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quarta-feira, 29 de julho de 2015

Poderosos Heróis Marvel 2 - Vingadores: Era de Ultron 2


VINGADORES COMBATEM ULTRON 
ENTRE O PASSADO E O FUTURO

Poderosos Heróis Marvel
Vol 2
Vingadores: Era de Ultron - Vol. 2
Argumento – Brian Michael Bendis
Desenhos – Bryan Hitch, Brandon Peterson e Carlos Pacheco
Quinta, 30 de Julho
Por + 8,90 €
Como vimos no primeiro volume desta saga, que assinala a despedida de Brian Michael Bendis dos Vingadores, Ultron, a poderosa inteligência artificial está prestes a concretizar o seu plano de destruição total da humanidade. Nova Iorque, São Francisco e Washington estão completamente em ruínas e tudo indica que o resto do mundo não estará muito melhor. O robot Ultron parece ter conseguido finalmente atingir os seus objectivos, com os poucos humanos que ainda restam a tentar sobreviver por entre os escombros, patrulhados por robots sentinelas que eliminam sem piedade qualquer resistência que encontram. Num esconderijo subterrâneo por baixo de Central Park, os heróis que ainda estão de pé tentam reerguer-se das cinzas, liderados por um Capitão América que parece ter baixado os braços e perdido a esperança. Neste grupo encontram-se também outros heróis como o Gavião Arqueiro, Homem-Aranha, Homem de Ferro, Tempestade, Mulher-Hulk, Luke Cage, Emma Frost, Mulher Invisivel e Wolverine.
Percebendo que os robots vigilantes ao serviço de Ultron pouparam a vida a alguns vilões desde que estes denunciem os heróis sobreviventes, o plano de ataque torna-se simples. Conquistar a fortaleza do vilão por dentro, recorrendo aos dois elementos mais poderosos do grupo: Luke Cage e Mulher-Hulk, com o primeiro a fingir entregar a segunda como prisioneira, para juntos terem acesso ao local. O plano corre mal, a Mulher-Hulk é assassinada e Cage fica à beira da morte, na sequência de uma explosão nuclear que dizima Manhattan. Os heróis fogem para a Terra Selvagem, onde Emma Frost lê os últimos pensamentos de Cage antes de morrer e fica a saber a verdade sobre o vilão que enfrentam: Ultron afinal está no futuro a manipular todos os acontecimentos, usando o corpo do andróide Visão – uma criação sua - como veículo para os seus planos.
Mas há entretanto uma esperança: a Viúva Negra, de rosto desfigurado, e o Cavaleiro da Lua, descobriram numa base antiga de Nick Fury em São Francisco, um incrível plano de contingência para uma situação tão desesperada. Juntamente com o Hulk Vermelho, eles acabam de juntar-se aos nossos heróis na Terra Selvagem e utilizando a tecnologia recolhida por Fury, Wolverine e Susan Storm, a Mulher-Invisível voltam atrás no tempo, para impedirem Hank Pym de criar Ultron.
Como sabe qualquer leitor que tenha lido o conto clássico A Sound of Thunder, de Ray Bradbury, ou visto, por exemplo a trilogia do Regresso ao Futuro, de Robert Zemeckis, qualquer alteração mínima do passado tem consequências imprevisíveis no futuro e assim, a eliminação de Hank Pym tem um efeito muito diferente do pretendido pelos nossos heróis, acabando por afectar de forma drástica a própria estrutura dos diferentes universos.  
Em termos artísticos, Bendis conta com uma nova equipa gráfica nesta segunda parte da história. Se no primeiro volume, Bryan Hitch e Paul Neary asseguraram a arte, neste segundo volume, esta dupla apenas é responsável pelo primeiro capítulo, cedendo as funções de desenhador central a dois autores: Brandon Peterson, um talento reconhecido pelo seu trabalho nas séries Codename: Strykeforce, para a Top Cow, e Uncanny X-Men, que desenha as sequências passadas no presente, enquanto  o espanhol Carlos Pacheco, cuja experiência em histórias que envolvam viagens no tempo ficou bem patente em Vingadores para Sempre!, a história de Kurt Busiek publicada na anterior colecção Universo Marvel, encarrega-se das cenas no passado. Já o capítulo final da saga é assinado por uma mão cheia de ilustradores que, além de Hitch, Peterson e Pacheco, incluem Alex Maleev, Butch Guice, David Marquez, e mesmo o editor-chefe da Marvel, Joe Quesada, cujo incrível talento como desenhador os leitores vão poder conhecer um pouco melhor num próximo volume desta colecção dedicado ao Demolidor e que aqui empresta o seu traço poderoso à estreia no Universo Marvel de Angela, a sensual caçadora de demónios criada por Neil Gaiman e Todd McFarlane na série Spawn.
Publicado originalmente no jornal Público de 24/07/2015

sábado, 18 de julho de 2015

Apresentação da Colecção Poderosos Heróis Marvel

É já na próxima quinta-feira, 23 de Julho, que começa a 4º colecção do Público e da Levoir dedicada à Marvel. Como de costume, aqui vos deixarei, na véspera da saída de cada livro, o texto que escrevi sobre ele para o jornal Público. Mas antes disso, aqui fica o destacável de 4 páginas de apresentação da colecção, que vai ser distribuído hoje com o  jornal de sábado e será redistribuído na próxima terça-feira.

PODER E RESPONSABILIDADE

With great power comes great responsibility”. Esta frase (um grande poder acarreta uma grande responsabilidade), dita por Ben Parker ao seu sobrinho Peter, antes de este ser picado por uma aranha radioactiva e se transformar no Homem-Aranha, funcionou com um mantra para a vida do herói e foi frequentemente repetida por outros heróis da Marvel. E este axioma, que representa bem o facto desses poderes, que tanto podem ser uma bênção como uma maldição e distinguem esses heróis do resto da humanidade, não poderem ser utilizados de animo leve, acaba por balizar a actuação dos heróis da Marvel. Esta necessidade de os heróis não desperdiçarem os dons que os tornam únicos, está presente na maioria das histórias desta nova colecção da Marvel. Uma colecção de quinze volumes de capa dura, com histórias inéditas em Portugal, que o Público e a Levoir dedicam às personagens da Casa das Ideias que, desta vez, abandona as grandes sagas que reúnem diferentes heróis, para se centrar individualmente nos mais poderosos heróis do Universo Marvel.
Mas, como não há regra sem excepção, a colecção abre e fecha com duas sagas, que reúnem um grande número de heróis. A abrir temos uma saga épica assinada por Brian Michael Bendis, que já tinha escrito as sagas que serviram de fio condutor à colecção anterior (Invasão Secreta, Cerco e Vingadores vs X-Men) e que tem como protagonista os Vingadores em luta com Ultron, o poderoso robot que está no centro do segundo filme dos Vingadores. A fechar, temos a continuação do incontornável Marvels, de Kurt Busiek e Alex Ross, publicado na anterior colecção Universo Marvel, em que Busiek continua a contar a história do Universo Marvel na perspectiva do fotógrafo Phil Sheldon, com Jay Anacleto a substituir Alex Ross na arte.
O resto da colecção consiste no regresso dos poderosos heróis que já conhecemos e em três estreias, que serão analisadas em separado. Assim, regressa o Homem de Ferro, numa história clássica assinada por John Byrne e Paul Ryan em que Tony Stark enfrenta o Mandarim e Fin Fang Foom. Heróis clássicos como O Homem-Aranha, Justiceiro e Wolverine estão presentes em histórias em que o universo dos heróis é submetido à forte marca autoral de criadores como Todd McFarlane, Garth Ennis e Steve Dillon e Frank Cho. Ed Brubaker prossegue a sua passagem incontornável pelas aventuras do Capitão América, contando desta vez com a companhia de Steve McNiven (Guerra Civil, Wolverine: O Velho Logan) para construir uma dupla de luxo. Waren Ellis ocupa-se da nova vida dos X-Men, contando com o traço único de Simone Bianchi na arte. Peter David regressa ao Incrível Hulk para, ao lado de George Perez e Dale Keown, assinar duas histórias incontornáveis do crepúsculo do gigante verde. O Demolidor está de volta numa história que introduz um novo interesse romântico na vida de Matt Murdock e assinala a estreia de David Mack na personagem, contando com o virtuosismo de Joe Quesada nos desenhos e finalmente, o poderoso Thor prossegue as suas aventuras desenhadas por Olivier Coipel, contando com Matt Fraction, um dos mais talentosos e versáteis argumentistas da actualidade, no argumento.
Tal como os poderosos heróis da Marvel sabem estar à altura da responsabilidade que esses mesmos poderes acarretam, também o Público e a Levoir tinham a responsabilidade perante os leitores e fãs da Marvel, de apresentar uma quarta série que mantivesse, ou superasse, o alto nível das anteriores colecções dedicadas à Casa das Ideias. Perante a selecção dos títulos aqui apresentados e a qualidade dos nomes que os assinam, parece-me que não restam muitas dúvidas de que, mesmo sem grandes poderes, os editores estiveram mais uma vez à altura da sua grande responsabilidade…


NOVOS HERÓIS E NOVOS AUTORES

Embora, depois dos 45 volumes com histórias da Marvel publicados desde 2012, a grande maioria dos heróis da Casa das Ideias já seja bem conhecida dos leitores do Público, ainda há espaço nesta colecção para a estreia de três poderosos heróis, em volumes individuais. São eles, por ordem de entrada em cena, a Viúva Negra, Homem-Formiga e Gavião Arqueiro.

Viúva Negra 
Criada por Stan Lee, Don Rico e Don Heck em 1964, nas páginas do nº 52 da revista Tales of Suspense, onde enfrenta o Homem de Ferro, a Viúva Negra é Natasha Romanoff, uma espia soviética. Mas, anos depois, a Viúva acabaria por passar para o Ocidente, mudar de uniforme para o fato colante que hoje conhecemos e envolver-se sentimentalmente com alguns heróis, como o Gavião Arqueiro e o Demolidor. Além disso, tornou-se agente da S.H.I.E.l.D. e membro dos Vingadores, o grupo que reúne os mais poderosos heróis da Marvel.
O passado de Natasha como agente russa é explorado precisamente nas duas histórias do volume que lhe é dedicado, em que descobrimos que ela não foi a única Viúva Negra formada pelo Quarto Vermelho, um departamento secreto do KGB. É precisamente a relação entre Natasha Romanoff eYelena Belova, a sua sucessora, que está no centro dessas histórias.

Homem-Formiga
Criado por Stan Lee, Larry Lieber e Jack Kirby em 1962, no nº 25 da revista Tales to Astonish, o Homem-Formiga original era Henry “Hank” Pym, um cientista que descobriu uma formula que lhe permite reduzir a sua massa e altura a dimensões microscópicas.
Mas Henry Pym foi apenas o primeiro Homem-Formiga, pois Scott Lang, um homem que roubou o fato de Homem-Formiga para poder salvar a vida da sua filha, acabaria por assumir o papel de Homem-Formiga, com a bênção do seu mentor, Hank Pym, o Homem-Formiga original. E é precisamente Scott Lang, o segundo Homem-Formiga, criado por David Micheliene e John Byrne em 1979, que é o protagonista do mais recente filme da Marvel, acabado de chegar às salas de cinema.

Gavião Arqueiro
Criado por Stan Lee e Don Heck em 1964, no nº 57 da revista Tales of Suspense, Clint Barton, o Gavião Arqueiro começou por ser um vilão, mas rapidamente se redimiu e tornou-se um dos mais antigos membros dos Vingadores, compensando a sua ausência de poderes especiais, com uma pontaria infalível com arco e flecha. Tal como aconteceu com a Viúva Negra, a sua presença nos filmes dos Vingadores contribuiu para aumentar exponencialmente a sua popularidade junto dos leitores da Marvel.
Nas premiadas histórias de Matt Fraction e David Aja com que se estreia nesta colecção, o destaque vai, não para o herói, Gavião Arqueiro, mas para o homem, Clint Barton, cujo dia-a-dia na cidade de Nova Iorque acompanhamos.

Mas não apenas de heróis se fazem as estreias desta colecção. Também há grandes autores, ou equipas criativas, cujo talento a dar vida aos poderosos heróis da Marvel podemos apreciar pela primeira vez em português nesta colecção. Mais uma vez, por ordem de entrada em cena:

Todd McFarlane
Este desenhador e argumentista de origem canadiana foi um dos fundadores da editora Image e criador da personagem Spawn, já adaptada ao cinema e à animação, mas a sua carreira começou em meados da década de 80, trabalhando tanto para a Marvel, como para a DC.
Foi precisamente a sua ligação ao Homem-Aranha, nos finais dos anos 80 que o tornou uma verdadeira estrela dos comics, graças ao seu estilo tão dinâmico e inovador, como pormenorizado. Tormento, a história desta colecção que escreveu e desenhou, permite perceber facilmente os motivos do extraordinário sucesso da sua inovadora versão do Homem-Aranha.

Garth Ennis e Steve Dillon
Nomes maiores dos comics de língua inglesa, o escritor irlandês Garth Ennis e o desenhador inglês Steve Dillon são conhecidos sobretudo pela sua colaboração na série de culto Preacher, mas Ennis, que é um dos mais produtivos argumentistas de língua inglesa, tem uma vastíssima carreira espalhada por editoras como a DC, Vertigo, Marvel, Avatar e Dynamite, entre (muitas) outras.
Esta história do Justiceiro, marcada por um humor muito negro, que volta a juntar os dois criadores britânicos, é um dos pontos mais altos da ligação de nove anos de Garth Ennis ao mais popular vigilante da Marvel.

David Mack e Joe Quesada
 O escritor e pintor americano David Mack tornou-se conhecido no mundo dos comics graças à série Kabuki, que criou, escreveu e desenhou, num estilo único, em que a pintura e a colagem se fundem com a Banda Desenhada.
Na história do Demolidor que assina nesta colecção, Mack alia-se a Joe Quesada, anterior editor-Chefe, actual Director Criativo da Marvel e extraordinário ilustrador, responsável pela recuperação da popularidade do Demolidor, através da Linha Marvel Knights de que foi editor, para juntos criarem uma história inesquecível, onde surge pela primeira Maya (Eco) Lopez, uma das mais carismáticas mulheres que passaram pela vida do herói cego.

Frank Cho
O ilustrador norte-americano de origem coreana, Frank Cho começou a sua carreira  na BD com a tira de imprensa University2  para o jornal da Universidade de Maryland onde estudou. Seguiu-se outra tira de imprensa, Liberty Meadows, que escreveu desenhou durante cinco anos, até se fartar da censura do editor e da pressão de ter produzir uma tira diária.
Embora já fizesse capas ocasionalmente para a Marvel e outras editoras, foi o seu trabalho na série Liberty Meadows que levou o editor Alex Alonso a convidá-lo a desenhar uma mini-série de Shana The She-Devil para a Marvel, o que lhe permitiu desenhar as duas coisas de que mais gosta: dinossauros e mulheres sensuais. E Shana é precisamente uma das protagonistas da história do Wolverine que assina nesta colecção, qua alia a aventura clássica à indiana Jones com elementos fantásticos, característicos do universo de Lovecraft, tudo servido pelo seu traço de grande elegância e sensualidade.

A COLECÇÃO

1 – Vingadores: A Era de Ultron - Vol. 1
23 de Julho
Argumento – Brian Michael Bendis
Desenhos – Bryan Hitch e Paul Jenkins
Ultron, a mais terrível das Inteligências Artificiais e um dos mais antigos inimigos dos Vingadores, destruiu o planeta Terra! Confrontados com o fim, um pequeno grupo de super-heróis tenta desesperadamente resistir. Luke Cage descobriu o segredo da vitória de Ultron, mas é Wolverine que terá de tomar a mais difícil e controversa das decisões. Uma decisão que poderá levar à criação de um novo Universo Marvel.
Brian Michael Bendis, narra esta saga grandiosa, ilustrada pelo talento ímpar de Bryan Hitch.


2  – Vingadores: A era de Ultron – Vol. 2
30 de Julho
Argumento – Brian Michael Bendis
Desenhos – Brian Hitch, Brandon Peterson e Carlos PachecoNa sequência do terrível ataque de Ultron, que comandou a destruição do planeta a partir de um futuro distante, os Vingadores têm de viajar no tempo para tentar salvar o seu mundo. Mais do que conseguir vencer o seu inimigo, os Vingadores terão de conseguir viver com as consequências das suas acções no passado, quando as linhas temporais colidirem entre elas até sobreviver apenas um Universo Marvel!
Com argumento de Brian Michael Bendis, Era de Ultron conta com a arte de Bryan Hitch, Brandon Peterson e Carlos Pacheco, nomes maiores dos comics americanos.
3  – Homem de Ferro: Semente de Dragão
06 de Agosto
Argumento –  John Byrne
Desenhos – Paul Ryan

O maior inimigo do Homem de Ferro, o Mandarim, surgiu mais poderoso que nunca, mas por trás do poder dos seus dez anéis, parecem erguer-se as sombras de dez dragões místicos... um para cada anel! Apresentando a origem de Fin Fang Foom, um dos vilões mais icónicos da Marvel, Semente de Dragão é uma saga clássica do Homem de Ferro com argumento de John Byrne e desenho de Paul Ryan e Mark Bright.


4  – Viúva Negra: O Manto da Viúva
13 de Agosto
Argumento – Devin Grayson e Greg Rucka
Desenhos – J. G. Jones
A vida de Natasha Romanov sempre foi muito movimentada - espia soviética, refugiada no Ocidente, assassina profissional e Vingadora, a sua carreira letal tornou-a famosa em todo o mundo. Mas agora, os seus dias como Viúva Negra podem ter chegado ao fim. Yelena Belova, a nova Viúva Negra, pretende reclamar o manto que ela acha que foi roubado à Mãe Rússia. A batalha das duas Viúvas vai levá-las das ruas geladas de Moscovo e dos desertos do Médio Oriente, às ruas de Nova Iorque.
Duas histórias assinadas por dois grandes argumentistas dos comics, Greg Rucka e Devin Grayson, com arte de Igor Kordey e J.G. Jones.
5  – Homem-Aranha: Tormento
20 de Agosto
Argumento  e Desenhos – Tod McFarlane
A vida corre bem ao Homem-Aranha, numa das mais invulgarmente estáveis fases da sua vida, mas velhos inimigos erguem-se novamente para destruir essa felicidade em Tormento. Ameaças vindas do passado do herói vão atacá-lo quando ele menos espera, mais selvagens e vingativas do que nunca, decididas não só a vencer o Aranha, mas a destruí-lo por completo.
Todd McFarlane, lendário artista e criador, assinala aqui a obra que não só ergueu o Homem-Aranha a novos níveis de popularidade nos anos 90, como também ajudou a mudar as regras do jogo da própria indústria dos comics.

6  – Justiceiro; A Ressurreição de Ma Gnucci
27 de Agosto
Argumento – Garth Ennis
Desenho –  Steve Dillon e Jimmy Palmiotti
Na sua cruzada implacável contra o crime, um dos mais coriáceos inimigos que Frank Castle, o Justiceiro, teve de enfrentar, foi a maquiavélica Ma Gnucci, líder da família Gnucci, uma das mais poderosas famílias mafiosas de Nova Iorque. Apesar de ter sido lançada para a jaula de um urso polar, de ter perdido braços e pernas e ter sido atirada para uma casa a arder, Ma Gnucci sobreviveu e está de volta para se vingar… e não veio sozinha.
Garth Ennis e Steve Dillon, a dupla responsável pela série de culto Preacher voltam a aplicar a sua receita de sucesso ao mais popular vigilante da Marvel, numa história tão violenta como divertida.

7  - X-Men: Caixa Fantasma
30 de Setembro
Argumento – Warren Ellis
Desenho – Simone Bianchi
Os X-Men já passaram por muitas peripécias e transformações, e depois da Feiticeira Escarlate ter reduzido drasticamente o número de mutantes no mundo, a sua posição parece cada vez mais delicada. Mas agora, com uma nova base de operações, um novo uniforme e uma equipa reformulada, vão ter de mergulhar numa aventura como nunca enfrentaram antes, que os levará de uma investigação policial em São Francisco a um cemitério de naves alienígenas em Wakanda, e quem sabe mais além...
Uma saga com argumento de Warren Ellis, um dos mais prestigiados escritores de comics da actualidade, e arte magnífica do italiano Simone Bianchi, desenhador de Wolverine: Evolução.


8  – Homem-Formiga: Um Mundo Pequeno
10 de Setembro
Argumento – Stan Lee e David Michelinie
Desenhos – Jack Kirby, John Byrne, Tim Seeley
O último herói da Marvel a chegar ao grande ecrã, tem aqui as suas origens e as suas mais emblemáticas aventuras recontadas para o público português. Génio ímpar, super-herói atormentado e ocasional vilão, Hank Pym pode não ser o mais poderoso nem o mais famoso dos heróis, mas poucos deixaram a sua marca no Universo Marvel como ele.
Reunindo o talento de Stan Lee, Jack Kirby, David Michelinie, John Byrne e Tim Seeley, este volume introdutório serve como mostruário do tipo de aventuras do Cientista Supremo da Terra, que provam que os homens, de facto, não se medem aos palmos.
9  –  Capitão América: Sonhadores Americanos
17 de Setembro
Argumento – Ed Brubaker
Desenhos -  Steve McNiven, Giuseppe Camuncoli
Steve Rogers volta finalmente a assumir o papel de Sentinela da Liberdade depois de uma longa ausência. Mas quando o funeral da sua antiga companheira Peggy Carter é interrompido por um ataque, o Capitão América vai ter de desvendar uma conspiração envolvendo um grupo de antigos camaradas de armas, que incluem Jimmy Jupiter, um jovem herói que era capaz de viajar para uma dimensão em que os desejos se tornavam realidade...
Ed Brubaker, argumentista de Soldado do Inverno, e Steve McNiven (desenhador de Wolverine: Velho Logan e Guerra Civil), mergulham-nos numa aventura que alterna entre o presente e o passado do Capitão América.

10  –  Wolverine: Ilha da Morte
24 de Setembro
Argumento  e Desenhos – Frank Cho
Wolverine acorda um dia na Terra Selvagem, onde contando apenas com a ajuda de Shana, a mulher-diabo, vai ter que enfrentar dinossauros, as tribos selvagens da ilha, gorilas gigantes e uma ameaça mortal vinda dos confins da galáxia.
Frank Cho, um dos mais populares desenhadores americanos da actualidade, empresta o seu traço único e sensual a esta história épica, onde a natureza é luxuriante, os cenários grandiosos, as mulheres são belas e os dinossauros assustadores.

11  –  Demolidor: Partes de um Todo
01 de Outubro
Argumento – David Mack
Desenhos – Joe Quesada, David Ross e Jimmy Palmiottti

O advogado cego Matt Murdock parece ter descoberto o amor da sua vida em Maya Lopez, uma bailarina surda. Só que, tal como Matt Murdock é o Demolidor, também Maya tem uma identidade secreta como Eco, uma lutadora mortífera que Wilson Fisk, o Rei do Crime, convenceu a matar o Demolidor
O pintor e escritor David Mack junta-se ao editor-chefe da Marvel, Joe Quesada, numa espectacular aventura do homem sem medo, que explora de forma inovadora os limites da página de BD e da ligação texto/imagem.


12  –  Thor: Coração do Mundo
08 de Outubro
Argumento –  Matt Fraction
Desenhos – Olivier Coipel
Conflitos intergalácticos e ameaças apocalípticas não são estranhos ao Poderoso Thor, mas qualquer evento que traga a atenção do Surfista Prateado e a de Galactus a Midgard é motivo de preocupação. E, quando esta é direccionada para Asgard, torna-se um problema urgente.
Matt Fraction e Olivier Coipel, responsáveis pela revitalização de Thor em anos recentes, levam novamente o Deus do Trovão ao limite numa aventura épica na melhor tradição das sagas cósmicas da Marvel.
13  –  Gavião arqueiro: quem pelo Arco Vive
15 de Outubro 
Argumento – Matt Fraction
Desenho –  David Aja
Ele é um dos Heróis Mais Poderosos do Mundo, mas Clint Barton - o Gavião Arqueiro - nem sempre está de uniforme. Matt Fraction, uma das revelações dos comics americanos, mostra-nos as aventuras do Gavião quando não está a ser um super-herói. Este não é o Gavião Arqueiro dos Vingadores. É Clint Barton nas ruas de Brooklyn, a braços com a máfia russa e os seus vizinhos...
Nunca soube tão bem roubar aos ricos e maldosos para dar aos pobres, mas Clint Barton terá de saber distinguir o que um Vingador pode fazer, daquilo que um simples aventureiro pode ousar.

14  –  Hulk: Futuro Imperfeito
22 de Outubro
Argumento – Peter David
Desenhos – George Pérez e Dale Keown
O Incrível Hulk é o protagonista de duas histórias assinadas por Peter David, que projectam o futuro do Gigante Verde. Em Futuro Imperfeito, superiormente ilustrada por George Pérez, o  Hulk viaja para um futuro apocalíptico, onde tem que enfrentar o seu maior desafio… a versão futura de si próprio.
Em O Fim, ilustrada por Dale Keown assistimos a aquela que é literalmente a última aventura do herói, sozinho num mundo desolado, onde é o último ser humano vivo.

15  –  Marvels : Através da Objectiva
29 de Outubro
Argumento - Kurt Busiek
 Desenho – Jay Anacleto
A história do Universo Marvel volta a ser contada na perspectiva do fotógrafo Phil Sheldon, mas o futuro que se anunciava brilhante, deu lugar a um presente sombrio, em que personagens como o Justiceiro, Wolverine, ou o Motoqueiro Fantasma tornam cada vez mais ténue a fronteira entre os heróis e os vilões.
Kurt Busiek regressa ao universo do seminal e premiado Marvels, desta vez na companhia de Roger Stern e de Jay Anacleto (A Magia de Aria), para partilhar com os leitores a última reportagem de Phil Sheldon

domingo, 29 de junho de 2014

Textos Editoriais Marvel NOW! 4 - Capitão América: Perdido na Dimensão Z


UM ESTRANHO NUMA TERRA ESTRANHA

O livro que vão ler a seguir, assinala a estreia do Capitão América na linha Marvel NOW, iniciativa que marcou um novo ponto de partida para muitos heróis da Marvel e uma porta de entrada para novos leitores.
No caso do Capitão América, coube a Rick Remender a ingrata tarefa de suceder à marcante etapa de Ed Brubaker como argumentista do Sentinela da Liberdade. Uma fase incontornável e impossível de superar no mesmo registo, razão porque Remender optou por uma abordagem completamente diferente, que troca as histórias de espionagem e a intriga política que marcaram a fase de Brubaker por uma abordagem diferente, que explora a fundo a dimensão fantástica do Universo Marvel, retirando o Capitão América dos cenários habituais, para o enviar para um mundo inóspito e surreal. Um mundo em que Steve Rogers não é visto como o símbolo do ideal americano, mas como um estranho a tentar sobreviver numa terra tão estranha como perigosa, um mundo desolado, repleto de ameaças mortíferas.
 Como muitas vezes tem acontecido ao longo da história da Marvel, é Jack Kirby que indica o caminho a seguir. Não a fase inicial de criação da personagem com Joe Simon, nos anos 40, mas o regresso do King às histórias do Capitão América, nos anos 70. É essa fase, tão imaginativa, como delirante que Remender vai usar para ponto de partida da sua aproximação ao Sentinela da Liberdade. Como o próprio refere: “havia um tom muito próprio no que Jack fazia nos anos 70. Uma estranha mistura de espionagem, ficção científica e uma pura imaginação psicadélica. Decidi tentar fazer algo similar, juntando-lhe naturalmente o meu toque pessoal”.
Com uma carreira que se iniciou na animação, trabalhando em filmes como The Iron Giant e Titan A. E., Rick Remender começou por ser mais um artista do que um escritor, desenhando diversas séries para editoras tão diferentes como a Dark Horse, Dynamite, Image, IDW e Radical Comics, antes da Marvel lhe propor um contrato exclusivo como escritor. Na linha Marvel NOW, começou por assinar o argumento de Uncanny Avengers, antes de se ocupar também da revista do Capitão América.
Nesta nova viagem, Remender conta com a companhia de John Romita Jr. e Klaus Janson, duas lendas vivas da Marvel que voltam a trabalhar com ele, depois de terem colaborado na série Punisher. E o argumentista não poupa nos elogios a Romita, dizendo que, trabalhar com ele “é como trabalhar com Jack Kirby. (…) o seu trabalho é espantoso. Diria que está muito próximo do que ele fez com Frank Miller em Daredevil: Man Without Fear. Nesse sentido, decidi ir beber aos tempos do Capitão América de Kirby, quando personagens como Arnim Zola foram criados. Todas essas ideias gigantescas, esse tom de ficção científica. É um prazer ver o Johnny a desenhar todas essas coisas fantásticas. Não há ninguém capaz de desenhar Kirby e continuar a ser ele próprio, como o Johnny”.
É esse prazer de ver John Romita Jr. a desenhar uma história épica, ao melhor nível de Jack Kirby, alternando entre os mundos futuristas da Dimensão Z e os ecos da infância de Steve Rogers durante a Grande Depressão, que os leitores poderão desfrutar de seguida. Um prazer que não termina já no fim deste livro, pois as aventuras do Capitão américa na Dimensão Z, continuam no próximo volume.
Texto originalmente publicado em Capitão América: Perdido na Dimensão Z, Vol. 1, de Junho de 2014.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Homem de Ferro 3 no cinema


Depois do sucesso estrondoso do filme dos Vingadores, o Universo Marvel regressa ao cinema com o terceiro filme da série Homem de Ferro, que estreou em Portugal no passado dia 25 de Abril. Provável capítulo final da ligação de Robert Downey Jr com a personagem de Tonny Stark/Homem de Ferro (pois o contrato do actor previa apenas três filmes do Homem de Ferro e o filme dos Vingadores e desde então a cotação de Downey Jr subiu em flecha, tornando a sua contratação para novos filmes muito dispendiosa) este filme é também o primeiro da fase 2 do Universo Marvel no cinema. Um novo ciclo que prosseguirá com o segundo filme do Thor ainda este ano, seguindo-se o Capitão América 2 em 2014, para terminar com o segundo filme dos Vingadores em 2015. Curiosamente, para além das referências em alguns diálogos à invasão extraterrestre que motivou a criação dos Vingadores, e do aparecimento de Bruce Banner na cena final pós-créditos, os outros super-heróis da Marvel desta vez primam pela ausência, tal como também acontec e com Nick Fury e a S.H.I.E.L.D., com o filme a centrar-se no Homem de Ferro e, especialmente em Tonny Stark, o homem dentro da armadura, que entre ataques de pânico e a destruição da sua casa pelos terroristas do Mandarim, não tem vida nada fácil…

Com Shane Black a substituir John Favreau, que dirigiu os dois primeiros filmes, mantém-se o equilíbrio entre a acção, o drama e o humor, que Downey Jr traz à personagem, mas a principal alteração é mesmo a dimensão mais humana, com as personagens a sobreporem-se às cenas de acção, apesar de não faltarem cenas espectaculares, em que imperam os efeitos especiais, com destaque para o grande (talvez até demasiado grande) combate final, em que diversas versões da armadura do Homem de Ferro entram em acção.    

O argumento do filme, escrito por Drew Pierce e Shane Black tem como principal fonte de inspiração a mini-série “Extremis”, de Warren Ellis, publicada em Portugal no ano passado, na coleção Heróis Marvel, misturando de forma inteligente essa intriga com a personagem do Mandarim, um terrorista de ascendência asiática, que tem direito a um tratamento muito mais realista do que na BD, com Ben Kingsley a captar muito bem as diferentes nuances da personagem, responsável por um bem conseguido twist... Para os fãs da Marvel, este filme, pela forma como a história evolui quase autónoma em relação ao resto do universo Marvel, é natural que saiba a pouco, mas para quem como eu, gosta de ver Robert Downey Jr. a encarar uma personagem que lhe assenta como uma segunda pele, este é capaz de ser o mais conseguido capítulo da trilogia. É que Robert Downey Jr é Tony Stark e a sua interpretação, se não é definitiva, está lá próxima! Por isso, caso o actor não torne a vestir a pele de Strak no cinema, confesso que vou sentir muito a sua filme.

(“Homem de Ferro 3”, de Shane Black, com Robert Downey Jr., Gwyneth Paltrow, Ben Kingsley e Rebecca Hall. Paramount/Marvel Studios, 2013. Em exibição em Coimbra nos cinemas Zon /Lusomundo Dolce Vita e Fórum Coimbra)
Versão integral do texto publicado no Diário As Beiras de 04/05/2013

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Colecção Heróis Marvel I - os 5 primeiros volumes


A notícia já corre há uns dias pela blogosfera e os cartazes a anunciar a colecção já estão espalhadas um pouco por todo o país. Os super-heróis da Marvel vão voltar aos quiosques nacionais em português de Portugal, já na próxima 5ª-feira, 5 de Julho, numa colecção editada pela Levoir, em colaboração com o jornal Público, que a distribui.
A produção é assegurada pela antiga equipa editorial da Devir e eu tenho estado a fazer a revisão e irei traduzir um volume, além de assegurar os textos para o Público sobre a colecção. Tem sido essa a razão porque este blog tem estado mais parado, mas nos próximos tempos, entre os textos para o Público e para As Beiras e outros conteúdos feitos de propósito para o blog, não vão faltar aqui actualizações. Por hoje deixo-vos com a lista dos cinco primeiros volumes da colecção, acompanhados por imagens dos mesmos e pelas biografias dos respectivos autores, escritas para o destacável que o Público vai distribuir no sábado, mas que por questões de espaço, acabaram por não entrar.

Homem-Aranha: Integral Frank Miller
Volume 1 (5 de Julho)

Um dos mais importantes nomes dos comics americanos das últimas décadas, Frank Miller lançou-se nos inícios dos anos 80 nas páginas da revista Daredevil, da Marvel, reformulando de forma brilhante o super-herói cego em histórias notáveis. Mas seria na DC que Miller iria revolucionar os comics americanos, primeiro com Ronin, e depois com Dark Knight Returns e Batman Year One, duas obras-primas, em que Miller redefine o futuro e a origem de Batman. Entre as suas criações mais recentes, destacam-se 300 e a série que redefiniu o policial negro na BD, Sin City, ambas adaptadas ao cinema com sucesso e Holy Terror, uma controversa reflexão sobre o terrorismo islâmico, motivada pelo 11 de Setembro.
X-Men: Filhos do Átomo
Volume 2 (12 de Julho)

Prolífico argumentista norte-americano, Joe Casey trabalhou para as principais editoras americanas, como a Marvel, DC e Image, escrevendo histórias para alguns dos melhores desenhadores do mercado. É o caso dos seus colaboradores neste volume, que além do veterano Steve Rude, desenhador de grande elegância, conhecido sobretudo pela série de ficção científica Nexus, que criou com Mike Baron, incluem o americano Paul Smith, que trocou a animação pelos comics, trabalhando na Marvel desde os anos 80 e o croata Esad Ribic, extraordinário ilustrador que aqui estava a dar os primeiros passos na Marvel, bem conhecido dos leitores portugueses graças às mini-séries Loki e Silver Surfer: Requiem.

Capitão América: A Lenda Viva
Volume 3 (19 de Julho)

Um dos mais prolíficos e famosos desenhadores de super-heróis desde a década de 80, o desenhador americano (apesar de ter nascido em Inglaterra) John Byrne assinou passagens memoráveis pelas séries X-Men e Quarteto Fantástico, tendo sido igualmente responsável pela reformulação do Superman em meados da década de 80. Mas, para muitos leitores é impossível esquecer a sua breve colaboração com Roger Stern na revista do Capitão América, no início dos anos 80. Stern, que tem uma carreira de mais de 30 anos como editor, e sobretudo argumentista, tanto na Marvel como na DC, que inclui Hulk vs Superman, uma das primeiras crossovers (histórias reunindo personagens de diferentes editoras) entre DC e Marvel.
Thor: As Idades do Trovão
Volume 4 (26 de Julho)

Tendo-se estreado na BD nos inícios do século XXI, em editoras independentes, Matt Fraction cedo atraiu a atenção da Marvel que o contratou em 2005. Para além da série Invencible Iron Man, que lhe valeu um Prémio Eisner e o cargo de consultor no segundo filme do Homem de Ferro, Fraction é também o actual argumentista de Thor, responsável pela série mensal e pelas edições especiais como as que este volume reúne. Edições ilustradas por novos talentos, como Patrick Zircher, Clay Mann e Kaare Evans e veteranos, como Dan Bereton e Mike Allred. Um lote impressionante de artistas, a que se junta Cary Nord, desenhador responsável pela renovação de Conan, numa história assinada por Peter Milligan.
Homem-Aranha. A Morte dos Stacy
Volume 5 (2 de Agosto)

Argumentista de BD e de televisão Gerry Conway publicou a sua primeira história aos 16 anos, tendo trabalhado tanto para a Marvel como para a DC ao longo de uma vasta carreira. Com uma carreira de mais de 50 anos, em que trabalhou para as principais editoras americanas e até para o Tintin belga, Gil Kane (1926-2000) foi um dos mais importantes desenhadores de comics e um notável ilustrador, responsável por centenas de capas memoráveis para a Marvel e DC. Referência ainda para a arte-final de uma lenda viva da Marvel, o veterano John Romita, desenhador do Homem-Aranha durante décadas, que aqui passa a tinta com grande elegância, o traço dinâmico de Gil Kane.

domingo, 29 de abril de 2012

Avengers chegam ao cinema

O sonho húmido de muitos fãs da Marvel concretizou-se finalmente esta semana, graças à chegada às salas de cinema do filme “The Avengers”, que reúne no mesmo ecrã alguns dos mais populares super-heróis da Marvel, como o Thor, Homem de Ferro, Hulk, Capitão América, Gavião Arqueiro e Viúva Negra, juntos numa super-equipa chefiada por Nick Fury.
Desde que a Marvel criou o seu próprio Estúdio e assumiu a produção das adaptações cinematográficas dos seus heróis, que este filme dos Vingadores (nome pelo qual os Avengers são conhecidos em Portugal) estava previsto e a contratação de Samuel L. Jackson para interpretar o papel de Nick Fury, o director da Shield, com as suas aparições no final dos filmes do Homem de Ferro e do Thor e do Capitão América, deu desde logo a entender ao espectador que todos estes filmes decorriam no mesmo universo e que a reunião de todos esses super-heróis num mesmo filme, era só uma questão de tempo.
Um tempo que chega agora ao fim, com Joss Whedon no ingrato papel do realizador encarregue de satisfazer as elevadas expectativas dos fãs. Whedon, que é mais conhecido como criador da série televisiva “Buffy Vampire Slayer”, conhece bem os heróis da Marvel, tendo tido uma passagem brilhante pela série “Astonishing X-Men” como argumentista, que foi editada em Portugal pela BDMania, pelo que foi uma escolha inteligente por parte do estúdio. Não tendo uma tarefa fácil, e sem conseguir fugir à estrutura habitual destas sagas com muitos personagens, em que eles primeiro discutem e lutam entre si, antes de se aliarem contra uma ameaça comum (neste caso, uma invasão extraterrestre liderada pelo maléfico Loki, o meio-irmão de Thor), Whedon constrói um filme muito bem feito, relativamente equilibrado, cheio de acção e com muito humor, sendo os divertidos e certeiros diálogos, um dos aspectos mais conseguidos. Definido pelo próprio Whedon como um filme de guerra, “The Avengers” não poupa na destruição e nos efeitos especiais, em bem conseguidas cenas de acção, que podem ser vistas em 2D, ou 3D, conforme os cinemas.
Com a excepção de Bruce Banner/Hulk, interpretado desta vez por Mark Ruffalo, todos os outros actores regressam a personagens que já tinham desempenhado, com a curiosa excepção de Cobie Smulders (a Robin da série televisiva “Foi assim que Aconteceu”), que interpreta Maria Hill, uma agente da SHIELD, pelo que o tempo necessário para definir as personagens, (cujas características e motivações o espectador já conhece) acaba por ser utilizado sobretudo nas cenas de acção. E é isso mesmo que “The Avengers” é. Um grande filme de acção, divertido e com cenas espectaculares, mas pouco mais, sobretudo quando comparado com os Batmans de Cristopher Nolan. O que, não sendo muito, será mais do que suficiente para a maioria dos fãs da Marvel. (“The Avengers: Os Vingadores”, de Joss Whedon, com Robert Downey Jr., Chris Evans, Samuel L. Jackson e Mark Ruffalo, Marvel Studios, 2012. Em exibição em Coimbra nos cinemas Zon /Lusomundo Dolce Vita e Fórum Coimbra) Versão integral do texto publicado no Diário As Beiras de 27/04/2012