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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Poderosos Heróis Marvel 3 - Homem de Ferro: Semente de Dragão

O HOMEM DE FERRO ENFRENTA O MANDARIM 

Poderosos Heróis Marvel
Vol. 3
Homem de Ferro: Semente de Dragão
Argumento – John Byrne
Desenhos – Paul Ryan e Bob Wiacek
Quinta, 06 de Agosto
Por + 8,90 €

O regresso do Homem de Ferro às colecções que o Público e a Levoir dedicam aos poderosos heróis da “Casa das Ideias” está marcado já para a próxima quinta-feira, numa aventura que o leva à China comunista, logo após o massacre de Tiananmen, onde tem de enfrentar dois vilões clássicos ainda desconhecidos dos leitores portugueses: o Mandarim e o dragão Fin Fang Foom.
Embora o Mandarim fosse uma das personagens do terceiro filme do Homem de Ferro, não se pode dizer que o vilão interpretado no cinema por Ben Kingsley fosse particularmente fiel ao Mandarim original da BD. Este é o típico vilão oriental, na linha do Fu Manchu de Sax Rohner, ou do Imperador Ming, da série Flash Gordon, de Alex Raymond, cujos anéis de poder de origem alienígena fazem dele um inimigo à altura do Homem de Ferro e presença recorrente nas suas histórias, desde a sua primeira aparição em 1964, no nº 50 da revista Tales of Suspense, pelas mãos de Stan Lee e Don Heck
Já o dragão Fin Fang Foom é anterior mesmo ao próprio Universo Marvel, sendo um dos inúmeros monstros criados por Stan Lee e Jack Kirby na revista Strange Tales, em 1961, ou seja, numa época em que as histórias de monstros eram extremamente populares e dois anos antes do Quarteto Fantástico trazer os super-heróis de novo para a ribalta, dando início à Silver Age (era de Prata), também conhecida como Era Marvel.  

São estes dois personagens clássicos, que surgem aqui actualizados pelo talento de John Byrne, que assegura o argumento desta saga marcada pelo confronto entre Oriente e Ocidente, em que o poder do dinheiro acaba por ser mais importante do que as ideologias. Se os leitores conhecem Byrne sobretudo como desenhador de clássicos incontornáveis dos X-Men, publicados em anteriores colecções, como A Saga da Fénix Negra, ou Dias de um Futuro Esquecido, aqui podem descobrir outra faceta do autor, que entrega a arte ao profissionalismo de Paul Ryan e Bob Wiacek, dois veteranos da Marvel que se revelam perfeitamente à altura do desafio.
Publicado originalmente no Jornal Público de 31/07/2015

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Universo Marvel 6 - Homem de Ferro: Demónios



HOMEM DE FERRO ENFRENTA O SEU MAIOR INIMIGO: ELE PRÓPRIO

Homem de Ferro: Demónios
Argumento – David Michelinie e Bob Layton
Desenho - John Romita Jr, Bob Layton
Quinta, 14 de Agosto Por + 8,90 €

O Homem de Ferro regressa ao Público, com aquela que é unanimemente considerada como uma das melhores sagas de super-heróis dos anos 70, em que pela primeira vez o problema do alcoolismo é abordado de forma realista numa história de super-heróis.
Se em termos de Banda Desenhada franco-belga o tema não é propriamente novidade, nem tabu – basta pensar no combate que o Capitão Hadock trava (e geralmente perde) com a bebida, em diversos álbuns da série Tintin – já os principais super-heróis mostravam-se superiores aos vícios mais mundanos e temas como a droga e o alcoolismo estavam mais ou menos interditos pelo Comics Code, mecanismo de autocensura criado pela própria indústria nos anos 50. Daí a importância desta história, que vem na linha do esforço feito por Denny O’Neil e Neal Adams na revista do Arqueiro Verde e Lanterna Verde, na história publicada na colecção que o Público e a Levoir dedicaram à DC. Uma importância de que os próprios autores nem se aperceberam na altura, pois como refere Bob Layton: “nunca foi nossa intenção fazer uma história que fosse socialmente relevante. Fomos pagos, basicamente, para escrever a próxima aventura do Homem de Ferro. Acontece que, naquela história concreta, o alcoolismo é o mau da fita. Em vez do Doutor Destino, ou de outro vilão qualquer, era a bebida. Era o nosso vilão do mês e foi desse modo que tratamos o alcoolismo.”

Publicada originalmente em 1979, nos nºs 120 a 28 da revista Iron Man, a saga Demónios (no original Demon in a Bottle) é uma história movimentada, centrada na disputa entre Tonny Stark e o milionário Justin Hammer que pretende ficar com a empresa de Stark, usando para isso um bando de super-vilões contratados como mercenários, mas que envolve também combates com Namor e a presença do Capitão América. Apesar de todos estes elementos na intriga, o fulcro da história está, como já vimos, na luta interna de Tony Stark contra a adição que o controla e que o afasta daqueles que o amam. Para contar esta história marcante, Bob Layton, que além do argumento, é responsável pela passagem a tinta dos desenhos, conta com a colaboração do argumentista David Michelinie no argumento e de John Romita Jr. e do veterano Carmine Infantino, o mítico criador e editor da DC, responsável pelo relançamento do Flash, então a trabalhar como ilustrador freelancer, depois de se ter despedido da DC em 1976.
Mas o destaque em termos gráficos, vai naturalmente para John Romita Jr., então no início de uma carreira épica de mais de três décadas ao serviço da Marvel, interrompida apenas este ano, quando aceitou trocar a “Casa das Ideias” pela DC, onde é o actual desenhador do Super-Homem. Nascido em 1956, filho de John Romita, um dos mais importantes e elegantes desenhadores da Marvel, Romita Jr. publicou o seu primeiro trabalho numa revista da Marvel aos 13 anos, mas foi a sua colaboração com Bob Layton e David Michelinie nas histórias do Homem de Ferro que o tornou conhecido junto dos leitores das revistas da "Casa das Ideias".
Publicado originalmente no jornal Público de 08/08/2014

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Editoriais para a Colecção Heróis Marvel II - Parte 1: Homem de Ferro


No dia em que chegou às bancas o último volume desta segunda série da colecção Heróis Marvel, pareceu-me interessante recuperar aqui os textos que fiz para a mesma. Para começar, aqui fica o dossier dedicado a Filipe Andrade que encerra o volume do Homem de Ferro. Volume esse, que para além da mini-série Extremis, traz também a história com que o Filipe se estreou na Marvel, Hack, uma história curta do Homem de Ferro, com argumento de Tim Fish.
Antes de mais, e com um pedido de desculpas ao Filipe, aqui fica o story board da história dele, que no livro saiu de pernas para o ar, reproduzido finalmente de forma correcta. Para além do texto original, incluo as páginas do dossier tal como saíram no livro, para poderem ver as diferenças, para a versão final.

FILIPE ANDRADE: UM PORTUGUÊS NA MARVEL
Licenciado em Escultura pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa, e com um curso de pre-produção da Gnomon Schoool of Visual Efects, da Califórnia, Filipe Andrade estreou-se profissionalmente na BD em Portugal, com a série BRK, escrita por Filipe Pina e pré-publicada no BD Jornal entre 2006 e 2008, antes de ser recolhida em álbum pelas Edições Asa em 2009. Desde 2009, ano em que venceu o ChesterQuest International Talent Search, um programa da Marvel de descoberta de novos talentos, coordenado pelo editor C. B. Cebulsky, Filipe Andrade tem trabalhado essencialmente para a Marvel. Para a Casa das Ideias, desenhou uma história para a revista Iron Man: Titanium e o comic X-23, escrito por Marjorie Liu e posteriormente recolhido na colectânea The Mighty Woman of Marvel, que traz também uma história de Shana, the She-Devil, desenhada por Nuno Plati. De seguida, assinou também os desenhos de Wellcome Home e Underneath the Skin, duas aventuras de Nomad, publicadas em complemento da história principal da revista Captain America #608 e #614), e duas mini-séries: Onslaught Unleashed, escrita por Sean McKever, que contou com a cor de outro português, Ricardo Tércio, e John Carter: The Princess of Mars, uma mini-série em cinco partes, com argumento de Robert Landridge que serviu para relançar a personagem criada por Edgar Rice Burroughs no mercado americano, preparando o caminho para o filme John Carter of Mars. Apesar do fracasso do filme nas bilheteiras ter afectado o sucesso do livro, que teve muito pouca divulgação por parte da Marvel, o desenhador português, que fez aqui um excelente trabalho, não viu a sua carreira internacional afectada. A prova disso é que, actualmente, tem mais dois trabalhos prontos a sair na Marvel: o nº 63 da revista Deadpool e o Ultimate Comics X-Men 18.1
Hack, a história que Andrade desenhou para Iron Man: Titanium, foi o seu primeiro trabalho para a Marvel. Uma oportunidade que, conforme refere o desenhador português: “surgiu depois de ter feito dois testes para a Marvel. O primeiro foi uma história de 5 páginas feita a meias com o João Lemos (outro desenhador português a trabalhar para a Marvel), que me levou a desenhar outras 5, desta vez com argumento original de Brian K.Vaughn, para o titulo Runaways. Enviei-as ao Cb.Cebulski (editor da Marvel, responsável pela série Avengers Fairy Tales, em que participaram os desenhadores portugueses, João Lemos, Ricardo Venâncio e Nuno Plati) e passada uma semana tinha a proposta para desenhar esta história do Homem de Ferro no email.”
Uma revista em que participou também outro português, Nuno Plati. Algo que Andrade descreve como: “uma feliz coincidência Ligávamo-nos com alguma frequência, o que acabou por ser muito positivo para mim porque o Nuno já tinha alguma experiência na Marvel o que acabou por tonar tudo bem mais simples. Isto apesar do trabalho de um e doutro ser independente neste comic.” Algo que não aconteceu em X-23, o trabalho seguinte de Andrade para a Marvel, cujo desenho foi feito a meias com Nuno Plati. O facto de ter tido seis semanas para desenhar as 11 páginas de Hack, permitiu a Filipe Andrade fazer um trabalho de grande detalhe a nível de cenários, nomeadamente nas vistas aéreas da cidade de Boston, onde decorre a acção, o que, para Filipe Andrade, que gosta de desenhar cidades, permitiu juntar “o útil ao agradável.” Mesmo que, como podemos constatar pelos originais aqui reproduzidos, a arte-final de Rick Ketcham nem sempre faça inteira justiça ao traço de Andrade, que em trabalhos posteriores assegurou também a arte-final dos seus desenhos.

Ao incluir neste volume a revista Titanium, damos finalmente oportunidade aos leitores portugueses de descobrirem em português, o trabalho para a Marvel de dois desenhadores nacionais, contribuindo também para a visibilidade internas desses mesmos autores. O que dá a este volume uma importância que Filipe Andrade define nestes termos: “A verdade é que o mercado nacional é preenchido mais por banda desenhada de autor, que apesar de ser de grande qualidade não tem facilidade em criar novos leitores, o nosso maior problema. Temos vários exemplos de autores que publicaram no mercado internacional, nomeadamente americano que mereciam ter destaque e acabaram, não se sabe muito bem porquê, por nunca ter a justa visibilidade/reconhecimento em Portugal. Por isso, apesar de ter feito esta BD há 3 anos, acho este tipo de iniciativas importantes para dinamizar o mercado nacional e através do peso do nome Marvel, trazer mais leitores para o nosso mercado.”