A ESTREIA DO GAVIÃO ARQUEIRO,
NA PREMIADA VERSÃO DE FRACTION E AJA
Poderosos Heróis Marvel, Vol. 13
Gavião arqueiro: Quem pelo Arco Vive
Argumento – Matt Fraction
Desenho – David Aja e Javier Pulido
Quinta, 15 de Outubro + 8,90 €
Depois da Viúva Negra, no vol. 4 e do Homem-Formiga, no vol. 8, o último poderoso herói da Marvel a ter honras de estreia nesta colecção, é o Gavião Arqueiro, protagonista do volume que chega às bancas na próxima quinta-feira.
Criado por Stan Lee e Don Heck em 1964, no nº 57 da revista Tales of Suspense, Clint Barton, o Gavião Arqueiro começou por ser um vilão, mas rapidamente se redimiu e tornou-se um dos mais antigos membros dos Vingadores, compensando a sua ausência de superpoderes, com uma pontaria infalível com arco e flecha. Personagem relativamente secundário e algo derivativo, vista por alguns (e com uma certa razão) como uma cópia não muito inspirada do Arqueiro Verde da DC, o Gavião Arqueiro era um personagem quase desconhecido do grande público, que ganhou muito com a sua presença nos filmes dos Vingadores. Um filme de grande sucesso que, tal como aconteceu com a Viúva Negra, contribuiu para aumentar exponencialmente a sua popularidade junto dos leitores da Marvel, para além de lhe garantir um novo uniforme, bastante mais conseguido do que o original, criado por Don Heck…
Mas, no que ao Gavião Arqueiro diz respeito, o maior mérito do filme de Joss Whedon, foi mesmo ter possibilitado o aparecimento da série a solo do arqueiro da Marvel, cujos primeiros seis números poderão ler no volume 13 desta colecção. Escrita por Matt Fraction, autor que assinou também o argumento do volume anterior, dedicado ao Poderoso Thor, e desenhada principalmente pelo espanhol David Aja - que cede o lugar ao também espanhol Javier Pulido durante dois números, para uma história de espionagem na melhor tradição dos filmes de James Bond… ou das aventuras de Nick Fury, enquanto agente da S.H.I.E.L.D. - a série centra-se bem mais no homem, Clint Barton, a braços com os seus problemas como senhorio de um prédio pretendido pela máfia russa, do que no herói, o Gavião Arqueiro, que praticamente não usa o uniforme.
Um aspecto que evoca o clássico Demolidor: Renascido, de Frank Miller e David Mazzucchelli, já publicado numa anterior colecção da Marvel, do mesmo modo que o trabalho gráfico de Aja neste livro, se aproxima do estilo de Mazzucchelli, em Renascido. Embora estejamos perante duas histórias extraordinariamente bem contadas, criadas por duas equipas artísticas que dominam como poucos os mecanismos narrativos da Banda Desenhada, a grande diferença está no tom da narrativa. Uma diferença dada pela leveza e pelo humor dos diálogos de Fraction, que contrasta com o dramatismo e o pathos da escrita de Frank Miller.
Bem desenhado, melhor escrito e narrado de forma tão eficaz como inovadora, o Gavião Arqueiro de Fraction é um dos mais interessantes e premiados títulos da Marvel dos últimos anos e, naturalmente, um livro absolutamente a não perder.
Publicado originalmente no jornal Público de 09/10/2015
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quinta-feira, 15 de outubro de 2015
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
Poderosos Heróis Marvel 12 - Thor: O Coração do Mundo
THOR E O SURFISTA PRATEADO
LUTAM PELA SEMENTE DA ÁRVORE DO MUNDO
Poderosos Heróis Marvel, Vol. 12Thor: O Coração do Mundo
Argumento – Matt Fraction
Desenho – Olivier Coipel
Quinta, 08 de Outubro + 8,90 €
A estreia do poderoso Thor nesta colecção, faz-se com uma história em que o Deus do Trovão tem que enfrentar um adversário bem conhecido dos leitores, que também é um poderoso herói da Marvel: o Surfista Prateado. Um confronto que tem por objectivo impedir que Galactus, o Devorador de Mundos, de quem o Surfista é o arauto, destrua Asgard, e por acréscimo, a América, pois após a destruição da ponte do Arco-íris, a pátria dos Deuses Vikings continua a flutuar sobre o Estado de Oklahoma.
Sendo dois dos mais ilustres representantes da dimensão cósmica do universo Marvel, que Jack Kirby tão bem soube cultivar, os confrontos entre Thor e o Surfista Prateado são uma constante ao longo da história da Casa das Ideias, com o arauto de Galactus a enfrentar o Deus do Trovão logo no quarto número da revista do Surfista, numa história de Stan Lee e John Buscema, publicada em 1968.
Na origem deste novo confronto está a Yggdrasil, a Árvore do Mundo, que serve de elo de ligação entre Asgard e os restantes oito Reinos, árvore que foi rasgada ao meio, e verte o líquido do espaço-tempo, pondo em risco o equilíbrio do universo. É bem no fundo das raízes dessa árvore, no Coração do Mundo, que Thor, Sif e Loki, vão recuperar a semente da Árvore do Mundo. Um objecto de tal forma poderoso que pode assegurar a imortalidade a Odin, ou saciar a eterna fome de energia de Galactus. Mas não as duas coisas em simultâneo. O que leva a um combate sem tréguas entre as duas divindades, tendo os aterrorizados habitantes de Broxton, Oklahoma, como testemunha.
Matt Fraction, o autor desta história, é um dos mais populares e premiados argumentistas do momento, graças ao seu trabalho nas séries Hawkeye (o Gavião Arqueiro, que protagoniza o próximo volume desta colecção, precisamente com a aclamada fase de Fraction e Aja) e Sex Criminals, Neste caso, Fraction revela-se um digno sucessor de J. M Straczinsky, o anterior argumentista de Thor, construindo uma história épica, repleta de momentos de aventura à escala cósmica e pequenos, mas certeiros, apontamentos de humor, dados pela ligação entre o volumoso Volstagg e os habitantes de Broxton.
LUTAM PELA SEMENTE DA ÁRVORE DO MUNDO
Poderosos Heróis Marvel, Vol. 12Thor: O Coração do Mundo
Argumento – Matt Fraction
Desenho – Olivier Coipel
Quinta, 08 de Outubro + 8,90 €
A estreia do poderoso Thor nesta colecção, faz-se com uma história em que o Deus do Trovão tem que enfrentar um adversário bem conhecido dos leitores, que também é um poderoso herói da Marvel: o Surfista Prateado. Um confronto que tem por objectivo impedir que Galactus, o Devorador de Mundos, de quem o Surfista é o arauto, destrua Asgard, e por acréscimo, a América, pois após a destruição da ponte do Arco-íris, a pátria dos Deuses Vikings continua a flutuar sobre o Estado de Oklahoma.
Sendo dois dos mais ilustres representantes da dimensão cósmica do universo Marvel, que Jack Kirby tão bem soube cultivar, os confrontos entre Thor e o Surfista Prateado são uma constante ao longo da história da Casa das Ideias, com o arauto de Galactus a enfrentar o Deus do Trovão logo no quarto número da revista do Surfista, numa história de Stan Lee e John Buscema, publicada em 1968.
Na origem deste novo confronto está a Yggdrasil, a Árvore do Mundo, que serve de elo de ligação entre Asgard e os restantes oito Reinos, árvore que foi rasgada ao meio, e verte o líquido do espaço-tempo, pondo em risco o equilíbrio do universo. É bem no fundo das raízes dessa árvore, no Coração do Mundo, que Thor, Sif e Loki, vão recuperar a semente da Árvore do Mundo. Um objecto de tal forma poderoso que pode assegurar a imortalidade a Odin, ou saciar a eterna fome de energia de Galactus. Mas não as duas coisas em simultâneo. O que leva a um combate sem tréguas entre as duas divindades, tendo os aterrorizados habitantes de Broxton, Oklahoma, como testemunha.
Matt Fraction, o autor desta história, é um dos mais populares e premiados argumentistas do momento, graças ao seu trabalho nas séries Hawkeye (o Gavião Arqueiro, que protagoniza o próximo volume desta colecção, precisamente com a aclamada fase de Fraction e Aja) e Sex Criminals, Neste caso, Fraction revela-se um digno sucessor de J. M Straczinsky, o anterior argumentista de Thor, construindo uma história épica, repleta de momentos de aventura à escala cósmica e pequenos, mas certeiros, apontamentos de humor, dados pela ligação entre o volumoso Volstagg e os habitantes de Broxton.
Publicado originalmente no jornal Público de 02/10/2015
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sábado, 22 de novembro de 2014
Universo Marvel 19 - Vingadores Vs X-Men Vol1: O dia da Fénix
VINGADORES E X-MEN NUM CONFRONTO
QUE VAI MUDAR A FACE DO UNIVERSO MARVEL
UNIVERSO MARVEL VOL 19
Vingadores Vs X-Men Vol 1 – O Dia da Fénix
Argumento – Brian Michael Bendis, Jason Aaron, Ed Brubaker, Jonathan Hickman e Matt Fraction
Desenhos – John Romita Jr., Olivier Copiel e Andy Kubert
A colecção Universo Marvel aproxima-se do fim com a publicação da primeira parte da saga que concretiza o sonho de milhares de fãs da Marvel que sempre imaginaram como seria um confronto entre os Vingadores e os X-Men, os dois maiores grupos de heróis da Casa das Ideias.
Este confronto, muitas vezes imaginado mas só agora concretizado é a consequência lógica dos acontecimentos que os leitores do Público poderam acompanhar em sagas como Dinastia de M, que reduziu drasticamente a população de mutantes, ou Vingadores, o fim de uma Era. Sagas inesquecíveis que alteraram profundamente o equilíbrio de forças do Universo Marvel, levando a uma profunda reorganização de que o Argumentista Brian Michael Bendis foi o principal arquitecto e que se concretiza finalmente nesta história, em que o regresso da Força Fénix, que levou à morte de Jean Grey na sequência do clássico A Saga da Fénix Negra, publicada numa anterior colecção dedicada à Marvel, vai levar ao confronto entre os X-Men, liderados por Scott Summers, o Ciclope e por Emma Frost, após a morte do Professor Xavier e os Vingadores, em cujas fileiras está Wolverine que durante décadas foi o mais popular dos X-Men e que agora se vê forçado a defrontar os seus antigos companheiros
E se esta saga, cuja primeira parte poderemos ler na próxima quinta-feira, reúne os maiores heróis da Marvel, em termos de talento criativo a situação não é muito diferente, pois é difícil reunir numa mesma história argumentistas do calibre de Jason Aaron, Ed Brubaker, Jonathan Hickman e Matt Fraction. Nomes que estão indiscutivelmente entre os maiores escritores a trabalhar no mercado americano de BD, com um trabalho de altíssima qualidade que não se restringe às histórias de super-heróis.
Em termos gráficos, o talento também está à altura da importância do acontecimento, como o atesta a presença de um dos maiores Ilustradores da Marvel das últimas décadas: John Romita Jr., desenhador que ao longo de uma carreira de mais de 40 anos já passou pelas principais séries da Marvel e que aqui tem mais uma oportunidade de voltar a desenhar os principais heróis da Casa das Ideias, reunidos numa história épica. Mas Romita Jr. não é o único desenhador a ilustrar este confronto entre os Vingadores e os X-Men, contando com a companhia inspirada de Olivier Coipel, nome bem conhecido dos leitores destas colecções graças ao seu trabalho em Dinastia de M, Thor renascido e Cerco, e ainda de Adam Kubert, filho do lendário Joe Kubert, que mais uma vez prova estar à altura do legado do pai.
Em suma, um elenco de luxo para uma história à altura, que encerra com chave de ouro esta movimentada viagem pelo Universo Marvel.
Texto publicado no jornal Público de 07/11/2014
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domingo, 12 de outubro de 2014
Universo Marvel 14 - Thor e Capitão América: A Essência do Medo
THOR E OS VINGADORES CONFRONTAM OS SEUS MAIORES MEDOS
UNIVERSO MARVEL VOL 14
Universo Marvel: A Essência do Medo
Argumento – Matt Fraction
Desenhos – Stuart Immonen e Wade von Grawbadger
Quinta, 09 de Outubro + 8,90€
As consequências do cerco a Asgard que pudemos acompanhar no volume anterior, concretizam-se de forma tão trágica como espectacular neste A Essência do Medo, em que os esforços de Odin para evitar a concretização de uma antiga profecia que previa a morte do seu filho, Thor, e esconder erros passados, vão ter consequências de tal maneira graves, que podem até implicar a destruição da raça humana.
Thor, o Capitão América e os Vingadores vão ter que se opor aos desígnios de Odin, que se prepara para incendiar a Terra para salvar Asgard, mas esse está longe de ser o maior dos seus problemas, pois uma nova ameaça perfila-se no horizonte: Jormungand, a Serpente de Midgard, cuja morte às mãos de Thor, que também não sobreviverá ao combate, segundo as profecias, anunciará a chegada do Ragnarok, o Crepúsculo dos Deuses.
À medida que os imensos poderes mágicos da Serpente devastam o planeta, que aliados e inimigos são transformados em forças de destruição, Thor e os outros heróis terão que enfrentar e vencer os seus medos mais profundos, mesmo que no caso de Thor, cujo destino foi traçado pelos erros de Odin, este saiba que a vitória só é possível através do sacrifício derradeiro.
Assim, o medo, sob as mais diversas formas está no centro desta história épica e sombria. Medo de Odin, Deus e pai, pela vida do seu filho, Thor. O medo de uma filha, Pecado, que teme não estar à altura das ambições do pai, o Caveira Vermelha. O medo do Capitão América pelo caminho que o país de que é símbolo está a tomar. O medo de um cientista, Tony Stark, o Homem de Ferro, que se vê obrigado a recorrer à magia, quando a ciência se mostra incapaz de deter os poderes mágicos da Serpente e dos seus aliados involuntários e o medo de Peter Parker, o Homem-Aranha, de perder aqueles que lhe são queridos, que o leva a abandonar o campo de batalha e percorrer as ruas de Nova Iorque à procura da sua tia May.
É esse medo, que aproxima Deuses e mortais, heróis e vilões, que está no cerne de uma história cujo título é inspirado no famoso discurso de Franklin D. Roosevelt em 1929, em que avisou o povo americano, que “a única coisa que devemos temer é o próprio medo”. Uma escolha que não é inocente, pois Matt Fraction, o autor desta história, que é um dos mais populares e premiados argumentistas do momento, graças ao seu trabalho nas séries Hawkeye e Sex Criminals, faz um paralelo com a América da Grande Depressão, utilizando Deuses e Super-Heróis numa reflexão sobre os medos bem reais que marcam o Zeitgeist da América do século XXI, atormentada pelos traumas dos atentados de 11 de Setembro e pela crise económica iniciada em 2008 e que não dá mostras de ser superada.
A dar corpo a este relato tão certeiro como perturbador, Fraction conta com o traço de Stuart Immonen, desenhador que começou a dar nas vistas na rival DC Comics, onde ilustrou as aventuras do Super-homem e da Legião dos Super-Heróis, cujo traço dinâmico e detalhado se mostra igualmente adequado às cenas épicas de combates, como aos momentos mais intimistas.
Texto publicado no jornal Público de 03/10/2014
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quarta-feira, 19 de março de 2014
As 10 Melhores BDs que li em 2013 - Parte 2
6 - Hawkeye, de Matt Fraction e David Aja, Marvel
Herói de segundo plano da Marvel, que ganhou outro destaque graças à sua presenção no filme dos Vingadores, Hawkeye durante muitos anos não passou de uma cópia manhosa do Arqueiro Verde da DC, com a agravante de ter um uniforme bastante ridículo, que felizmente acabou por ser alterado na BD para ficar mais parecido com o filme. Mas este Hawkeye, parafraseando os Monty Phyton, é algo completamente diferente. A mais inovadora e divertida série da Marvel, que conjuga um argumento centrado na vida civil de Clint Barton, quando este não está a combater o crime ao lado dos Vingadores, com a arte extraordinariamente estilizada e elegante de David Aja, que por vezes conta com a colaboração de outros desenhadores como Javier Pulido.Classe e elegância são os adjectivos que melhor definem esta série.
7 - Le Roi des Mouches, Mezzo e Pirus, Albin Michel
Com a série em três volumes Le Roi des Mouches, os franceses Mezzo e Pirus vão ainda mais longe na exploração do seu mundo muito particular, marcado por uma planificação cerrada, que acentua a sensação de opressão, onde se cruzam as influências de Charles Burns, David Lynch, David Cronemberg e Brett Easton Ellis. Tão fascinante como perturbador.
8 - Os Labirintos da Água, de Herberto Helder e Diniz Conefrey, Quarto de Jade
Já tive oportunidade de falar aqui deste livro, pelo que não me vou alongar mais. Perfeita articulação entre a poesia de Herberto Helder e a força das imagens de Diniz Conefrey, este Os Labirintos da Água é pura poesia desenhada.
9 - Saga, de Brian K. Vaughn e Fiona Staples, Image
A nova série do criador de Ex Machina e Y, the Last Man mistura Romeu e Julieta com Star Wars, mas neste caso o resultado final consegue ser superior à mera soma das partes. Com personagens tão estranhas como cativantes, fantásticos diálogos de Brian K. Vaughn e um excelente trabalho gráfico de Fiona Staples, esta série tem conhecido um sucesso crescente. Sucesso mais do que merecido.
10 - Sex Criminals, de Matt Fraction e Chip Zdarsky , Image
Para mim, a grande surpresa de 2013, esta série vem confirmar a qualidade e diversidade do actual catálogo da Image, editora que tem sabido explorar muito bem o espaço no mercado que o sucesso comercial de The Walking Dead lhe abriu. A nova proposta de Matt Fraction gira em torno de uma rapariga que descobre que o tempo para em seu redor quando tem um orgasmo e que depois de descobrir um rapaz com a mesma capacidade, decidem usar esses poderes para roubar um Banco e conseguir dinheiro para salvar a livraria em que trabalha. É essa premissa que explica o Criminals do título, mas a parte do Sex, enquanto reflexo das emoções humanas, acaba por ser bem mais importante. Alternando um registo intimista, com muito humor e um ligeiro toque de fantasia, esta série confirma a versatilidade da escrita de Fraction e o seu talento para escolher os parceiros, pois o traço com um toque europeu de Chip Zdarsky, um desenhador vindo da ilustração publicitária, é delicioso e o seu excelente trabalho de cor só o valoriza mais.
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quinta-feira, 28 de junho de 2012
Colecção Heróis Marvel I - os 5 primeiros volumes
A notícia já corre há uns dias pela blogosfera e os cartazes a anunciar a colecção já estão espalhadas um pouco por todo o país. Os super-heróis da Marvel vão voltar aos quiosques nacionais em português de Portugal, já na próxima 5ª-feira, 5 de Julho, numa colecção editada pela Levoir, em colaboração com o jornal Público, que a distribui. A produção é assegurada pela antiga equipa editorial da Devir e eu tenho estado a fazer a revisão e irei traduzir um volume, além de assegurar os textos para o Público sobre a colecção. Tem sido essa a razão porque este blog tem estado mais parado, mas nos próximos tempos, entre os textos para o Público e para As Beiras e outros conteúdos feitos de propósito para o blog, não vão faltar aqui actualizações. Por hoje deixo-vos com a lista dos cinco primeiros volumes da colecção, acompanhados por imagens dos mesmos e pelas biografias dos respectivos autores, escritas para o destacável que o Público vai distribuir no sábado, mas que por questões de espaço, acabaram por não entrar.
Homem-Aranha: Integral Frank Miller
Volume 1 (5 de Julho)
Um dos mais importantes nomes dos comics americanos das últimas décadas, Frank Miller lançou-se nos inícios dos anos 80 nas páginas da revista Daredevil, da Marvel, reformulando de forma brilhante o super-herói cego em histórias notáveis. Mas seria na DC que Miller iria revolucionar os comics americanos, primeiro com Ronin, e depois com Dark Knight Returns e Batman Year One, duas obras-primas, em que Miller redefine o futuro e a origem de Batman. Entre as suas criações mais recentes, destacam-se 300 e a série que redefiniu o policial negro na BD, Sin City, ambas adaptadas ao cinema com sucesso e Holy Terror, uma controversa reflexão sobre o terrorismo islâmico, motivada pelo 11 de Setembro.
X-Men: Filhos do Átomo
Volume 2 (12 de Julho)
Prolífico argumentista norte-americano, Joe Casey trabalhou para as principais editoras americanas, como a Marvel, DC e Image, escrevendo histórias para alguns dos melhores desenhadores do mercado. É o caso dos seus colaboradores neste volume, que além do veterano Steve Rude, desenhador de grande elegância, conhecido sobretudo pela série de ficção científica Nexus, que criou com Mike Baron, incluem o americano Paul Smith, que trocou a animação pelos comics, trabalhando na Marvel desde os anos 80 e o croata Esad Ribic, extraordinário ilustrador que aqui estava a dar os primeiros passos na Marvel, bem conhecido dos leitores portugueses graças às mini-séries Loki e Silver Surfer: Requiem.
Capitão América: A Lenda Viva
Volume 3 (19 de Julho)
Um dos mais prolíficos e famosos desenhadores de super-heróis desde a década de 80, o desenhador americano (apesar de ter nascido em Inglaterra) John Byrne assinou passagens memoráveis pelas séries X-Men e Quarteto Fantástico, tendo sido igualmente responsável pela reformulação do Superman em meados da década de 80. Mas, para muitos leitores é impossível esquecer a sua breve colaboração com Roger Stern na revista do Capitão América, no início dos anos 80. Stern, que tem uma carreira de mais de 30 anos como editor, e sobretudo argumentista, tanto na Marvel como na DC, que inclui Hulk vs Superman, uma das primeiras crossovers (histórias reunindo personagens de diferentes editoras) entre DC e Marvel.
Thor: As Idades do Trovão
Volume 4 (26 de Julho)
Tendo-se estreado na BD nos inícios do século XXI, em editoras independentes, Matt Fraction cedo atraiu a atenção da Marvel que o contratou em 2005. Para além da série Invencible Iron Man, que lhe valeu um Prémio Eisner e o cargo de consultor no segundo filme do Homem de Ferro, Fraction é também o actual argumentista de Thor, responsável pela série mensal e pelas edições especiais como as que este volume reúne. Edições ilustradas por novos talentos, como Patrick Zircher, Clay Mann e Kaare Evans e veteranos, como Dan Bereton e Mike Allred. Um lote impressionante de artistas, a que se junta Cary Nord, desenhador responsável pela renovação de Conan, numa história assinada por Peter Milligan.
Homem-Aranha. A Morte dos Stacy
Volume 5 (2 de Agosto)
Argumentista de BD e de televisão Gerry Conway publicou a sua primeira história aos 16 anos, tendo trabalhado tanto para a Marvel como para a DC ao longo de uma vasta carreira. Com uma carreira de mais de 50 anos, em que trabalhou para as principais editoras americanas e até para o Tintin belga, Gil Kane (1926-2000) foi um dos mais importantes desenhadores de comics e um notável ilustrador, responsável por centenas de capas memoráveis para a Marvel e DC. Referência ainda para a arte-final de uma lenda viva da Marvel, o veterano John Romita, desenhador do Homem-Aranha durante décadas, que aqui passa a tinta com grande elegância, o traço dinâmico de Gil Kane.
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