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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Poderosos Heróis Marvel 7 - X-Men: Caixa Fantasma


WARREN ELLIS DÁ NOVA VIDA AOS X-MEN

Poderosos Heróis Marvel, Vol. 7
X-Men: Caixa Fantasma
Argumento – Warren Ellis
Desenho – Simone Bianchi
Quinta, 03 de Setembro + 8,90 €

O próximo volume da colecção Poderosos Heróis Marvel, assinala o regresso de dois criadores já conhecidos dos leitores: Warren Ellis e Simone Bianchi. Autores que vêm dar uma nova vida à mais popular equipa de heróis da Marvel, os X-Men. Ellis, que os leitores já conhecem de Homem de Ferro: Extremis, e Bianchi, que ilustrou Wolverine: Evolução, tiveram aqui o difícil desafio de suceder ao autor e cineasta Joss Whedon (conhecido principalmente por ser o realizador dos filmes dos Vingadores) e ao desenhador John Cassaday, responsáveis por um dos maiores sucessos comerciais e críticos dos anos recentes da Marvel, com a série Astonishing X-Men. Uma fase tão marcante como popular, que abriu uma nova era dos X-Men, em que Emma Frost passou a ser a líder dos mutantes, e cujo sucesso não era fácil de replicar.
Em 2008, a Marvel confiou ao britânico Warren Ellis a espinhosa missão de continuar essa fase de Whedon em Astonishing X-Men, relançando a equipa de uma maneira particularmente adequada para permitir que os novos leitores pudessem seguir com facilidade a saga dos mutantes. É precisamente Caixa Fantasma, a primeira das três histórias que Ellis escreveu para esse relançamento, que preenche o volume que chega às bancas na próxima quinta-feira. Um volume que apresenta algumas novidades aos leitores das aventuras dos X-Men.
Os mutantes têm agora uma nova base de operações, trocando a escola para mutantes de Nova Iorque criada pelo Professor Xavier, por um novo quartel-general, em São Francisco. Têm também uniformes e equipamento novos e uma equipa reformulada, que inclui um novo membro, a jovem japonesa Hisako Ichiki, com o nome de código, Armadura. Mas o principal desafio que se apresenta aos X-Men, consiste em lidar com as consequências do dia-M, o dia em que a Feiticeira Escarlate desactivou os genes-X de milhões de membros da raça mutante, deixando apenas 198 indivíduos dessa raça com os seus poderes (um acontecimento que os leitores portugueses puderam acompanhar em Dinastia de M, o primeiro volume da segunda série que o Público e a Levoir dedicaram à Casa das Ideias).
Tudo começa com uma mera operação policial em São Francisco, onde é descoberto o cadáver em chamas de um novo tipo de mutante. Acontecimento que vai dar origem a uma complexa e movimentada aventura, que passa por um cemitério de naves alienígenas em Chaparanga, onde os X-Men defrontam um inimigo poderoso e encontram um estranho artefacto: A Caixa Fantasma. Esse misterioso objecto, que dá nome ao livro, é um dispositivo que permite abrir portais para outras dimensões. Dimensões paralelas onde se encontram raças hostis e poderosas, que vêm na Terra um alvo apetecido.
Se Warren Ellis, cria uma história cativante, com aventura e emoção, a que não falta um toque de humor, sobretudo nos diálogos de Emma Frost, não podemos deixar de referir o extraordinário trabalho do desenhador italiano Simone Bianchi. Nascido em 1972 na Itália, em Lucca, Bianchi estreou-se na Marvel com Evolução, a história do Wolverine que pudemos ler na colecção Universo Marvel, mas este volume deixa perceber claramente a grande evolução do seu traço. Há um cuidado maior nos pormenores, mantendo-se inalterável um excelente sentido de composição, que lhe permite pensar a página e a dupla página com um a unidade estética autónoma, sem que com isso a narrativa perca legibilidade. E a escala cósmica e multidimensional desta aventura, proporciona-lhe algumas paisagens futuristas. Imagens complexas, que possibilitam espectaculares composições de dupla página, que acentuam a dimensão épica desta história.
Publicado originalmente no jornal Público de 28/08/2015

domingo, 29 de abril de 2012

Avengers chegam ao cinema

O sonho húmido de muitos fãs da Marvel concretizou-se finalmente esta semana, graças à chegada às salas de cinema do filme “The Avengers”, que reúne no mesmo ecrã alguns dos mais populares super-heróis da Marvel, como o Thor, Homem de Ferro, Hulk, Capitão América, Gavião Arqueiro e Viúva Negra, juntos numa super-equipa chefiada por Nick Fury.
Desde que a Marvel criou o seu próprio Estúdio e assumiu a produção das adaptações cinematográficas dos seus heróis, que este filme dos Vingadores (nome pelo qual os Avengers são conhecidos em Portugal) estava previsto e a contratação de Samuel L. Jackson para interpretar o papel de Nick Fury, o director da Shield, com as suas aparições no final dos filmes do Homem de Ferro e do Thor e do Capitão América, deu desde logo a entender ao espectador que todos estes filmes decorriam no mesmo universo e que a reunião de todos esses super-heróis num mesmo filme, era só uma questão de tempo.
Um tempo que chega agora ao fim, com Joss Whedon no ingrato papel do realizador encarregue de satisfazer as elevadas expectativas dos fãs. Whedon, que é mais conhecido como criador da série televisiva “Buffy Vampire Slayer”, conhece bem os heróis da Marvel, tendo tido uma passagem brilhante pela série “Astonishing X-Men” como argumentista, que foi editada em Portugal pela BDMania, pelo que foi uma escolha inteligente por parte do estúdio. Não tendo uma tarefa fácil, e sem conseguir fugir à estrutura habitual destas sagas com muitos personagens, em que eles primeiro discutem e lutam entre si, antes de se aliarem contra uma ameaça comum (neste caso, uma invasão extraterrestre liderada pelo maléfico Loki, o meio-irmão de Thor), Whedon constrói um filme muito bem feito, relativamente equilibrado, cheio de acção e com muito humor, sendo os divertidos e certeiros diálogos, um dos aspectos mais conseguidos. Definido pelo próprio Whedon como um filme de guerra, “The Avengers” não poupa na destruição e nos efeitos especiais, em bem conseguidas cenas de acção, que podem ser vistas em 2D, ou 3D, conforme os cinemas.
Com a excepção de Bruce Banner/Hulk, interpretado desta vez por Mark Ruffalo, todos os outros actores regressam a personagens que já tinham desempenhado, com a curiosa excepção de Cobie Smulders (a Robin da série televisiva “Foi assim que Aconteceu”), que interpreta Maria Hill, uma agente da SHIELD, pelo que o tempo necessário para definir as personagens, (cujas características e motivações o espectador já conhece) acaba por ser utilizado sobretudo nas cenas de acção. E é isso mesmo que “The Avengers” é. Um grande filme de acção, divertido e com cenas espectaculares, mas pouco mais, sobretudo quando comparado com os Batmans de Cristopher Nolan. O que, não sendo muito, será mais do que suficiente para a maioria dos fãs da Marvel. (“The Avengers: Os Vingadores”, de Joss Whedon, com Robert Downey Jr., Chris Evans, Samuel L. Jackson e Mark Ruffalo, Marvel Studios, 2012. Em exibição em Coimbra nos cinemas Zon /Lusomundo Dolce Vita e Fórum Coimbra) Versão integral do texto publicado no Diário As Beiras de 27/04/2012