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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
As 10 Melhores BDs que li em 2015 - Parte 1
Ao contrário do ano passado, em 2016 consegui que esta lista das melhores Bandas Desenhadas que li pela primeira vez em 2015, ficasse disponível logo no início de Janeiro.
Num ano tão recheado, tanto em quantidade como em qualidade, de grandes livros, não foi fácil escolher dez títulos. Acabei por optar por estes dez, mas quase podia ter escolhido outros tantos.
Aqui fica a primeira parte da lista, ordenada por ordem alfabética. Para a semana, fica prometida a segunda, e última, parte.
1 - Alias: A.K.A. Jessica Jones, Bendis e Gaydos, Marve/Max
Confesso que, na altura em que saiu, não senti grande interesse em ler esta série. Só este ano, graças à excelente série Jessica Jones, da Netflix, decidi corrigir o erro.O traço de Michael Gaydos, que me parecia demasiado estático e pouco atraente, funciona perfeitamente nesta série, articulando-se harmoniosamente com os diálogos de Brian Michael Bendis, aqui ao seu melhor nível.
Embora mantendo um nível geral muito alto, a série tem momentos geniais, como o episódio, inteiramente pintado por Gaydos, em que Jessica é contratada por J. Jonah Jameson para investigar o Homem-Aranha para o Daily Bugle, ou o último arco de histórias, que serviu de base à série da Netflix.
2 - DKIII: The Master Race, Miller, Azzarello, Kubert e Janson, DC Comics
Tendo em conta os últimos trabalhos de Frank Miller, havia fundados receios quanto a este terceiro Dark Knight. Mas Miller, que parece ter vencido a doença que o afectou nos últimos anos, regressou à BD cheio de energia e em grande forma. Rodeado de uma equipa de luxo, onde se destaca o argumentista Brian Azzarello, que assina a história ao lado de Miller, e o arte-finalista Klaus Janson, que volta a trabalhar com Miller 30 anos depois, DKIII mostra, por enquanto (apenas saíram 2 dos 8 capítulos da série) estar à altura da história original, criando uma continuação que não esquece o Dark Knight Strykes Again, actualizando o universo criado por Miller para o século XXI. Bem escrito, bem desenhado (por um Andy Kubert que faz uma síntese bem interessante entre o Miller do Dark Knight e o Miller do Sin City, sem abdicar do seu estilo próprio) melhor narrado e superiormente produzido, DKIII, não podendo ter o impacto da história original, não desmerece em nada em nada o recheado currículo dos autores envolvidos.
3 - Kong, the King, Osvaldo Medina, Kingpin Books
Osvaldo Medina já tinha mostrado ser um dos mais produtivos e versáteis desenhadores nacionais, mas neste Kong, the King afirma-se como autor completo, contando uma história de mais de cem páginas inteiramente sem palavras, recorrendo apenas ao desenho.
Variação sobre o filme King Kong, com o gorila gigante a ser substituído por um guerreiro selvagem, Kong é uma história tão simples como eficaz, com eventuais laivos autobiográficos, contada com a mestria narrativa ímpar, que revela um autor com um perfeito domínio da linguagem da Banda Desenhada.
4 - La Casa: Crónica de una Conquista, Daniel Torres, Norma Editorial
Fruto de seis anos de trabalho, entre a pesquisa, concepção e o desenho final, La Casa é um projecto tão ambicioso como conseguido, de tratar a evolução dos edifícios como espaço de vivência ao longo da história, recorrendo ao texto, à ilustração e à Banda Desenhada, que marca o regresso em grande de Daniel Torres às Livrarias.
Obra monumental, de quase 600 páginas, divididas por 26 capítulos, La Casa reúne uma série de relatos, em que o grafismo, a planificação e o ritmo narrativo se vão alterando conforme as épocas, tendo como protagonista a casa, enquanto um espaço interior habitado por personagens . Um espaço de memória que, nas palavras do autor, surge como "teatro da vida privada, cenário de paixões, marco de ruídos e silêncios e lugar de aprendizagem e de recordação". O resultado é um livro extraordinário e inclassificável
5 - Le Rapport de Brodeck Vol 1, Manu Larcenet e P. Claudel, Dargaud
Depois de Blast!, Manu Larcenet volta a surpreender os leitores com esta adaptação de um romance de Philippe Claudel, vencedor do Prémio Goncourt em 2007.Escritor e cineasta, Claudel que recusou diversas propostas de adaptação cinematográfica do seu livro, não hesitou a dar luz verde a Larcenet, para adaptar o seu livro à BD. E o resultado é espectacular. Usando um preto e branco de alto contraste, Larcenet constrói uma história sombria, de grande tensão psicológica, revelando um extraordinário talento gráfico que o seu registo caricatural, em obras como Le Combat Ordinaire, ou Le Retour à la Terre não deixavam antever.Um livro tão belo como perturbador, que mostra um Larcenet cada vez melhor desenhador e um verdadeiro mestre do preto e branco.
Continua...
quarta-feira, 22 de julho de 2015
Poderosos Heróis Marvel 1- Vingadores. Era de Ultron 1
OS VINGADORES ENFRENTAM ULTRON
NA ABERTURA DA NOVA COLECÇÃO DA MARVEL
Poderosos Heróis Marvel
Vol 1
Vingadores: Era de Ultron - Vol. 1
Argumento – Brian Michael Bendis
Desenhos – Bryan Hitch e Paul Neary
Quinta, 23 de Julho
Por + 8,90 €
É já na próxima quinta-feira que os super-heróis da Marvel regressam ao Público para aquela que é a quarta colecção que o jornal e a Levoir dedicam á “Casa das Ideias”. Uma colecção de histórias inéditas, que se prolongará pelas próximas quinze semanas, até dia 29 de Outubro.
Depois da anterior colecção, mais centrada no universo Marvel como um todo, balizada pelas grandes sagas cósmicas, que juntam os maiores heróis e os mais terríveis vilões, chegou a hora de dar novamente destaque às aventuras individuais dos mais poderosos heróis da Marvel. Heróis que o leitor bem conhece, como os Vingadores, Homem de Ferro, X-Men, Wolverine, Capitão América, Justiceiro, Homem-Aranha, Hulk, Demolidor e Thor, a par com outros que têm pela primeira vez a oportunidade de brilhar individualmente junto dos leitores portugueses. É o caso do Homem-Formiga, cujo filme já está nas salas de cinema de todo o mundo, da Viúva Negra, presença regular nos filmes dos Vingadores e do Gavião Arqueiro, que chega a Portugal na premiada versão de Matt Fraction e David Aja.
A abrir a colecção, temos um título que foge a essa filosofia, pois centra-se no universo Marvel como um todo, que se une para combater Ultron, a inteligência artificial que está também em destaque no último filme dos Vingadores. Apesar das semelhanças no título, não estamos perante a Banda Desenhada que inspirou o filme de Joss Whedon, até porque o segundo filme dos Vingadores não segue nenhuma BD em particular, indo buscar inspiração a diferentes histórias, adaptando-as às necessidades específicas do Universo Marvel no cinema. Aliás, a própria personagem de Ultron é bem reveladora dessas diferenças entre a BD e o cinema. Criado por Roy Thomas e John Buscema em 1968, na revista Avengers, Ultron surge como uma criação ficcional de Hank Pym, o Homem-Formiga, que é também um dos grandes cientistas do universo Marvel e membro dos Vingadores, ao contrário do que acontece no cinema, onde é criado por Tony Stark, o Homem de Ferro. O que se mantém comum é o ódio de Ultron à raça humana, que o leva a tentar exterminá-la por todos os meios.
Era de Ultron é a última grande saga da Marvel arquitectada por Brian Michael Bendis, que conclui aqui um percurso de sagas épicas centradas nos Vingadores, iniciado com Guerra Civil e prosseguido em sagas como Invasão Secreta, Cerco e Vingadores vs X-Men contando com a presença do britânico Bryan Hitch no desenho para assegurar um final em beleza. Hitch, que emprestou um fôlego épico aos Supremos (a versão dos Vingadores do Universo Ultimate, escrita por Mark Millar), mostra mais uma vez ser o homem certo para uma história com esta grandiosidade e sopro épico.
A história de a Era de Ultron, saga que vai ocupar os dois primeiros volumes da colecção Poderosos Heróis Marvel, passa-se num futuro próximo, em que os robots ao serviço de Ultron conquistaram o mundo, restando apenas um pequeno grupo de heróis na clandestinidade para os combater. Depois de perceberem que, em condições normais, nunca conseguiriam derrotar Ultron, só resta aos heróis regressar ao passado, para tentar modificar o presente e evitar um futuro apocalíptico. No fundo, uma premissa com alguns pontos de contacto com uma história clássica dos X-Men, que os leitores do Público já puderam descobrir numa colecção anterior, o incontornável Dias de um Futuro Esquecido, de Chris Claremont e John Byrne, explicitamente homenageada neste volume, numa cena em que os nomes dos heróis são mostrados em fotos numa parede, lembrando a capa de John Byrne para o clássico dos X-Men.
E, terminado este volume, só restará ao leitor ansioso aguardar uma semana, para finalmente descobrir como conseguiram os Vingadores viajar no tempo e pôr fim à era de Ultron.
Publicado originalmente no jornal Público de 17/07/2015
sábado, 22 de novembro de 2014
Universo Marvel 19 - Vingadores Vs X-Men Vol1: O dia da Fénix
VINGADORES E X-MEN NUM CONFRONTO
QUE VAI MUDAR A FACE DO UNIVERSO MARVEL
UNIVERSO MARVEL VOL 19
Vingadores Vs X-Men Vol 1 – O Dia da Fénix
Argumento – Brian Michael Bendis, Jason Aaron, Ed Brubaker, Jonathan Hickman e Matt Fraction
Desenhos – John Romita Jr., Olivier Copiel e Andy Kubert
A colecção Universo Marvel aproxima-se do fim com a publicação da primeira parte da saga que concretiza o sonho de milhares de fãs da Marvel que sempre imaginaram como seria um confronto entre os Vingadores e os X-Men, os dois maiores grupos de heróis da Casa das Ideias.
Este confronto, muitas vezes imaginado mas só agora concretizado é a consequência lógica dos acontecimentos que os leitores do Público poderam acompanhar em sagas como Dinastia de M, que reduziu drasticamente a população de mutantes, ou Vingadores, o fim de uma Era. Sagas inesquecíveis que alteraram profundamente o equilíbrio de forças do Universo Marvel, levando a uma profunda reorganização de que o Argumentista Brian Michael Bendis foi o principal arquitecto e que se concretiza finalmente nesta história, em que o regresso da Força Fénix, que levou à morte de Jean Grey na sequência do clássico A Saga da Fénix Negra, publicada numa anterior colecção dedicada à Marvel, vai levar ao confronto entre os X-Men, liderados por Scott Summers, o Ciclope e por Emma Frost, após a morte do Professor Xavier e os Vingadores, em cujas fileiras está Wolverine que durante décadas foi o mais popular dos X-Men e que agora se vê forçado a defrontar os seus antigos companheiros
E se esta saga, cuja primeira parte poderemos ler na próxima quinta-feira, reúne os maiores heróis da Marvel, em termos de talento criativo a situação não é muito diferente, pois é difícil reunir numa mesma história argumentistas do calibre de Jason Aaron, Ed Brubaker, Jonathan Hickman e Matt Fraction. Nomes que estão indiscutivelmente entre os maiores escritores a trabalhar no mercado americano de BD, com um trabalho de altíssima qualidade que não se restringe às histórias de super-heróis.
Em termos gráficos, o talento também está à altura da importância do acontecimento, como o atesta a presença de um dos maiores Ilustradores da Marvel das últimas décadas: John Romita Jr., desenhador que ao longo de uma carreira de mais de 40 anos já passou pelas principais séries da Marvel e que aqui tem mais uma oportunidade de voltar a desenhar os principais heróis da Casa das Ideias, reunidos numa história épica. Mas Romita Jr. não é o único desenhador a ilustrar este confronto entre os Vingadores e os X-Men, contando com a companhia inspirada de Olivier Coipel, nome bem conhecido dos leitores destas colecções graças ao seu trabalho em Dinastia de M, Thor renascido e Cerco, e ainda de Adam Kubert, filho do lendário Joe Kubert, que mais uma vez prova estar à altura do legado do pai.
Em suma, um elenco de luxo para uma história à altura, que encerra com chave de ouro esta movimentada viagem pelo Universo Marvel.
Texto publicado no jornal Público de 07/11/2014
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segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Universo Marvel 13 - Vingadores: Cerco
OS VINGADORES ENFRENTAM O CERCO A ASGARD
UNIVERSO MARVEL VOL 13
Vingadores: Cerco
Argumento – Brian Michael Bendis
Desenhos – Olivier Coipel
Quinta, 02 de Outubro + 8,90€
Cerco, a saga do Universo Marvel que chega aos quiosques na próxima quinta-feira, serve de conclusão a quase dez anos de histórias, concebidas com uma precisão de relojoeiro por Brian Michael Bendis, que pudemos acompanhar nesta e em anteriores colecções que o Público e a Levoir dedicaram à Marvel. Uma vasta saga iniciada com a Guerra Civil, já publicada numa anterior colecção e que tem neste Cerco o seu capítulo final, que vem alterar profundamente o status quo do Universo Marvel.
O Cerco que dá nome a esta saga, é o cerco a Asgard, a mítica terra dos Deuses Nórdicos, transportada para os céus da América profunda, como vimos no 5º volume dedicado ao Poderoso Thor, que é atacada pela H.A.M.M.E.R., a mais poderosa força de segurança do mundo, comandada por Norman Osborn, que substituiu a S.H.I.E.L.D., depois desta ter sido dissolvida na sequência dos acontecimentos da Invasão secreta. Uma história épica, que opõe os heróis da Terra aos Deuses de Asgard, com os Vingadores a juntarem-se a Thor na defesa do reino de Asgard, contra as tropas de Norman Osborn, que além da H.A.M.M.E.R., incluem os Vingadores Negros, super-vilões contratados para se fazerem passar pelos Vingadores originais e a Cabala, uma organização secreta criada por Osborn para concretizar o seu objectivo da dominação mundial.
Para além de pôr um fim definitivo à meticulosamente orquestrada tentativa de conquista do Universo Marvel por Norman Osborn, este volume assinala o regresso em grande forma da trindade fundadora dos Vingadores, Homem de Ferro, Capitão América e Thor, que a Guerra Civil tinha colocado de lados diferentes da barricada.
A ilustrar esta saga épica, está o nosso bem conhecido Olivier Copiel que, depois de Dinastia de M e Thor: Renascido, dá aqui mais uma prova do seu imenso talento visual.
Texto publicado no Jornal Público de 26/09/2014
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