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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Poderosos Heróis Marvel 13 - Gavião arqueiro. Quem pelo Arco Vive

A ESTREIA DO GAVIÃO ARQUEIRO, 
NA PREMIADA VERSÃO DE FRACTION E AJA

Poderosos Heróis Marvel, Vol. 13
Gavião arqueiro: Quem pelo Arco Vive
Argumento – Matt Fraction
Desenho – David Aja e Javier Pulido
Quinta, 15 de Outubro + 8,90 €

Depois da Viúva Negra, no vol. 4 e do Homem-Formiga, no vol. 8, o último poderoso herói da Marvel a ter honras de estreia nesta colecção, é o Gavião Arqueiro, protagonista do volume que chega às bancas na próxima quinta-feira.
Criado por Stan Lee e Don Heck em 1964, no nº 57 da revista Tales of Suspense, Clint Barton, o Gavião Arqueiro começou por ser um vilão, mas rapidamente se redimiu e tornou-se um dos mais antigos membros dos Vingadores, compensando a sua ausência de superpoderes, com uma pontaria infalível com arco e flecha. Personagem relativamente secundário e algo derivativo, vista por alguns (e com uma certa razão) como uma cópia não muito inspirada do Arqueiro Verde da DC, o Gavião Arqueiro era um personagem quase desconhecido do grande público, que ganhou muito com a sua presença nos filmes dos Vingadores. Um filme de grande sucesso que, tal como aconteceu com a Viúva Negra, contribuiu para aumentar exponencialmente a sua popularidade junto dos leitores da Marvel, para além de lhe garantir um novo uniforme, bastante mais conseguido do que o original, criado por Don Heck…
Mas, no que ao Gavião Arqueiro diz respeito, o maior mérito do filme de Joss Whedon, foi mesmo ter possibilitado o aparecimento da série a solo do arqueiro da Marvel, cujos primeiros seis números poderão ler no volume 13 desta colecção. Escrita por Matt Fraction, autor que assinou também o argumento do volume anterior, dedicado ao Poderoso Thor, e desenhada principalmente pelo espanhol David Aja - que cede o lugar ao também espanhol Javier Pulido durante dois números, para uma história de espionagem na melhor tradição dos filmes de James Bond… ou das aventuras de Nick Fury, enquanto agente da S.H.I.E.L.D. - a série centra-se bem mais no homem, Clint Barton, a braços com os seus problemas como senhorio de um prédio pretendido pela máfia russa, do que no herói, o Gavião Arqueiro, que praticamente não usa o uniforme.
Um aspecto que evoca o clássico Demolidor: Renascido, de Frank Miller e David Mazzucchelli, já publicado numa anterior colecção da Marvel, do mesmo modo que o trabalho gráfico de Aja neste livro, se aproxima do estilo de Mazzucchelli, em Renascido. Embora estejamos perante duas histórias extraordinariamente bem contadas, criadas por duas equipas artísticas que dominam como poucos os mecanismos narrativos da Banda Desenhada, a grande diferença está no tom da narrativa. Uma diferença dada pela leveza e pelo humor dos diálogos de Fraction, que contrasta com o dramatismo e o pathos da escrita de Frank Miller.
Bem desenhado, melhor escrito e narrado de forma tão eficaz como inovadora, o Gavião Arqueiro de Fraction é um dos mais interessantes e premiados títulos da Marvel dos últimos anos e, naturalmente, um livro absolutamente a não perder.
Publicado originalmente no jornal Público de 09/10/2015

quarta-feira, 19 de março de 2014

As 10 Melhores BDs que li em 2013 - Parte 2





















6 - Hawkeye, de Matt Fraction e David Aja, Marvel

Herói de segundo plano da Marvel, que ganhou outro destaque graças à sua presenção no filme dos Vingadores, Hawkeye durante muitos anos não passou de uma cópia manhosa do Arqueiro Verde da DC, com a agravante de ter um uniforme bastante ridículo, que felizmente acabou por ser alterado na BD para ficar mais parecido com o filme. Mas este Hawkeye, parafraseando os Monty Phyton, é algo completamente diferente. A mais inovadora e divertida série da Marvel, que conjuga um argumento centrado na vida civil de Clint Barton, quando este não está a combater o crime ao lado dos Vingadores, com a arte extraordinariamente estilizada e elegante de David Aja, que por vezes conta com a colaboração de outros desenhadores como Javier Pulido.Classe e elegância são os adjectivos que melhor definem esta série.





















7 - Le Roi des Mouches, Mezzo e Pirus, Albin Michel 

Com a série em três volumes Le Roi des Mouches, os franceses Mezzo e Pirus vão ainda mais longe na exploração do seu mundo muito particular, marcado por uma planificação cerrada, que acentua a sensação de opressão, onde se cruzam as influências de Charles Burns, David Lynch, David Cronemberg  e Brett Easton Ellis. Tão fascinante como perturbador.




















8 - Os Labirintos da Água, de Herberto Helder e Diniz Conefrey, Quarto de Jade

Já tive oportunidade de falar aqui deste livro, pelo que não me vou alongar mais. Perfeita articulação entre a poesia de Herberto Helder e a força das imagens de Diniz Conefrey, este Os Labirintos da Água é pura poesia desenhada.




















9 - Saga, de Brian K. Vaughn e Fiona Staples, Image

A nova série do criador de Ex Machina e Y, the Last Man mistura Romeu e Julieta com Star Wars, mas neste caso o resultado final consegue ser superior à mera soma das partes. Com personagens tão estranhas como cativantes, fantásticos diálogos de Brian K. Vaughn e um excelente trabalho gráfico de Fiona Staples, esta série tem conhecido um sucesso crescente. Sucesso mais do que merecido.




















10 - Sex Criminals, de Matt Fraction e Chip Zdarsky , Image

Para mim, a grande surpresa de 2013, esta série vem confirmar  a qualidade e diversidade do actual catálogo da Image, editora que tem sabido explorar muito bem o espaço no mercado que o sucesso comercial de The Walking Dead lhe abriu. A nova proposta de Matt Fraction gira em torno de uma rapariga que descobre que o tempo para em seu redor quando tem um orgasmo e que depois de descobrir um rapaz com a mesma capacidade, decidem  usar esses poderes para roubar um Banco e conseguir dinheiro para salvar a livraria em que trabalha. É essa premissa que explica o Criminals do título, mas a parte do Sex, enquanto reflexo das emoções humanas, acaba por ser bem mais importante. Alternando um registo intimista, com muito humor e um ligeiro toque de fantasia, esta série confirma a versatilidade da escrita de Fraction e o seu talento para escolher os parceiros, pois o traço com um toque europeu de Chip Zdarsky, um desenhador vindo da ilustração publicitária, é delicioso e o seu excelente trabalho de cor só o valoriza mais.