Com este volume chega ao fim mais uma colecção do Público e da Levoir e, como de costume, deixo-vos com o texto que escrevi para o jornal Público. Fica a faltar apenas o texto sobre o vol 14, dedicado ao Hulk, mas apaguei o ficheiro acidentalmente e, de qualquer maneira, como se tratou do texto mais curto que escrevi para esta colecção, a perda também não é grande...
KURT BUSIEK REGRESSA A MARVELS,
NO VOLUME FINAL DA COLECÇÃO PODEROSOS HERÓIS MARVEL
Poderosos Heróis Marvel, Vol. 15
Marvels: Através da Objectiva
Argumento – Kurt Busiek
Desenho – Jay Anacleto
Quinta, 29 de Outubro + 8,90 €
Chega ao fim na próxima quinta-feira mais uma colecção que o Público e a Levoir dedicaram à Casa das Ideias e, com a publicação de Marvels: Através da Objectiva, pode dizer-se que fecha com chave de ouro.
Continuação de Marvels, um clássico incontornável, já publicado em Portugal na colecção Universo Marvel, que conquistou três Prémios Eisner e afirmou o desenhador Alex Ross como um dos maiores nomes da BD americana, Através da Objectiva prossegue com a história do Universo Marvel vista na perspectiva de um homem comum, o fotógrafo Phil Sheldon.
Uma continuação tão lógica como natural, pois face ao sucesso do primeiro Marvels, era inevitável que a editora pensasse numa sequela, e que Phil Sheldon, o herói involuntário do livro, que vai assistir ao nascimento do Universo Marvel e das suas primeiras três décadas de existência, acabasse por regressar às páginas dos comics. Logo em 1995 foi lançado Ruins, uma visão alternativa de Marvels, escrita por Warren Ellis, com arte de Therese e Cliff Nielsen, em que Phil Sheldon é um jornalista que investiga os múltiplos eventos e acidentes que criaram os super-heróis da Marvel, mas que neste universo resultaram em deformações e mortes, contrapondo a sensação de deslumbramento de Marvels a um negrume quase total. Mas anos mais tarde, seria o próprio Kurt Busiek a regressar ao universo de Marvels, na sequência de um convite do editor Tom Brevoort que não quis deixar passar em claro o décimo aniversário do livro que se tinha tornado um bestseller e uma obra de culto.
Naturalmente, Busiek não quis perder a oportunidade de voltar a escrever a vida de Phil Sheldon, personagem que lhe é bem caro. Como refere o escritor: “Gosto imenso do Phil como personagem que permite mostrar um ponto de vista; ele é completamente normal, tão pouco super-heróico que se torna na lente perfeita através da qual podemos observar o Universo Marvel - um velhote judeu, que conhece os super-heróis desde as suas origens, e que, por causa disso, me lembra um pouco o Stan Lee ou o Julius Schwartz. Ele é uma ligação aos inícios, mas no meio daqueles acontecimentos todos, a história dele continua a ser profundamente humana.”
Nascia assim Marvels: Através da Objectiva, em que o passado glorioso da Silver Age dá lugar a um presente bem mais sombrio, em que personagens amorais e violentas como o Justiceiro, Wolverine, ou o Motoqueiro Fantasma tornam cada vez mais ténue a fronteira entre os heróis e os vilões.
A ingrata tarefa de substituir Alex Ross, ficou (e bem) nas mãos de Jay Anacleto, um talentoso artista de origem filipina, que os leitores portugueses conhecem da série Aria, uma série de fantasia escrita por Brian Holguin que obteve um êxito imenso e colocou o nome de Anacleto no mapa. Contando com as cores sombrias de Brian Haberlin, Anacleto cria um registo gráfico que, não sendo tão espectacular como o de Alex Ross, se revela perfeitamente adequado para uma história sombria sobre uma era sombria.
Publicado originalmente no jornal Público de 23/10/2015
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quinta-feira, 29 de outubro de 2015
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Universo Marvel 11 - Vingadores para Sempre (Parte 2)
O COMBATE FINAL ENTRE OS VINGADORES
E OS GUARDIÕES DO TEMPO
UNIVERSO MARVEL VOL 11
Vingadores para Sempre! (Parte 2)
Argumento - Kurt Busiek
Desenho - Carlos Pacheco e Jesus Merino
Quinta, 18 de Setembro + 8,90€
Com a publicação na próxima quinta-feira, da segunda parte da saga Vingadores para Sempre! esta aventura épica chega ao fim, com o combate final entre os Vingadores ajudados por Kang, que tem de combater o seu futuro “eu”, Immortus, e os Guardiões do Tempo. Uma história que, para além de confirmar como Kurt Busiek consegue utilizar o seu conhecimento enciclopédico da história da Marvel ao seu serviço de uma intriga tão complexa como coerente, que recupera os heróis clássicos dos Westerns da “Casa da Ideias”, como o Rawhide Kid, Kid Colt, Two-Gun Kid e os Gunhawks, tem ainda o mérito adicional de fazer brilhar devidamente o imenso talento do desenhador Carlos Pacheco.
Um dos mais importantes e populares autores latinos a trabalhar nos comics de super-heróis, o espanhol Carlos Pacheco soube rapidamente construir uma carreira ímpar, em que deu o seu cunho pessoal aos principais heróis da Marvel e da DC, para além de abrir o caminho para a invasão do mercado americano de super-heróis por uma série de desenhadores de origem espanhola, como Salvador Larroca, Rafa Fonteriz, Guillem March, Javier Pulido, Oscar Jimenez e Jesus Merino, seu colaborador habitual, que aqui assina a arte-final.
Profundamente influenciado pelos comics de super-heróis, Pacheco iniciou-se na BD em Espanha através dos concursos de descobertas de novos talentos promovidos pelo editor Josep Toutain, mas começou a dar nas vistas entre 1978 e 1982 como ilustrador das capas da Colecção “Clássicos Marvel”, da editorial Forúm, onde teve a possibilidade de desenhar pela primeira vez muitos dos heróis com que viria a trabalhar anos mais tarde, como desenhador regular.
Leitor ávido e profundo conhecedor das histórias de super-heróis, a ponto de ter criado, com Rafael Marin e Rafa Fonteriz, a série Iberia Inc., protagonizada por um grupo de super-heróis espanhóis, a entrada de Carlos Pacheco no mundo dos comics de super-heróis era uma questão de tempo. Essa entrada vai ter lugar em Dezembro de 1992, pela porta dos fundos, através da Marvel UK, ao fim de 10 anos a mandar submissões às grandes editoras americanas.
O seu trabalho como desenhador na série Dark Guard desperta a atenção dos editores e, quase em simultâneo, Pacheco recebe convites para trabalhar para as duas grandes editoras americanas. Na anterior colecção que o Público e a Levoir dedicaram à editora de Batman e Superman, pudemos apreciar o seu trabalho para a DC. Agora, nestes dois volumes temos oportunidade de ver Carlos Pacheco a desenhar os maiores heróis da Marvel, com resultados tão espectaculares como conclusivos, que o colocam a par dos maiores desenhadores que já passaram pelas revistas dos Vingadores, como Neal Adams, ou George Pérez.
Publicado originalmente no jornal Público de 12/09/2014.
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sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Universo Marvel 10 - Vingadores para Sempre! (Parte 1)
OS VINGADORES LUTAM (LITERALMENTE) CONTRA O TEMPO
NA PRIMEIRA PARTE DA MAIS ÉPICA DAS SAGAS DO UNIVERSO MARVEL
UNIVERSO MARVEL VOL 10
Vingadores: para Sempre! (Parte 1)
Argumento - Kurt Busiek
Desenho - Carlos Pacheco e Jesus Merino
Quinta, 11de Setembro + 8,90€
Depois de estarem em destaque no volume anterior, graças ao clássico Dias de um Futuro Esquecido, as viagens no tempo e os paradoxos espaço-temporais estão também no fulcro de Vingadores para Sempre, a história de Kurt Busiek e Carlos Pacheco, que reúne as diferentes gerações de Vingadores ( do passado, do presente e do futuro) numa aventura épica, cuja primeira parte se publica na próxima quinta-feira.
Publicado originalmente como uma série de 12 números, entre Dezembro de 1998 e Fevereiro de 2000, Avengers Forever vem demonstrar o conhecimento verdadeiramente enciclopédico de Kurt Busiek sobre o Universo Marvel, colocado ao serviço de uma história tão complexa como ambiciosa.
Busiek, que os leitores bem conhecem do incontornável Marvels, já publicado nesta mesma colecção, leva aqui ainda mais longe a sua erudição quase obsessiva sobre a história do universo Marvel, para construir uma história épica, que se espalha por séculos e universos diferentes, envolvendo dezenas de personagens de diferentes realidades temporais que, em muitos casos, nunca se tinham encontrado antes.
Contando com o virtuosismo do espanhol Carlos Pacheco no desenho, auxiliado pelo seu compatriota Jesus Merino, na arte-final, Busiek constrói uma história empolgante e visualmente espectacular que deixará loucos os leitores mais fanáticos, mas que está suficientemente bem estruturada para ser lida sem grandes dificuldades pelo leitor ocasional.
O ponto de partida da história é a vontade de Immortus, o Mestre do Tempo, de matar o jovem Rick Jones (personagem directamente ligado à origem do Hulk) para impedir que este mais tarde seja responsável pela destruição do multiverso. Mas Rick Jones conta com aliados de peso que o ajudarão a manter-se vivo. São eles os Vingadores e Kang, o Conquistador, identidade assumida por Immortus quando viajou no tempo até ao Egipto dos Faraós, que assim vai confrontar-se com uma outra versão de si próprio. Algo que pode parecer confuso ao leitor, mas que faz todo o sentido numa história em que as alterações feitas ao passado, vão inevitavelmente dar origem a um futuro alternativo.
Depois de uma série de peripécias e de espectaculares cenas de acção, este primeiro volume termina com os Vingadores a prepararem-se para atacar a fortaleza de Immortus, no Limbo, mas será preciso ler o próximo volume para saber a conclusão desta história épica, cuja acção decorre entre a pré-história e um futuro distante, passando pelo Velho Oeste, ou os anos 50 do século XX.
Publicado originalmente no jornal Público de 05/09/2014
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quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Universo Marvel 7 - Marvels
MARVELS, A OBRA-PRIMA DE ROSS E BUSIEK
REGRESSA EM EDIÇÃO DEFINITIVA
Universo Marvel – Vol. 7 Marvels
Argumento – Kurt Busiek Desenho – Alex Ross
Quinta, 21 de Agosto Por + 8,90 €
O próximo volume da colecção Universo Marvel é o único desta série que não é inédito em Portugal, mas tratando-se de um clássico absolutamente incontornável, que conquistou três Prémios Eisner (os Óscars da BD americana) e afirmou Alex Ross como um dos maiores nomes dos comics, fazia todo o sentido incluí-lo nesta colecção. Até porque a anterior edição teve uma tiragem bastante reduzida e distribuição comercial muito limitada. Por isso, Marvels regressa agora ao mercado nacional numa nova edição, com uma nova e mais cuidada tradução e com uma série de extras, como os esboços de Alex Ross e as fotografias que este usou como modelo para a sua versão hiper-realista dos super-heróis, inexistentes na edição anterior. Escrita por Kurt Busiek e pintada por Alex Ross, Marvels analisa as implicações inerentes à existência dos super-heróis num mundo real.
O tema em si não é inovador. Alan Moore, em Watchmen tinha partido de uma premissa semelhante para concluir da impossibilidade da coexistência entre os super-heróis e o resto da humanidade. Isto é, ao humanizar os super-heróis, pôs em causa a sua própria razão de ser. Busiek opta por uma abordagem diferente e, embora integre os super-heróis na nossa realidade quotidiana de forma realista, não os pretende humanizar. Pelo contrário. Em Marvels, os super-heróis são vistos como deuses que desceram à terra, com os cidadãos de Nova Iorque apenas a assistirem à distância, sem poderem intervir, aos momentos decisivos em que a história do universo Marvel está a ser escrita. Uma história que nos é apresentada do ponto de vista do homem comum, que assiste impotente à chegada dos novos deuses que caminham sobre a Terra. Esse homem é Phil Sheldon, um repórter fotográfico do Daily Bugle, o mesmo jornal onde também trabalha Peter Parker, o Homem-Aranha, que vai ser testemunha da maioria dos acontecimentos que, desde 1939 até aos anos 70, marcaram a vida de milhões de leitores das revistas da Marvel. Um ponto de vista tanto mais curioso quanto é exactamente o inverso do utilizado por Stan Lee no início da década de 60, no que se convencionou chamar a “revolução Marvel”, em que, pela primeira vez, os super-heróis foram apresentados como indivíduos atormentados pelos mesmos problemas do cidadão comum, capazes dos mesmos tipos de sentimentos e emoções.
Exercício nostálgico de inegável fascínio, principalmente para quem acompanhou mês a mês os acontecimentos retratados, Marvels consegue aliar a dimensão mítica a um grande realismo, o que não é fácil de compatibilizar. Grande parte do mérito vai para Alex Ross, um artista de grande talento, cujas imagens pintadas de forma hiper-realista dão vida e consistência aos heróis da Marvel, sem abdicar da dimensão épica que os caracteriza.
Publicado originalmente no jornal Público de 15/08/2014
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terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Marvels

Por entre os milhares de comics de super-heróis que as grandes editoras publicam todos os anos nos E.U.A., poucos são os que sobrevivem ao passar do tempo. Obras feitas de forma (quase) industrial, cumprem, melhor ou pior, a sua função de entreter o leitor durante alguns minutos, caindo depois no esquecimento, de onde raros são resgatados.
Claro que há excepções. Séries como o “Sandman”, de Neil Gaiman, “Dark Knight Returns”, de Frank Miller, ou Watchmen de Alan Moore e Dave Gibbons, marcaram decisivamente, para o bem e para o mal, os comics americanos das últimas décadas. “Marvels”, o livro que motiva este texto faz parte dessas excepções de luxo. Fabulosa viagem aos tempos gloriosos da “silver age” e uma nova reinterpretação dos mitos que deram fama à então “casa das Ideias”, “Marvels” está finalmente disponível em português de Portugal, 15 anos após a sua publicação original.
Escrita por Kurt Busiek e pintada por Alex Ross, “Marvels” analisa as implicações inerentes à existência dos super-heróis num mundo real. O tema em si não é inovador. Alan Moore, em “Watchmen”tinha partido de uma premissa semelhante para concluir da impossibilidade da coexistência entre os super-heróis e o resto da humanidade. Isto é, ao humanizar os super-heróis, pôs em causa a sua própria razão de ser. Busiek opta por uma abordagem diferente e, embora integre os super-heróis na nossa realidade quotidiana de forma realista, não os pretende humanizar. Pelo contrário. Em “Marvels”, os super-heróis são vistos como deuses que desceram à terra, com os cidadãos de New York apenas a assistirem, sem poderem intervir, aos momentos decisivos em que a história do universo Marvel está a ser escrita.

Uma história que nos é apresentada do ponto de vista do homem comum, que assiste impotente à chegada dos novos deuses que caminham sobre a Terra. Esse homem comum é Phil Sheldon, um repórter fotográfico, testemunha visual da maioria dos acontecimentos que, desde 1939 até aos anos 70, marcaram a vida de milhões de leitores das revistas da Marvel.
Um ponto de vista tanto mais curioso quanto é exactamente o inverso do utilizado por Stan Lee no início da década de 60, no que se convencionou chamar a “revolução Marvel”, em que, pela primeira vez, os super-heróis foram apresentados como indivíduos atormentados pelos mesmos problemas do cidadão comum, capazes dos mesmos tipos de sentimentos e emoções. Essa espécie de transposição dos temas das telenovelas para o universo dos super-heróis atingiu o seu auge na série “Homem-Aranha”, um super-herói que, além de combater o crime, tem também de se preocupar com os exames, com a namorada, com as contas por pagar e com a precária saúde da sua frágil Tia May. Um esquema que já há muito atingiu a exaustão, resultando cada vez mais patética a vã tentativa de dar uma ilusão de mudança num universo em que todos os esquemas já foram tentados e em que qualquer morte, ou mudança, nunca é definitiva…

A opção em “Marvels” é outra. As histórias escolhidas por Busiek fazem já parte da história dos comics americanos. São lendas de um tempo que passou e Busiek trata-as como tal, sem as procurar desmontar, nem explicar. O repórter fotográfico que narra a história desempenha um mero papel de relator dos acontecimentos, através de cujo testemunho nos é dada a imagem dos heróis da Marvel. Daí que seja acertada a escolha de um repórter fotográfico que não procura interpretar os factos, apenas registá-los. Assim, dos super-heróis, apenas nos ficam as fotografias de Sheldon e as notícias dos jornais. Nunca sabemos o que eles pensam, nem de onde vêm. São “maravilhas” que pairam nos céus de New York e cuja existência vai marcar a vida dos seus habitantes.
Exercício nostálgico de inegável fascínio, principalmente para quem acompanhou mês a mês os acontecimentos retratados, “Marvels” consegue aliar a dimensão mítica a um grande realismo, o que não é fácil de compatibilizar. Grande parte do mérito vai para Alex Ross, um artista de grande talento, cujas imagens pintadas de forma hiper-realista dão vida e consistência aos heróis da Marvel.
Esta obra histórica, termina sintomaticamente com a morte de Gwen Stacy, a inocente namorada do Homem-Aranha, símbolo de uma idade da inocência que terminou, para dar lugar aos novos tempos. Tempos em que os heróis clássicos cedem a vez a psicopatas violentos como o Punisher ou o Wolverine, para referir só dois dos mais populares heróis actuais da Marvel.
A edição da Bdmania está à altura da importância de “Marvels”. Bem impressa e bem traduzida, numa encadernação de capa dura, a edição apenas peca na escolha dos extras. Bem mais interessante do que a reprodução das notícias do “Daily Bugle”, teria sido publicar os esboços de Alex Ross e as fotografias que este usou como modelo para a sua versão hiper-realista dos super-heróis.
(“Marvels”, de Kurt Busiek e Alex Ross, BdMania, 240 pags, 19,99 €)
Versão alargada de um texto publicado no Diário As Beiras de 19/12/2009
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