentaram antes, que os levará de uma investigação policial em São Francisco a um cemitério de naves alienígenas em Wakanda, e quem sabe mais além...
Uma saga com argumento de Warren Ellis, um dos mais prestigiados escritores de comics da actualidade, e arte magnífica do italiano Simone Bianchi, desenhador de Wolverine: Evolução.


8  – Homem-Formiga: Um Mundo Pequeno
10 de Setembro
Argumento – Stan Lee e David Michelinie
Desenhos – Jack Kirby, John Byrne, Tim Seeley
O último herói da Marvel a chegar ao grande ecrã, tem aqui as suas origens e as suas mais emblemáticas aventuras recontadas para o público português. Génio ímpar, super-herói atormentado e ocasional vilão, Hank Pym pode não ser o mais poderoso nem o mais famoso dos heróis, mas poucos deixaram a sua marca no Universo Marvel como ele.
Reunindo o talento de Stan Lee, Jack Kirby, David Michelinie, John Byrne e Tim Seeley, este volume introdutório serve como mostruário do tipo de aventuras do Cientista Supremo da Terra, que provam que os homens, de facto, não se medem aos palmos.
9  –  Capitão América: Sonhadores Americanos
17 de Setembro
Argumento – Ed Brubaker
Desenhos -  Steve McNiven, Giuseppe Camuncoli
Steve Rogers volta finalmente a assumir o papel de Sentinela da Liberdade depois de uma longa ausência. Mas quando o funeral da sua antiga companheira Peggy Carter é interrompido por um ataque, o Capitão América vai ter de desvendar uma conspiração envolvendo um grupo de antigos camaradas de armas, que incluem Jimmy Jupiter, um jovem herói que era capaz de viajar para uma dimensão em que os desejos se tornavam realidade...
Ed Brubaker, argumentista de Soldado do Inverno, e Steve McNiven (desenhador de Wolverine: Velho Logan e Guerra Civil), mergulham-nos numa aventura que alterna entre o presente e o passado do Capitão América.

10  –  Wolverine: Ilha da Morte
24 de Setembro
Argumento  e Desenhos – Frank Cho
Wolverine acorda um dia na Terra Selvagem, onde contando apenas com a ajuda de Shana, a mulher-diabo, vai ter que enfrentar dinossauros, as tribos selvagens da ilha, gorilas gigantes e uma ameaça mortal vinda dos confins da galáxia.
Frank Cho, um dos mais populares desenhadores americanos da actualidade, empresta o seu traço único e sensual a esta história épica, onde a natureza é luxuriante, os cenários grandiosos, as mulheres são belas e os dinossauros assustadores.

11  –  Demolidor: Partes de um Todo
01 de Outubro
Argumento – David Mack
Desenhos – Joe Quesada, David Ross e Jimmy Palmiottti

O advogado cego Matt Murdock parece ter descoberto o amor da sua vida em Maya Lopez, uma bailarina surda. Só que, tal como Matt Murdock é o Demolidor, também Maya tem uma identidade secreta como Eco, uma lutadora mortífera que Wilson Fisk, o Rei do Crime, convenceu a matar o Demolidor
O pintor e escritor David Mack junta-se ao editor-chefe da Marvel, Joe Quesada, numa espectacular aventura do homem sem medo, que explora de forma inovadora os limites da página de BD e da ligação texto/imagem.


12  –  Thor: Coração do Mundo
08 de Outubro
Argumento –  Matt Fraction
Desenhos – Olivier Coipel
Conflitos intergalácticos e ameaças apocalípticas não são estranhos ao Poderoso Thor, mas qualquer evento que traga a atenção do Surfista Prateado e a de Galactus a Midgard é motivo de preocupação. E, quando esta é direccionada para Asgard, torna-se um problema urgente.
Matt Fraction e Olivier Coipel, responsáveis pela revitalização de Thor em anos recentes, levam novamente o Deus do Trovão ao limite numa aventura épica na melhor tradição das sagas cósmicas da Marvel.
13  –  Gavião arqueiro: quem pelo Arco Vive
15 de Outubro 
Argumento – Matt Fraction
Desenho –  David Aja
Ele é um dos Heróis Mais Poderosos do Mundo, mas Clint Barton - o Gavião Arqueiro - nem sempre está de uniforme. Matt Fraction, uma das revelações dos comics americanos, mostra-nos as aventuras do Gavião quando não está a ser um super-herói. Este não é o Gavião Arqueiro dos Vingadores. É Clint Barton nas ruas de Brooklyn, a braços com a máfia russa e os seus vizinhos...
Nunca soube tão bem roubar aos ricos e maldosos para dar aos pobres, mas Clint Barton terá de saber distinguir o que um Vingador pode fazer, daquilo que um simples aventureiro pode ousar.

14  –  Hulk: Futuro Imperfeito
22 de Outubro
Argumento – Peter David
Desenhos – George Pérez e Dale Keown
O Incrível Hulk é o protagonista de duas histórias assinadas por Peter David, que projectam o futuro do Gigante Verde. Em Futuro Imperfeito, superiormente ilustrada por George Pérez, o  Hulk viaja para um futuro apocalíptico, onde tem que enfrentar o seu maior desafio… a versão futura de si próprio.
Em O Fim, ilustrada por Dale Keown assistimos a aquela que é literalmente a última aventura do herói, sozinho num mundo desolado, onde é o último ser humano vivo.

15  –  Marvels : Através da Objectiva
29 de Outubro
Argumento - Kurt Busiek
 Desenho – Jay Anacleto
A história do Universo Marvel volta a ser contada na perspectiva do fotógrafo Phil Sheldon, mas o futuro que se anunciava brilhante, deu lugar a um presente sombrio, em que personagens como o Justiceiro, Wolverine, ou o Motoqueiro Fantasma tornam cada vez mais ténue a fronteira entre os heróis e os vilões.
Kurt Busiek regressa ao universo do seminal e premiado Marvels, desta vez na companhia de Roger Stern e de Jay Anacleto (A Magia de Aria), para partilhar com os leitores a última reportagem de Phil Sheldon

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Universo Marvel 20 - Vingadores vs X-Men Vol. 2: E então restou Um


No dia em que começa a sair com o jornal Público a nova colecção de Banda Desenhada dedicada à série XIII, de Jean Van Hamme e William Vance e é anunciada pela Levoir uma colecção de 10 volumes comemorativa dos 75 Anos do Batman, a iniciar em Janeiro, pareceu-me mais do que altura de recuperar o último texto de divulgação da colecção Universo Marvel que escrevi para o Público. Como a colecção do Batman vai ser distribuída com o jornal Sol, não contará com textos de apoio no jornal, mas não faltarão os editoriais assinados por mim, que aqui publicarei.
Antes disso e passada a Comic Con, onde estarei com a Dr Kartoon, espero começar a pôr as críticas de livros em dia, em textos escritos expressamente para este blog, que nos últimos tempos tem servido quase só para recuperar textos feitos originalmente para outros locais. 


O COMBATE FINAL ENTRE VINGADORES E X-MEN  FECHA A COLECÇÃO UNIVERSO MARVEL

UNIVERSO MARVEL VOL 20
Vingadores Vs X-Men  Vol 2 – O Dia da Fénix
Argumento – Brian Michael Bendis, Jason Aaron, Ed Brubaker, Jonathan Hickman e Matt Fraction
Desenhos – John Romita Jr., Olivier Copiel e Andy Kubert

É já na próxima quinta-feira que chega ao fim esta fascinante viagem de vinte semanas pelo Universo Marvel, com o confronto final entre os maiores grupos de heróis da Casa das Ideias: os Vingadores e os X-Men.
Divididos sobre a destino a dar a Hope Summers, a primeira mutante a nascer após os acontecimentos dramáticos de Dinastia de M, que hospeda em si o poder destruidor da Força Fénix, capaz de reduzir a cinzas mundos inteiros, os maiores heróis do Universo Marvel vão degladiar-se numa luta sem quartel, que não deixará nada como antes.
Com Scott Summers, o ciclope, a deixar-se dominar pelo seu lado mais sombrio da força, o combate vai escalar em violência e espectacularidade e mais heróis e vilões se juntam à contenda. E se no final, a Terra acaba por conseguir resistir ao poder destruidor da Força Fénix, que já tinha destruído Jean Grey na mais mítica das aventuras dos X-Men, A Saga da Fenix Negra, já publicada numa anterior colecção, também desta vez nem todos os heróis sobreviverão e um dos mais importantes personagens do Universo Marvel vai tombar às mãos de um herói que ajudou a formar.
Um final épico, à altura de uma colecção feita de grandes sagas e que neste capítulo final reúne numa mesma história cinco dos maiores argumentistas da actualidade, como o são Brian Michael Bendis, Jason Aaron, Ed Brubaker, Jonathan Hickman e Matt Fraction, colaborando de forma harmoniosa numa história inesquecível, que fecha com chave de ouro um importante capítulo da história do Universo Marvel e abre as portas para a nova fase, conhecida por Marvel Now!
Texto publicado originalmente no jornal Público de 14/11/2014

E assim me despeço (por agora) do Universo Marvel, mas o regresso dos (super)heróis começa já em Janeiro com o Batman, numa colecção a não perder!



sábado, 22 de novembro de 2014

Universo Marvel 19 - Vingadores Vs X-Men Vol1: O dia da Fénix


VINGADORES E X-MEN NUM CONFRONTO 
QUE VAI MUDAR A FACE DO UNIVERSO MARVEL


UNIVERSO MARVEL VOL 19
Vingadores Vs X-Men  Vol 1 – O Dia da Fénix
Argumento – Brian Michael Bendis, Jason Aaron, Ed Brubaker, Jonathan Hickman e Matt Fraction
Desenhos – John Romita Jr., Olivier Copiel e Andy Kubert

 A colecção Universo Marvel aproxima-se do fim com a publicação da primeira parte da saga que concretiza o sonho de milhares de fãs da Marvel que sempre imaginaram como seria um confronto entre os Vingadores e os X-Men, os dois maiores grupos de heróis da Casa das Ideias.
 Este confronto, muitas vezes imaginado mas só agora concretizado é a consequência lógica dos acontecimentos que os leitores do Público poderam acompanhar em sagas como Dinastia de M, que reduziu drasticamente a população de mutantes, ou Vingadores, o fim de uma Era. Sagas inesquecíveis que alteraram profundamente o equilíbrio de forças do Universo Marvel, levando a uma profunda reorganização de que o Argumentista Brian Michael Bendis foi o principal arquitecto e que se concretiza finalmente nesta história, em que o regresso da Força Fénix, que levou à morte de Jean Grey na sequência do clássico A Saga da Fénix Negra, publicada numa anterior colecção dedicada à Marvel, vai levar ao confronto entre os X-Men, liderados por Scott Summers, o Ciclope e por Emma Frost, após a morte do Professor Xavier e os Vingadores, em cujas fileiras está Wolverine que durante décadas foi o mais popular dos X-Men e que agora se vê forçado a defrontar os seus antigos companheiros
E se esta saga, cuja primeira parte poderemos ler na próxima quinta-feira, reúne os maiores heróis da Marvel, em termos de talento criativo a situação não é muito diferente, pois é difícil reunir numa mesma história argumentistas do calibre de Jason Aaron, Ed Brubaker, Jonathan Hickman e Matt Fraction. Nomes que estão indiscutivelmente entre os maiores escritores a trabalhar no mercado americano de BD, com um trabalho de altíssima qualidade que não se restringe às histórias de super-heróis.
Em termos gráficos, o talento também está à altura da importância do acontecimento, como o atesta a presença de um dos maiores Ilustradores da Marvel das últimas décadas: John Romita Jr., desenhador que ao longo de uma carreira de mais de 40 anos já passou pelas principais séries da Marvel e que aqui tem mais uma oportunidade de voltar a desenhar os principais heróis da Casa das Ideias, reunidos numa história épica. Mas Romita Jr. não é o único desenhador a ilustrar este confronto entre os Vingadores e os X-Men, contando com a companhia inspirada de Olivier Coipel, nome bem conhecido dos leitores destas colecções graças ao seu trabalho em Dinastia de M, Thor renascido e Cerco, e ainda de Adam Kubert, filho do lendário Joe Kubert, que mais uma vez prova estar à altura do legado do pai.
Em suma, um elenco de luxo para uma história à altura, que encerra com chave de ouro esta movimentada viagem pelo Universo Marvel.
Texto publicado no jornal Público de 07/11/2014

sábado, 6 de setembro de 2014

Universo Marvel 9 - X-Men: Dias de um Futuro Esquecido


OS X-MEN REGRESSAM AO FUTURO, 
NA SAGA QUE INSPIROU O SEU ÚLTIMO FILME

Universo Marvel – Vol. 9
X-Men: Dias de um Futuro Esquecido
Argumento – Chris Claremont
Desenhos – John Byrne e Terry Austin
Quinta, 04 de Setembro, Por + 8,90 €

O próximo volume da colecção Universo Marvel recupera, pela primeira vez em Portugal no seu formato original, o clássico dos X-Men que serviu de base ao mais recente filme da franquia, realizado por Bryan Singer e que passou (com grande sucesso) pelas salas de cinema nacionais há um par de meses.
Esse clássico é o mítico Days of the Future Past, de Chris Claremont e John Byrne, história publicada originalmente em 1981, nos nºs 141 e 142 da revista The Uncanny X-Men e que saiu em Portugal em 2003, em formato reduzido, incluída num volume antológico dedicado aos X-Men, da colecção Clássicos da Banda Desenhada. Apesar de durar apenas dois números, está é uma das histórias mais importantes da incontornável passagem de Claremont e Byrne pelos mutantes da Marvel, tendo tido diversas continuações e uma influência visível noutras áreas, incluindo no cinema, onde são mais do que evidentes os diversos pontos de contacto entre Dias de um Futuro Esquecido e o o filme Exterminador Implacável, de James Cameron.
Uma história que tem como cenário um futuro distópico, com Nova Iorque destruída e o mundo à beira de um ataque nuclear, em que os mutantes são perseguidos pelos Sentinelas, robôs gigantes criados para detectar e eliminar mutantes, e abatidos, ou encerrados em campos de concentração. É esse futuro, passado no então distante ano de 2013, que os raros sobreviventes dos X-Men tentam evitar, enviando Kitty Pryde para os anos 80, de modo a impedir o assassinato do Senador Robert Kelly por um mutante. O acontecimento fulcral, que a concretizar-se, iria desencadear esse futuro negro, em que os mutante deixam apenas de ser olhados com desconfiança, para passarem a ser caçados e abatidos como cães raivosos.
Sendo indiscutivelmente o principal, Dias de um Futuro Esquecido não é o único motivo de interesse de um volume que recolhe na totalidade a fase final da harmoniosa colaboração entre Chris Claremont e John Byrne na revista dos X-Men, antes do desenhador canadiano, que nos X-Men participava na criação das histórias, não se limitando “apenas” a desenhar, decidir assumir individualmente os destinos da revista dos Fantastic Four.
Fazendo a ponte com a Saga da Fénix Negra, publicada na série II da colecção Heróis Marvel, este volume abre precisamente com a história seguinte, dedicada ao funeral de Jean Grey, seguindo-se uma aventura com a Tropa Alfa (o equivalente canadiano dos X-men, de que Wolverine foi membro), um episódio protagonizado pelo mutante Nocturno, em que John Byrne e Terry Austin são temporariamente substituídos por John Romita Jr. e Bob McLeod, os dois capítulos de Dias de um Futuro Esquecido, para terminar com a primeira história a solo de Kitty Pryde, a jovem mutante que já tinha estado em destaque na história anterior. Ou seja, um punhado de verdadeiros clássicos, assinados pela mais importante dupla de autores que passou pelos X-Men, finalmente disponíveis em edição nacional.
Publicado originalmente no jornal Público de 29/08/2014

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Textos Editoriais MARVEL NOW! 3 - X-Men: Dias de um Futuro Esquecido


Num ano marcado pelo regresso dos principais heróis da Marvel ao cinema, que se iniciou com o segundo filme do Capitão América, nenhum regresso é tão aguardado como o dos X-Men, os populares mutantes, que estão de volta num filme que, além de assinalar o retorno do realizador Bryan Singer à franquia que ajudou a lançar, reúne no mesmo ecrã os principais actores da trilogia inicial, com os da prequela dirigida por Matthew Vaughn, que relançou a série no cinema.
Para juntar num mesmo filme duas distintas versões temporais dos mesmos personagens, era preciso encontrar primeiro uma história que o possibilitasse. História essa que já existia e que tinha sido publicada em 1981, nos # 141 e 142 da revista The Uncanny X-Men. Refiro-me, como já terão percebido os leitores mais atentos, ao clássico Days of the Future Past, de Chris Claremont e John Byrne, uma história inesquecível que voltará a estar disponível em português este Outono, na nova colecção da Marvel que a Levoir vai lançar com o jornal Público.
Apesar de durar apenas dois números, está é uma das histórias mais míticas da incontornável passagem de Claremont e Byrne pelos mutantes da Marvel, tendo tido diversas continuações e uma influência visível noutras áreas, incluindo no cinema, onde é possível detectar ecos evidentes do Days of the Future Past no filme Terminator, de James Cameron. A história em causa tem por cenário um futuro distópico, com Nova Iorque destruída e o mundo à beira de um ataque nuclear, em que os mutantes são perseguidos pelos Sentinelas, robôs gigantes criados para detectar e eliminar mutantes, e abatidos, ou encerrados em campos de concentração.
É esse futuro, passado no então distante ano de 2013, que os raros sobreviventes dos X-Men tentam evitar, enviando Kitty Pryde para os anos 80, de modo a impedir o assassinato do Senador Robert Kelly por um mutante, acontecimento fulcral, que a concretizar-se, irá desencadear esse futuro negro em que os mutante deixam apenas de ser olhados com desconfiança, para passarem a ser caçados e abatidos como cães raivosos. Lauren Shuler Donner, responsável pela produção de todos os filmes da série é a primeira a reconhecer a importância desta história incontornável. Como a própria refere " sempre adorei Days of the Future Past e sempre quis fazê-la no cinema. Desde o primeiro X-Men que fomos roubando a história, pedaço a pedaço. Agora que já a saqueamos, podemos finalmente adaptá-la".
Mas essa nem sempre foi a ideia para este filme. Face ao sucesso de X-Men: O Início, a vontade do Estúdio ia para uma sequela com os mesmos actores, passada pouco depois do filme anterior, cuja acção decorre no início dos anos 60, mais concretamente em 1962, com a crise dos Mísseis de Cuba em primeiro plano. A ideia inicial explorava a participação de Magneto no assassinato do Presidente Kennedy, mas Mathew Vaughn preferia antes transferir a acção para os anos 70, sendo escolhido o ano de 1973 por assinalar a fase final da guerra do Vietname e ser também o ano em que foram assinados os acordos de paz de Paris.
Foi então que Tom Rothman, um director dos Estúdios Fox se lembrou que o filme podia começar e terminar com Patrick Stewart e Ian McKelen, os actores que interpretaram O Professor X e Magneto nos primeiros filmes, de modo a juntar os dois universos. Claro que, para isso ser possível era preciso que alguém viajasse no tempo até ao passado e ficou logo óbvio para todos que a história de Claremont e Byrne seria o ponto de partida ideal para isso.
Naturalmente que o filme que chega aos cinemas este mês de Maio, não adapta directamente a história clássica da BD, mas usa o conceito de forma inteligente para juntar no mesmo filme um leque impressionante de actores, representando duas gerações de X-Men unidas para mudar o futuro. As diferenças são várias, começando logo na data em que se passa a sequência no futuro, que de 2013 passa para 2023, e no membro dos X-Men que regressa ao passado, que no filme não é Kitty Pryde, mas o Wolverine. Uma mudança lógica, pois nos anos 70 A mutante ainda não era sequer nascida, enquanto que Wolverine, graças ao seu factor de cura, praticamente não envelhece. Além disso, está solução permite dar mais tempo de ecrã ao mais popular dos mutantes, que na BD original é rapidamente pulverizado pelos Sentinelas, permitindo a Hugh Jackman regressar pela sétima vez à personagem que o tornou famoso.
Quando Matthew Vaughn, que tinha escrito o argumento do filme, em colaboração com Jane Goldman e Simon Kinberg, decide abandonar a realização de Dias de um Futuro Esquecido, para se dedicar à adaptação ao cinema de The Secret Service, o novo projecto do Argumentista Mark Millar, com quem Vaughn já tinha trabalhado em Kick-Ass, foi necessário encontrar um substituto. Um contratempo que acabou por criar as condições ideais para Bryan Synger, que tinha saído em litígio com os Estúdios Fox quando decidiu abandonar o terceiro filme dos X-Men para dirigir O Regresso de Superman, regressar em glória à franquia que ajudou a lançar. Um regresso que permitiu a Singer, que conversou longamente com James Cameron sobre viagens no tempo e universos paralelos, dirigir actores do calibre de Michael Fassbender, Ian McKelen, James McAvoy, Hale Berry, Jennifer Lawrence, Hugh Jackman, Ellen Page e Anna Paquin, mesmo que no caso da actriz que faz de Rogue, a sua participação no filme tenha acabado por ser cortada na montagem final e só possa ser vista mais tarde nos extras da edição em DVD.

Mas se Rogue está fora do filme, há outros mutantes novos que aparecem aqui pela primeira vez, como Blink, Sunspot, Warpath, QuickSilver e Bishop, tal como o vilão Bolívar Trask, o inventor dos sentinelas, interpretado por Peter Dinklage, o tão pequeno quanto carismático actor que faz de Tyrion Lannister na série televisiva Game of Thrones.
Depois daquele que tem tudo para ser o maior filme dos X-Men e um dos maiores filmes de super-heróis de sempre, Bryan Singer já trabalha em X-Men: Apocalipse, o próximo filme da saga, com estreia marcada para 2016. Um ano que promete para os fãs dos filmes de super-heróis, pois para além dos X-Men, estreia também o terceiro filme do Capitão América e tão aguardado encontro entre Batman e Superman.
Texto publicado originalmente na revista X-Men nº 4, de Maio de 2014

quarta-feira, 22 de junho de 2011

X_Men regressam às origens no cinema

Estreou no dia 9 de Maio em todo o país, o filme “X-Men, O Início”, em que Matthew Vaughn reinicia o “franchise” X-Men no cinema, com excelentes resultados, criando aquele que já muitos consideram como o melhor filme de sempre baseado em personagens da Marvel.
Vaughn, que esteve quase para dirigir o filme “X-Men” 3 e que não é estranho ao universo dos super-heróis, género que abordou no filme “Kick Ass”, leva-nos até ao início da década de 60 do século XX, em plena crise dos mísseis de Cuba, que quase ia provocando a 3ª Guerra Mundial, para, através de uma intriga bem ancorada na realidade histórica, nos mostrar o primeiro encontro entre Magneto (cujo passado como prisioneiro em Auschwitz, já abordado no primeiro filme dos X-Men, é aqui desenvolvido) e o Professor Xavier e o nascimento dos X-Men.
Com a excepção de Hugh Jackman, numa tão curta como divertida aparição como Wolverine, todos os personagens da série são interpretados por novos actores. E, a esse nível, o casting foi certeiro, pois tanto Michael Fassbender, notável, como James MacAvoy estão perfeitos como Magneto e Professor Xavier, mesmo que este seja um Professor X muito diferente do que conhecemos da BD e dos outros filmes. Do lado dos vilões, Kevin Bacon como Sebastian Shaw e January Jones (que conhecemos da série “Mad Men”) como Ema Frost, também se revelaram escolhas acertadas.
Quanto ao argumento, que por vezes não respeita a continuidade dos filmes anteriores, nem da BD, é de uma eficácia surpreendente, sobretudo se nos lembrarmos que Vaughn e a sua colaboradora habitual Jane Goldman, tiveram pouco tempo para trabalhar com uma história que já tinha sido reescrita, pelo menos, por seis argumentistas diferentes…
Feliz cruzamento entre um filme de super-heróis e os filmes de James Bond da fase Sean Connery, “X-Men, O Inicio” é o perfeito recomeço para uma série que estava a começar a perder gás de uma forma preocupante e uma boa maneira de passar duas horas divertido numa sala de cinema. A ver sem reservas e, já agora, escusam de ficar até ao fim do longuíssimo genérico, porque desta vez não nenhuma daquelas cenas-extra a que a Marvel nos foi habituando nos seus filmes.
(“X-Men, O Início”, de Mathew Vaughn, com Michael Fassbender, James MacAvoy, Kevin Bacon, Jennifer Lawrence e January Jones, Twentieth Century Fox, 2011
Em exibição em Coimbra nos cinemas Zon Dolce Vita e Coimbra Fórum)
Versão integral do texto publicado no Diário As Beiras de 18/06/2011

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Manara Desenha as mulheres dos X-Men II


aqui tinha falado desta edição especial, em Abril, quando esta colaboração extraordinária entre Claremont e Manara começou a ser divulgada na imprensa especializada. Agora, que a edição americana já está disponível nas livrarias especializadas nacionais, é tempo de voltar às "X-Women", um comic especial de 48 páginas, produzido pela Panini a pensar no mercado europeu, mas que permite aos leitores da Marvel descobrir o traço único e sensual de Manara.
A história, feita por medida por Claremont para o desenho de Manara, é movimentada, tem algumas ideias interessantes, como a tribo de "cargo cultists", os adoradores de aviões, mas peca pela redundância dos textos, o que não é propriamente uma novidade em Claremont... Mas esta história, em que os elementos femininos dos X-Men vêm as suas férias na Grécia interrompidas pelo rapto de Rachel, o que as leva até Madripoor, onde têm que enfrentar uma inimiga que parece saída de um filme da série "Ilsa, a Loba dos SS", é acima de tudo um pretexto para Manara fazer aquilo que faz melhor do que ninguém, desenhar mulheres elegantes e sensuais em poses provocantes e (por vezes) gratuitas.
Tratando-se de uma história dos X-Men, não há qualquer nudez, mas o que o traço de Manara sugere (e há cenas que remetem de forma não muito disfarçada para o bondage e SM..) é muito mais erótico do que se mostrasse tudo. E convém não esquecer que, além de saber desenhar mulheres como ninguém, Manara tem um perfeito domínio da narrativa em BD, um excelente sentido de composição da página e não poupa nos pormenores quando se trata de desenhar cenários naturais ou arquitectónicos.
Parece-me é que o excelente trabalho gráfico de Milo Manara, muito bem servido pelas cores sempre eficazes de Dave Stewart, merecia uma edição mais cuidada do que esta revista, que em termos de formato e de papel, é um vulgar comic book. Até porque, a avaliar pelo número de quadrados por página, Manara parece ter desenhado esta história a pensar no formato franco-belga em que trabalha habitualmente.
"X-Women", de Milo Manara e Chris Claremont, Marvel, 64 pags, $ 4,99 US

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Manara desenha as Mulheres dos X-men


O projecto não era propriamente secreto e há já alguns anos que o desenhador italiano falava dele nas entrevistas que dava mas, depois de ter sido publicado em Itália e Espanha,em finais de 2009, numa edição a preto e branco e capa dura, "X-Men Ragazze in Fuga", a novela gráfica protagonizada pelas mulheres dos X-Men, que Chris Claremont escreveu para Milo Manara, vai finalmente sair nos EUA no próximo mês de Julho.
Projecto produzido pela Panini, editora italiana que gere os direitos da Marvel fora dos EUA e que representa também Manara, "X-Men Ragazze in Fuga" insere-se na mesma linha de outras experiências feitas pela Panini de colocar autores europeus a criarem a sua versão de personagens da Marvel, como aconteceu com Morvan e Buchet em "Wolverine Saudade" e com Faraci e Villa em Daredevil e Captain américa: Segunda Morte".
Quando entrevistei Manara para o BD Jornal, durante o Festival da Amadora de 2008, estava previsto que a história com as X-Women fosse colorida por Liberatore, o desenhador de Ranxerox, mas o facto da edição da Panini, lançada em Novembro de 2009, no último Festival de Lucca, ter saído a preto e branco, dá a entender que Liberatore não deu conta do recado e a edição americana vai ter afinal cores de Dave Stewart, colorista, entre muitas outras coisas, da série Hellboy.
Conhecendo a forma como os comics mainstream lidam com o erotismo, duvido que Manara tenha tido aqui a liberdade que teve quando ilustrou um dos contos de Sandman:Endless Nights, de Neil Gaiman, até porque a Marvel não é a Vertigo...
Esperem, portanto, um erotismo muito mais sugerido do que explícito, longe do que Manara nos habituou nos seus trabalhos para o mercado europeu.
Resta também saber se a BD Mania que editou em Portugal as anteriores experiências da Panini com criadores europeus, estará a pensar lançar as X-Women de Manara. No estado em que está o mercado nacional, toda a edição é um risco, mas à partida, trata-se de um projecto com um potencial comercial muito superior ao de "Wolverine Saudade"...