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quinta-feira, 18 de junho de 2015

Caçador de Autógrafos III - François Schuiten

Numa altura em que este blog tem estado bem mais parado do que eu gostaria, por causa das aulas e da nova colecção da Marvel que a Levoir vai lançar com o Público este Verão, lembrei-me de recuperar uma secção que tem andado bastante esquecida. Essa secção é o Caçador de autógrafos, em que mostro as "dedicaces" que me fez um determinado autor.
Agora chegou a vez de François Schuiten, um dos criadores da série As Cidades Obscuras e um autor tão simpático como talentoso, que nos deixou (a mim e ao João Ramalho Santos) explorar com grande cumplicidade o universo das Cidades Obscuras no livro As Cidades Visíveis, a cujo lançamento, em 1998, o próprio Schuiten fez questão de estar presente. Aquando da exposição Coimbra na Banda Desenhada, em 2003, Schuiten não pode estar presente fisicamente, mas fez o magnífico cartaz da exposição, que podem ver na imagem seguinte.
Desde essa altura, para além de duas idas a Bruxelas e das diversas visitas de Schuiten e Peeters ao Festival da Amadora, encontrámo-nos algumas vezes em Angoulême, durante o Festival de BD. Curiosamente, tal como aconteceu com os anteriores desenhadores presentes nesta secção (Eduardo Risso e Baudoin) também tenho um original de Schuiten, para além dos desenhos que me fez nos livros. Neste caso, uma das três ilustrações originais que fez para as Cidades Visíveis, com base nas fotografias de Coimbra que lhe mandei e que ele generosamente nos ofereceu
Para terminar, deixo-vos com imagens de De Schuiten à Geluck, um divertido portfólio com 20 ilustrações feito a duas mãos entre Schuiten e Geluck,(o autor da série Le Chat) em que cada um completa um desenho do outro. Um objecto tão curioso como raro, que Schuiten me deu de uma das vezes que estive em casa dele, em Bruxelas.
Cartaz para a exposição Coimbra na Banda Desenhada
Ilustração Original para o livro As Cidades Visíveis
Desenho no livro La Tour (1997)
Desenho no catálogo da Maison Autrique 
Desenho no livro Les Murailles de Samaris
Desenho no livro L'Ombre d'un Homme
Desenho na versão de grande formato do livro L'Archiviste
Uma das capas do portefólio De Schuiten à Geluck
A outra capa do portefólio
Um dos 20 desenhos que compõem este portefólio
Uma homenagem ao Tintin feita por Geluck e Schuiten

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Caçador de Autógrafos II: Edmond Baudoin


Enquanto não escrevo sobre o Festival da Amadora (estou a preparar um post de balanço, a publicar durante a próxima semana) aproveito a presença de Baudoin na Amadora durante o fim de semana passada, para ressuscitar uma rubrica deste blog, que tem estado algo esquecida: Caçadores de Autógrafos. Neste caso, com os diferentes desenhos que Baudoin me fez ao longo do tempo, desde o Festival de Angoulême, em 1998 e 2000, até ao Festival da Amadora deste ano, passando pelo Salão Lisboa de 2001. E uma primeira constatação é óbvia. Baudoin aplicou-se muito mais nos desenhos feitos em portugal, do que nos do Festival de Angoulême, onde a pressão do público é muito maior. Mas, como uma palavra vale mais do que mil imagens, aqui ficam os belíssimos desenhos de Baudoin, um autor tão simpático como virtuoso.

Angoulême, 1998

Angoulême, 2000

Lisboa, 2001

Amadora, 2012

Amadora, 2012

domingo, 4 de abril de 2010

Caçador de Autógrafos I: Eduardo Risso


Lembrei-me que uma maneira interessante de animar este blog, nas semanas em que não sai um texto meu nas Beiras e não há tempo, ou disposição, de escrever longos posts, era divulgar aqui alguns dos desenhos com que diversos autores de Banda Desenhada me presentearam ao longo dos tempos. Para começar esta rúbrica, que será mais ou menos regular, escolhi um dos meus desenhadores favoritos, o argentino Eduardo Risso, desenhador da série 100 Bullets e colaborador habitual de Carlos Trillo, o maior argumentista argentino vivo.
O primeiro autógrafo que consegui de Risso, foi em 1998, no Festival de Angoulême, onde ele estava para o lançamento da edição francesa de Chicanos, uma série escrita por Trillo e protagonizada por uma detective privada mexicana de fraquíssima figura chamada Jalisco. E foi precisamente Jalisco que ele me desenhou.

O nosso encontro seguinte deu-se em 2002, no Salão de Barcelona, onde o entrevistei para o nº 5 da saudosa revista Comix, que além da entrevista, trouxe uma capa e uma história de 22 páginas desenhadas por Eduardo Risso.

Voltámos a encontrar-nos no ano seguinte em Portugal, quando Risso, acompanhado de Carlos Trillo estiveram no Festival da Amadora e passaram também pela BD Mania, onde Risso autografou o primeiro nº da história do Batman escrita por Brian Azzarello, que tinha acabado de sair nos EUA. Essa história, "Broken City", sairia em português, anos mais tarde, numa edição da Devir, traduzida por mim.
Na passagem de Risso por Portugal ganhei dois desenhos, de dois personagens da série 100 Bullets, uma Dizzy Cordova, que me desenhou no 1º volume da edição portuguesa de Eu, Vampiro e um Cole Burns, que escolhi para abrir este texto e que enriquece o meu 2º trade paperback de 100 Bullets, "Split, Second Chance".
O último desenho que tenho de Risso, é uma prancha original de 100 Bullets que comprei em 2005 na San Diego Comic Con, ao seu agente e que, por coincidência, pertence a um dos comics incluídos no volume que tenho autografado. Aqui fica o original (que está emoldurado na parede da minha sala e por isso, foi fotografado em vez de digitalizado) e a página impressa correspondente.